Instrumentos e técnicas no Serviço Social do INSS: visão técnico-operativa
No cotidiano do INSS, instrumentos e técnicas são meios de trabalho que permitem ao/à assistente social produzir informações qualificadas, analisar situações sociais relacionadas ao acesso a direitos previdenciários e assistenciais, registrar evidências de forma fidedigna e orientar encaminhamentos e ações socioeducativas. A qualidade técnico-operativa depende de: objetivo claro, método compatível com a demanda, registro consistente, linguagem profissional, fundamentação técnico-ética e respeito ao sigilo.
Critérios gerais de qualidade técnico-operativa
- Finalidade definida: o que se pretende conhecer, analisar ou orientar (ex.: compreender barreiras de acesso, mapear rede de apoio, identificar vulnerabilidades e potencialidades).
- Coerência entre demanda, instrumento e evidências: usar entrevista, estudo social, visita (quando cabível) e registros de modo articulado, evitando conclusões sem base.
- Rastreabilidade: registrar data, local, participantes, fontes de informação e limites do que foi observado/relatado.
- Linguagem técnica e não estigmatizante: descrever fatos e contextos, evitar juízos morais e rótulos.
- Sigilo e proteção de dados: registrar apenas o necessário, com cuidado com informações sensíveis e com a circulação do documento.
- Atualidade: informações recentes e contextualizadas; quando houver defasagem, explicitar.
- Contraditório e checagem: quando existirem versões divergentes, registrar a divergência e buscar confirmação por fontes legítimas.
Evidências e fontes: o que registrar e como qualificar
As evidências no Serviço Social são construídas a partir de fontes como: relato do/a usuário/a, observação profissional, documentos apresentados, informações de serviços da rede (quando houver autorização e pertinência), e registros administrativos disponíveis. O registro deve indicar origem (quem informou), condição (observado, referido, documentado), contexto (quando e onde) e limites (o que não foi possível verificar).
- Exemplo de qualificação: “Usuária refere que reside com dois filhos; informação confirmada por documento de identificação dos dependentes apresentado na data X” (documentado) versus “Usuária refere ausência de rede de apoio” (referido, sem confirmação externa).
- Evitar: “A família é desestruturada” (juízo) sem descrição objetiva do que foi observado/relatado.
Entrevista social
Finalidade
A entrevista social é técnica central para compreender a situação social, identificar necessidades e barreiras, mapear rede de apoio, condições de vida, trajetórias de trabalho e proteção social, e orientar o atendimento e os encaminhamentos. No INSS, costuma ser utilizada para qualificar informações relevantes ao estudo social e à elaboração de relatórios/pareceres, além de orientar o/a usuário/a sobre acesso a serviços.
Passo a passo prático
- 1) Preparação: definir objetivo (o que precisa ser conhecido), revisar informações já disponíveis, preparar roteiro flexível por eixos (família, renda, moradia, saúde, cuidados, trabalho, rede, acessibilidade).
- 2) Acolhimento e pactuação: explicar finalidade da entrevista, tempo estimado, uso das informações, limites do sigilo e necessidade de registros; confirmar consentimento para coleta e registro.
- 3) Condução: iniciar por perguntas abertas, aprofundar com perguntas específicas; observar coerência interna do relato; identificar fatores de risco e proteção; registrar expressões relevantes sem expor intimidades desnecessárias.
- 4) Síntese e validação: ao final, recapitular pontos principais e confirmar com o/a usuário/a se a compreensão está correta; registrar divergências se houver.
- 5) Orientações e encaminhamentos: informar próximos passos, prazos e documentos; quando cabível, encaminhar para rede socioassistencial, saúde, educação, direitos humanos, entre outros.
- 6) Registro técnico: produzir registro objetivo, datado, com identificação de participantes e principais achados por eixos.
Eixos frequentes e exemplos de perguntas
- Composição familiar e cuidados: “Quem mora no domicílio? Quem cuida de quem? Há alguém que dependa de cuidados contínuos?”
- Renda e despesas essenciais: “Quais são as fontes de renda? Quais despesas fixas impactam o orçamento (aluguel, medicamentos, transporte)?”
- Moradia e acessibilidade: “Como é o acesso ao domicílio? Há barreiras físicas? Como é o transporte até serviços?”
- Rede de apoio e serviços: “Quais serviços vocês utilizam? Há acompanhamento no CRAS/CREAS, UBS, CAPS? Quem ajuda em emergências?”
- Trabalho e proteção social: “Há histórico de vínculos? Houve interrupções por adoecimento? Quais estratégias de sobrevivência foram adotadas?”
Erros comuns
- Entrevista sem objetivo definido, gerando coleta excessiva de dados irrelevantes.
- Confundir entrevista com interrogatório: perguntas fechadas em sequência, sem escuta qualificada.
- Registrar opiniões pessoais (“parece preguiçoso”, “não quer trabalhar”) em vez de fatos e contextos.
- Não explicitar fonte da informação (observado vs referido).
- Prometer resultados ou prazos que não dependem do Serviço Social.
Visita domiciliar (quando cabível)
Finalidade e cabimento
A visita domiciliar é técnica de observação e aproximação do contexto de vida, utilizada quando é necessária para qualificar a análise social, esclarecer informações relevantes e compreender barreiras concretas (acessibilidade, cuidados, dinâmica familiar, condições de moradia e suporte). Deve ser empregada com parcimônia, justificativa técnica e respeito à privacidade, evitando caráter fiscalizatório.
Passo a passo prático
- 1) Justificativa técnica: registrar por que a visita é necessária e quais questões pretende esclarecer (ex.: barreiras de mobilidade, organização do cuidado, acesso a serviços).
- 2) Planejamento: agendar com antecedência, orientar sobre presença de responsável, considerar segurança, tempo, logística e acessibilidade; definir o que será observado.
- 3) Pactuação no início: explicar objetivo, duração, limites do registro e do sigilo; solicitar consentimento para entrada e para eventual contato com serviços (se necessário).
- 4) Observação e entrevista no domicílio: observar elementos pertinentes (sem devassar intimidades), conversar com moradores relevantes, identificar recursos e barreiras.
- 5) Síntese e devolutiva: esclarecer próximos passos, orientar encaminhamentos e registrar pontos essenciais.
- 6) Registro imediato: elaborar registro técnico com descrição objetiva do observado, distinguindo do referido.
O que observar (exemplos de evidências)
- Acessibilidade: presença de escadas, ausência de rampas, distância até transporte, condições de circulação interna.
- Condições de moradia: ventilação, iluminação, riscos ambientais relevantes (ex.: umidade que agrava condição respiratória), sem detalhamento sensacionalista.
- Organização do cuidado: quem executa cuidados, sobrecarga de cuidador/a, existência de revezamento, acesso a insumos.
- Rede e território: proximidade de UBS/CRAS, barreiras territoriais (violência, ausência de transporte), quando relatadas e/ou observadas.
Erros comuns
- Realizar visita sem consentimento claro ou sem justificativa técnica registrada.
- Assumir postura de inspeção, buscando “provar” algo, em vez de compreender o contexto.
- Descrever intimidades desnecessárias (ex.: detalhes pessoais sem pertinência).
- Generalizar a partir de um recorte pontual (“casa desorganizada” sem contextualizar rotina, adoecimento, falta de apoio).
Estudo social
Conceito e finalidade
O estudo social é um processo técnico-metodológico de análise, que integra informações obtidas por entrevista, registros, documentos e, quando cabível, visita domiciliar e contatos com a rede. Seu objetivo é produzir compreensão crítica e contextualizada da situação social, identificando determinantes, barreiras, vulnerabilidades e potencialidades, com base em evidências e referenciais profissionais.
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Etapas do estudo social
- 1) Delimitação do objeto: definir qual questão social será analisada (ex.: barreiras de acesso, condições de cuidado, impacto de adoecimento na vida laboral).
- 2) Plano de coleta: escolher instrumentos (entrevista, visita, análise documental, contato com rede) e definir eixos e fontes.
- 3) Coleta e registro: produzir registros técnicos consistentes, com distinção entre observado, referido e documentado.
- 4) Análise: relacionar dados, identificar nexos, contradições, fatores de risco e proteção; explicitar limites e lacunas.
- 5) Síntese técnica: organizar achados por eixos e construir interpretação fundamentada, evitando conclusões apressadas.
- 6) Produto técnico: elaborar relatório social e/ou parecer social, conforme finalidade institucional e demanda.
Critérios de qualidade do estudo social
- Consistência: dados convergentes e bem qualificados; quando divergentes, divergência explicitada.
- Contextualização: considerar território, acesso a serviços, dinâmica familiar, trabalho e proteção social.
- Não reducionismo: evitar explicar a situação apenas por “escolhas individuais”; considerar condicionantes sociais.
- Transparência metodológica: indicar instrumentos utilizados e período de referência das informações.
Erros comuns
- Confundir estudo social com “relato de atendimento” sem análise.
- Usar linguagem vaga (“situação difícil”) sem descrever evidências.
- Ignorar potencialidades e recursos, focando apenas em déficits.
- Não registrar limites (ex.: impossibilidade de visita, ausência de documentos).
Relatório social e parecer social
Diferença prática entre relatório e parecer
- Relatório social: documento descritivo-analítico que apresenta dados, contexto, procedimentos e análise da situação social, com linguagem técnica e evidências qualificadas.
- Parecer social: manifestação técnica conclusiva, fundamentada no estudo social, respondendo a uma questão específica (o “quesito” institucional), explicitando fundamentos e limites.
Critérios de qualidade para documentos
- Clareza e objetividade: frases diretas, sem jargões desnecessários.
- Estrutura lógica: do objetivo aos procedimentos, achados e análise.
- Fundamentação: ancorar a análise em evidências e referenciais técnico-éticos; evitar “achismos”.
- Proteção de dados: incluir apenas informações pertinentes; anonimizar terceiros quando possível/necessário.
- Coerência interna: conclusões compatíveis com o que foi descrito.
Modelo de estrutura: Relatório social (sem formulário pronto)
- 1) Identificação: iniciais do/a usuário/a (ou identificação conforme padrão institucional), data, local, profissional responsável, finalidade do documento.
- 2) Demanda/objetivo: qual questão motivou o relatório e o que se pretende responder.
- 3) Procedimentos técnicos: instrumentos utilizados (entrevista em data X, análise documental, visita domiciliar em data Y quando realizada, contatos com rede quando autorizados).
- 4) Caracterização sociofamiliar e territorial: composição familiar, arranjos de cuidado, território e acesso a serviços (com evidências qualificadas).
- 5) Condições socioeconômicas: fontes de renda, despesas essenciais, trabalho, estratégias de sobrevivência, sem exposição desnecessária.
- 6) Condições de saúde e funcionalidade (quando pertinente): impactos sociais do adoecimento/deficiência na vida cotidiana, barreiras e suportes, distinguindo relato e documentos.
- 7) Rede de apoio e serviços: vínculos, acompanhamentos, lacunas de atendimento, acessibilidade.
- 8) Análise social: síntese interpretativa, determinantes, vulnerabilidades e potencialidades, limites do estudo.
- 9) Encaminhamentos e orientações realizadas: o que foi orientado/encaminhado, para onde, com qual finalidade e prazos sugeridos.
- 10) Referências técnico-éticas e observações de sigilo: quando necessário, registrar restrições de circulação do documento.
Modelo de estrutura: Parecer social (sem formulário pronto)
- 1) Identificação e quesito: qual pergunta técnica será respondida.
- 2) Síntese do estudo social: principais achados, com evidências-chave (sem repetir todo o relatório).
- 3) Fundamentação: argumentos técnicos baseados em evidências, articulando contexto social, barreiras e suportes; explicitar limites.
- 4) Manifestação conclusiva: resposta objetiva ao quesito, com condicionantes e ressalvas quando cabível.
- 5) Encaminhamentos correlatos: se houver, registrar os encaminhamentos decorrentes da análise.
Erros comuns em relatórios/pareceres
- Conclusão sem evidências (“não há vulnerabilidade” sem demonstrar critérios).
- Uso de termos estigmatizantes (“família desestruturada”, “mãe negligente”) sem descrição e sem cuidado ético.
- Excesso de informações íntimas que não contribuem para o objetivo do documento.
- Copiar e colar trechos padronizados sem aderência ao caso concreto.
- Não indicar procedimentos e fontes, dificultando rastreabilidade.
Registros técnicos: prontuário, notas técnicas e memória do atendimento
Finalidade
Registros técnicos organizam a memória profissional, sustentam a continuidade do atendimento, qualificam a análise e dão transparência ao trabalho. No INSS, devem ser objetivos, pertinentes e compatíveis com a proteção de dados e o sigilo profissional.
O que um bom registro deve conter
- Identificação mínima: data, local/canal de atendimento, profissional, participantes.
- Motivo do atendimento: demanda apresentada e objetivo do atendimento.
- Procedimentos: entrevista realizada, documentos analisados, contatos efetuados, orientações prestadas.
- Achados relevantes: evidências por eixos (renda, moradia, cuidados, rede, barreiras).
- Encaminhamentos: para onde, por quê, com qual orientação e retorno esperado.
- Limites e pendências: documentos não apresentados, impossibilidade de contato, necessidade de nova escuta.
Erros comuns
- Registro genérico (“atendido e orientado”) sem conteúdo verificável.
- Registro excessivo e invasivo, com dados sensíveis sem pertinência.
- Confundir registro técnico com desabafo/opinião pessoal.
- Não registrar encaminhamentos, dificultando acompanhamento.
Encaminhamentos: articulação com a rede e responsabilização compartilhada
Finalidade
Encaminhamentos são ações de orientação e articulação para acesso a serviços e políticas públicas, visando reduzir barreiras e ampliar proteção social. Devem ser realizados com critério, evitando “empurrar” o problema para outro serviço e garantindo que o/a usuário/a compreenda o motivo e o caminho do encaminhamento.
Passo a passo prático
- 1) Identificar a necessidade: qual demanda extrapola o escopo imediato do atendimento e requer rede (ex.: insegurança alimentar, violência, saúde mental, ausência de documentação civil).
- 2) Mapear serviço adequado: escolher o ponto de atenção mais pertinente (território, porta de entrada, perfil do serviço).
- 3) Pactuar com o/a usuário/a: explicar finalidade, o que levar, horários, possíveis filas e alternativas; verificar condições de deslocamento e acessibilidade.
- 4) Formalizar quando necessário: registrar por escrito as informações essenciais, respeitando sigilo e minimização de dados.
- 5) Registrar e acompanhar: anotar encaminhamento e, quando cabível, planejar retorno para verificar acesso e ajustar estratégia.
Critérios de qualidade
- Pertinência: encaminhar apenas quando houver necessidade real e serviço compatível.
- Clareza: orientar passo a passo e checar compreensão.
- Não revitimização: evitar exigir que o/a usuário/a repita sua história em múltiplos serviços sem necessidade; quando possível, encaminhar com síntese técnica.
- Autonomia: fortalecer capacidade de decisão do/a usuário/a, sem tutela.
Erros comuns
- Encaminhar sem explicar finalidade e sem considerar barreiras (transporte, horário, acessibilidade).
- Encaminhar para múltiplos serviços sem priorização, gerando sobrecarga.
- Compartilhar informações sensíveis com a rede sem necessidade e sem consentimento.
Trabalho socioeducativo no INSS
Conceito e finalidade
O trabalho socioeducativo envolve ações individuais e coletivas de orientação, informação qualificada e fortalecimento de autonomia, com foco em direitos, acesso a serviços, prevenção de violações e enfrentamento de barreiras. Pode ocorrer em atendimentos, grupos, palestras orientativas, atividades intersetoriais e produção de materiais informativos (quando previsto e autorizado).
Planejamento: passo a passo
- 1) Diagnóstico da demanda: identificar temas recorrentes (ex.: dificuldades de acesso, documentação, barreiras digitais, cuidados e rede).
- 2) Definição do público e objetivo: quem será alcançado e qual mudança se espera (ex.: aumentar compreensão sobre fluxos de atendimento e reduzir retrabalho).
- 3) Conteúdo e metodologia: linguagem acessível, exemplos práticos, espaço para perguntas; recursos de acessibilidade (leitura simples, mediação, materiais em formatos adequados).
- 4) Parcerias: articular com serviços do território quando necessário (saúde, assistência social, educação), respeitando competências.
- 5) Registro e avaliação: registrar participantes (quando pertinente), temas, dúvidas frequentes, encaminhamentos gerados e ajustes necessários.
Exemplos práticos de ações socioeducativas
- Orientação sobre barreiras de acesso: organizar explicação por etapas do atendimento, documentos essenciais e alternativas para quem tem dificuldade de deslocamento.
- Rede de proteção: apresentar, de forma prática, portas de entrada do território (UBS, CRAS, serviços de proteção), com critérios de quando buscar cada um.
- Direitos e prevenção de violações: orientar sobre canais de denúncia e proteção em situações de violência, com cuidado para não expor a pessoa.
Erros comuns
- Atividade expositiva sem diálogo, que não considera dúvidas reais do público.
- Uso de linguagem técnica inacessível.
- Não registrar aprendizados e demandas, perdendo oportunidade de qualificar fluxos.
Fundamentação técnico-ética: critérios para sustentar decisões e documentos
Princípios operacionais para fundamentar tecnicamente
- Centralidade do sujeito e respeito à dignidade: reconhecer o/a usuário/a como sujeito de direitos, evitando culpabilização.
- Sigilo profissional e minimização de dados: registrar e compartilhar apenas o necessário para a finalidade do atendimento/documento.
- Imparcialidade técnica: não confundir valores pessoais com análise profissional; sustentar afirmações em evidências.
- Transparência: explicitar procedimentos, fontes e limites do estudo.
- Não discriminação: cuidado com linguagem e interpretações que reforcem estigmas (pobreza, raça, gênero, deficiência, saúde mental).
- Responsabilidade profissional: orientar com base em informações verificáveis e fluxos institucionais, sem promessas indevidas.
Checklist técnico para revisar relatório/parecer antes de finalizar
- O objetivo/quesito está explícito e foi respondido?
- Os procedimentos e fontes estão descritos?
- Está claro o que é observado, referido e documentado?
- Há coerência entre dados apresentados e análise/conclusão?
- Foram evitadas informações íntimas sem pertinência?
- Há linguagem respeitosa e não estigmatizante?
- Encaminhamentos estão registrados com finalidade e orientação prática?
- Limites do estudo foram explicitados (lacunas, impossibilidades)?
Exemplos de trechos técnicos bem formulados (para orientar escrita)
Exemplo 1: qualificação de fonte
“Em entrevista realizada em 10/01/2026, o usuário refere residir sozinho e não contar com apoio familiar próximo. Não foram apresentados documentos que comprovem composição familiar; informação registrada como relato do usuário.”
Exemplo 2: descrição objetiva sem estigma
“Observou-se barreira arquitetônica no acesso ao domicílio (escada com aproximadamente X degraus, sem corrimão), o que dificulta deslocamento do usuário, que refere limitação de mobilidade.”
Exemplo 3: análise com limites
“Os dados indicam sobrecarga de cuidado concentrada em uma única cuidadora, com ausência de revezamento e dificuldades de acesso a serviços no território. Não foi possível contatar a rede de saúde por ausência de autorização expressa no momento do atendimento, o que limita a confirmação de informações clínicas.”