O que são tabelas no Looker Studio e quando usar
Tabelas são componentes de relatório focados em detalhe: exibem linhas (registros agregados por dimensões) e colunas (métricas e dimensões), permitindo comparar valores, ordenar, pesquisar e navegar por páginas. Elas são ideais quando você precisa responder perguntas como: “quais produtos mais venderam?”, “quais campanhas tiveram pior CPA?” ou “onde estão os outliers?”.
No Looker Studio, você normalmente trabalha com dois tipos principais:
- Tabela: lista detalhada, boa para leitura e comparação linha a linha.
- Tabela dinâmica (pivot): cruza dimensões em linhas e colunas (ex.: mês x canal), boa para matrizes e análise comparativa.
Configuração prática de uma tabela (passo a passo)
1) Inserir e definir dimensões e métricas
1. No relatório, clique em Inserir > Tabela (ou Tabela dinâmica).
2. No painel de propriedades, em Dados:
- Em Dimensão, selecione a dimensão principal (ex.:
Produto,Campanha,Canal). - Em Métricas, adicione as métricas (ex.:
Receita,Usuários,Conversões,Taxa de conversão).
3. Se a tabela ficar “larga” demais, priorize 3 a 6 métricas por tabela e crie tabelas separadas para perguntas diferentes (ex.: uma para volume, outra para eficiência).
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2) Ordenação (ranking e detecção de outliers)
A ordenação define o “ranking” da tabela e é uma das formas mais rápidas de encontrar extremos.
1. Selecione a tabela.
2. Em Ordenar (ou Classificação), escolha a métrica principal (ex.: Receita).
3. Defina Decrescente para ver os maiores no topo (ou Crescente para identificar piores desempenhos, como maior custo ou menor conversão).
Dica prática: crie uma segunda tabela “espelho” ordenada ao contrário (ex.: menor receita) para enxergar a cauda longa sem precisar reordenar toda hora.
3) Paginação e tamanho de página
Paginação ajuda a manter o componente leve e legível, especialmente com muitas linhas.
- Ajuste o número de linhas exibidas por página conforme o espaço do layout.
- Para análises rápidas, prefira páginas menores (ex.: 10–25 linhas) e use ordenação para trazer o que importa para o topo.
4) Pesquisa na tabela (quando disponível)
Em relatórios com muitas categorias (produtos, páginas, termos), a pesquisa permite localizar rapidamente um item específico sem criar filtros adicionais.
Quando a opção estiver disponível no estilo/interação da tabela, habilite a caixa de pesquisa para o usuário digitar e encontrar linhas.
Uso recomendado: tabelas de “catálogo” (ex.: lista de páginas, produtos, SKUs) onde o usuário já sabe o que procura.
5) Totais e subtotais
Totais ajudam a contextualizar: você vê o valor agregado e compara cada linha com o todo. Subtotais são úteis quando há agrupamentos (por exemplo, categoria > produto).
- Ative Mostrar linha de total para exibir o total geral.
- Quando houver suporte a agrupamento/hierarquia, habilite subtotais para somas por grupo (ex.: total por categoria).
Cuidados: totais podem confundir quando métricas são médias, taxas ou razões. Nesses casos, o “total” pode não ser a soma simples. Prefira exibir totais apenas para métricas aditivas (receita, custo, sessões) e valide o comportamento para taxas.
Drilldown e hierarquias de dimensões (exploração em camadas)
Conceito
Drilldown permite começar em uma visão agregada e “descer” para níveis mais detalhados, usando uma hierarquia de dimensões. Exemplo clássico:
Canal>Campanha>AnúncioCategoria>ProdutoAno>Mês>Dia
Quando suportado, o usuário clica para alternar o nível de detalhe sem precisar trocar de gráfico ou página.
Passo a passo para configurar drilldown (quando suportado)
1. Selecione a tabela.
2. No painel Dados, adicione as dimensões na ordem do drilldown (do mais geral para o mais específico). Exemplo:
- Dimensão 1:
Categoria - Dimensão 2:
Produto - Dimensão 3:
SKU
3. Ative a opção de Drill down (quando disponível para o tipo de tabela e fonte).
4. Teste no modo de visualização: clique no indicador de drill para avançar/retroceder níveis.
Boas práticas de hierarquia:
- Evite pular níveis (ex.: ir de Canal direto para Anúncio). Isso dificulta a leitura e aumenta ruído.
- Garanta que cada nível “contém” o próximo (categoria contém produtos; mês contém dias).
- Limite a 2–4 níveis para não tornar a navegação lenta.
Alternativa quando drilldown não estiver disponível
Se o drilldown não estiver suportado no seu cenário, simule a exploração com:
- Mais de uma tabela (uma por nível) e interação por clique (seleção em uma tabela filtrando outra).
- Parâmetro de dimensão (quando aplicável) para alternar a dimensão exibida (ex.: trocar entre Categoria/Produto) sem duplicar componentes.
Formatação condicional: destacar variações relevantes
Conceito
Formatação condicional aplica regras visuais (cores, escalas, barras) para chamar atenção a padrões e anomalias. O objetivo é reduzir esforço cognitivo: o usuário “vê” o que importa antes de ler números.
Regras comuns (com exemplos práticos)
| Objetivo | Exemplo de regra | Como ajuda |
|---|---|---|
| Destacar desempenho ruim | Taxa de conversão < 1% em vermelho | Prioriza correções |
| Destacar desempenho excelente | ROAS > 4 em verde | Evidencia oportunidades |
| Identificar outliers | Escala de cor por Receita (mín–máx) | Mostra concentração |
| Comparar magnitude | Barras de dados em Usuários | Leitura rápida de volume |
Passo a passo: aplicar formatação condicional
1. Selecione a tabela.
2. Vá em Estilo > Formatação condicional.
3. Clique em Adicionar regra.
4. Defina:
- Campo: a métrica alvo (ex.:
CPA). - Condição: maior/menor/entre/igual (ex.:
CPA > 50). - Aplicar a: célula, linha ou coluna (dependendo do efeito desejado).
- Estilo: cor de fundo, cor do texto, negrito (use com moderação).
5. Repita para 2–4 regras no máximo por tabela. Mais do que isso tende a virar “árvore de natal” e perde o propósito.
Barras de dados e escalas de cor
Barras de dados são ótimas para métricas de volume (usuários, sessões, receita) porque mostram proporção sem exigir leitura de cada número.
- Use barras em uma métrica principal por tabela.
- Evite barras em métricas com muitos zeros ou muito “ruído” (pode ficar visualmente confuso).
Escalas de cor funcionam bem para destacar gradientes (do menor ao maior), mas exigem cuidado:
- Prefira paletas com bom contraste e acessíveis (evite combinações que dependem apenas de vermelho/verde).
- Não use escala de cor em várias colunas ao mesmo tempo.
Destacando variação (delta) sem poluição visual
Quando você quer evidenciar mudança (ex.: vs. período anterior), uma abordagem legível é:
- Adicionar uma coluna de variação percentual (ex.:
Δ Receita %). - Aplicar regra: valores positivos em tom neutro/verde suave e negativos em tom neutro/vermelho suave.
- Manter o número principal (Receita) sem cor, para não competir com o delta.
Recomendação: use cores para “sinalizar” e não para “decorar”. Se tudo está colorido, nada se destaca.
Legibilidade: como montar tabelas fáceis de ler
Larguras, alinhamento e densidade
- Largura de colunas: dê mais espaço para dimensões textuais (nomes longos) e menos para métricas numéricas.
- Alinhamento: dimensões à esquerda; números à direita. Percentuais e moedas ficam mais comparáveis assim.
- Casas decimais: reduza ao mínimo útil (ex.: 0–1 casa para taxas; 0 para contagens grandes). Excesso de decimais “embaça” a leitura.
- Separadores: use separador de milhar e formato de moeda/percentual consistente.
Rótulos e nomes de colunas
- Use rótulos curtos e específicos (ex.:
Receita,Receita (R$),Conv.,Tx. conv.). - Evite abreviações ambíguas (ex.: “CR” sem contexto).
- Se houver métricas semelhantes, inclua o contexto no rótulo (ex.:
Usuários (GA4)vsLeads (CRM)).
Ordenação visual e hierarquia de informação
- Coloque a dimensão principal primeiro (ex.: Produto).
- Em seguida, a métrica “norte” (ex.: Receita).
- Depois, métricas de suporte (ex.: Quantidade, Margem, Taxa).
- Se usar variação (Δ), deixe perto da métrica correspondente.
Evitar poluição visual
- Não use grade (grid) muito forte; prefira linhas suaves ou até sem linhas, dependendo do fundo.
- Evite misturar: barras de dados + escala de cor + várias regras de fundo na mesma tabela.
- Não exiba colunas que ninguém usa “só porque existe”. Cada coluna deve responder a uma pergunta.
- Se houver muitas dimensões, considere quebrar em duas tabelas: uma de ranking (top) e outra de detalhe (com pesquisa/paginação).
Tabela dinâmica (pivot): quando usar e como configurar
Quando a pivot é melhor que a tabela simples
Use tabela dinâmica quando a pergunta é comparativa em matriz, por exemplo:
- Receita por
Canal(linhas) eMês(colunas) - Conversões por
CategoriaeDispositivo
Passo a passo (pivot)
1. Inserir > Tabela dinâmica.
2. Em Linhas, adicione a dimensão principal (ex.: Canal).
3. Em Colunas, adicione a dimensão de comparação (ex.: Mês).
4. Em Métricas, escolha 1–2 métricas (ex.: Receita e Conversões).
5. Ative totais para linhas/colunas quando fizer sentido (principalmente para métricas aditivas).
Cuidados com pivot: muitas colunas (ex.: dia a dia) podem estourar o layout e prejudicar leitura. Prefira granularidade menor (mês/semana) ou limite o período.