Conectar canais no Funil de Vendas: do clique ao relacionamento e à compra

Capítulo 10

Tempo estimado de leitura: 10 minutos

+ Exercício

O que significa “conectar canais” no funil

Conectar canais é transformar ações isoladas (post, anúncio, email, landing page) em um fluxo contínuo, onde cada etapa tem um próximo passo claro e mensurável. Na prática, você desenha um caminho em que: o clique leva a uma página, a página leva a uma captura/ação, a ação dispara uma sequência, a sequência leva a uma oferta e, depois, existe acompanhamento para quem não decidiu.

O objetivo não é “estar em todos os canais”, e sim garantir que o usuário nunca fique sem direção (ponto de fuga) e que você consiga identificar onde o funil está vazando (controle de etapas).

O caminho do usuário (modelo base para iniciantes)

Use este modelo como esqueleto e adapte ao seu negócio. Ele descreve o fluxo mínimo para integrar conteúdo, redes sociais, anúncios, email e páginas.

1) Origem do tráfego → 2) Página → 3) Captura/ação → 4) Sequência → 5) Oferta → 6) Acompanhamento

  • Origem do tráfego: conteúdo orgânico, redes sociais, anúncios, parcerias, busca.
  • Página: landing page de captura, página de conteúdo (artigo), página de vendas, página de agendamento.
  • Captura/ação: email/WhatsApp, cadastro, quiz, pedido de orçamento, agendamento, compra.
  • Sequência: emails (ou mensagens) com reforço de valor, prova e direcionamento.
  • Oferta: página de vendas, checkout, call, proposta.
  • Acompanhamento: remarketing, recuperação de indecisos, reengajamento, prova social adicional.

Padrões de conexão que funcionam (e como aplicar)

Padrão 1: “Link na bio” → captura (para não perder o tráfego social)

Quando o usuário vem de redes sociais, ele está em modo rápido. Se você mandar para uma página genérica, aumenta a chance de fuga. Um padrão simples é usar um link único (na bio ou no perfil) que leve a uma página com uma ação principal.

Implementação prática:

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  • Defina 1 objetivo por campanha de conteúdo (ex.: baixar material, entrar na lista, agendar).
  • Crie uma página de captura com promessa direta e CTA único.
  • Use parâmetros de rastreamento no link para saber de qual post/campanha veio o clique.

Exemplo de estrutura de link rastreável:

https://seudominio.com/iscas?utm_source=instagram&utm_medium=bio&utm_campaign=checklist

Padrão 2: Visitou a página e não converteu → remarketing para visitantes

Remarketing para visitantes conecta o “interesse” (clique) com uma segunda chance de conversão. A regra é simples: quem visitou uma página demonstrou intenção; então você cria anúncios específicos para trazer essa pessoa de volta com um próximo passo.

Implementação prática (passo a passo):

  • Separe o público: visitantes da página de captura, visitantes da página de vendas, iniciaram checkout (se aplicável).
  • Crie 1 anúncio por público com mensagem coerente com a etapa (ex.: “volte e pegue o material”, “veja depoimentos”, “tire dúvidas”).
  • Direcione para a página correta (não mande todo mundo para o topo).

Exemplo de conexão: Visitou página de vendas → anúncio com prova (depoimento/caso) → volta para a página de vendas → CTA.

Padrão 3: Capturou e ficou indeciso → email para recuperar

Nem todo lead compra na primeira exposição. O email (ou sequência de mensagens) funciona como “ponte” entre interesse e decisão, especialmente para recuperar quem abriu, clicou, mas não concluiu.

Implementação prática (passo a passo):

  • Identifique o evento de indecisão: clicou na oferta e não comprou; visitou a página e saiu; abriu emails e não clicou.
  • Crie uma sequência curta de recuperação (2 a 4 mensagens) com: reforço de benefício, prova, objeções comuns, CTA.
  • Se possível, inclua um “atalho” de suporte (ex.: responder o email com dúvida) para reduzir fricção.

Padrão 4: Conteúdo para reforçar prova (antes e depois da oferta)

Conteúdo não serve só para atrair; ele também sustenta a decisão. Um padrão eficiente é usar conteúdo de prova (resultados, bastidores, comparações, erros comuns) para reduzir risco percebido e aumentar confiança.

Implementação prática:

  • Antes da oferta: publique conteúdos que respondem objeções e mostram critérios de escolha.
  • Durante a oferta: use conteúdos curtos de prova (prints, mini-casos, demonstrações) que apontem para a página de oferta.
  • Depois: use conteúdos para pós-compra e para reativar indecisos (ex.: “o que você perde se adiar”).

Consistência de mensagem: mesma promessa e mesma persona

O maior erro ao conectar canais é mudar a mensagem a cada etapa. O usuário clica por um motivo; se a página e os emails falam outra coisa, ele desconfia ou se perde.

Checklist de consistência (use antes de publicar)

  • Promessa: a frase principal é a mesma (ou equivalente) no anúncio/post, na página e no email?
  • Persona: o vocabulário e os exemplos são para o mesmo perfil (iniciante, intermediário, etc.)?
  • Problema: você mantém o mesmo “inimigo” (dor principal) do começo ao fim?
  • Próximo passo: cada peça aponta para uma única ação clara?

Exemplo de alinhamento simples:

CanalMensagem (mesma promessa)Próximo passo
Post/Anúncio“Aprenda a organizar seu funil em 30 minutos”Clicar
Landing page“Organize seu funil em 30 minutos com este checklist”Baixar (captura)
Email 1“Seu checklist para organizar o funil em 30 minutos”Abrir/consumir
Email 2“Aplicando o checklist: erros comuns”Clicar para oferta

Controle de etapas: como saber onde o funil está vazando

Conectar canais exige medir o caminho. Para iniciantes, pense em eventos (ações) e taxas (proporções). Você não precisa de dezenas de métricas; precisa das certas.

Eventos mínimos para mapear

  • Clique (origem → página)
  • Visualização de página (página carregou)
  • Conversão (captura/ação)
  • Abertura (email aberto)
  • Clique no email (email → oferta)
  • Compra (ou ação final)

Pontos de fuga comuns (e correções rápidas)

  • Muito clique, pouca conversão na página: promessa desalinhada, formulário longo, CTA fraco, página lenta.
  • Boa captura, pouca abertura de email: assunto fraco, entrega do lead magnet confusa, excesso de emails, falta de expectativa.
  • Boa abertura, pouco clique: email sem CTA claro, conteúdo não conecta com a oferta, link escondido.
  • Muito clique na oferta, pouca compra: falta de prova, preço sem ancoragem, objeções não tratadas, fricção no checkout.

Passo a passo: desenhando seu fluxo contínuo (do zero)

Passo 1 — Escolha 1 entrada principal de tráfego

Para começar, selecione uma origem dominante (ex.: posts + anúncios para o mesmo tema). Isso reduz complexidade e facilita medir.

Passo 2 — Defina a “página ponte” correta

Decida para onde o clique vai. Para iniciantes, normalmente é:

  • Captura (se você quer construir lista e nutrir), ou
  • Oferta direta (se já existe demanda e prova suficiente).

Passo 3 — Configure a captura/ação com fricção mínima

Escolha um único CTA e remova distrações. Se for captura, peça apenas o essencial (ex.: nome e email).

Passo 4 — Conecte a captura a uma sequência com objetivo único

Defina o que a sequência precisa fazer: levar para a oferta, levar para agendamento, ou qualificar. Evite misturar objetivos na mesma sequência.

Passo 5 — Conecte a oferta ao acompanhamento (não deixe “morrer”)

Planeje o que acontece com:

  • quem visitou e saiu,
  • quem clicou e não comprou,
  • quem comprou (para pós-venda e novas ofertas).

Passo 6 — Instale o “mapa de rastreamento” (mesmo que simples)

Crie um padrão de nomes para links e campanhas para identificar a origem. Um modelo simples:

utm_source=canal (instagram, youtube, ads, email) utm_medium=formato (bio, story, cpc, newsletter) utm_campaign=tema (checklist_funil, prova_social, oferta_x) utm_content=variacao (criativo1, criativo2)

Diagrama textual de funil completo com decisões (iniciante)

[ORIGEM DO TRÁFEGO]   - Post/Reels/Story (orgânico)   - Anúncio (frio ou morno)   - Email (reengajamento)         |         v [CLIQUE?] -- não --> (Ajustar criativo/CTA/segmentação) --> [ORIGEM DO TRÁFEGO]    |   sim    v [PÁGINA DE DESTINO] (captura ou oferta)    |    v [CARREGOU/VIU A PÁGINA?] -- não --> (Problema técnico/velocidade/link) --> [PÁGINA]    |   sim    v [CONVERTEU NA CAPTURA/ AÇÃO?]    |    |-- não --> [REMARKETING VISITANTES] --> volta para [PÁGINA]    |    |             (variações: prova, benefício, objeções, urgência leve)    |    v   sim [ENTROU NA LISTA / LEAD]    |    v [EMAIL 1: ENTREGA + PRÓXIMO PASSO]    |    v [ABRIU O EMAIL?]    |    |-- não --> (Reenvio com novo assunto / ajuste de expectativa / higiene de lista) --> [EMAIL 1]    |    v   sim [CLICOU NO CTA DO EMAIL?]    |    |-- não --> [EMAIL 2: PROVA + OBJEÇÕES] --> [CLICOU?] (loop curto)    |    v   sim [PÁGINA DE OFERTA]    |    v [INICIOU COMPRA/AGENDAMENTO?]    |    |-- não --> [REMARKETING OFERTA] + [EMAIL RECUPERAÇÃO] --> volta para [OFERTA]    |    v   sim [CONCLUIU COMPRA?]        |-- não --> [RECUPERAÇÃO DE INDECISOS] (objeções + suporte + prova) --> [OFERTA]        v       sim [PÓS-COMPRA]   - confirmação + onboarding   - pedido de feedback/depoimento   - conteúdo de uso (reduz reembolso e aumenta satisfação)

Modelos prontos de fluxos (para copiar e adaptar)

Fluxo A: Social → captura → nutrição → oferta

  • Post com dica prática → link na bio → landing de captura → email entrega → email prova → email oferta → remarketing para quem visitou oferta.

Fluxo B: Anúncio → oferta → recuperação

  • Anúncio direto → página de oferta → (não comprou) remarketing com prova → email recuperação (se houver captura no processo) → volta para oferta.

Fluxo C: Conteúdo de prova → oferta → acompanhamento

  • Conteúdo com caso/resultado → página de oferta → (clicou e não comprou) sequência curta de objeções → remarketing com FAQ → retorno para oferta.

Como evitar “pontos de fuga” ao integrar tudo

Reduza escolhas por etapa

Se a etapa é captura, não ofereça 5 CTAs. Se a etapa é oferta, não distraia com links paralelos. Menos opções = mais controle do caminho.

Garanta continuidade visual e verbal

Use elementos consistentes (tom, cores, estrutura de promessa) para o usuário sentir que está no mesmo “ambiente” do clique até a compra.

Planeje o “e se não”

Todo funil precisa de rotas para: não clicou, não converteu, não abriu, não comprou. Se você desenhar apenas o caminho ideal, você perde a maior parte do tráfego.

Agora responda o exercício sobre o conteúdo:

Ao “conectar canais” em um funil de vendas, qual prática melhor garante um fluxo contínuo e reduz pontos de fuga?

Você acertou! Parabéns, agora siga para a próxima página

Você errou! Tente novamente.

Conectar canais significa transformar ações isoladas em um fluxo contínuo, com próximo passo claro e mensurável, mantendo a mesma promessa/persona e criando rotas de recuperação (remarketing, sequência e acompanhamento) para reduzir pontos de fuga.

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Exemplos de Funil de Vendas para serviços: diagnóstico, proposta e fechamento

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