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Erros frequentes que derrubam a nota e como evitar

Capítulo 11

Tempo estimado de leitura: 0 minutos

+ Exercício

Erros frequentes que derrubam a nota e como evitar

Em redações de concurso, a nota costuma cair menos por “falta de ideias” e mais por erros recorrentes que sinalizam ao corretor: domínio insuficiente da norma, pouca precisão, desatenção ao comando ou incapacidade de sustentar o que foi afirmado. Este capítulo reúne os deslizes mais comuns que derrubam pontuação e mostra como prevenir cada um com ações objetivas durante a escrita e na revisão. A proposta aqui é prática: identificar o erro, entender por que ele é penalizado e aplicar um procedimento simples para não repeti-lo.

1) Fugir do tema ou tangenciar o recorte (mesmo “falando bonito”)

Fuga ao tema não é apenas escrever sobre outro assunto; também ocorre quando você aborda o tema de forma genérica, sem responder ao recorte exigido pelo enunciado. Muitas propostas pedem um ângulo específico (causas, consequências, desafios, medidas, impactos em determinado grupo, etc.). Quando o texto não atende a esse foco, o corretor entende que houve leitura superficial do comando.

Como isso derruba a nota: a banca penaliza por inadequação ao tema e por falta de atendimento ao gênero/objetivo. Em casos graves, pode zerar o critério de conteúdo.

Como evitar (passo a passo rápido):

  • Antes de escrever: transforme o tema em uma pergunta com o recorte. Ex.: “Quais são os principais desafios e quais medidas podem enfrentá-los?”
  • Durante o desenvolvimento: ao final de cada parágrafo, faça uma checagem mental: “Isso responde à pergunta?” Se não responder, está tangenciando.
  • Na revisão: sublinhe (mentalmente) as palavras do tema no seu texto. Se elas aparecem pouco ou só na introdução, há risco de desvio.

Exemplo de tangenciamento: tema sobre “desinformação e democracia”. Texto fala longamente sobre “uso excessivo de redes sociais” e “dependência digital”, mas quase não relaciona com processos democráticos, participação política, eleições, confiança institucional. Mesmo com boa escrita, perde aderência.

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2) Contradição interna: afirmar uma coisa e desmentir depois

Contradição é quando o texto apresenta ideias incompatíveis entre si, seja por descuido, seja por tentativa de “equilibrar” argumentos sem amarrar a lógica. Ex.: defender que o Estado não deve intervir e, adiante, exigir políticas públicas robustas sem explicar a mudança de premissa.

Como isso derruba a nota: o corretor percebe incoerência e fragilidade argumentativa. A nota cai em critérios de coerência e organização.

Como evitar:

  • Use termos de precisão: “em parte”, “em determinados contextos”, “sem prejuízo de”, “desde que”. Isso permite nuance sem contradição.
  • Se mudar de posição: explicite a condição. Ex.: “Embora a autorregulação tenha papel relevante, ela é insuficiente quando…”
  • Na revisão: procure frases absolutas (“sempre”, “nunca”, “todo”, “qualquer”) e veja se você mesmo não as relativiza depois.

3) Generalizações e “achismos” sem sustentação

Generalização é afirmar algo amplo demais sem delimitar ou sem justificar. “A sociedade está cada vez mais alienada”, “as pessoas não leem mais”, “o governo não faz nada”. Além de imprecisas, essas frases soam como opinião solta.

Como isso derruba a nota: o texto perde credibilidade e densidade. O corretor tende a enxergar superficialidade e baixa capacidade de análise.

Como evitar (técnica prática):

  • Troque o universal pelo recortado: em vez de “as pessoas”, use “parte da população”, “em determinados grupos”, “em alguns contextos urbanos”.
  • Acrescente mecanismo: explique “como” e “por que” ocorre. Ex.: “A alienação se intensifica quando…”
  • Inclua evidência plausível: pode ser dado geral, referência institucional, tendência observável, desde que pertinente e sem inventar números.

Exemplo de melhoria: “O governo não faz nada” → “As ações existentes são insuficientes porque não alcançam a ponta do serviço e carecem de fiscalização contínua.”

4) Exemplos desconectados: repertório “enfeite”

Um erro comum é inserir um exemplo apenas para parecer culto, sem ligação direta com o argumento. O repertório precisa cumprir função: explicar, comprovar, ilustrar mecanismo ou ampliar a compreensão do problema. Quando vira enfeite, o texto perde foco.

Como isso derruba a nota: o corretor percebe deslocamento temático e pode penalizar por falta de pertinência e por quebra de progressão.

Como evitar:

  • Antes de citar: pergunte “o que esse exemplo prova?” Se não provar nada, corte.
  • Depois de citar: sempre faça a ponte interpretativa: “Isso evidencia que…”, “Logo, percebe-se…”.
  • Evite lista de referências: uma referência bem explicada vale mais que três jogadas.

5) Propostas vagas, inviáveis ou sem agente

Em temas que exigem encaminhamentos, muitos candidatos escrevem soluções genéricas: “é preciso conscientizar”, “deve-se investir”, “tem que melhorar a educação”. Falta agente (quem faz), meio (como faz), finalidade (para quê) e detalhamento mínimo (o que exatamente será feito).

Como isso derruba a nota: a banca entende como falta de concretude e baixa capacidade propositiva. Em algumas correções, proposta vaga reduz fortemente a pontuação do critério de intervenção/encaminhamento (quando houver).

Como evitar (checklist prático):

  • Agente: quem executa? (Estado, escola, mídia, empresas, órgãos de controle, comunidade).
  • Ação: o que será feito? (criar programa, fiscalizar, regulamentar, capacitar, ampliar serviço).
  • Meio: como? (campanhas segmentadas, formação continuada, plataformas de denúncia, auditoria, parcerias).
  • Finalidade: para reduzir o quê? aumentar o quê? com qual efeito esperado?
  • Detalhe de viabilidade: cite instrumento realista (norma, órgão, política pública, rotina institucional) sem inventar leis específicas.

Exemplo de proposta fraca: “Conscientizar a população sobre o problema.”

Exemplo de proposta mais concreta: “Secretarias municipais, em parceria com unidades básicas e escolas, podem promover ciclos trimestrais de orientação com materiais simples e linguagem acessível, focados no público mais exposto ao problema, para reduzir a incidência e facilitar o acesso ao serviço.”

6) Linguagem inadequada ao registro: informalidade, gírias e “tom de rede social”

Redação de concurso exige registro formal. Informalidade não é só gíria; inclui exageros de oralidade, perguntas retóricas em excesso, frases como “todo mundo sabe”, “é tipo assim”, “a gente vê”. Também inclui ironia e sarcasmo, que podem soar agressivos ou pouco técnicos.

Como isso derruba a nota: reduz pontuação em norma e adequação ao gênero, além de afetar a imagem de seriedade do texto.

Como evitar:

  • Substituições úteis: “a gente” → “a sociedade”/“a população”; “dá pra” → “é possível”; “tem que” → “deve-se”.
  • Evite marcas de conversa: “né”, “tipo”, “daí”, “pra caramba”.
  • Prefira verbos impessoais: “observa-se”, “nota-se”, “verifica-se” (sem exagerar).

7) Erros de concordância e regência que se repetem

Um ou outro deslize pode acontecer, mas erros repetidos de concordância e regência sinalizam baixo domínio da norma. O problema é que muitos candidatos erram sempre nos mesmos pontos: concordância com sujeito posposto, verbos impessoais, regência de “assistir”, “implicar”, “preferir”, uso de crase, entre outros.

Como isso derruba a nota: a repetição pesa mais do que um erro isolado. O corretor tende a reduzir a nota de linguagem de forma consistente.

Como evitar (passo a passo de autocorreção):

  • Mapeie seus 5 erros campeões: anote quais você mais comete em simulados.
  • Crie uma lista de checagem: na revisão, procure especificamente esses pontos (não revise “no geral”).
  • Reescreva frases de risco: se não tem certeza da regência, reformule. Ex.: em vez de “assiste o cidadão”, use “o cidadão assiste a…” ou troque por “acompanha”.

Exemplos comuns:

  • “Houveram problemas” (verbo haver com sentido de existir é impessoal: “Houve problemas”).
  • “Fazem dois anos” (tempo decorrido: “Faz dois anos”).
  • “A maioria das pessoas são” (há variação, mas em redação formal costuma-se preferir “A maioria das pessoas é”).

8) Pontuação que altera sentido: vírgula entre sujeito e verbo, períodos intermináveis

Pontuação não é enfeite; ela organiza o raciocínio. Dois erros derrubam muito a clareza: (1) vírgula separando sujeito e verbo (“A falta de políticas públicas, agrava…”), e (2) períodos longos com muitas orações encaixadas, que fazem o leitor se perder.

Como isso derruba a nota: compromete legibilidade e pode gerar ambiguidade. O corretor penaliza por estrutura frasal e clareza.

Como evitar (procedimento prático):

  • Regra de segurança: não coloque vírgula entre sujeito e verbo, salvo quando houver um termo explicativo intercalado (aposto/oração explicativa) devidamente marcado.
  • Limite de fôlego: se um período passou de 3 linhas, considere dividir.
  • Teste de leitura: leia em voz baixa; se faltar ar ou você se perder, o corretor também se perde.

Exemplo de correção: “A ausência de fiscalização, contribui para fraudes.” → “A ausência de fiscalização contribui para fraudes.”

9) Ambiguidade e pronomes sem referente claro

Ambiguidade ocorre quando não fica claro a quem/ao que o texto se refere. Isso aparece muito com pronomes (“isso”, “esse”, “tal”, “ele”) usados sem um antecedente explícito, ou com frases em que dois termos podem ser o sujeito da ação.

Como isso derruba a nota: o corretor pode interpretar de modo diferente do que você pretendia, prejudicando a coerência e a força do argumento.

Como evitar:

  • Nomeie o referente: em vez de “isso”, use “esse cenário de…”; em vez de “tal prática”, diga qual prática.
  • Repetição estratégica: repetir um termo-chave é melhor do que usar pronome confuso.
  • Revisão direcionada: circule mentalmente “isso/esse/ela/ele” e pergunte “aponta para quê?”

Exemplo ambíguo: “O Estado deve fiscalizar as empresas, pois isso é essencial.” (isso = fiscalizar? empresas? essencial para quê?)

Versão clara: “O Estado deve fiscalizar as empresas, pois a fiscalização contínua reduz práticas abusivas e protege o consumidor.”

10) Causalidade falsa e saltos lógicos (“logo”, “portanto” sem prova)

Outro erro frequente é usar conectores conclusivos para “pular” etapas do raciocínio. O texto afirma A e conclui B sem explicar o mecanismo que liga as duas coisas. Ex.: “Há desigualdade educacional; portanto, a violência aumenta.” Pode ser verdade em muitos contextos, mas precisa de ponte explicativa.

Como isso derruba a nota: o corretor percebe fragilidade argumentativa e falta de encadeamento lógico.

Como evitar (técnica da ponte):

  • Inclua uma frase intermediária: explique o mecanismo causal.
  • Use conectores adequados: às vezes não é “portanto”, é “assim, em determinados contextos”, “o que pode contribuir para”.
  • Evite determinismo: prefira “tende a”, “pode”, “favorece”, quando não houver como demonstrar relação direta.

Exemplo com ponte: “A desigualdade educacional limita oportunidades de inserção produtiva; com isso, parte dos jovens fica mais exposta a economias ilícitas, o que pode elevar indicadores de violência em áreas vulneráveis.”

11) Uso problemático de citações: inventar autor, frase apócrifa ou “citação solta”

Citações podem ajudar, mas também derrubam a nota quando são inventadas, atribuídas sem segurança ou usadas sem integração. Frases famosas circulam com autoria errada; em concurso, isso pode gerar desconfiança e parecer tentativa de “impressionar”. Além disso, uma citação sem explicação vira ornamento.

Como isso derruba a nota: pode comprometer credibilidade e coerência; algumas bancas penalizam repertório inadequado ou incorreto.

Como evitar:

  • Priorize referências seguras: conceitos amplos (direitos fundamentais, cidadania, políticas públicas) e instituições (ONU, OMS, IBGE) sem inventar números.
  • Se usar citação: use apenas se tiver certeza da autoria e do sentido.
  • Integre: após a citação, explique como ela se aplica ao recorte do tema.

12) “Eu acho”, “na minha opinião” e marcas de subjetividade

Em dissertação argumentativa de concurso, a impessoalidade é valorizada. Marcas explícitas de opinião (“eu penso”, “na minha visão”) não são necessariamente proibidas em todas as bancas, mas costumam ser mal vistas e empobrecem o tom analítico.

Como isso derruba a nota: reduz formalidade e pode sugerir falta de fundamentação, como se o argumento dependesse apenas da opinião do autor.

Como evitar:

  • Troque por estruturas impessoais: “é possível afirmar que…”, “observa-se que…”, “nota-se que…”.
  • Troque opinião por justificativa: em vez de “acredito que é grave”, diga “é grave porque…”.

13) Repetição de palavras e pobreza vocabular por falta de revisão

Repetir termos-chave é aceitável quando dá unidade, mas repetir a mesma palavra em sequência (“problema… problema… problema”) ou usar sempre os mesmos verbos (“ter”, “fazer”, “colocar”) empobrece o texto. Muitas vezes, isso acontece por pressa e falta de uma revisão focada em estilo.

Como isso derruba a nota: afeta fluidez e pode reduzir a percepção de domínio linguístico.

Como evitar (passo a passo de variação controlada):

  • Na revisão: identifique repetições em cada parágrafo.
  • Substitua com precisão: “problema” → “impasse”, “entrave”, “desafio” (se fizer sentido); “fazer” → “implementar”, “executar”, “promover”.
  • Evite sinônimo forçado: não troque por palavra que você não domina ou que muda o sentido.

14) Parágrafo “inchado”: muitas ideias diferentes no mesmo bloco

Mesmo quando o texto está dentro do tema, um parágrafo pode perder força por acumular causas, consequências, exemplos e propostas sem hierarquia. O resultado é um bloco confuso, com pouca profundidade em cada ponto.

Como isso derruba a nota: o corretor percebe falta de organização e de aprofundamento, o que reduz a qualidade argumentativa.

Como evitar:

  • Uma ideia central por parágrafo: se você percebeu que usou “além disso” três vezes, provavelmente há mais de um núcleo.
  • Corte ou divida: transforme um parágrafo grande em dois, cada um com foco.
  • Frase-guia: reescreva a primeira frase do parágrafo para dizer exatamente qual ponto será tratado.

15) Excesso de abstração: falar de “sociedade” sem mostrar o funcionamento do problema

Textos muito abstratos ficam no nível das ideias gerais (“valores”, “ética”, “modernidade”) e não explicam como o problema se manifesta na prática. O corretor busca análise: mecanismos, relações de causa e efeito, atores envolvidos, obstáculos concretos.

Como isso derruba a nota: passa a sensação de superficialidade e de “enchimento”.

Como evitar (técnica do mecanismo):

  • Pergunte “como acontece?” e responda com um processo. Ex.: “A desinformação se espalha quando…”
  • Inclua atores: quem faz o quê? (plataformas, usuários, instituições, mídia, órgãos).
  • Inclua efeito observável: o que muda na vida social? (acesso a direitos, confiança, comportamento, indicadores).

16) Erros de referência temporal e verbal: incoerência de tempos

Mudar o tempo verbal sem necessidade (passado/presente/futuro) pode confundir. Ex.: “O problema cresce… cresceu… crescerá” no mesmo parágrafo sem motivo. Também há incoerência quando se descreve um fato histórico no presente sem intenção estilística clara.

Como isso derruba a nota: prejudica clareza e coesão, além de sinalizar falta de controle linguístico.

Como evitar:

  • Escolha um tempo dominante: geralmente o presente para análises gerais (“observa-se”, “ocorre”).
  • Use passado para fatos datados: “em 1988, foi promulgada…”
  • Na revisão: procure alternâncias de tempo e ajuste para uniformidade.

17) Revisão ineficiente: reler “por cima” e não caçar erros de alto impacto

Muitos candidatos até revisam, mas fazem uma leitura rápida que não encontra os erros que mais derrubam nota: concordância repetida, pontuação crítica, palavras faltando, pronomes ambíguos, frases que não fecham sentido. Revisão eficiente é revisão com método.

Como evitar (roteiro de revisão em 6 minutos):

  • Minuto 1: verifique aderência ao tema: cada parágrafo responde ao recorte?
  • Minuto 2: procure contradições e absolutos (“sempre/nunca”).
  • Minuto 3: pontuação: vírgula entre sujeito e verbo; períodos longos demais.
  • Minuto 4: norma: seus 5 erros campeões (concordância, crase, regência, verbos impessoais).
  • Minuto 5: clareza: pronomes (“isso/esse”) e frases ambíguas.
  • Minuto 6: estilo: repetições, informalidade, palavras vagas (“coisa”, “algo”, “muito”).

Dica operacional: se o tempo estiver curto, priorize correções que evitam perda grande: tema, contradição, pontuação crítica e erros de norma repetidos. Melhor corrigir 6 pontos decisivos do que trocar 15 palavras por sinônimos.

18) Erros de apresentação: letra ilegível, rasuras e organização visual

Em provas manuscritas, apresentação impacta a correção. Letra muito difícil, excesso de rasuras e falta de paragrafação clara podem prejudicar a leitura e aumentar a chance de o corretor interpretar errado uma palavra ou uma frase.

Como isso derruba a nota: embora algumas bancas não tenham critério específico de “caligrafia”, a legibilidade interfere na avaliação do conteúdo e da norma.

Como evitar:

  • Parágrafos bem marcados: recuo consistente e espaçamento regular.
  • Rasura mínima: se errar, risque com um traço simples e reescreva; evite “pintar” a linha.
  • Letra funcional: priorize legibilidade, não estética; mantenha tamanho constante.

Checklist final: erros que mais derrubam e a ação imediata

  • Tangenciar o recorte: transforme o tema em pergunta e confira cada parágrafo.
  • Contradição: elimine absolutos e explicite condições.
  • Achismo: recorte, explique mecanismo e sustente com evidência plausível.
  • Proposta vaga: agente + ação + meio + finalidade + viabilidade.
  • Norma repetidamente errada: revise seus “erros campeões” com lista fixa.
  • Pontuação crítica: sem vírgula entre sujeito e verbo; divida períodos longos.
  • Ambiguidade: nomeie referentes e reduza pronomes soltos.
  • Registro inadequado: elimine oralidade e marcas de opinião explícita.
Mini-roteiro de autocorreção (para treinar em casa): 1) Pegue uma redação sua já feita. 2) Marque com um símbolo: [T] trechos que não respondem ao recorte; [C] contradições; [N] erros de norma; [P] pontuação confusa; [A] ambiguidade; [V] proposta vaga. 3) Reescreva apenas os trechos marcados, sem mexer no restante. 4) Releia e veja quanto a nota subiria só por eliminar “erros que derrubam”.

Agora responda o exercício sobre o conteúdo:

Ao revisar uma redação de concurso, qual procedimento ajuda a evitar que a proposta de intervenção fique vaga?

Você acertou! Parabéns, agora siga para a próxima página

Você errou! Tente novamente.

A proposta deixa de ser genérica quando explicita quem executa, o que fará, como fará, para quê e inclui um detalhe realista de viabilidade, aumentando a concretude do encaminhamento.

Próximo capitúlo

Revisão final eficiente e checklist de correção

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