SEO técnico essencial para negócios locais: desempenho, indexação e mobile

Capítulo 11

Tempo estimado de leitura: 11 minutos

+ Exercício

Por que o SEO técnico pesa tanto no SEO Local

Para negócios de bairro, o SEO técnico funciona como “infraestrutura”: se o site é lento, instável no celular, difícil de rastrear ou tem erros de indexação, o Google tende a reduzir a frequência de rastreamento, atrasar atualizações e desconfiar da qualidade. Na prática, isso pode significar perder posições no orgânico e também enfraquecer sinais de confiança que ajudam a visibilidade local.

Os pilares técnicos mais importantes aqui são: mobile, velocidade, estabilidade visual, HTTPS, arquitetura simples, indexação correta e dados estruturados.

Mobile-first: site responsivo e usável no celular

O Google avalia seu site principalmente pela versão mobile. Para um negócio local, isso é crítico porque a maioria das buscas “perto de mim” acontece no celular e com pressa.

O que checar (conceito)

  • Responsividade real: layout se adapta sem zoom, sem rolagem horizontal.
  • Legibilidade: fonte adequada, contraste, espaçamento.
  • Toques fáceis: botões e links com área clicável suficiente.
  • Elementos essenciais acima da dobra: telefone/WhatsApp, endereço, horário, CTA principal.

Passo a passo prático

  1. Abra o site no celular (e também em modo responsivo no navegador) e navegue como um cliente: Home → Serviço → Contato.
  2. Teste em pelo menos 2 navegadores (Chrome e Safari, por exemplo) e 2 tamanhos de tela.
  3. Procure problemas comuns: menu que não abre, pop-up cobrindo a tela, botões muito próximos, formulário difícil.
  4. Se usa WordPress/tema pronto: verifique se o tema é responsivo e evite plugins que injetam banners/pop-ups agressivos no mobile.

Desempenho e Core Web Vitals: velocidade e estabilidade visual

Desempenho não é só “carregar rápido”: é também não travar e não ficar pulando enquanto carrega. Isso impacta experiência do usuário e sinais de qualidade.

Conceitos-chave (sem jargão desnecessário)

  • Velocidade percebida: o usuário vê conteúdo útil rapidamente.
  • Estabilidade visual: elementos não mudam de lugar de forma inesperada (evita cliques errados).
  • Interatividade: o site responde rápido a toques/cliques.

O que mais deixa site local lento

  • Imagens grandes (principal vilão em sites de bairro).
  • Vídeos incorporados sem otimização.
  • Excesso de scripts (chat, pop-ups, trackers, widgets).
  • Hospedagem fraca e sem cache.
  • Fontes externas pesadas e muitas variações (weights).

Passo a passo prático para melhorar velocidade

  1. Otimize imagens: exporte em WebP, use dimensões próximas do que aparece na tela (evite subir foto 4000px para exibir em 800px). Como regra prática: banners até ~1600px de largura já costumam bastar.
  2. Ative cache: use cache no servidor/CDN quando possível. Em CMS, use um plugin confiável de cache (sem exagerar em minificações se você não sabe depurar).
  3. Reduza scripts: remova widgets que não geram resultado (ex.: 2 chats ao mesmo tempo). Cada script pode atrasar carregamento.
  4. Carregamento sob demanda: aplique lazy-load em imagens abaixo da dobra e em embeds (mapa, vídeo).
  5. Fontes: use poucas famílias e poucos pesos (ex.: 400 e 700). Se possível, hospede localmente.

Como medir (ferramentas e leitura)

  • PageSpeed Insights: veja dados de laboratório e, quando houver, dados reais (CrUX). Priorize mobile.
  • Chrome DevTools (Lighthouse): útil para identificar recursos pesados e bloqueios.
  • Search Console: relatórios de experiência (quando disponíveis) ajudam a ver padrões por URL.

Dica prática: ao medir, teste uma página de serviço e uma página de contato, porque são páginas críticas para conversão local.

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HTTPS e segurança básica

HTTPS é obrigatório: protege dados, evita alertas no navegador e é um sinal mínimo de confiabilidade.

Passo a passo prático

  1. Garanta que o site abre em https:// sem aviso de “não seguro”.
  2. Force redirecionamento de http:// para https:// (301).
  3. Verifique se não há “conteúdo misto” (imagens/scripts carregando via http). Isso pode quebrar cadeado de segurança.

Arquitetura simples e rastreável (para o Google e para o cliente)

Arquitetura é como suas páginas se organizam e se conectam. Para negócios locais, o ideal é ser curta, lógica e fácil de rastrear.

Boas práticas

  • Profundidade baixa: páginas importantes a poucos cliques da home.
  • Menu enxuto: evite menus gigantes com itens duplicados.
  • Links internos úteis: conecte serviços ↔ dúvidas ↔ contato.
  • Evite páginas “órfãs”: páginas sem links internos tendem a ser ignoradas.

Exemplo de estrutura simples

/ (home) → /servicos/ → /servicos/servico-x/ → /contato/

Se você tem muitas páginas, crie uma página “Serviços” como hub com links para cada serviço principal.

Indexação: sitemap, robots, canonical (quando necessário)

Rastreio é o Google “visitar” suas páginas. Indexação é o Google “guardar” e tornar elegível para aparecer nos resultados. Você pode ter páginas rastreadas e não indexadas por problemas técnicos ou qualidade.

Sitemap XML

O sitemap é um arquivo que lista URLs importantes para facilitar descoberta e monitoramento.

Passo a passo prático

  1. Gere o sitemap (em CMS, normalmente é automático via plugin/recursos nativos).
  2. Confirme que ele abre no navegador, por exemplo: https://seudominio.com/sitemap.xml.
  3. Envie no Google Search Console: Sitemaps → informar a URL do sitemap.
  4. Garanta que o sitemap inclua apenas páginas que você quer indexar (evite tags, resultados de busca interna, páginas de teste).

robots.txt

O robots.txt orienta rastreadores sobre o que não rastrear. Ele não é uma ferramenta de “segurança”, e bloquear algo no robots pode impedir o Google de ver conteúdo necessário.

Passo a passo prático

  1. Acesse https://seudominio.com/robots.txt.
  2. Verifique se você não está bloqueando áreas importantes (ex.: /servicos/, /contato/).
  3. Inclua a linha do sitemap (boa prática): Sitemap: https://seudominio.com/sitemap.xml.

Exemplo simples de robots.txt

User-agent: *
Disallow: /wp-admin/
Allow: /wp-admin/admin-ajax.php
Sitemap: https://seudominio.com/sitemap.xml

Canonical (quando necessário)

A tag canonical indica qual é a versão principal de uma página quando existem URLs muito parecidas (parâmetros, versões duplicadas, variações).

Use canonical quando houver risco real de duplicação técnica, por exemplo:

  • Página com parâmetros: /servico-x/?utm_source=...
  • Versões com e sem barra final: /contato e /contato/
  • HTTP vs HTTPS (ideal é resolver com redirecionamento, mas canonical ajuda a reforçar)

Regra prática

Se você não tem duplicações, não complique. Em CMS, canonical costuma ser automático.

Erros comuns que derrubam confiança: 404, redirecionamentos e cadeias

Páginas quebradas (404)

Links quebrados prejudicam experiência e desperdiçam rastreamento.

Passo a passo prático

  1. No Search Console, verifique relatórios de páginas não encontradas (quando disponíveis) e use também um crawler (Screaming Frog ou similar) para achar 404 internos.
  2. Para cada 404, decida:
    • Se a página deveria existir: restaure o conteúdo.
    • Se foi substituída: faça redirecionamento 301 para a página mais equivalente.
    • Se não faz sentido existir: mantenha 404, mas corrija links internos apontando para ela.

Redirecionamentos incorretos

  • 302 (temporário) quando deveria ser 301 (permanente).
  • Cadeias: A → B → C (lento e confuso). Prefira A → C.
  • Loops: A → B → A (quebra acesso).

Passo a passo prático

  1. Liste URLs antigas (de mudanças de site, troca de slug, migração).
  2. Teste redirecionamentos com uma ferramenta de header checker ou no DevTools (Network).
  3. Padronize: sempre que uma URL “morreu” e há substituta, use 301 direto para o destino final.

Boas práticas de URLs para negócios locais

URLs claras ajudam o usuário e o Google a entender o conteúdo. Para SEO local, o foco é legibilidade e consistência, não “encher de palavras-chave”.

Regras práticas

  • Use minúsculas e hífens (não sublinhado).
  • Evite acentos e caracteres especiais.
  • Evite URLs longas e com números sem sentido.
  • Padronize barra final (com ou sem) e mantenha consistente.

Exemplos

BomEvitar
/servicos/instalacao-ar-condicionado//Serviços/Instalação%20Ar%20Condicionado?id=123
/contato//page?id=7

Dados estruturados (Schema): LocalBusiness, Organization e FAQ

Dados estruturados são marcações em JSON-LD que ajudam mecanismos de busca a interpretar entidades (empresa, endereço, telefone, horários) e seções (FAQ). Eles não garantem destaque, mas reduzem ambiguidades e podem habilitar resultados enriquecidos quando aplicável.

Qual usar e quando

  • LocalBusiness: para negócios com atendimento local (loja, clínica, oficina, restaurante, prestador com endereço).
  • Organization: útil para reforçar dados institucionais; em muitos casos, LocalBusiness já cobre o essencial. Evite duplicar informações conflitantes.
  • FAQPage: quando a página realmente contém perguntas e respostas visíveis ao usuário (não invente FAQ só para marcar).

Passo a passo: implementar JSON-LD

  1. Escolha a página: normalmente a home ou a página de contato é um bom local para LocalBusiness.
  2. Crie o bloco JSON-LD e insira no HTML dentro de <script type="application/ld+json">.
  3. Garanta consistência com o que está visível no site (nome, endereço, telefone, horários).
  4. Evite marcar informações que não existem na página (ex.: horário 24h se não está claro).

Exemplo: LocalBusiness (modelo para adaptar)

<script type="application/ld+json">
{
  "@context": "https://schema.org",
  "@type": "LocalBusiness",
  "name": "Nome do Negócio",
  "image": "https://seudominio.com/imagens/fachada.webp",
  "url": "https://seudominio.com/",
  "telephone": "+55-11-99999-9999",
  "priceRange": "$$",
  "address": {
    "@type": "PostalAddress",
    "streetAddress": "Rua Exemplo, 123",
    "addressLocality": "São Paulo",
    "addressRegion": "SP",
    "postalCode": "01000-000",
    "addressCountry": "BR"
  },
  "geo": {
    "@type": "GeoCoordinates",
    "latitude": -23.55052,
    "longitude": -46.633308
  },
  "openingHoursSpecification": [
    {
      "@type": "OpeningHoursSpecification",
      "dayOfWeek": [
        "Monday",
        "Tuesday",
        "Wednesday",
        "Thursday",
        "Friday"
      ],
      "opens": "09:00",
      "closes": "18:00"
    }
  ],
  "sameAs": [
    "https://www.instagram.com/seunegocio"
  ]
}
</script>

Exemplo: FAQPage (somente se a página tiver as FAQs visíveis)

<script type="application/ld+json">
{
  "@context": "https://schema.org",
  "@type": "FAQPage",
  "mainEntity": [
    {
      "@type": "Question",
      "name": "Vocês atendem aos sábados?",
      "acceptedAnswer": {
        "@type": "Answer",
        "text": "Sim. Atendemos aos sábados das 09:00 às 13:00 mediante agendamento."
      }
    },
    {
      "@type": "Question",
      "name": "Quais formas de pagamento vocês aceitam?",
      "acceptedAnswer": {
        "@type": "Answer",
        "text": "Aceitamos cartão, Pix e dinheiro."
      }
    }
  ]
}
</script>

Como validar marcações (passo a passo)

  1. Use o Rich Results Test do Google para checar se a marcação é elegível a resultados enriquecidos.
  2. Use o Schema Markup Validator para validar sintaxe e propriedades.
  3. No Search Console, acompanhe relatórios de aprimoramentos (quando aparecerem) e corrija erros/avisos.
  4. Após ajustes, solicite revalidação/validação novamente nas ferramentas.

Checklist técnico mínimo (manutenção contínua)

  • Mobile: sem rolagem horizontal, botões clicáveis, sem pop-ups intrusivos.
  • HTTPS: tudo em https, sem conteúdo misto, redirecionamento 301 de http→https.
  • Velocidade: imagens em WebP, cache ativo, scripts essenciais apenas, lazy-load abaixo da dobra.
  • Estabilidade visual: imagens com dimensões definidas, evitar banners que “empurram” conteúdo ao carregar.
  • Arquitetura: páginas importantes a poucos cliques, sem páginas órfãs, links internos funcionando.
  • Indexação: sitemap enviado no Search Console, robots.txt sem bloqueios indevidos, canonical coerente quando houver duplicação.
  • Erros: monitorar 404, corrigir links internos quebrados, evitar cadeias/loops de redirecionamento.
  • URLs: curtas, legíveis, padronizadas (minúsculas, hífens, sem parâmetros desnecessários).
  • Dados estruturados: LocalBusiness consistente com o site, FAQPage apenas quando houver FAQ real, validação nas ferramentas do Google.

Agora responda o exercício sobre o conteúdo:

Ao implementar dados estruturados em JSON-LD para um negócio local, qual prática garante que a marcação ajude o Google sem criar inconsistências?

Você acertou! Parabéns, agora siga para a próxima página

Você errou! Tente novamente.

A marcação deve refletir o que está visível na página. Para negócios locais, LocalBusiness costuma ser usado na home ou contato e precisa manter consistência (NAP e horários), evitando inventar informações ou duplicar dados conflitantes.

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