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Investigador de Polícia Civil: Teoria, Prática e Técnicas de Investigação

Novo curso

16 páginas

Levantamento de Informações, Inteligência e Análise de Vínculos na Investigação da Polícia Civil

Capítulo 4

Tempo estimado de leitura: 14 minutos

+ Exercício

Conceitos centrais: levantamento de informações, inteligência e análise de vínculos

Levantamento de informações é o conjunto de métodos para coletar, registrar, organizar e verificar dados relevantes para um fato investigado, transformando “informação solta” em elementos rastreáveis e utilizáveis em diligências e relatórios.

Inteligência aplicada à investigação é o processo de planejar a busca, integrar fontes, avaliar confiabilidade, identificar padrões e produzir conhecimento acionável (o que fazer, onde, quando e com quem), sempre com foco em legalidade, necessidade e proporcionalidade.

Análise de vínculos é a técnica de mapear relações entre entidades (pessoas, locais, veículos, contas, aparelhos, eventos) para revelar estrutura, papéis, rotas, oportunidades e contradições. O objetivo é gerar hipóteses testáveis e priorizar diligências com maior chance de produzir prova ou esclarecer o fato.

Princípios operacionais: legalidade, necessidade e rastreabilidade

  • Legalidade e finalidade: colete apenas o que tem pertinência com o fato e dentro das atribuições e autorizações cabíveis. Diferencie claramente o que é fonte aberta, registro administrativo e o que depende de ordem judicial.
  • Necessidade e proporcionalidade: prefira meios menos invasivos quando suficientes; escale para medidas mais intrusivas apenas quando houver justificativa concreta.
  • Rastreabilidade (cadeia de custódia informacional): todo dado deve ter origem, data, responsável pela coleta, método e forma de armazenamento. Isso reduz contestações e facilita auditoria.
  • Integridade: preserve versões originais (capturas, arquivos, metadados quando disponíveis) e registre qualquer tratamento (limpeza, padronização, consolidação).

Fontes e métodos de coleta: como obter dados com qualidade

1) Fontes abertas (OSINT) com registro técnico

Fontes abertas são informações publicamente acessíveis (sites, redes sociais abertas, diários oficiais, notícias, cadastros públicos, imagens de rua, anúncios). O risco comum é perder rastreabilidade (link muda, conteúdo some) ou misturar opinião com fato.

Passo a passo prático (OSINT rastreável):

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  • Defina a pergunta: “Quem é o proprietário do veículo visto no evento X?”, “Quais contas divulgam o produto ilícito?”, “Quais locais aparecem repetidamente?”
  • Liste palavras-chave e variações: nomes, apelidos, placas, endereços, CNPJ/CPF (quando aplicável), números de telefone, e-mails.
  • Capture e preserve: faça captura de tela com data/hora visível quando possível; salve a página em PDF; registre URL completa; anote o contexto (onde achou, por qual busca).
  • Extraia atributos: usuário, ID, data de postagem, geotag, imagens, comentários, links associados.
  • Valide: compare com outra fonte independente (ex.: postagem + registro administrativo + observação em campo).
  • Registre em ficha: fonte, método, confiabilidade, relevância e próximos passos.

2) Registros administrativos e bancos de dados

Registros administrativos incluem dados mantidos por órgãos públicos e entidades (cadastros, licenças, históricos de atendimento, registros de ocorrências, informações veiculares, endereços declarados, vínculos empresariais). Bancos de dados internos e sistemas institucionais podem fornecer cruzamentos valiosos, desde que acessados conforme normas e com justificativa.

Boas práticas:

  • Padronize campos: nome completo, data de nascimento, filiação, documento, endereço, telefone, placa, chassi, IMEI (quando houver), e-mails.
  • Controle de versões: registre data da consulta e parâmetros usados (ex.: placa, CPF, período).
  • Evite “contaminação”: separe o que é dado bruto do que é inferência analítica.

3) Diligências e observação: dados de campo com método

Observação e diligências produzem dados situacionais (rotinas, horários, fluxo de pessoas/veículos, pontos de encontro, padrões de entrega). O erro comum é observar sem plano, gerando anotações incompletas e difíceis de usar.

Passo a passo prático (observação estruturada):

  • Objetivo: “Confirmar se o suspeito frequenta o local Y”, “Identificar veículo de apoio”, “Mapear horários de maior movimento”.
  • Variáveis a registrar: data/hora, clima/visibilidade, posição do observador, descrição de pessoas (características), veículos (placa, cor, modelo), direção de deslocamento, eventos (entrega, encontro, troca de objetos).
  • Registro: caderno de campo ou formulário; fotos/vídeos conforme permitido e com indicação de contexto.
  • Corroboração: compare com OSINT, registros e outras diligências.
  • Relato objetivo: descreva fatos observáveis; evite adjetivos (“suspeito”, “nervoso”) sem base descritiva.

Organização e tratamento: do dado bruto ao dossiê analítico

Estrutura mínima de um dossiê investigativo

  • Sumário de entidades: pessoas, locais, veículos, contas, empresas, eventos.
  • Repositório de evidências informacionais: capturas, PDFs, fotos, relatórios de consulta, anotações de campo.
  • Planilha mestre: tabela com campos padronizados e identificadores únicos.
  • Linhas do tempo: eventos com data/hora, fonte e grau de confiança.
  • Mapa de vínculos: relações e intensidade (frequência, proximidade, transações, co-presença).
  • Matriz de hipóteses: hipóteses concorrentes, previsões e diligências para teste.

Ficha de informação (modelo)

FICHA DE INFORMAÇÃO (FI) - MODELO BÁSICO  ID: FI-____  Data/Hora: __/__/____ __:__  Responsável: ________  Fonte: ( ) aberta  ( ) administrativa  ( ) diligência/observação  ( ) outra: ____  Local/URL/Referência: ______________________________  Conteúdo (descrição objetiva): _______________________  Entidades citadas (IDs): Pessoa P-__ / Local L-__ / Veículo V-__ / Conta C-__ / Evento E-__  Confiabilidade da fonte: (A/B/C/D)  Credibilidade do conteúdo: (1/2/3/4)  Relevância: (alta/média/baixa)  Ações sugeridas: _________________________________  Anexos: _______________________  Observações de rastreabilidade (como foi obtido): ______

Exemplo de escala simples:

  • Confiabilidade da fonte: A (sempre confiável), B (geralmente), C (ocasionalmente), D (não avaliada/duvidosa).
  • Credibilidade do conteúdo: 1 (confirmado por outra fonte), 2 (provável), 3 (possível), 4 (improvável/contraditório).

Análise de vínculos: como transformar entidades em relações investigáveis

Entidades e atributos (o que mapear)

  • Pessoas (P): nome, alcunha, documentos, telefones, e-mails, redes, ocupação, endereços, contatos recorrentes.
  • Locais (L): endereço, coordenadas, tipo (residência, comércio, depósito), horários, vizinhança, rotas de acesso.
  • Veículos (V): placa, modelo, cor, características, proprietário, condutores observados, locais de aparição.
  • Contas/identidades digitais (C): usuário, ID, plataforma, e-mails vinculados, números, padrões de postagem, links.
  • Eventos (E): encontro, entrega, deslocamento, anúncio, transação, ocorrência, diligência.

Tipos de vínculo (como classificar)

  • Vínculo direto: co-presença confirmada, comunicação identificada, transação registrada, uso do mesmo veículo/local.
  • Vínculo indireto: intermediário comum (mesmo contato, mesmo local em dias diferentes), padrão de comportamento semelhante.
  • Vínculo temporal: eventos encadeados (postagem antecede deslocamento; encontro ocorre após ligação).
  • Vínculo espacial: repetição de locais/rotas; proximidade geográfica relevante.

Passo a passo prático: construir um mapa de relacionamento

  • 1) Liste entidades com IDs: P-01, P-02; L-01; V-01; C-01; E-01 etc.
  • 2) Extraia relações de cada FI: “P-01 esteve em L-02 às 21:10 (FI-07)”; “C-03 anuncia entrega em L-05 (FI-12)”.
  • 3) Atribua força do vínculo: forte (confirmado por múltiplas fontes), médio (uma fonte confiável), fraco (indício único).
  • 4) Marque o tipo: comunicação, co-presença, propriedade, uso, transação, parentesco, trabalho.
  • 5) Procure padrões: triângulos (P-01–P-02–L-03), hubs (um nó com muitas conexões), rotas recorrentes.
  • 6) Gere perguntas testáveis: “Se P-02 é intermediário, então aparecerá em eventos E-__ próximos às entregas”.

Exemplo de tabela de vínculos (modelo)

TABELA DE VÍNCULOS (EDGE LIST)  Origem  Destino  Tipo de vínculo  Data/Hora  Força  Fonte (FI)  Observação  P-01    L-02     Co-presença     10/05 21:10  Médio  FI-07  observado entrando  P-01    V-01     Uso             10/05 21:05  Forte  FI-07/FI-09  placa confirmada  C-03    L-05     Anúncio/entrega  09/05 18:20  Fraco  FI-12  postagem pública  P-02    P-03     Contato          08/05 14:02  Médio  FI-05  citado em registro

Linha do tempo: reconstrução de eventos e teste de coerência

A linha do tempo ajuda a verificar consistência (o suspeito poderia estar em dois lugares ao mesmo tempo?), identificar janelas de oportunidade (horários de entrega) e orientar diligências (melhor momento para observação).

Passo a passo prático:

  • 1) Defina o período: ex.: últimos 30 dias ou do primeiro indício até o evento principal.
  • 2) Crie eventos atômicos: um evento por linha (postagem, deslocamento, encontro, consulta, observação).
  • 3) Inclua fonte e confiança: cada evento deve apontar FI e grau.
  • 4) Marque lacunas: períodos sem dados viram alvos de diligência.
  • 5) Busque contradições: horários incompatíveis, locais distantes, descrições divergentes.

Modelo de linha do tempo

LINHA DO TEMPO (TIMELINE)  Data/Hora         Evento (E)                 Entidades        Local     Fonte (FI)  Confiança  08/05 14:02       Registro cita contato     P-02,P-03       —        FI-05      Média  09/05 18:20       Postagem anuncia entrega   C-03             L-05     FI-12      Baixa  10/05 21:05       Veículo V-01 chega         P-01,V-01         L-02     FI-07      Alta  10/05 21:10       P-01 entra no local        P-01              L-02     FI-07      Alta

Hipóteses investigativas testáveis: como formular e evitar vieses

O que é uma hipótese testável

Hipótese testável é uma explicação provisória que gera previsões observáveis. Em vez de “P-01 é o autor”, formule “Se P-01 participa da logística, então haverá co-presença com V-01 em L-02 em dias/horários compatíveis com as entregas e conexão com C-03 por comunicação ou intermediário”.

Regras práticas para hipóteses úteis

  • Específica: descreve papel, mecanismo e contexto (quem faz o quê, como, onde, quando).
  • Falsificável: pode ser refutada por um achado (ex.: álibi verificável, incompatibilidade temporal).
  • Comparativa: mantenha hipóteses concorrentes para reduzir viés de confirmação.
  • Orientada a diligências: cada hipótese deve indicar quais diligências a confirmam ou refutam.

Matriz de hipóteses (modelo)

MATRIZ DE HIPÓTESES (ACH - adaptada)  Hipótese H1: P-01 é responsável pela entrega (logística)  Hipótese H2: P-01 é apenas frequentador do local, sem participação  Hipótese H3: P-02 é o intermediário e P-01 é motorista eventual  Evidência/Indício                          Impacto em H1  Impacto em H2  Impacto em H3  Fonte (FI)  Nota  P-01 visto com V-01 em L-02 (21h)         +2            -1            +1           FI-07      co-presença  C-03 anuncia entrega em L-05 (dia anterior)  +1             0            +1           FI-12      precisa corroborar  P-02 citado como contato recorrente          +1             0            +2           FI-05      reforça H3  Ausência de vínculo direto P-01 <-> C-03      0            +1            0           —          lacuna  Legenda de impacto: +2 fortalece muito; +1 fortalece; 0 neutro; -1 enfraquece; -2 enfraquece muito

Como usar: atualize a matriz a cada nova FI. A hipótese mais forte é a que acumula maior suporte e menos contradições, mas deve continuar sendo testada.

Priorização de diligências: decidir o que fazer primeiro

Critérios objetivos de priorização

  • Potencial probatório: chance de gerar elemento verificável (documento, registro, identificação, confirmação de vínculo).
  • Urgência: risco de perda do dado (conteúdo que pode ser apagado, janela temporal curta, mudança de rotina).
  • Risco operacional: exposição da equipe, risco de comprometimento da investigação, risco a terceiros.
  • Custo/tempo: recursos necessários versus retorno esperado.
  • Dependências: diligências que destravam outras (ex.: confirmar placa antes de buscar histórico de circulação).
  • Legalidade/necessidade: se exige autorização, avalie se já há lastro suficiente e se há alternativa menos invasiva.

Modelo de matriz de priorização (pontuação)

MATRIZ DE PRIORIZAÇÃO DE DILIGÊNCIAS (0 a 3)  Diligência                         Prova  Urgência  Risco(oposto)  Custo(oposto)  Dependência  Total  Observação  Confirmar placa e características V-01     3      2        2             3             2         12    baixo custo, alto retorno  Observação em L-02 (janela 20-23h)         2      3        1             1             1          8    risco moderado  Levantar vínculos administrativos P-02      2      1        3             2             2         10    base para hipóteses  Coletar e preservar postagens de C-03       1      3        3             3             1         11    risco de apagamento  Nota: Risco(oposto) e Custo(oposto) = quanto menor o risco/custo, maior a pontuação

Aplicação: selecione as 2–4 diligências com maior total, verificando se há alguma de alta urgência que precise subir na fila mesmo com pontuação menor.

Exercícios práticos: análise a partir de dossiê fictício

Dossiê fictício (resumo de informações)

Cenário: há indícios de entregas recorrentes de mercadorias ilícitas em um bairro comercial. A equipe reuniu FIs iniciais (fontes abertas, registros e observação).

ENTIDADES (cadastro inicial)  P-01: “Rafael S.” (apelido: “Rafa”)  P-02: “Bruno M.”  P-03: “Carla D.”  L-01: Estacionamento “Alfa” (Rua A, 120)  L-02: Galpão nos fundos de uma oficina (Rua B, 45)  L-03: Cafeteria “Centro” (Av. C, 300)  V-01: Sedan prata, placa final 7 (parcial)  V-02: Moto preta sem adesivos (placa não anotada)  C-01: Perfil público “@entregas_rapidas”  C-02: Conta “@brunom__” (pública)  E-01: Encontro noturno no L-02  E-02: Postagem anunciando “entrega hoje”
FICHAS DE INFORMAÇÃO (FIs)  FI-01 (fonte aberta): C-01 posta foto de caixas e legenda “hoje 18h”, marcação de bairro; sem endereço.  FI-02 (fonte aberta): C-02 (Bruno) comenta em C-01: “me chama no direct”.  FI-03 (registro administrativo): P-02 tem endereço declarado a 800m do L-03.  FI-04 (observação): 10/06 20:55, V-01 (sedan prata, final 7) entra no L-01; condutor masculino, boné escuro.  FI-05 (observação): 10/06 21:12, mesmo V-01 sai do L-01 e segue em direção à Rua B.  FI-06 (observação): 10/06 21:20, V-01 estaciona próximo ao L-02; dois homens carregam 2 caixas para dentro; um deles usa camiseta com logotipo de oficina.  FI-07 (observação): 10/06 21:45, moto V-02 chega; condutor entrega pequeno pacote e sai em 2 minutos.  FI-08 (fonte aberta): C-01 publica stories “chegou” às 21:30 (sem local).  FI-09 (registro administrativo): oficina na Rua B, 45 tem como responsável “Carla D.” (P-03).

Exercício 1 — Organizar e avaliar confiabilidade

Tarefa: classifique cada FI em confiabilidade da fonte (A–D) e credibilidade do conteúdo (1–4) e justifique em uma linha.

  • FI-01: ______
  • FI-02: ______
  • FI-03: ______
  • FI-04: ______
  • FI-05: ______
  • FI-06: ______
  • FI-07: ______
  • FI-08: ______
  • FI-09: ______

Exercício 2 — Construir linha do tempo e identificar lacunas

Tarefa: monte a timeline do dia 10/06 entre 20:30 e 22:00. Em seguida, responda:

  • Qual evento é o melhor “marco” para iniciar a reconstrução (E-01, E-02 ou outro)?
  • Quais lacunas impedem atribuir papéis (ex.: quem é o condutor do V-01)?
  • Que dado é mais urgente preservar em fonte aberta?

Exercício 3 — Mapa de vínculos (pessoas, locais, veículos, contas, eventos)

Tarefa: crie uma lista de vínculos no formato “Origem–Destino–Tipo–Força–FI”. Use pelo menos 12 vínculos. Exemplos para começar:

  • C-01 – (E-02) – anúncio – fraco – FI-01
  • P-03 – L-02 – responsabilidade/gestão (via oficina) – médio – FI-09
  • V-01 – L-01 – presença – forte – FI-04

Perguntas de análise:

  • Qual entidade parece ser “hub” (mais conexões)?
  • Qual vínculo é mais frágil e precisa de corroboração?
  • Há algum vínculo que sugira papel de “intermediário”?

Exercício 4 — Hipóteses concorrentes e testes

Tarefa: formule 3 hipóteses concorrentes (H1, H2, H3) sobre o papel de P-02 e P-03 no evento E-01. Para cada hipótese, escreva:

  • Previsão observável (o que você espera encontrar se for verdadeira)
  • Diligência de teste (o que fazer para confirmar/refutar)
  • Resultado que refuta (o que derruba a hipótese)
MODELO  H1: __________________________________________  Previsão: ______________________________________  Teste: _________________________________________  Refutação: _____________________________________

Exercício 5 — Priorização de diligências (com critérios)

Tarefa: proponha 6 diligências possíveis a partir do dossiê e pontue na matriz (0–3) para Prova, Urgência, Risco(oposto), Custo(oposto), Dependência. Depois, escolha as 2 primeiras e justifique em 3 linhas cada.

DILIGÊNCIAS (sugestões para o aluno adaptar)  D1: Preservar e registrar integralmente publicações de C-01 (links, capturas, horários)  D2: Identificar placa completa de V-01 e confirmar proprietário/condutores habituais  D3: Observação em L-02 em janelas de maior probabilidade (com base na timeline)  D4: Levantar vínculos administrativos da oficina (P-03) e funcionários (camiseta com logotipo)  D5: Mapear rotas entre L-01 e L-02 e pontos de parada recorrentes  D6: Verificar recorrência de comentários/contatos entre C-01 e C-02 e outros perfis públicos

Checklist operacional: qualidade do levantamento e da análise

  • Cada informação tem FI com fonte, data/hora, método e anexo?
  • Entidades estão padronizadas com IDs únicos (P/L/V/C/E)?
  • Há separação clara entre dado bruto e inferência?
  • Mapa de vínculos indica tipo e força, com referência às FIs?
  • Timeline aponta lacunas e contradições?
  • Hipóteses são concorrentes e falsificáveis?
  • Diligências foram priorizadas por critérios objetivos e registradas com justificativa?

Agora responda o exercício sobre o conteúdo:

Ao analisar um conjunto de dados coletados em uma investigação, qual prática melhor preserva a rastreabilidade (cadeia de custódia informacional) e reduz contestações sobre a origem do dado?

Você acertou! Parabéns, agora siga para a próxima página

Você errou! Tente novamente.

A rastreabilidade exige que cada dado tenha origem, data, responsável, método e armazenamento, com preservação do original e registro de tratamentos (limpeza/padronização). Isso facilita auditoria e reduz questionamentos sobre o caminho da informação.

Próximo capitúlo

Vigilância, Campana e Seguimento: Técnicas Operacionais do Investigador de Polícia Civil

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