Capa do Ebook gratuito Perito Criminal da Polícia Civil: Fundamentos Técnicos e Científicos para Concursos

Perito Criminal da Polícia Civil: Fundamentos Técnicos e Científicos para Concursos

Novo curso

16 páginas

Atendimento a local de crime pelo Perito Criminal: preservação, documentação e coleta

Capítulo 4

Tempo estimado de leitura: 15 minutos

+ Exercício

O atendimento a local de crime é o conjunto de ações técnicas executadas no cenário do fato para preservar vestígios, registrar o estado original do ambiente e coletar materiais com potencial valor probatório. O foco operacional é evitar perda, alteração e contaminação, garantindo que a interpretação posterior (em laboratório e na análise pericial) seja sustentada por documentação fiel e por amostras íntegras.

1) Etapas operacionais no atendimento ao local

1.1 Segurança e preservação do local

Antes de qualquer registro ou coleta, a prioridade é a segurança. Um local inseguro gera risco à equipe e pode produzir alterações secundárias (pisoteio, deslocamento de objetos, incêndio, explosão, colapso estrutural).

  • Verifique riscos imediatos: agressor presente, armas, munições, fios energizados, vazamento de gás, incêndio, produtos químicos, animais, instabilidade de estruturas, tráfego de veículos.
  • Solicite apoio quando necessário: bombeiros, equipe de explosivos, concessionária de energia, defesa civil, equipe de saúde.
  • Estabeleça rota de entrada e saída: defina um caminho único para reduzir trilhas de contaminação e pisoteio; se possível, use passadeiras/filme protetor em áreas críticas.
  • Use EPI adequado ao risco: luvas, máscara, óculos, proteção respiratória específica (quando houver poeiras/químicos), propés e macacão quando indicado.

1.2 Delimitação do perímetro

Delimitar é criar uma área controlada que contenha o cenário relevante e uma margem de segurança para vestígios periféricos. A delimitação deve considerar que vestígios podem estar além do ponto “óbvio” (ex.: cápsulas e projéteis em trajetórias longas, pegadas em rotas de fuga, microvestígios em áreas de contato).

  • Perímetro externo: área maior para impedir curiosos e reduzir interferências (barreiras físicas, fitas, cones).
  • Perímetro interno: área de trabalho pericial, com acesso restrito e controlado.
  • Pontos de interesse: marque visualmente (sem tocar) áreas com vestígios aparentes para orientar o fluxo e evitar pisoteio.

1.3 Controle de acesso

O controle de acesso reduz contaminação e preserva o estado do local. Na prática, menos pessoas e menos deslocamentos significam menos alterações.

  • Defina um ponto único de entrada/saída: preferencialmente com barreira e local para paramentação/desparamentação.
  • Restrinja o número de ingressos: apenas equipe essencial e por tempo necessário.
  • Evite “circulação livre”: deslocamentos devem ser planejados; ao mudar de área, avalie troca de luvas/propés conforme risco de transferência.
  • Registre intervenções inevitáveis: por exemplo, atendimento médico prévio, movimentação para socorro, desligamento de energia, ventilação do ambiente.

1.4 Avaliação inicial (triagem técnica)

A avaliação inicial é uma leitura rápida e sistemática para entender o tipo de local, o que pode se perder primeiro e quais vestígios são mais frágeis. Ela orienta a ordem de documentação e coleta.

Continue em nosso aplicativo

Você poderá ouvir o audiobook com a tela desligada, ganhar gratuitamente o certificado deste curso e ainda ter acesso a outros 5.000 cursos online gratuitos.

ou continue lendo abaixo...
Download App

Baixar o aplicativo

  • Identifique condições ambientais: chuva, vento, calor, umidade, iluminação, presença de água, poeira, fluxo de pessoas.
  • Reconheça vestígios efêmeros: marcas em poeira, pegadas em solo úmido, odores, fumaça, líquidos voláteis, resíduos facilmente removíveis.
  • Determine áreas críticas: pontos de entrada/saída, áreas de luta, superfícies de contato (maçanetas, armas, celulares), rotas de fuga.
  • Planeje a sequência: primeiro documentar o que muda rápido; depois, busca detalhada; por fim, coleta conforme prioridade e fragilidade.

1.5 Definição de prioridades (ordem de trabalho)

Uma ordem típica (ajustável ao caso) prioriza: (1) segurança e preservação, (2) documentação do estado original, (3) busca sistemática, (4) coleta e acondicionamento. Em locais com risco de perda rápida, a documentação e a coleta de vestígios efêmeros podem ser antecipadas, desde que registradas e justificadas.

  • Priorize o que é perecível: líquidos voláteis, marcas em superfícies instáveis, vestígios expostos à chuva/vento.
  • Priorize o que é facilmente transferível: microvestígios, partículas em roupas, resíduos em mãos/objetos manipulados.
  • Priorize o que é crítico para reconstrução: posições relativas, trajetórias, pontos de impacto, distribuição de manchas.

2) Documentação pericial: técnicas e boas práticas

2.1 Anotações técnicas (caderno de campo)

Anotações técnicas são o registro objetivo do que foi observado e feito, com horários, condições e decisões operacionais. Devem ser claras, rastreáveis e focadas em fatos observáveis.

  • O que registrar: data/hora de chegada, condições climáticas, iluminação, odores relevantes, estado de portas/janelas, presença de ventiladores/ar-condicionado, pessoas no local, intervenções prévias, alterações inevitáveis.
  • Como registrar: linguagem descritiva, evitando conclusões; use medidas, direções e referências fixas (parede norte, quina, batente).
  • Exemplo prático: “Às 14:32, janela do quarto (parede leste) aberta, cortina deslocada para dentro; ventilador de teto ligado; odor forte de solvente próximo à bancada.”

2.2 Croqui (esboço técnico do local)

O croqui organiza espacialmente o cenário e facilita a compreensão de distâncias e posições relativas. Pode ser preliminar no local e refinado posteriormente.

  • Elementos mínimos: orientação (seta do norte), escala (quando possível), medidas principais, pontos fixos (paredes, portas), localização de vestígios numerados.
  • Referenciamento: use método de duas medidas a partir de pontos fixos (ex.: canto da parede e batente) ou coordenadas em grade quando aplicável.
  • Exemplo prático: em um quarto, medir a posição de uma cápsula deflagrada a partir do canto nordeste e da parede norte, anotando distância em centímetros e associando ao número do vestígio.

2.3 Fotografia pericial (com escalas e referência)

A fotografia pericial deve permitir que terceiros compreendam o local e os vestígios sem estarem presentes. A sequência recomendada é: visão geral, média distância e aproximação (close-up), sempre mantendo coerência de orientação e numeração.

  • Sequência sugerida: (1) fotos externas e acessos, (2) visão geral do ambiente, (3) visão média contextualizando vestígios, (4) close-up do vestígio.
  • Escala e referência: em close-up, use escala métrica adequada e, quando necessário, cartão de cor/cinza para padronização; evite cobrir o vestígio com a escala.
  • Foco e paralaxe: mantenha o sensor paralelo ao plano do vestígio para reduzir distorção; use tripé quando necessário.
  • Iluminação: use luz oblíqua (rasante) para realçar relevos (impressões, marcas em poeira); controle reflexos em superfícies brilhantes com mudança de ângulo e difusão.
  • Exemplo prático: para uma pegada em poeira no piso, faça foto geral do corredor, depois foto média mostrando a sequência de marcas e, por fim, close-up com escala e luz rasante lateral.

2.4 Videografia (quando pertinente)

Vídeo pode complementar a fotografia ao registrar continuidade espacial (trajetos, relação entre cômodos) e condições dinâmicas (ex.: gotejamento, fumaça residual, fluxo de água). Deve ser estável e narrado com cuidado para não inserir interpretações.

  • Quando usar: locais extensos, múltiplos ambientes, cenas externas com rotas, locais com muitos pontos de interesse.
  • Como fazer: movimentos lentos, sem “varrer” rapidamente; comece com identificação do ambiente e siga um percurso lógico (entrada → área principal → pontos de interesse).
  • Cuidados: não substitui fotos técnicas de vestígios; evite comentários conclusivos (“foi assim que ocorreu”), prefira descrições (“há mancha no piso próximo à porta”).

3) Estratégias de busca: padrões e recursos

3.1 Padrões de varredura (busca sistemática)

A busca deve ser planejada para reduzir omissões. O padrão escolhido depende do tamanho do local, número de peritos e complexidade.

  • Faixas/linhas (line search): indicado para áreas abertas (terrenos, vias). Equipe avança em linha, mantendo espaçamento constante.
  • Grade (grid): duas varreduras perpendiculares; aumenta chance de detectar microvestígios em áreas abertas.
  • Espiral (in/out): útil em áreas pequenas e com um único operador; exige cuidado para não pisotear vestígios centrais.
  • Setores/quadrantes: divide o ambiente em áreas menores; indicado para locais internos com muitos objetos.
  • Zona por cômodos: em residências, cada cômodo é uma zona; documenta-se e busca-se por etapas para manter controle.

3.2 Iluminação forense e ângulos de observação

Vários vestígios aparecem apenas sob iluminação e ângulos específicos. Alternar luz ambiente, lanterna forte e luz rasante aumenta a detecção.

  • Luz rasante: evidencia relevos (impressões, arranhões, marcas em poeira).
  • Contraluz: pode revelar fibras e partículas em superfícies lisas.
  • Ambiente escurecido: quando possível e seguro, reduzir luz ambiente pode ajudar a perceber brilhos e reflexos de microfragmentos.

3.3 Detecção de vestígios latentes (estratégia geral)

Vestígios latentes são aqueles não visíveis a olho nu ou pouco perceptíveis. A estratégia é: localizar áreas de maior probabilidade, usar métodos não destrutivos primeiro e documentar antes de qualquer procedimento que altere a superfície.

  • Áreas de contato: maçanetas, interruptores, bordas de portas, garrafas/copos, armas, celulares, fitas, embalagens.
  • Áreas de deposição: cantos, rodapés, superfícies horizontais, interior de veículos, tecidos.
  • Progressão de métodos: começar por inspeção visual e luz adequada; em seguida, técnicas específicas conforme o tipo de vestígio (ex.: papiloscopia, microvestígios).

4) Princípios de coleta por tipo de vestígio (com prevenção de contaminação)

4.1 Regras gerais de prevenção de contaminação

Contaminação é a introdução, transferência ou perda de material que altera o valor interpretativo do vestígio. A prevenção depende de disciplina operacional e separação física de amostras.

  • EPI e higiene: luvas sempre que houver contato potencial; máscara e proteção de cabelo quando houver risco de deposição de material biológico; propés em locais com solo/poeira.
  • Troca de luvas: troque ao mudar de área, ao tocar superfícies diferentes relevantes, ao coletar amostras de naturezas distintas e sempre que houver sujidade/rasgo.
  • Materiais estéreis: use swabs estéreis, recipientes limpos e ferramentas descontaminadas; evite reutilização sem limpeza apropriada.
  • Separação de amostras: cada vestígio em embalagem individual; nunca misture itens de pessoas/locais diferentes no mesmo recipiente.
  • Ordem de coleta: preferir coletar primeiro vestígios mais frágeis e os de maior risco de transferência (microvestígios), evitando cruzar áreas.
  • Evite falar/tossir sobre vestígios: especialmente em amostras biológicas e superfícies de contato.

4.2 Vestígios biológicos (sangue, saliva, sêmen, tecidos)

Vestígios biológicos exigem cuidado para evitar contaminação por DNA e degradação por calor/umidade. A coleta deve preservar a amostra e manter a distinção entre fontes.

  • Identificação e documentação: fotografe em visão média e close-up com escala; registre substrato (tecido, piso, parede) e condição (úmido/seco).
  • Coleta em superfícies não porosas: use swab estéril levemente umedecido (quando apropriado) e, em seguida, swab seco para maximizar recuperação; acondicione cada swab separadamente.
  • Coleta em superfícies porosas (tecido, papel): quando possível, recorte a área com material biológico (com ferramenta limpa) e embale individualmente; se não for possível, use swab conforme técnica.
  • Amostra de referência do substrato: colete controle do material adjacente sem mancha (quando aplicável) para comparação e avaliação de interferentes.
  • Secagem e acondicionamento: evite embalar material úmido em recipientes que favoreçam mofo; priorize acondicionamento que permita ventilação quando indicado pelos protocolos locais.
  • Exemplo prático: mancha suspeita em bancada: foto com escala, swab umedecido em área delimitada, swab seco na mesma área, swabs em embalagens separadas e identificadas; troca de luvas antes de passar a outro vestígio.

4.3 Vestígios papiloscópicos (impressões digitais/palmares/plantar)

Vestígios papiloscópicos podem ser visíveis (por sujeira/sangue) ou latentes (oleosidade). O princípio é: não tocar na área de possível impressão, documentar antes e escolher método compatível com o suporte.

  • Localização: priorize superfícies lisas e áreas de pega (copos, garrafas, telas, maçanetas, fitas, partes metálicas/plásticas).
  • Documentação: fotografe antes de qualquer revelação; use iluminação oblíqua para realçar contraste quando houver impressão visível.
  • Revelação e coleta: aplique técnica adequada ao material (ex.: pós em superfícies não porosas) e, quando revelada, faça registro fotográfico com escala e proceda ao levantamento conforme procedimento (ex.: fita/gel apropriado).
  • Cuidados: evite umidade excessiva e fricção; troque luvas para não transferir oleosidade; não empilhe objetos com áreas de contato.
  • Exemplo prático: em uma garrafa: segurar por áreas improváveis de contato (base/área texturizada), fotografar, aplicar técnica de revelação compatível, fotografar a impressão revelada com escala e levantar para suporte adequado.

4.4 Microvestígios (fibras, cabelos, fragmentos de vidro, partículas, solo)

Microvestígios são altamente transferíveis e facilmente perdidos. A estratégia é reduzir circulação, coletar cedo e usar métodos que minimizem dispersão.

  • Onde buscar: roupas e calçados, bancos de veículos, áreas de luta, superfícies de contato, rodapés, lençóis, tapetes.
  • Métodos de coleta: pinças limpas para itens visíveis; fitas adesivas/tapes específicos para varredura de superfícies; aspiração forense com filtro apropriado quando aplicável; coleta do substrato (ex.: porção de solo) em recipiente individual.
  • Embalagem: recipientes rígidos para fragmentos (ex.: vidro) para evitar quebra; envelopes/papel apropriado para fibras; sempre individualizar.
  • Controle de contaminação: troque luvas com frequência; mantenha ferramentas separadas por área; evite correntes de ar (ventiladores/janelas) quando isso puder dispersar partículas.
  • Exemplo prático: suspeita de transferência de vidro em roupa: fotografar a peça, coletar fragmentos visíveis com pinça para recipiente rígido, aplicar fita em áreas estratégicas (punhos, joelhos), embalar a roupa individualmente para exame posterior.

4.5 Vestígios químicos (combustíveis, solventes, drogas, resíduos)

Vestígios químicos podem ser voláteis e degradar rapidamente. O princípio é minimizar evaporação, evitar fontes de ignição e usar recipientes compatíveis com o tipo de substância.

  • Segurança: trate como potencialmente inflamável/tóxico; elimine fontes de ignição; garanta ventilação segura conforme risco.
  • Documentação: registre recipientes, rótulos, tampas, posição e sinais de derramamento; fotografe antes de mover.
  • Coleta de líquidos: quando possível, coletar em frasco compatível e vedação adequada; para resíduos em superfícies, usar swab/material absorvente apropriado e acondicionar de modo a reduzir perda por volatilização.
  • Materiais impregnados: tecidos/papéis com odor de combustível devem ser embalados individualmente em recipiente que reduza evaporação e contaminação cruzada.
  • Exemplo prático: suspeita de acelerante em pano: fotografar, coletar o pano inteiro, acondicionar em recipiente apropriado e vedado; trocar luvas antes de manusear outros itens para evitar transferência de odor/resíduo.

5) Passo a passo prático (roteiro operacional no local)

A seguir, um roteiro aplicável à maioria dos atendimentos, ajustando-se ao tipo de ocorrência e ao ambiente:

  • Passo 1 — Chegada e segurança: confirmar que o local está seguro; identificar riscos; definir rota de entrada/saída; paramentar EPI.
  • Passo 2 — Preservação e delimitação: estabelecer perímetros externo e interno; orientar equipe de apoio para manter barreiras; reduzir circulação.
  • Passo 3 — Controle de acesso: definir ponto único de entrada; restringir ingressos; registrar intervenções inevitáveis e condições do local.
  • Passo 4 — Avaliação inicial: triagem rápida para identificar vestígios efêmeros e áreas críticas; planejar padrão de busca (setores, linhas, grade etc.).
  • Passo 5 — Documentação inicial: fotos gerais e do acesso; anotações técnicas; início do croqui com referências fixas.
  • Passo 6 — Busca sistemática: executar varredura conforme padrão escolhido; usar iluminação forense e ângulos variados; marcar pontos de interesse sem tocar.
  • Passo 7 — Documentação detalhada: para cada vestígio: foto média contextualizando + close-up com escala; registrar no croqui e nas anotações (localização, condição, observações objetivas).
  • Passo 8 — Coleta por prioridade e fragilidade: coletar microvestígios e vestígios efêmeros cedo; depois biológicos, papiloscópicos e químicos conforme necessidade; trocar luvas entre coletas e separar embalagens.
  • Passo 9 — Revisão do ambiente: repetir varredura rápida para confirmar que nada foi omitido; conferir se todos os vestígios coletados estão fotografados, descritos e identificados.

6) Erros comuns e como evitar (checklist rápido)

  • Entrar sem rota definida: antes de pisar, planeje caminho e áreas proibidas.
  • Fotografar sem referência: em close-up, use escala e mantenha o plano paralelo ao vestígio.
  • Misturar amostras: um vestígio por embalagem; identifique imediatamente após acondicionar.
  • Não trocar luvas: trate a troca como etapa obrigatória entre vestígios/áreas.
  • Ventilar/limpar o local sem registrar: qualquer alteração deve ser documentada e justificada.
  • Buscar sem padrão: escolha e declare o padrão de varredura; use setores em locais complexos.

Agora responda o exercício sobre o conteúdo:

Ao definir a ordem de trabalho no atendimento a um local de crime, qual conduta melhor protege a integridade dos vestígios e a qualidade da interpretação posterior?

Você acertou! Parabéns, agora siga para a próxima página

Você errou! Tente novamente.

A sequência recomendada prioriza segurança/preservação e documentação do estado original, orientadas por uma triagem técnica. Vestígios efêmeros e altamente transferíveis devem ser priorizados, com controle de acesso, troca de luvas e embalagem individual para evitar contaminação e perda de informação.

Próximo capitúlo

Vestígios e evidências na Perícia Criminal: classificação, valor probatório e limitações

Arrow Right Icon
Baixe o app para ganhar Certificação grátis e ouvir os cursos em background, mesmo com a tela desligada.