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Investigador de Polícia Civil: Teoria, Prática e Técnicas de Investigação

Novo curso

16 páginas

Entrevista, Oitiva e Interrogatório: Técnicas Aplicadas à Investigação na Polícia Civil

Capítulo 3

Tempo estimado de leitura: 15 minutos

+ Exercício

Na investigação, a qualidade da informação depende menos de “perguntas certas” e mais de método, limites legais e documentação adequada. Este capítulo diferencia entrevista, oitiva informal, depoimento formal e interrogatório, e apresenta técnicas aplicáveis para obter relatos completos, verificáveis e juridicamente utilizáveis, sem indução, coação ou vieses.

1) Conceitos e diferenças operacionais

Entrevista (investigativa)

O que é: conversa estruturada para obter informações iniciais, mapear fatos, pessoas, locais, rotinas e possíveis evidências. Pode ocorrer com comunicantes, vítimas, testemunhas, informantes e até suspeitos, desde que respeitados direitos e voluntariedade.

Objetivo: ampliar o quadro informacional, gerar hipóteses e orientar diligências (checagens, buscas de registros, identificação de câmeras, rotas, vínculos).

Limites: não pode se confundir com interrogatório formal; não se deve prometer benefícios, ameaçar, constranger ou “fechar” versão. Se a pessoa estiver na condição de suspeita e houver risco de autoincriminação, redobre cautelas e garanta ciência de direitos (inclusive o de permanecer em silêncio), evitando condução coercitiva indevida.

Documentação: notas de campo e relatório interno; quando pertinente, registro formal (termo) do que foi informado, com indicação de contexto, data, local, participantes e forma de obtenção.

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Oitiva informal

O que é: coleta rápida de informações em contexto não formalizado (ex.: vizinhança, porteiro, comerciante), geralmente para localizar fontes, confirmar detalhes logísticos e levantar nomes.

Objetivo: triagem e direcionamento de diligências, sem pretensão imediata de prova.

Limites: cuidado com boatos e “telefone sem fio”; não atribuir certeza a informações não verificadas. Evitar exposição indevida de pessoas e dados sensíveis.

Documentação: registro em relatório com identificação mínima da fonte (quando possível), grau de confiabilidade, e o que será checado. Se a fonte não quiser se identificar, registrar como “fonte não identificada”, descrevendo circunstâncias e motivos, sem inventar dados.

Depoimento formal

O que é: ato formal de colheita de declarações (vítima/testemunha/informante) com registro em termo, observando formalidades e garantindo fidelidade do relato.

Objetivo: produzir elemento informativo formalizado, com narrativa clara, cronologia e detalhes verificáveis.

Limites: vedada indução; deve-se respeitar direitos, integridade e condições especiais (ex.: vulneráveis). O depoente deve compreender o que está sendo registrado e poder corrigir.

Documentação: termo de declarações/depoimento com identificação, advertências cabíveis, perguntas e respostas (ou narrativa), assinaturas e anexos (prints, fotos, documentos).

Interrogatório

O que é: ato formal de oitiva do investigado/acusado, com garantias reforçadas (direito ao silêncio, assistência de defesa quando aplicável, não autoincriminação).

Objetivo: oportunizar versão do investigado e esclarecer pontos objetivos (tempo, deslocamentos, vínculos, posse de objetos), permitindo confronto com evidências já colhidas.

Limites: não pode haver coação, promessa, ameaça, “barganha” indevida ou perguntas capciosas. Deve-se respeitar a voluntariedade e as formalidades legais e institucionais. Se houver sinais de incapacidade de compreensão (álcool/drogas, transtorno agudo, exaustão), adiar.

Documentação: termo de interrogatório, com advertência expressa do direito ao silêncio e registro fiel das respostas, inclusive negativas e recusas.

2) Objetivos, riscos e critérios de escolha do formato

  • Use entrevista quando ainda há lacunas e você precisa mapear o cenário, sem “engessar” a narrativa.
  • Use oitiva informal para triagem rápida e localização de fontes/evidências, sempre com checagem posterior.
  • Use depoimento formal quando a informação já é relevante e precisa ser documentada com clareza, cronologia e verificabilidade.
  • Use interrogatório quando o foco é a versão do investigado diante de elementos já levantados, respeitando garantias e formalidades.

Riscos comuns: contaminação de memória (sugestão), viés de confirmação (perguntar só para “provar” hipótese), registro incompleto (sem horários/locais), e “efeito roteiro” (forçar a pessoa a caber numa sequência que não é dela).

3) Preparação: antes de falar com a pessoa

Checklist de planejamento

  • Defina o objetivo: o que preciso saber ao final? (ex.: linha do tempo, identificação de autores, rota de fuga, origem de objeto).
  • Liste tópicos (não perguntas): pessoas, lugares, objetos, comunicações, deslocamentos, horários, motivos, conflitos.
  • Separe o que é fato (confirmado) do que é hipótese (a confirmar).
  • Planeje evidências de checagem: câmeras, bilhetes, registros telefônicos, geolocalização, recibos, redes sociais, logs, testemunhas cruzadas.
  • Defina ambiente: local reservado, sem interrupções, com água, assentos adequados, e sem exposição desnecessária.
  • Decida a forma de registro: termo, gravação autorizada/permitida conforme normas, notas estruturadas.

Cuidados com voluntariedade, direitos e formalidades

  • Voluntariedade: deixe claro que a pessoa pode interromper, pedir pausa e esclarecer dúvidas. Evite linguagem de comando (“você tem que…”).
  • Direitos: em especial quando houver risco de autoincriminação, informe direito ao silêncio e a não produzir prova contra si, e registre a ciência.
  • Condições pessoais: avalie fadiga, medo, intoxicação, dor, necessidade de acompanhante, barreiras linguísticas. Se necessário, adie ou providencie suporte.
  • Integridade do relato: evite expor ao depoente detalhes de provas ainda não públicas que possam “ensinar” a narrativa.

4) Técnicas de comunicação e escuta ativa

Postura e rapport profissional

  • Apresentação objetiva: identifique-se, explique o propósito e o formato (entrevista/depoimento/interrogatório).
  • Neutralidade: não demonstre aprovação/reprovação; mantenha tom calmo e ritmo constante.
  • Controle do ambiente: reduza distrações, evite presença de terceiros que influenciem (familiares, colegas, curiosos), salvo necessidade legal.

Escuta ativa aplicada

  • Paráfrase: “Então, você saiu às 19h e foi direto ao ponto X, correto?”
  • Reflexão de conteúdo: “Você mencionou ‘uma discussão’. O que exatamente foi dito?”
  • Silêncio produtivo: após resposta curta, aguarde 3–5 segundos; muitas pessoas complementam espontaneamente.
  • Marcadores de precisão: “Quando você diz ‘cedo’, era antes ou depois das 8h?”

Perguntas abertas, fechadas e de precisão

Abertas (exploram): “Conte, do começo ao fim, o que aconteceu.”

Fechadas (confirmam): “Era uma camiseta preta?”

De precisão (quantificam): “Quantos minutos você ficou lá? Aproximadamente.”

De contraste (checagem): “Antes você disse que não viu ninguém. Depois mencionou um homem na esquina. Em que momento você o percebeu?”

Evite perguntas sugestivas: “Foi o João que te ameaçou, não foi?” Prefira: “Quem te ameaçou? Como você sabe?”

5) Método da linha do tempo e reconstrução do evento

Passo a passo prático (linha do tempo)

  • 1. Marco zero: defina o evento central (ex.: “momento do disparo”, “momento da subtração”).
  • 2. Antes–durante–depois: peça narrativa livre primeiro; só depois organize em sequência.
  • 3. Pontos fixos: ancore em horários verificáveis (entrada no trabalho, mensagem enviada, recibo, câmera).
  • 4. Microeventos: quebre em blocos (chegada, interação, deslocamento, saída).
  • 5. Elementos verificáveis: para cada bloco, pergunte “como podemos confirmar?” (câmera, testemunha, registro).
  • 6. Incertezas: registre dúvidas como dúvidas (“aprox.”, “não recorda”), sem forçar precisão.

Técnica de “varredura sensorial” (sem sugestão)

Para ampliar detalhes sem induzir, use perguntas neutras por canal:

  • Visão: “O que você viu primeiro? E depois?”
  • Audição: “Você ouviu algo? Como descreveria o som?”
  • Ambiente: “Como estava a iluminação? Havia movimento?”
  • Interações: “Quem falou com quem? Quais palavras você lembra?”

6) Checagem de inconsistências e avaliação de credibilidade sem vieses

Inconsistência não é sinônimo de mentira

Memória humana é falível, especialmente sob estresse. Inconsistências podem surgir por confusão temporal, influência de terceiros, medo, vergonha ou lacunas naturais. O foco é testar verificabilidade, não “pegar contradição”.

Ferramentas práticas de checagem

  • Repetição em ordem diferente: peça para contar “de trás para frente” (do final ao começo) para testar estrutura sem acusar.
  • Detalhes periféricos verificáveis: clima, iluminação, música, fila, uniforme, placa parcial.
  • Confronto com pontos fixos: “Você disse 22h, mas o comprovante mostra 23h10. Pode me ajudar a entender?”
  • Triangulação: compare com outras fontes independentes (câmeras, registros, outras testemunhas).

Evitar vieses na avaliação

  • Viés de confirmação: formule perguntas que possam refutar sua hipótese (“O que indicaria que não foi ele?”).
  • Viés de aparência/comportamento: nervosismo, choro, raiva ou frieza não provam nada isoladamente.
  • Viés cultural: diferenças de linguagem, contato visual e gestos variam; foque em consistência e verificabilidade.

7) Roteiros práticos de coleta de informações

Roteiro 1 — Entrevista inicial com vítima (foco em fatos e necessidades)

  • Abertura: identificação, propósito, tempo estimado, voluntariedade, possibilidade de pausa.
  • Narrativa livre: “Conte com suas palavras o que aconteceu.”
  • Clarificação: quem, o quê, quando, onde, como, com que meios.
  • Linha do tempo: antes–durante–depois, com pontos fixos verificáveis.
  • Descrição de envolvidos: características observadas, sem sugerir (altura aproximada, roupas, voz, tatuagens).
  • Objetos e danos: o que foi levado/afetado, números de série, marcas, fotos, notas fiscais.
  • Riscos imediatos: ameaças, perseguição, necessidade de medidas protetivas (quando cabível) e orientações institucionais.
  • Fontes de prova: câmeras, mensagens, ligações, testemunhas, rotas.

Roteiro 2 — Oitiva informal de vizinho/porteiro (triagem)

  • Contexto: “Estou levantando informações sobre um fato ocorrido em tal data/horário.”
  • Pergunta aberta: “O que o senhor(a) percebeu naquele período?”
  • Foco em verificáveis: “Havia veículo? Cor? Direção? Alguma placa parcial?”
  • Checagem de fonte: “O senhor viu pessoalmente ou ouviu de alguém?”
  • Encaminhamento: se houver informação relevante, convidar para depoimento formal, explicando finalidade e voluntariedade.

Roteiro 3 — Depoimento formal de testemunha (clareza e verificabilidade)

  • Qualificação: identificação completa, contatos, relação com envolvidos.
  • Advertências: compromisso com a verdade conforme procedimento aplicável; registrar que compreendeu.
  • Narrativa livre: sem interrupção inicial.
  • Detalhamento: perguntas de precisão, sem sugestão.
  • Verificabilidade: “Como sabe disso?” “Quem mais viu?” “Há mensagens/registros?”
  • Fechamento: leitura do termo, correções, assinaturas, anexos.

Roteiro 4 — Interrogatório (investigado) orientado por evidências

  • Formalidades e direitos: registrar ciência do direito ao silêncio e demais garantias aplicáveis.
  • Versão livre: “O que você tem a dizer sobre os fatos?”
  • Perguntas por blocos: identidade/rotina; deslocamentos; contatos; posse de objetos; eventos-chave.
  • Confronto técnico: apresentar inconsistências com base em elementos objetivos, sem acusação emocional: “Temos registro de você no local às 21h40. Como explica?”
  • Registro de negativas: “nega”, “não recorda”, “prefere não responder” devem constar fielmente.

8) Simulações com transcrições comentadas

Simulação A — Entrevista com vítima de roubo (boa prática)

Investigador: Quero entender o que aconteceu. Você pode me contar, do começo ao fim, com suas palavras? (aberta, narrativa livre)  Vítima: Eu saí do trabalho e fui para o ponto de ônibus. Aí um homem chegou e puxou meu celular.  Investigador: Certo. Vamos por partes. Antes de ele chegar, onde você estava exatamente e que horas eram, aproximadamente? (linha do tempo + precisão sem sugerir)  Vítima: Eu estava perto da banca, acho que umas 19h20.  Investigador: Quando você diz “perto da banca”, era do lado de qual rua? (clarificação espacial)  Vítima: Na esquina da Rua A com a Rua B.  Investigador: Você viu o rosto dele ou alguma característica marcante? (aberta direcionada)  Vítima: Eu vi de lado… ele tinha uma tatuagem no pescoço.  Investigador: Você consegue descrever a tatuagem com suas palavras? (evita sugestão)  Vítima: Parecia uma estrela pequena.  Investigador: Depois que ele pegou o celular, para onde ele foi? (sequência e rota)  Vítima: Correu para a Rua B, sentido praça.  Investigador: Há algo que possa confirmar horário e local? Mensagem, recibo, câmera, alguém com você? (verificabilidade)  Vítima: Tem câmera na banca e eu mandei mensagem às 19h18 para minha irmã.

Comentários técnicos: começa com narrativa livre; organiza em linha do tempo; usa clarificação espacial; evita sugerir detalhes (“era uma estrela, né?”); busca pontos verificáveis (câmera, mensagem).

Simulação B — Depoimento formal com inconsistência (checagem sem acusar)

Investigador: Você mencionou que chegou ao bar por volta de 21h. Como você estimou esse horário? (verificabilidade)  Testemunha: Eu acho que era 21h porque já estava escuro.  Investigador: Entendi. Você lembra se olhou o celular, viu um relógio ou se houve algum evento que marque o horário? (pontos fixos)  Testemunha: Agora que você falou, eu paguei um lanche no cartão.  Investigador: Ótimo. Você autoriza informar o horário aproximado da compra para ajudar a fixar a linha do tempo? (consentimento e checagem)  Testemunha: Sim.  Investigador: Antes você disse que viu “dois homens”. Depois mencionou “um terceiro” perto do carro. Em que momento você percebeu essa terceira pessoa? (contraste sem acusação)  Testemunha: Foi depois, quando eu saí do banheiro. Eu tinha esquecido disso.

Comentários técnicos: a inconsistência é tratada como lacuna de memória; o investigador busca âncoras verificáveis (compra no cartão) e delimita o momento de percepção do “terceiro”, sem rotular como mentira.

Simulação C — Interrogatório com confronto técnico (sem coação)

Investigador: Você está ciente do seu direito de permanecer em silêncio e de não produzir prova contra si? (garantia)  Investigado: Sim.  Investigador: Você quer falar sobre onde estava ontem entre 20h e 22h? (convite, não imposição)  Investigado: Eu estava em casa.  Investigador: Certo. Quem pode confirmar que você estava em casa nesse período? (checagem de álibi)  Investigado: Minha mãe.  Investigador: Você saiu em algum momento? (fechada)  Investigado: Não.  Investigador: Temos um registro de câmera que mostra alguém com características semelhantes entrando na Rua B às 21h37. Você consegue explicar se esteve naquela região ontem? (confronto baseado em elemento objetivo)  Investigado: Eu passei lá mais cedo, umas 18h.  Investigador: Entendi. O que você foi fazer lá e com quem falou? (detalhamento)  Investigado: Fui na oficina e falei com o mecânico.

Comentários técnicos: há advertência de direitos; perguntas buscam verificabilidade (quem confirma, oficina, mecânico); o confronto é descritivo e baseado em registro, sem ameaça ou promessa.

9) Como construir um termo claro, coerente e útil

Estrutura recomendada do termo (depoimento/interrogatório)

  • Identificação do ato: tipo (declarações/depoimento/interrogatório), data, hora de início/fim, local, unidade, participantes.
  • Qualificação: nome, documentos, filiação, endereço, contatos, profissão; relação com os fatos/envolvidos.
  • Advertências e garantias: registrar ciência (ex.: direito ao silêncio no interrogatório; compromisso conforme aplicável).
  • Narrativa: preferencialmente em ordem cronológica, com marcadores de tempo e lugar.
  • Perguntas e respostas: quando necessário para esclarecer pontos específicos; evitar “perguntas que já trazem a resposta”.
  • Elementos verificáveis: anexar/indicar documentos, prints, mídias, locais de câmeras, nomes completos e contatos de testemunhas.
  • Incertezas: registrar “não sabe”, “não recorda”, “aproximadamente”, sem preencher lacunas.
  • Leitura e correções: consignar que foi lido, compreendido e assinado; registrar correções feitas.

Regras de clareza (linguagem e conteúdo)

  • Use linguagem simples: troque “o declarante aduz” por “a pessoa declarou”.
  • Evite adjetivos e julgamentos: não escrever “o suspeito mentiu”; escrever “apresentou versão X, divergente de Y”.
  • Separe fato de interpretação: “disse que viu” é diferente de “viu”.
  • Padronize referências: nomes completos na primeira menção; depois, “declarante”, “testemunha”, “investigado”.
  • Inclua detalhes úteis: horários aproximados, locais precisos, direção de deslocamento, meios de contato.

Modelo enxuto de termo (exemplo)

TERMO DE DECLARAÇÕES  Aos 15/01/2026, às 14h10, nesta unidade, foi ouvido(a) [NOME], [qualificação], que, cientificado(a) do propósito do ato e de sua voluntariedade, declarou:  1) Que no dia [data], por volta de [horário aproximado], encontrava-se em [local].  2) Que observou [descrição objetiva do que viu/ouviu], sem que lhe fosse sugerida qualquer resposta.  3) Que identifica como possíveis fontes de confirmação: (a) câmera em [local], (b) mensagem enviada às [hora] para [contato], (c) testemunha [nome/contato].  4) Que, questionado(a) sobre [ponto], respondeu: [resposta].  Nada mais. Lido e achado conforme, assina.

10) Exercícios práticos

Exercício 1 — Transformar perguntas sugestivas em neutras

Reescreva as perguntas abaixo para formato neutro:

  • “Ele estava armado com uma faca, certo?”
  • “Você viu o João correndo, não viu?”
  • “Foi depois das 22h quando ele te ligou, né?”

Exercício 2 — Construir linha do tempo com pontos fixos

Com base no relato: “Saí do mercado, fui para casa, ouvi gritos e vi um carro saindo rápido”, elabore:

  • 3 perguntas abertas para narrativa livre;
  • 5 perguntas de precisão (tempo, local, direção);
  • 3 pontos fixos verificáveis (ex.: recibo, câmera, ligação).

Exercício 3 — Redigir um termo coerente

Use o cenário abaixo e redija um termo de declarações com: qualificação, narrativa cronológica, 6 perguntas de esclarecimento e indicação de 3 elementos verificáveis.

Cenário: testemunha afirma ter visto uma pessoa deixando um prédio às 20h30, carregando uma mochila; diz que “parecia nervosa”; ouviu um barulho metálico; viu um carro prata sair em seguida, mas não lembra a placa.

Agora responda o exercício sobre o conteúdo:

Em qual situação o formato mais adequado é a oitiva informal, conforme os objetivos e limites descritos?

Você acertou! Parabéns, agora siga para a próxima página

Você errou! Tente novamente.

A oitiva informal serve para triagem e direcionamento de diligências, sem pretensão imediata de prova. Deve ser registrada em relatório e as informações precisam ser checadas depois para evitar boatos e conclusões indevidas.

Próximo capitúlo

Levantamento de Informações, Inteligência e Análise de Vínculos na Investigação da Polícia Civil

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