O que significa “conectar canais” no funil
Conectar canais é transformar ações isoladas (post, anúncio, email, landing page) em um fluxo contínuo, onde cada etapa tem um próximo passo claro e mensurável. Na prática, você desenha um caminho em que: o clique leva a uma página, a página leva a uma captura/ação, a ação dispara uma sequência, a sequência leva a uma oferta e, depois, existe acompanhamento para quem não decidiu.
O objetivo não é “estar em todos os canais”, e sim garantir que o usuário nunca fique sem direção (ponto de fuga) e que você consiga identificar onde o funil está vazando (controle de etapas).
O caminho do usuário (modelo base para iniciantes)
Use este modelo como esqueleto e adapte ao seu negócio. Ele descreve o fluxo mínimo para integrar conteúdo, redes sociais, anúncios, email e páginas.
1) Origem do tráfego → 2) Página → 3) Captura/ação → 4) Sequência → 5) Oferta → 6) Acompanhamento
- Origem do tráfego: conteúdo orgânico, redes sociais, anúncios, parcerias, busca.
- Página: landing page de captura, página de conteúdo (artigo), página de vendas, página de agendamento.
- Captura/ação: email/WhatsApp, cadastro, quiz, pedido de orçamento, agendamento, compra.
- Sequência: emails (ou mensagens) com reforço de valor, prova e direcionamento.
- Oferta: página de vendas, checkout, call, proposta.
- Acompanhamento: remarketing, recuperação de indecisos, reengajamento, prova social adicional.
Padrões de conexão que funcionam (e como aplicar)
Padrão 1: “Link na bio” → captura (para não perder o tráfego social)
Quando o usuário vem de redes sociais, ele está em modo rápido. Se você mandar para uma página genérica, aumenta a chance de fuga. Um padrão simples é usar um link único (na bio ou no perfil) que leve a uma página com uma ação principal.
Implementação prática:
- Ouça o áudio com a tela desligada
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Baixar o aplicativo
- Defina 1 objetivo por campanha de conteúdo (ex.: baixar material, entrar na lista, agendar).
- Crie uma página de captura com promessa direta e CTA único.
- Use parâmetros de rastreamento no link para saber de qual post/campanha veio o clique.
Exemplo de estrutura de link rastreável:
https://seudominio.com/iscas?utm_source=instagram&utm_medium=bio&utm_campaign=checklistPadrão 2: Visitou a página e não converteu → remarketing para visitantes
Remarketing para visitantes conecta o “interesse” (clique) com uma segunda chance de conversão. A regra é simples: quem visitou uma página demonstrou intenção; então você cria anúncios específicos para trazer essa pessoa de volta com um próximo passo.
Implementação prática (passo a passo):
- Separe o público: visitantes da página de captura, visitantes da página de vendas, iniciaram checkout (se aplicável).
- Crie 1 anúncio por público com mensagem coerente com a etapa (ex.: “volte e pegue o material”, “veja depoimentos”, “tire dúvidas”).
- Direcione para a página correta (não mande todo mundo para o topo).
Exemplo de conexão: Visitou página de vendas → anúncio com prova (depoimento/caso) → volta para a página de vendas → CTA.
Padrão 3: Capturou e ficou indeciso → email para recuperar
Nem todo lead compra na primeira exposição. O email (ou sequência de mensagens) funciona como “ponte” entre interesse e decisão, especialmente para recuperar quem abriu, clicou, mas não concluiu.
Implementação prática (passo a passo):
- Identifique o evento de indecisão: clicou na oferta e não comprou; visitou a página e saiu; abriu emails e não clicou.
- Crie uma sequência curta de recuperação (2 a 4 mensagens) com: reforço de benefício, prova, objeções comuns, CTA.
- Se possível, inclua um “atalho” de suporte (ex.: responder o email com dúvida) para reduzir fricção.
Padrão 4: Conteúdo para reforçar prova (antes e depois da oferta)
Conteúdo não serve só para atrair; ele também sustenta a decisão. Um padrão eficiente é usar conteúdo de prova (resultados, bastidores, comparações, erros comuns) para reduzir risco percebido e aumentar confiança.
Implementação prática:
- Antes da oferta: publique conteúdos que respondem objeções e mostram critérios de escolha.
- Durante a oferta: use conteúdos curtos de prova (prints, mini-casos, demonstrações) que apontem para a página de oferta.
- Depois: use conteúdos para pós-compra e para reativar indecisos (ex.: “o que você perde se adiar”).
Consistência de mensagem: mesma promessa e mesma persona
O maior erro ao conectar canais é mudar a mensagem a cada etapa. O usuário clica por um motivo; se a página e os emails falam outra coisa, ele desconfia ou se perde.
Checklist de consistência (use antes de publicar)
- Promessa: a frase principal é a mesma (ou equivalente) no anúncio/post, na página e no email?
- Persona: o vocabulário e os exemplos são para o mesmo perfil (iniciante, intermediário, etc.)?
- Problema: você mantém o mesmo “inimigo” (dor principal) do começo ao fim?
- Próximo passo: cada peça aponta para uma única ação clara?
Exemplo de alinhamento simples:
| Canal | Mensagem (mesma promessa) | Próximo passo |
|---|---|---|
| Post/Anúncio | “Aprenda a organizar seu funil em 30 minutos” | Clicar |
| Landing page | “Organize seu funil em 30 minutos com este checklist” | Baixar (captura) |
| Email 1 | “Seu checklist para organizar o funil em 30 minutos” | Abrir/consumir |
| Email 2 | “Aplicando o checklist: erros comuns” | Clicar para oferta |
Controle de etapas: como saber onde o funil está vazando
Conectar canais exige medir o caminho. Para iniciantes, pense em eventos (ações) e taxas (proporções). Você não precisa de dezenas de métricas; precisa das certas.
Eventos mínimos para mapear
- Clique (origem → página)
- Visualização de página (página carregou)
- Conversão (captura/ação)
- Abertura (email aberto)
- Clique no email (email → oferta)
- Compra (ou ação final)
Pontos de fuga comuns (e correções rápidas)
- Muito clique, pouca conversão na página: promessa desalinhada, formulário longo, CTA fraco, página lenta.
- Boa captura, pouca abertura de email: assunto fraco, entrega do lead magnet confusa, excesso de emails, falta de expectativa.
- Boa abertura, pouco clique: email sem CTA claro, conteúdo não conecta com a oferta, link escondido.
- Muito clique na oferta, pouca compra: falta de prova, preço sem ancoragem, objeções não tratadas, fricção no checkout.
Passo a passo: desenhando seu fluxo contínuo (do zero)
Passo 1 — Escolha 1 entrada principal de tráfego
Para começar, selecione uma origem dominante (ex.: posts + anúncios para o mesmo tema). Isso reduz complexidade e facilita medir.
Passo 2 — Defina a “página ponte” correta
Decida para onde o clique vai. Para iniciantes, normalmente é:
- Captura (se você quer construir lista e nutrir), ou
- Oferta direta (se já existe demanda e prova suficiente).
Passo 3 — Configure a captura/ação com fricção mínima
Escolha um único CTA e remova distrações. Se for captura, peça apenas o essencial (ex.: nome e email).
Passo 4 — Conecte a captura a uma sequência com objetivo único
Defina o que a sequência precisa fazer: levar para a oferta, levar para agendamento, ou qualificar. Evite misturar objetivos na mesma sequência.
Passo 5 — Conecte a oferta ao acompanhamento (não deixe “morrer”)
Planeje o que acontece com:
- quem visitou e saiu,
- quem clicou e não comprou,
- quem comprou (para pós-venda e novas ofertas).
Passo 6 — Instale o “mapa de rastreamento” (mesmo que simples)
Crie um padrão de nomes para links e campanhas para identificar a origem. Um modelo simples:
utm_source=canal (instagram, youtube, ads, email) utm_medium=formato (bio, story, cpc, newsletter) utm_campaign=tema (checklist_funil, prova_social, oferta_x) utm_content=variacao (criativo1, criativo2)Diagrama textual de funil completo com decisões (iniciante)
[ORIGEM DO TRÁFEGO] - Post/Reels/Story (orgânico) - Anúncio (frio ou morno) - Email (reengajamento) | v [CLIQUE?] -- não --> (Ajustar criativo/CTA/segmentação) --> [ORIGEM DO TRÁFEGO] | sim v [PÁGINA DE DESTINO] (captura ou oferta) | v [CARREGOU/VIU A PÁGINA?] -- não --> (Problema técnico/velocidade/link) --> [PÁGINA] | sim v [CONVERTEU NA CAPTURA/ AÇÃO?] | |-- não --> [REMARKETING VISITANTES] --> volta para [PÁGINA] | | (variações: prova, benefício, objeções, urgência leve) | v sim [ENTROU NA LISTA / LEAD] | v [EMAIL 1: ENTREGA + PRÓXIMO PASSO] | v [ABRIU O EMAIL?] | |-- não --> (Reenvio com novo assunto / ajuste de expectativa / higiene de lista) --> [EMAIL 1] | v sim [CLICOU NO CTA DO EMAIL?] | |-- não --> [EMAIL 2: PROVA + OBJEÇÕES] --> [CLICOU?] (loop curto) | v sim [PÁGINA DE OFERTA] | v [INICIOU COMPRA/AGENDAMENTO?] | |-- não --> [REMARKETING OFERTA] + [EMAIL RECUPERAÇÃO] --> volta para [OFERTA] | v sim [CONCLUIU COMPRA?] |-- não --> [RECUPERAÇÃO DE INDECISOS] (objeções + suporte + prova) --> [OFERTA] v sim [PÓS-COMPRA] - confirmação + onboarding - pedido de feedback/depoimento - conteúdo de uso (reduz reembolso e aumenta satisfação)Modelos prontos de fluxos (para copiar e adaptar)
Fluxo A: Social → captura → nutrição → oferta
- Post com dica prática → link na bio → landing de captura → email entrega → email prova → email oferta → remarketing para quem visitou oferta.
Fluxo B: Anúncio → oferta → recuperação
- Anúncio direto → página de oferta → (não comprou) remarketing com prova → email recuperação (se houver captura no processo) → volta para oferta.
Fluxo C: Conteúdo de prova → oferta → acompanhamento
- Conteúdo com caso/resultado → página de oferta → (clicou e não comprou) sequência curta de objeções → remarketing com FAQ → retorno para oferta.
Como evitar “pontos de fuga” ao integrar tudo
Reduza escolhas por etapa
Se a etapa é captura, não ofereça 5 CTAs. Se a etapa é oferta, não distraia com links paralelos. Menos opções = mais controle do caminho.
Garanta continuidade visual e verbal
Use elementos consistentes (tom, cores, estrutura de promessa) para o usuário sentir que está no mesmo “ambiente” do clique até a compra.
Planeje o “e se não”
Todo funil precisa de rotas para: não clicou, não converteu, não abriu, não comprou. Se você desenhar apenas o caminho ideal, você perde a maior parte do tráfego.