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Papiloscopista da Polícia Federal: Identificação Humana e Ciências Forenses na Prática

Novo curso

15 páginas

Datiloscopia Forense para Papiloscopista da Polícia Federal: Padrões, Classificação e Confronto

Capítulo 3

Tempo estimado de leitura: 15 minutos

+ Exercício

Tipos fundamentais de desenhos papilares

Na datiloscopia forense, o desenho papilar é interpretado em dois níveis complementares: (1) o padrão global (tipo fundamental), útil para triagem, classificação e indexação; e (2) os detalhes de crista (minúcias e outros atributos), essenciais para o confronto individualizante. A leitura correta começa pelo padrão global, mas a decisão pericial depende do conjunto de informações registradas e avaliadas no confronto.

Arcos

Arcos apresentam cristas que atravessam a polpa digital de um lado ao outro, com elevação central, sem deltas evidentes. Na prática, arcos tendem a oferecer menos estruturas de referência para indexação e, dependendo da qualidade, podem exigir maior cuidado na busca por minúcias bem formadas.

  • Arco simples: fluxo suave, sem pico acentuado.
  • Arco angular (tented): elevação central mais marcada, com aspecto de “tenda”.

Presilhas (loops)

Presilhas exibem cristas que entram por um lado, recurvam e saem pelo mesmo lado, com presença típica de um delta. A direção (ulnar/radial) depende da mão e do lado de abertura. Em ambientes operacionais, presilhas são frequentes e costumam ser eficientes para indexação por subclasse e por posição do delta/núcleo.

  • Presilha ulnar: abre em direção ao lado ulnar (lado do dedo mínimo).
  • Presilha radial: abre em direção ao lado radial (lado do polegar).

Verticilos (whorls)

Verticilos apresentam padrão circular/espiralado ou concêntrico, com dois deltas em configurações clássicas. São muito úteis para indexação por subtipos e para orientar buscas em bases digitais, mas exigem atenção a distorções (pressão/torção) que podem “deslocar” o núcleo aparente.

  • Verticilo simples: linhas circulares/espirais predominantes.
  • Verticilo central pocket: núcleo central com “bolso” e deltas mais afastados.
  • Verticilo duplo (double loop): duas presilhas combinadas.
  • Acidental: combinação irregular que não se encaixa bem nos demais.

Pontos de referência: núcleo, delta e linhas de fluxo

Para leitura consistente, identifique primeiro o fluxo predominante das cristas, depois localize o núcleo (região de recurvatura/centro do padrão) e o(s) delta(s) (ponto(s) de divergência/convergência triangular). Em impressões latentes parciais, núcleo e delta podem não aparecer; nesse caso, registre explicitamente a ausência e foque em áreas com cristas contínuas e minúcias confiáveis.

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Sistemas de classificação e indexação

Classificação e indexação têm objetivo operacional: reduzir o universo de busca e organizar arquivos físicos e digitais. O papiloscopista deve dominar a lógica do sistema adotado pela instituição, mas também compreender princípios gerais para transpor a leitura do padrão para chaves de pesquisa.

Classificação por padrão global e subclasse

O primeiro nível de indexação costuma ser o tipo fundamental (arco/presilha/verticilo). Em seguida, refinamentos comuns incluem: direção da presilha (ulnar/radial), subtipo de verticilo, posição relativa de núcleo e delta, e características de fluxo (ex.: recurvatura mais alta/baixa). Esse encadeamento permite criar “chaves” de busca em arquivos e filtros em sistemas digitais.

Indexação em arquivos físicos: lógica prática

Em arquivos físicos, a indexação depende de consistência de preenchimento e padronização de campos. Um fluxo prático de trabalho é:

  • Passo 1: conferir integridade do cartão/ficha (mãos, dedos, campos obrigatórios, assinaturas/identificadores administrativos quando aplicável).
  • Passo 2: classificar cada dedo pelo padrão global e subclasse conforme norma local.
  • Passo 3: registrar observações de qualidade (falhas de impressão, áreas borradas, cicatrizes, amputações).
  • Passo 4: arquivar segundo a chave definida (ex.: sequência por fórmula/classificação e, dentro dela, por número de controle).
  • Passo 5: prever mecanismo de “exceções” (ex.: dedos ausentes, impressões inclassificáveis, cartões com baixa qualidade) com sinalização padronizada.

Indexação em bases digitais: do padrão ao filtro

Em sistemas digitais, a indexação combina metadados (tipo de padrão, dedo, mão, qualidade) com recursos biométricos extraídos automaticamente. O papel do papiloscopista inclui validar a qualidade, corrigir segmentação (quando o sistema confunde dedos/áreas) e documentar intervenções.

  • Passo 1: verificar se cada dedo foi corretamente segmentado e rotulado (ex.: indicador direito ≠ médio direito).
  • Passo 2: avaliar qualidade e, se necessário, solicitar recaptura ou ajustar parâmetros de realce conforme protocolo (sem “inventar” cristas).
  • Passo 3: confirmar o tipo de padrão quando o sistema sugerir classificação automática.
  • Passo 4: registrar no sistema notas de qualidade e particularidades (cicatriz, distorção, área parcial).
  • Passo 5: ao pesquisar latentes, usar filtros coerentes com o que a impressão realmente mostra (ex.: se não há delta visível, evite restringir por verticilo).

Confronto papiloscópico: ACE-V na prática

O confronto é um processo estruturado para responder a uma pergunta pericial (ex.: “esta impressão latente e esta impressão padrão têm a mesma origem?”). Um modelo amplamente utilizado é o ACE-V: Análise, Comparação, Avaliação e Verificação. O ponto crítico é que o raciocínio deve ser documentado de modo rastreável: o que foi observado, onde foi observado, por que é confiável e como isso sustenta a conclusão.

Análise (A): entender a impressão antes de comparar

Na análise, você trabalha com cada impressão separadamente (latente e padrão), sem “encaixar mentalmente” uma na outra. Objetivos: determinar valor para confronto, mapear regiões úteis, identificar distorções e registrar minúcias e atributos.

  • Passo 1: delimitar a área útil (regiões com cristas contínuas, contraste suficiente e sem sobreposição crítica).
  • Passo 2: avaliar qualidade por critérios objetivos (ver seção de suficiência de imagem).
  • Passo 3: identificar o padrão global se possível (ou registrar “indeterminado” quando parcial).
  • Passo 4: mapear minúcias (terminações, bifurcações e outras) com localização relativa e orientação.
  • Passo 5: registrar atributos de nível adicional quando visíveis (poros, bordas de crista, largura de crista/vale, cicatrizes, ilhas, pontos).
  • Passo 6: registrar distorções (pressão, arraste, torção, sobreposição) e como elas afetam a leitura.

Documentação recomendada na análise: um croqui/markup com numeração de minúcias, indicação de região (ex.: quadrante superior esquerdo da área útil), e notas sobre confiabilidade (“minúcia 7 incerta por borramento”).

Comparação (C): correspondências e discrepâncias

Na comparação, você coloca lado a lado as informações analisadas, buscando compatibilidade de: (1) fluxo de cristas, (2) relações espaciais entre minúcias, (3) orientação e morfologia das minúcias, e (4) atributos adicionais quando disponíveis. A comparação deve considerar distorções: uma discrepância aparente pode ser explicada por pressão/arraste; outras discrepâncias são incompatíveis e devem ser tratadas como tal.

  • Passo 1: alinhar mentalmente por referências robustas (ex.: delta/núcleo; se ausentes, use um conjunto de minúcias estáveis).
  • Passo 2: verificar compatibilidade do fluxo geral na área útil.
  • Passo 3: comparar minúcia a minúcia, registrando correspondências (M1↔M1, M2↔M2) e relações (distâncias relativas, ângulos, sequência ao longo da crista).
  • Passo 4: registrar discrepâncias e testar hipóteses de distorção (ex.: arraste alonga vales e “inclina” terminações).
  • Passo 5: ampliar/reduzir e alternar contraste apenas para leitura, mantendo registro do que foi ajustado (sem alterar conteúdo).

Avaliação (E): decisão pericial e força do suporte

Na avaliação, você decide entre hipóteses (mesma origem, origens diferentes, ou inconclusivo) com base na suficiência e na qualidade das informações. Evite decisões baseadas apenas em contagem de minúcias; priorize a robustez do conjunto: clareza, distribuição, relações espaciais e ausência de discrepâncias inexplicáveis.

  • Identificação (mesma origem): conjunto suficiente de correspondências, bem distribuídas, com qualidade adequada e sem discrepâncias incompatíveis.
  • Exclusão (origens diferentes): discrepâncias incompatíveis em áreas confiáveis (não explicáveis por distorção/artefato).
  • Inconclusivo: informação insuficiente ou qualidade baixa; ou conflito não resolvido por limitações da impressão.

Documente explicitamente: quais regiões sustentam a decisão, quais minúcias foram consideradas confiáveis, e como distorções foram tratadas. Se inconclusivo, registre o motivo técnico (ex.: “área útil pequena e com sobreposição; minúcias não confiáveis”).

Verificação (V): controle de qualidade e vieses

A verificação é uma revisão independente do trabalho, preferencialmente por outro examinador, com acesso ao material e à documentação. Para reduzir vieses, adote práticas como:

  • Separação de contexto: sempre que possível, limitar informações extrínsecas (suspeito, confissão, histórico) durante a análise.
  • Documentação antes da comparação: registrar mapa de minúcias e qualidade da latente antes de olhar a impressão padrão correspondente.
  • Revisão cega ou semi-cega: o verificador não deve ser influenciado pela conclusão anterior; quando não for viável, registrar limitações.
  • Checklist de discrepâncias: exigir que discrepâncias sejam explicitamente listadas e resolvidas (ou justificadas como inconclusivas).

Registro de minúcias e documentação do raciocínio pericial

Como registrar minúcias de forma rastreável

Um registro útil permite que outro profissional entenda exatamente o que você viu e onde. Um padrão prático:

  • Numeração sequencial das minúcias na latente (L1, L2, L3...) e na padrão (P1, P2, P3...).
  • Tipo de minúcia (terminação, bifurcação, ponto, ilha etc.).
  • Localização relativa (ex.: “a 2 cristas acima da bifurcação L3, na crista que segue para nordeste”).
  • Orientação (direção da terminação/abertura da bifurcação).
  • Confiabilidade (alta/média/baixa) com justificativa (borramento, sobreposição, contraste).

Modelo de notas técnicas (exemplo)

Latente L (área útil: 18 mm x 12 mm, região central; padrão global indeterminado por parcialidade). Qualidade: moderada; distorção por pressão no eixo vertical; leve arraste para leste. Minúcias confiáveis: L1 terminação (alta), L2 bifurcação (alta), L3 terminação (média por contraste), L4 ilha (alta)... Discrepâncias observadas: D1 possível (baixa confiabilidade por borramento). Atributos adicionais: poros visíveis em 2 cristas na região superior (uso auxiliar). 

Esse tipo de registro não substitui imagens/markups, mas cria trilha de raciocínio e facilita verificação.

Critérios de suficiência de qualidade de imagem

Antes de investir tempo em confronto, determine se a impressão tem qualidade suficiente. Use critérios objetivos e registráveis:

  • Continuidade de cristas: cristas distinguíveis por extensão adequada (evitar áreas “empastadas”).
  • Contraste crista/vale: separação visível sem saturação (nem escuro demais, nem claro demais).
  • Ruído e granulação: presença de artefatos que simulam minúcias (pontos falsos, quebras artificiais).
  • Área útil: tamanho e distribuição (uma área pequena pode ser suficiente se muito nítida e rica em detalhes; uma área grande pode ser inútil se borrada).
  • Presença de distorções: identificar se são localizadas (tratáveis) ou generalizadas (comprometem a comparação).
  • Sobreposição: se há duas impressões cruzadas, avaliar se é possível isolar uma região limpa.

Passo a passo para decisão de suficiência:

  • Passo 1: selecionar a melhor região (maior nitidez e continuidade).
  • Passo 2: listar minúcias observáveis e marcar as incertas.
  • Passo 3: verificar se há relações espaciais suficientes (minúcias distribuídas, não todas em uma microárea).
  • Passo 4: se a maioria das minúcias for incerta ou concentrada em área mínima, classificar como baixo valor e considerar “inconclusivo” ou solicitar melhor captura (quando aplicável).

Tratamento de distorções: pressão, arraste e sobreposição

Pressão (compressão/expansão)

Pressão excessiva pode alargar cristas, reduzir vales e “fundir” detalhes; pressão insuficiente pode gerar falhas e interrupções. Estratégia prática:

  • Passo 1: localizar áreas menos afetadas (bordas da impressão às vezes preservam melhor).
  • Passo 2: priorizar minúcias com morfologia clara (bifurcações bem definidas) e evitar “quebras” em áreas empastadas.
  • Passo 3: na comparação, aceitar pequenas variações de distância entre minúcias, mas exigir compatibilidade de relações e sequência.

Arraste (smear) e movimento

Arraste tende a alongar cristas e criar “caudas” em terminações, além de deslocar a posição aparente de minúcias. Estratégia:

  • Passo 1: identificar direção do arraste (padrão de alongamento).
  • Passo 2: buscar minúcias em regiões com menor smear (normalmente onde o contato iniciou ou terminou com menos movimento).
  • Passo 3: tratar terminações “esticadas” com cautela; preferir bifurcações e estruturas internas mais estáveis.

Sobreposição de impressões

Quando duas impressões se sobrepõem, o risco é interpretar interseções como minúcias. Estratégia:

  • Passo 1: separar visualmente por diferenças de intensidade, direção de fluxo e espaçamento de cristas.
  • Passo 2: delimitar uma “ilha” de cristas coerentes (mesma direção e espaçamento) e ignorar interseções.
  • Passo 3: registrar no laudo/nota técnica que há sobreposição e quais áreas foram consideradas confiáveis.

Exercícios guiados de leitura de impressões (montagem de casos práticos)

Os exercícios abaixo podem ser feitos com imagens impressas ou em tela. A proposta é treinar leitura, documentação e controle de vieses. Monte cada caso com: (1) uma impressão latente simulada (parcial, com ruído/distorção), (2) 3 a 5 impressões padrão candidatas (uma verdadeira e as demais distratoras), e (3) uma folha de registro para análise e comparação.

Exercício 1: Identificação de padrão global e referências

Objetivo: treinar a localizar núcleo/delta quando possível e descrever fluxo de cristas sem “forçar” classificação.

  • Como montar: escolha uma impressão padrão nítida de presilha e recorte uma área parcial que mostre apenas o núcleo (sem delta) ou apenas o delta (sem núcleo). Aplique leve desfoque para simular latente.
  • Tarefa: (1) descreva o fluxo de cristas; (2) declare se o padrão global é determinável; (3) indique quais referências existem e quais não existem.
  • Critério de correção: o aluno deve registrar “indeterminado” quando não houver elementos suficientes, em vez de adivinhar.

Exercício 2: Mapa de minúcias com confiabilidade

Objetivo: treinar registro de minúcias e distinção entre detalhe real e artefato.

  • Como montar: pegue uma impressão latente com ruído (granulação) e crie duas versões: uma com contraste adequado e outra saturada. Misture pontos de ruído próximos às cristas.
  • Tarefa: (1) marcar 10 minúcias potenciais; (2) classificar confiabilidade (alta/média/baixa) e justificar; (3) selecionar apenas as confiáveis para confronto.
  • Critério de correção: minúcias em áreas saturadas/empastadas devem ser marcadas como baixa confiabilidade ou descartadas.

Exercício 3: Confronto com distorção por arraste

Objetivo: treinar comparação considerando smear sem “explicar tudo” por distorção.

  • Como montar: gere uma latente a partir de uma impressão padrão aplicando um deslocamento direcional (arraste) e borramento leve. Inclua uma impressão padrão distratora com fluxo semelhante, mas minúcias incompatíveis em área nítida.
  • Tarefa: aplicar ACE-V: (1) análise da latente com direção do arraste; (2) comparação com duas candidatas; (3) listar correspondências e discrepâncias; (4) decidir identificação/exclusão/inconclusivo.
  • Critério de correção: discrepâncias em área nítida e estável não podem ser justificadas genericamente por arraste; devem levar a exclusão ou inconclusivo, conforme o caso.

Exercício 4: Sobreposição e seleção de área útil

Objetivo: treinar isolamento de uma impressão em meio a sobreposição.

  • Como montar: sobreponha duas impressões com direções de fluxo diferentes (ex.: uma presilha e um verticilo) e reduza a opacidade de uma delas. Crie uma região pequena onde uma das impressões esteja “limpa”.
  • Tarefa: (1) delimitar a área útil da impressão-alvo; (2) mapear 6 a 8 minúcias nessa área; (3) justificar por que as demais áreas foram descartadas.
  • Critério de correção: o aluno deve mostrar coerência de fluxo e espaçamento na área escolhida e evitar marcar minúcias em interseções.

Exercício 5: Controle de vieses e documentação antes da comparação

Objetivo: treinar disciplina de registrar análise antes de ver candidatos.

  • Como montar: forneça primeiro apenas a latente e uma folha de registro. Só depois entregue as candidatas. Opcional: inclua informação contextual irrelevante (ex.: “suspeito já conhecido”) para testar resistência a viés.
  • Tarefa: (1) preencher análise completa da latente (qualidade, distorções, mapa de minúcias) antes de receber as candidatas; (2) após receber, realizar comparação e avaliação; (3) registrar como a verificação seria conduzida.
  • Critério de correção: a análise deve estar completa e datada/identificável antes da comparação; notas não devem ser reescritas para “encaixar” o resultado.

Agora responda o exercício sobre o conteúdo:

Durante a indexação de uma impressão latente parcial em base digital, você não consegue visualizar delta nem núcleo com segurança. Qual conduta é mais adequada para evitar filtros incorretos e manter a rastreabilidade da análise?

Você acertou! Parabéns, agora siga para a próxima página

Você errou! Tente novamente.

Quando núcleo e delta não aparecem em uma latente parcial, a conduta correta é declarar essa ausência, trabalhar com áreas de cristas contínuas e minúcias confiáveis e evitar filtros por padrão global não suportado pela imagem, reduzindo risco de exclusão indevida.

Próximo capitúlo

Impressões Digitais Latentes na Criminalística: Localização, Revelação e Levantamento

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