Por que o SEO técnico pesa tanto no SEO Local
Para negócios de bairro, o SEO técnico funciona como “infraestrutura”: se o site é lento, instável no celular, difícil de rastrear ou tem erros de indexação, o Google tende a reduzir a frequência de rastreamento, atrasar atualizações e desconfiar da qualidade. Na prática, isso pode significar perder posições no orgânico e também enfraquecer sinais de confiança que ajudam a visibilidade local.
Os pilares técnicos mais importantes aqui são: mobile, velocidade, estabilidade visual, HTTPS, arquitetura simples, indexação correta e dados estruturados.
Mobile-first: site responsivo e usável no celular
O Google avalia seu site principalmente pela versão mobile. Para um negócio local, isso é crítico porque a maioria das buscas “perto de mim” acontece no celular e com pressa.
O que checar (conceito)
- Responsividade real: layout se adapta sem zoom, sem rolagem horizontal.
- Legibilidade: fonte adequada, contraste, espaçamento.
- Toques fáceis: botões e links com área clicável suficiente.
- Elementos essenciais acima da dobra: telefone/WhatsApp, endereço, horário, CTA principal.
Passo a passo prático
- Abra o site no celular (e também em modo responsivo no navegador) e navegue como um cliente: Home → Serviço → Contato.
- Teste em pelo menos 2 navegadores (Chrome e Safari, por exemplo) e 2 tamanhos de tela.
- Procure problemas comuns: menu que não abre, pop-up cobrindo a tela, botões muito próximos, formulário difícil.
- Se usa WordPress/tema pronto: verifique se o tema é responsivo e evite plugins que injetam banners/pop-ups agressivos no mobile.
Desempenho e Core Web Vitals: velocidade e estabilidade visual
Desempenho não é só “carregar rápido”: é também não travar e não ficar pulando enquanto carrega. Isso impacta experiência do usuário e sinais de qualidade.
Conceitos-chave (sem jargão desnecessário)
- Velocidade percebida: o usuário vê conteúdo útil rapidamente.
- Estabilidade visual: elementos não mudam de lugar de forma inesperada (evita cliques errados).
- Interatividade: o site responde rápido a toques/cliques.
O que mais deixa site local lento
- Imagens grandes (principal vilão em sites de bairro).
- Vídeos incorporados sem otimização.
- Excesso de scripts (chat, pop-ups, trackers, widgets).
- Hospedagem fraca e sem cache.
- Fontes externas pesadas e muitas variações (weights).
Passo a passo prático para melhorar velocidade
- Otimize imagens: exporte em WebP, use dimensões próximas do que aparece na tela (evite subir foto 4000px para exibir em 800px). Como regra prática: banners até ~1600px de largura já costumam bastar.
- Ative cache: use cache no servidor/CDN quando possível. Em CMS, use um plugin confiável de cache (sem exagerar em minificações se você não sabe depurar).
- Reduza scripts: remova widgets que não geram resultado (ex.: 2 chats ao mesmo tempo). Cada script pode atrasar carregamento.
- Carregamento sob demanda: aplique lazy-load em imagens abaixo da dobra e em embeds (mapa, vídeo).
- Fontes: use poucas famílias e poucos pesos (ex.: 400 e 700). Se possível, hospede localmente.
Como medir (ferramentas e leitura)
- PageSpeed Insights: veja dados de laboratório e, quando houver, dados reais (CrUX). Priorize mobile.
- Chrome DevTools (Lighthouse): útil para identificar recursos pesados e bloqueios.
- Search Console: relatórios de experiência (quando disponíveis) ajudam a ver padrões por URL.
Dica prática: ao medir, teste uma página de serviço e uma página de contato, porque são páginas críticas para conversão local.
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HTTPS e segurança básica
HTTPS é obrigatório: protege dados, evita alertas no navegador e é um sinal mínimo de confiabilidade.
Passo a passo prático
- Garanta que o site abre em
https://sem aviso de “não seguro”. - Force redirecionamento de
http://parahttps://(301). - Verifique se não há “conteúdo misto” (imagens/scripts carregando via http). Isso pode quebrar cadeado de segurança.
Arquitetura simples e rastreável (para o Google e para o cliente)
Arquitetura é como suas páginas se organizam e se conectam. Para negócios locais, o ideal é ser curta, lógica e fácil de rastrear.
Boas práticas
- Profundidade baixa: páginas importantes a poucos cliques da home.
- Menu enxuto: evite menus gigantes com itens duplicados.
- Links internos úteis: conecte serviços ↔ dúvidas ↔ contato.
- Evite páginas “órfãs”: páginas sem links internos tendem a ser ignoradas.
Exemplo de estrutura simples
/ (home) → /servicos/ → /servicos/servico-x/ → /contato/Se você tem muitas páginas, crie uma página “Serviços” como hub com links para cada serviço principal.
Indexação: sitemap, robots, canonical (quando necessário)
Rastreio é o Google “visitar” suas páginas. Indexação é o Google “guardar” e tornar elegível para aparecer nos resultados. Você pode ter páginas rastreadas e não indexadas por problemas técnicos ou qualidade.
Sitemap XML
O sitemap é um arquivo que lista URLs importantes para facilitar descoberta e monitoramento.
Passo a passo prático
- Gere o sitemap (em CMS, normalmente é automático via plugin/recursos nativos).
- Confirme que ele abre no navegador, por exemplo:
https://seudominio.com/sitemap.xml. - Envie no Google Search Console: Sitemaps → informar a URL do sitemap.
- Garanta que o sitemap inclua apenas páginas que você quer indexar (evite tags, resultados de busca interna, páginas de teste).
robots.txt
O robots.txt orienta rastreadores sobre o que não rastrear. Ele não é uma ferramenta de “segurança”, e bloquear algo no robots pode impedir o Google de ver conteúdo necessário.
Passo a passo prático
- Acesse
https://seudominio.com/robots.txt. - Verifique se você não está bloqueando áreas importantes (ex.:
/servicos/,/contato/). - Inclua a linha do sitemap (boa prática):
Sitemap: https://seudominio.com/sitemap.xml.
Exemplo simples de robots.txt
User-agent: *
Disallow: /wp-admin/
Allow: /wp-admin/admin-ajax.php
Sitemap: https://seudominio.com/sitemap.xmlCanonical (quando necessário)
A tag canonical indica qual é a versão principal de uma página quando existem URLs muito parecidas (parâmetros, versões duplicadas, variações).
Use canonical quando houver risco real de duplicação técnica, por exemplo:
- Página com parâmetros:
/servico-x/?utm_source=... - Versões com e sem barra final:
/contatoe/contato/ - HTTP vs HTTPS (ideal é resolver com redirecionamento, mas canonical ajuda a reforçar)
Regra prática
Se você não tem duplicações, não complique. Em CMS, canonical costuma ser automático.
Erros comuns que derrubam confiança: 404, redirecionamentos e cadeias
Páginas quebradas (404)
Links quebrados prejudicam experiência e desperdiçam rastreamento.
Passo a passo prático
- No Search Console, verifique relatórios de páginas não encontradas (quando disponíveis) e use também um crawler (Screaming Frog ou similar) para achar 404 internos.
- Para cada 404, decida:
- Se a página deveria existir: restaure o conteúdo.
- Se foi substituída: faça redirecionamento 301 para a página mais equivalente.
- Se não faz sentido existir: mantenha 404, mas corrija links internos apontando para ela.
Redirecionamentos incorretos
- 302 (temporário) quando deveria ser 301 (permanente).
- Cadeias: A → B → C (lento e confuso). Prefira A → C.
- Loops: A → B → A (quebra acesso).
Passo a passo prático
- Liste URLs antigas (de mudanças de site, troca de slug, migração).
- Teste redirecionamentos com uma ferramenta de header checker ou no DevTools (Network).
- Padronize: sempre que uma URL “morreu” e há substituta, use 301 direto para o destino final.
Boas práticas de URLs para negócios locais
URLs claras ajudam o usuário e o Google a entender o conteúdo. Para SEO local, o foco é legibilidade e consistência, não “encher de palavras-chave”.
Regras práticas
- Use minúsculas e hífens (não sublinhado).
- Evite acentos e caracteres especiais.
- Evite URLs longas e com números sem sentido.
- Padronize barra final (com ou sem) e mantenha consistente.
Exemplos
| Bom | Evitar |
|---|---|
/servicos/instalacao-ar-condicionado/ | /Serviços/Instalação%20Ar%20Condicionado?id=123 |
/contato/ | /page?id=7 |
Dados estruturados (Schema): LocalBusiness, Organization e FAQ
Dados estruturados são marcações em JSON-LD que ajudam mecanismos de busca a interpretar entidades (empresa, endereço, telefone, horários) e seções (FAQ). Eles não garantem destaque, mas reduzem ambiguidades e podem habilitar resultados enriquecidos quando aplicável.
Qual usar e quando
- LocalBusiness: para negócios com atendimento local (loja, clínica, oficina, restaurante, prestador com endereço).
- Organization: útil para reforçar dados institucionais; em muitos casos, LocalBusiness já cobre o essencial. Evite duplicar informações conflitantes.
- FAQPage: quando a página realmente contém perguntas e respostas visíveis ao usuário (não invente FAQ só para marcar).
Passo a passo: implementar JSON-LD
- Escolha a página: normalmente a home ou a página de contato é um bom local para
LocalBusiness. - Crie o bloco JSON-LD e insira no HTML dentro de
<script type="application/ld+json">. - Garanta consistência com o que está visível no site (nome, endereço, telefone, horários).
- Evite marcar informações que não existem na página (ex.: horário 24h se não está claro).
Exemplo: LocalBusiness (modelo para adaptar)
<script type="application/ld+json">
{
"@context": "https://schema.org",
"@type": "LocalBusiness",
"name": "Nome do Negócio",
"image": "https://seudominio.com/imagens/fachada.webp",
"url": "https://seudominio.com/",
"telephone": "+55-11-99999-9999",
"priceRange": "$$",
"address": {
"@type": "PostalAddress",
"streetAddress": "Rua Exemplo, 123",
"addressLocality": "São Paulo",
"addressRegion": "SP",
"postalCode": "01000-000",
"addressCountry": "BR"
},
"geo": {
"@type": "GeoCoordinates",
"latitude": -23.55052,
"longitude": -46.633308
},
"openingHoursSpecification": [
{
"@type": "OpeningHoursSpecification",
"dayOfWeek": [
"Monday",
"Tuesday",
"Wednesday",
"Thursday",
"Friday"
],
"opens": "09:00",
"closes": "18:00"
}
],
"sameAs": [
"https://www.instagram.com/seunegocio"
]
}
</script>Exemplo: FAQPage (somente se a página tiver as FAQs visíveis)
<script type="application/ld+json">
{
"@context": "https://schema.org",
"@type": "FAQPage",
"mainEntity": [
{
"@type": "Question",
"name": "Vocês atendem aos sábados?",
"acceptedAnswer": {
"@type": "Answer",
"text": "Sim. Atendemos aos sábados das 09:00 às 13:00 mediante agendamento."
}
},
{
"@type": "Question",
"name": "Quais formas de pagamento vocês aceitam?",
"acceptedAnswer": {
"@type": "Answer",
"text": "Aceitamos cartão, Pix e dinheiro."
}
}
]
}
</script>Como validar marcações (passo a passo)
- Use o Rich Results Test do Google para checar se a marcação é elegível a resultados enriquecidos.
- Use o Schema Markup Validator para validar sintaxe e propriedades.
- No Search Console, acompanhe relatórios de aprimoramentos (quando aparecerem) e corrija erros/avisos.
- Após ajustes, solicite revalidação/validação novamente nas ferramentas.
Checklist técnico mínimo (manutenção contínua)
- Mobile: sem rolagem horizontal, botões clicáveis, sem pop-ups intrusivos.
- HTTPS: tudo em
https, sem conteúdo misto, redirecionamento 301 de http→https. - Velocidade: imagens em WebP, cache ativo, scripts essenciais apenas, lazy-load abaixo da dobra.
- Estabilidade visual: imagens com dimensões definidas, evitar banners que “empurram” conteúdo ao carregar.
- Arquitetura: páginas importantes a poucos cliques, sem páginas órfãs, links internos funcionando.
- Indexação: sitemap enviado no Search Console, robots.txt sem bloqueios indevidos, canonical coerente quando houver duplicação.
- Erros: monitorar 404, corrigir links internos quebrados, evitar cadeias/loops de redirecionamento.
- URLs: curtas, legíveis, padronizadas (minúsculas, hífens, sem parâmetros desnecessários).
- Dados estruturados:
LocalBusinessconsistente com o site,FAQPageapenas quando houver FAQ real, validação nas ferramentas do Google.