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Analista do IBGE: Estudo Avançado em Estatística, Geografia e Políticas Públicas

Novo curso

15 páginas

Questões objetivas para Analista do IBGE: resolução comentada em Estatística, Geografia e Políticas Públicas

Capítulo 14

Tempo estimado de leitura: 19 minutos

+ Exercício

Como usar este banco de questões

As questões abaixo seguem o padrão de concursos de nível superior e estão organizadas por tópicos. Em cada item, foque em: (1) identificar o conceito cobrado, (2) executar o procedimento mínimo para resolver, (3) checar unidades, base de comparação e população-alvo, e (4) eliminar alternativas por inconsistência técnica. Os comentários destacam armadilhas frequentes em provas do IBGE (conceitos próximos, confusão entre parâmetros e estatísticas, e leitura apressada de enunciados).

Estatística descritiva

Questão 1 (média, mediana e assimetria)

Um analista recebeu os rendimentos mensais (em R$) de 7 domicílios: 1200, 1300, 1400, 1500, 1600, 1700, 8000. Sobre medidas de tendência central e forma da distribuição, assinale a alternativa correta.

  • A) A média é 1600 e a mediana é 1600; a distribuição é simétrica.
  • B) A média é maior que a mediana; a distribuição é assimétrica à direita.
  • C) A média é menor que a mediana; a distribuição é assimétrica à esquerda.
  • D) A mediana é 1500 e a média é 1600; a distribuição é assimétrica à esquerda.
  • E) Média e mediana são iguais; a distribuição é assimétrica à direita.

Resolução (passo a passo):

  • Ordenação (já está ordenado).
  • Mediana (n=7): 4º valor = 1500.
  • Média: soma = 1200+1300+1400+1500+1600+1700+8000 = 166?00? (verifique) = 16.700. Média = 16.700/7 ≈ 2385,7.
  • Como há um valor extremo alto (8000), a média é puxada para cima: média > mediana e a cauda é à direita.

Alternativa correta: B.

Justificativa das incorretas:

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  • A) Erra a mediana (não é 1600) e ignora o outlier; não é simétrica.
  • C) Inverte a relação média–mediana típica de assimetria à direita.
  • D) Mediana correta (1500), mas média não é 1600 e a assimetria não é à esquerda.
  • E) Média e mediana não são iguais.

Armadilhas recorrentes: calcular “média aparente” ignorando outlier; confundir posição da mediana em n ímpar; associar assimetria à direita com “valores baixos” (na verdade, cauda longa em valores altos).

Questão 2 (variância e desvio-padrão amostral)

Considere a amostra de 5 valores: 2, 4, 4, 4, 6. O desvio-padrão amostral (com correção de Bessel) é:

  • A) 1
  • B) √2
  • C) 2
  • D) √(5/4)
  • E) √(2/5)

Resolução (passo a passo):

  • Média: (2+4+4+4+6)/5 = 20/5 = 4.
  • Desvios: -2, 0, 0, 0, +2.
  • Quadrados: 4, 0, 0, 0, 4. Soma = 8.
  • Variância amostral: s² = 8/(n-1) = 8/4 = 2.
  • Desvio-padrão amostral: s = √2.

Alternativa correta: B.

Justificativa das incorretas:

  • A) Seria se s²=1; não procede.
  • C) Confunde com amplitude (6-2=4) ou erro de cálculo.
  • D) Valor não corresponde a s²=2.
  • E) Usa n no denominador (variância populacional): 8/5 = 1,6, não é 2/5.

Armadilhas recorrentes: usar n em vez de (n−1) quando o enunciado pede amostral; esquecer de tirar a raiz ao passar de variância para desvio-padrão.

Mini-revisão (Estatística descritiva)

  • Mediana (n ímpar): posição (n+1)/2.
  • Assimetria: cauda à direita → média > mediana; cauda à esquerda → média < mediana.
  • Variância amostral: s² = Σ(xᵢ−x̄)²/(n−1); desvio-padrão: s = √s².
  • Checklist: o enunciado pede amostral ou populacional? há outliers? a medida solicitada é variância ou desvio-padrão?

Probabilidade

Questão 3 (probabilidade condicional e independência)

Em uma pesquisa, 30% dos respondentes usam transporte público (T). Entre os que usam transporte público, 40% trabalham em regime presencial (P). Entre os que não usam transporte público, 50% trabalham presencialmente. Qual é P(P)?

  • A) 0,43
  • B) 0,47
  • C) 0,50
  • D) 0,54
  • E) 0,60

Resolução (passo a passo):

  • Dados: P(T)=0,30; P(P|T)=0,40; P(P|Tᶜ)=0,50.
  • Lei da probabilidade total: P(P)=P(P|T)P(T)+P(P|Tᶜ)P(Tᶜ).
  • P(Tᶜ)=0,70.
  • P(P)=0,40×0,30 + 0,50×0,70 = 0,12 + 0,35 = 0,47.

Alternativa correta: B.

Justificativa das incorretas:

  • A) Erro aritmético comum (troca de 0,70 por 0,60 ou soma incorreta).
  • C) Confunde com P(P|Tᶜ).
  • D) Resultado de ponderação invertida (usar 0,40 com 0,70 e 0,50 com 0,30).
  • E) Soma simples 0,40+0,20 ou leitura equivocada de percentuais.

Armadilhas recorrentes: esquecer o complemento; usar média simples em vez de média ponderada; confundir P(P) com P(P|T).

Questão 4 (binomial: pelo menos um)

Um procedimento de checagem detecta inconsistência em um registro com probabilidade 0,10, independentemente entre registros. Em uma amostra de 5 registros, qual a probabilidade de detectar ao menos uma inconsistência?

  • A) 0,10
  • B) 0,41
  • C) 0,50
  • D) 0,59
  • E) 0,90

Resolução (passo a passo):

  • “Ao menos uma” = 1 − P(nenhuma).
  • P(nenhuma) = (1−0,10)⁵ = 0,9⁵ = 0,59049.
  • P(≥1) = 1 − 0,59049 = 0,40951 ≈ 0,41.

Alternativa correta: B.

Justificativa das incorretas:

  • A) Confunde com probabilidade em um único registro.
  • C) Chute por “metade”; não decorre do cálculo.
  • D) É P(nenhuma), não o complemento.
  • E) Confunde com 1−0,10.

Armadilhas recorrentes: calcular P(exatamente uma) em vez de “pelo menos uma”; esquecer o complemento; tratar eventos como dependentes sem indicação.

Mini-revisão (Probabilidade)

  • Probabilidade total: P(A)=P(A|B)P(B)+P(A|Bᶜ)P(Bᶜ).
  • Complemento: P(≥1)=1−P(0).
  • Binomial: P(X=k)=C(n,k)pᵏ(1−p)ⁿ⁻ᵏ; “ao menos um” costuma ser mais rápido via complemento.
  • Checklist: o enunciado pede condicional? há partição (B e Bᶜ)? “ao menos” sugere complemento?

Inferência

Questão 5 (intervalo de confiança para média com σ conhecido)

Uma variável contínua tem desvio-padrão populacional conhecido σ=10. Em uma amostra aleatória simples de n=100, obteve-se média x̄=50. Um IC de 95% para μ (aprox. normal) é:

  • A) (48,04; 51,96)
  • B) (49,00; 51,00)
  • C) (47,00; 53,00)
  • D) (48,40; 51,60)
  • E) (46,08; 53,92)

Resolução (passo a passo):

  • Erro-padrão: SE = σ/√n = 10/10 = 1.
  • Para 95%: z0,975 ≈ 1,96.
  • IC: x̄ ± 1,96×SE = 50 ± 1,96 → (48,04; 51,96).

Alternativa correta: A.

Justificativa das incorretas:

  • B) Usa z≈1,0 (subestima a margem).
  • C) Usa 3 SE (aproximação grosseira) sem base no nível de confiança.
  • D) Usa z≈1,6 (nível diferente).
  • E) Dobra a margem (como se SE=2).

Armadilhas recorrentes: usar t quando σ é conhecido (não é “erro”, mas muda pouco em n grande); errar √n; confundir 95% com 90% (z≈1,645).

Questão 6 (p-valor e decisão em teste)

Em um teste de hipótese bilateral ao nível de 5%, obteve-se p-valor = 0,03. Assinale a alternativa correta.

  • A) Não rejeita H0, pois 0,03 > 0,05.
  • B) Rejeita H0, pois 0,03 < 0,05.
  • C) Rejeita H0 apenas se o teste for unilateral.
  • D) Aceita H0 com 97% de probabilidade.
  • E) O p-valor é a probabilidade de H0 ser verdadeira.

Resolução (passo a passo):

  • Regra: rejeitar H0 se p-valor ≤ α.
  • Como 0,03 ≤ 0,05, rejeita-se H0.

Alternativa correta: B.

Justificativa das incorretas:

  • A) Desigualdade invertida.
  • C) p-valor já corresponde ao teste especificado (bilateral); não depende de “ser unilateral” para rejeitar.
  • D) p-valor não é probabilidade de H0.
  • E) Interpretação incorreta: p-valor é P(dados tão ou mais extremos | H0).

Armadilhas recorrentes: tratar p-valor como “probabilidade de H0”; confundir significância estatística com relevância prática; ignorar bilateral/unilateral na construção do teste (não na regra p≤α).

Mini-revisão (Inferência)

  • IC para μ com σ conhecido: x̄ ± zα/2·(σ/√n).
  • Decisão por p-valor: p ≤ α → rejeita H0; p > α → não rejeita.
  • Checklist: nível de confiança/α? bilateral ou unilateral? parâmetro (μ, p) e suposições (normalidade, n grande, σ conhecido)?

Amostragem

Questão 7 (efeito do desenho e tamanho efetivo)

Uma pesquisa por conglomerados apresenta efeito do desenho (deff) = 2,0 em relação à AAS. Se o tamanho amostral nominal é n=1200, o tamanho amostral efetivo aproximado é:

  • A) 600
  • B) 800
  • C) 1200
  • D) 2400
  • E) 300

Resolução (passo a passo):

  • Relação aproximada: nefetivo = n/deff.
  • nefetivo = 1200/2 = 600.

Alternativa correta: A.

Justificativa das incorretas:

  • B) Não corresponde à divisão por 2.
  • C) Ignora o deff.
  • D) Multiplica por deff (inversão comum).
  • E) Divide duas vezes (erro operacional).

Armadilhas recorrentes: inverter a relação (multiplicar em vez de dividir); esquecer que deff>1 implica perda de precisão (n efetivo menor).

Questão 8 (estratificação e precisão)

Sobre estratificação em amostragem, assinale a alternativa correta.

  • A) A estratificação sempre aumenta a variância do estimador.
  • B) A estratificação pode reduzir a variância quando os estratos são internamente homogêneos.
  • C) A estratificação só é útil quando os estratos têm tamanhos iguais.
  • D) A estratificação impede o uso de pesos amostrais.
  • E) A estratificação elimina a necessidade de calibração.

Resolução (conceito aplicado):

  • Estratificar busca formar grupos mais homogêneos internamente e diferentes entre si, o que tende a reduzir variância para um mesmo n, dependendo da alocação.

Alternativa correta: B.

Justificativa das incorretas:

  • A) Em geral ocorre o oposto quando bem desenhada.
  • C) Não depende de tamanhos iguais; depende de variabilidade e alocação.
  • D) Pesos continuam existindo (probabilidades de inclusão podem variar por estrato).
  • E) Calibração pode continuar necessária (ajustes a totais conhecidos, não resposta etc.).

Armadilhas recorrentes: tratar “sempre” como regra; confundir estratificação (antes da seleção) com pós-estratificação/calibração (ajuste após coleta).

Mini-revisão (Amostragem)

  • deff: razão entre variância no desenho complexo e na AAS; deff>1 → menor precisão.
  • n efetivo: n/deff (aproximação útil em questões objetivas).
  • Estratificação: tende a reduzir variância se estratos homogêneos e boa alocação.
  • Checklist: o enunciado fala em conglomerados (correlação intraclasse)? pede n efetivo? há “sempre/nunca” nas alternativas?

Qualidade de dados

Questão 9 (tipos de erro e viés)

Em um levantamento, parte dos domicílios de alta renda recusa entrevista com maior frequência. Se não houver ajuste adequado, o principal risco é:

  • A) Aumento exclusivo do erro de cobertura, sem viés.
  • B) Viés por não resposta, com subestimação de renda média.
  • C) Apenas aumento do erro amostral, mantendo estimativas não viesadas.
  • D) Erro de mensuração aleatório, que não afeta médias.
  • E) Viés por supercobertura, com superestimação de renda média.

Resolução (conceito aplicado):

  • Não resposta diferencial por renda tende a distorcer a composição da amostra respondente.
  • Sem correção (ponderação, calibração, imputação com modelo adequado), a renda média tende a ficar subestimada.

Alternativa correta: B.

Justificativa das incorretas:

  • A) O problema central é não resposta (e viés), não cobertura “sem viés”.
  • C) Não resposta diferencial pode introduzir viés, não só variância.
  • D) Não é necessariamente aleatório; e pode afetar médias.
  • E) Não é supercobertura; é ausência de resposta em um grupo.

Armadilhas recorrentes: confundir erro amostral (aleatório) com viés (sistemático); tratar não resposta como “apenas perda de n”.

Questão 10 (consistência e regras de validação)

Em um questionário, um registro apresenta: idade=12, condição=“ocupado”, horas_trabalhadas=44. Qual a melhor classificação inicial do problema para tratamento em crítica e consistência?

  • A) Outlier legítimo, sem necessidade de verificação.
  • B) Inconsistência lógica potencial, exigindo regra de validação e possível recontato/imputação.
  • C) Erro de cobertura, pois o indivíduo não deveria estar na amostra.
  • D) Erro de processamento inevitável, que deve ser ignorado.
  • E) Dado faltante (missing) por definição.

Resolução (conceito aplicado):

  • Idade 12 com 44 horas trabalhadas pode ser possível em contextos específicos, mas frequentemente viola regras do instrumento (idade mínima para trabalho, filtros, coerência entre variáveis).
  • Classifica-se como inconsistência lógica potencial a ser verificada.

Alternativa correta: B.

Justificativa das incorretas:

  • A) Chamar de legítimo sem checagem ignora a função da crítica.
  • C) Cobertura refere-se a inclusão/exclusão da população-alvo no cadastro, não a coerência interna do registro.
  • D) Não se deve ignorar; há procedimentos de crítica.
  • E) Não é missing; há valores preenchidos.

Armadilhas recorrentes: confundir outlier numérico com inconsistência lógica; confundir cobertura com crítica de questionário.

Mini-revisão (Qualidade de dados)

  • Não resposta diferencial: pode gerar viés; requer ajustes (pesos, calibração, modelos).
  • Crítica e consistência: regras lógicas (faixas, filtros, coerência entre variáveis) + tratamento (recontato, edição, imputação).
  • Checklist: o erro é amostral (aleatório) ou não amostral (viés)? é cobertura, mensuração, processamento ou não resposta? há regra lógica violada?

Geografia econômica / urbana / regional

Questão 11 (rede urbana e hierarquia)

Em estudos de rede urbana, um município que concentra serviços avançados (saúde de alta complexidade, universidades, finanças) e polariza fluxos de municípios vizinhos tende a ser classificado como:

  • A) Centro local, sem área de influência.
  • B) Polo regional, com centralidade funcional.
  • C) Área rural isolada, sem funções urbanas.
  • D) Enclave produtivo sem relações territoriais.
  • E) Município-dormitório, com baixa oferta de serviços.

Resolução (conceito aplicado):

  • Serviços avançados e atração de fluxos caracterizam centralidade e polarização, típicas de polos regionais na hierarquia urbana.

Alternativa correta: B.

Justificativa das incorretas:

  • A) Centro local tem influência restrita e serviços básicos.
  • C) Contradiz a presença de serviços avançados.
  • D) “Enclave” sugere baixa integração; o enunciado descreve integração por fluxos.
  • E) Município-dormitório depende de outro centro para serviços; aqui ocorre o oposto.

Armadilhas recorrentes: confundir tamanho populacional com centralidade (centralidade é funcional); ignorar fluxos (deslocamentos, consumo de serviços).

Questão 12 (aglomeração e economias externas)

Uma região apresenta concentração de empresas do mesmo setor, fornecedores especializados e mão de obra qualificada, com ganhos de produtividade. O conceito mais diretamente associado é:

  • A) Economias de aglomeração (externas), com efeitos de cluster.
  • B) Desindustrialização, por perda de base produtiva.
  • C) Primarização, por aumento do setor agropecuário.
  • D) Fragmentação territorial, por ausência de redes.
  • E) Desertificação econômica, por queda de densidade produtiva.

Resolução (conceito aplicado):

  • Concentração setorial + fornecedores + mão de obra especializada → economias externas e cluster (aglomeração).

Alternativa correta: A.

Justificativa das incorretas:

  • B) Desindustrialização é redução relativa/absoluta da indústria; não é o caso.
  • C) Primarização refere-se à estrutura setorial; não há menção.
  • D) O enunciado indica redes e encadeamentos, não ausência.
  • E) É o oposto do descrito.

Armadilhas recorrentes: confundir “concentração” com “monopólio”; confundir economias internas (da firma) com externas (do território).

Mini-revisão (Geografia econômica/urbana/regional)

  • Centralidade: capacidade de ofertar bens/serviços e atrair fluxos.
  • Polo regional: nó da rede urbana com influência sobre hinterlândia.
  • Economias de aglomeração: ganhos por proximidade (fornecedores, mercado de trabalho, difusão de conhecimento).
  • Checklist: o enunciado descreve fluxos? descreve funções urbanas? descreve encadeamentos produtivos e externalidades?

Indicadores sociais

Questão 13 (taxas, proporções e comparabilidade)

Um município A tem 200 óbitos e população de 100.000. Município B tem 150 óbitos e população de 50.000. Sobre comparação do risco de mortalidade, assinale a alternativa correta.

  • A) A tem maior risco porque tem mais óbitos absolutos.
  • B) B tem maior risco porque sua taxa é maior.
  • C) A e B têm o mesmo risco porque ambos têm muitos óbitos.
  • D) Não é possível comparar sem saber o PIB.
  • E) O risco é maior em A porque sua população é maior.

Resolução (passo a passo):

  • Taxa (por 1.000): A = 200/100.000×1.000 = 2 por 1.000.
  • B = 150/50.000×1.000 = 3 por 1.000.
  • Comparação de risco usa taxa/proporção, não contagem absoluta.

Alternativa correta: B.

Justificativa das incorretas:

  • A) Contagem absoluta não controla tamanho populacional.
  • C) Taxas diferem.
  • D) PIB não é necessário para comparar risco bruto; poderia ser necessário para explicar, não para calcular.
  • E) População maior não implica risco maior.

Armadilhas recorrentes: comparar números absolutos; esquecer padronização por base (por 1.000, 10.000, 100.000).

Questão 14 (padronização por idade: interpretação)

Ao comparar mortalidade entre duas regiões com estruturas etárias distintas, a taxa padronizada por idade é preferível porque:

  • A) Elimina todo erro amostral.
  • B) Remove o efeito de composição etária, permitindo comparação mais justa.
  • C) Aumenta a taxa em todas as regiões.
  • D) Dispensa a necessidade de dados por faixa etária.
  • E) Substitui a taxa específica por causa.

Resolução (conceito aplicado):

  • Padronização ajusta diferenças de composição (idade), isolando melhor diferenças de risco.

Alternativa correta: B.

Justificativa das incorretas:

  • A) Não elimina erro amostral; trata comparabilidade.
  • C) Pode aumentar ou diminuir, depende da estrutura.
  • D) Exige dados por idade (taxas específicas).
  • E) Não substitui análise por causa; é outro recorte.

Armadilhas recorrentes: achar que padronização “corrige tudo”; confundir taxa padronizada com taxa específica.

Mini-revisão (Indicadores sociais)

  • Contagem vs taxa: para comparar risco, use taxa/proporção (numerador/denominador).
  • Padronização: ajusta composição (ex.: idade) para comparabilidade.
  • Checklist: o denominador está correto? a base (por 1.000/100.000) está consistente? há diferença de composição que exige padronização?

Políticas públicas

Questão 15 (avaliação de impacto: contrafactual)

Um programa de qualificação profissional quer medir impacto sobre renda. Qual desenho é mais diretamente associado à identificação causal via contrafactual, quando viável?

  • A) Série histórica simples antes/depois sem grupo de comparação.
  • B) Ensaio controlado randomizado (randomização de elegibilidade/entrada).
  • C) Pesquisa qualitativa com beneficiários, sem comparação.
  • D) Relatório administrativo com total de atendidos.
  • E) Comparação entre municípios sem controlar diferenças iniciais.

Resolução (conceito aplicado):

  • Randomização cria grupos comparáveis em média, aproximando o contrafactual do que ocorreria sem o programa.

Alternativa correta: B.

Justificativa das incorretas:

  • A) Antes/depois confunde efeito do programa com tendências externas.
  • C) Útil para processos e mecanismos, mas não identifica impacto causal sozinho.
  • D) Mede esforço/produção, não impacto.
  • E) Comparação ingênua sofre viés de seleção e confundimento.

Armadilhas recorrentes: confundir monitoramento (insumos/atividades) com avaliação de impacto; ignorar viés de seleção.

Questão 16 (indicadores de desempenho: insumo, produto, resultado)

Em um programa de vacinação, “número de doses aplicadas” é melhor classificado como:

  • A) Indicador de insumo
  • B) Indicador de produto (output)
  • C) Indicador de resultado (outcome) final
  • D) Indicador de impacto macroeconômico
  • E) Indicador de governança

Resolução (conceito aplicado):

  • Insumos: recursos (equipes, orçamento). Produtos: entregas diretas (doses aplicadas). Resultados: mudanças em cobertura/imunidade; impactos: redução de incidência/mortalidade.

Alternativa correta: B.

Justificativa das incorretas:

  • A) Insumo seria, por exemplo, orçamento ou número de vacinadores.
  • C) Resultado seria cobertura vacinal ou redução de casos, não a entrega.
  • D) Não é macroeconômico.
  • E) Governança refere-se a regras/processos de gestão e controle.

Armadilhas recorrentes: chamar output de outcome; usar “resultado” como sinônimo genérico sem distinguir níveis.

Mini-revisão (Políticas públicas)

  • Contrafactual: comparação com o que ocorreria sem intervenção.
  • Randomização: fortalece inferência causal ao reduzir viés de seleção.
  • Cadeia lógica: insumo → atividade → produto (output) → resultado (outcome) → impacto.
  • Checklist: há grupo de comparação? há risco de tendências externas? o indicador mede entrega ou mudança na população?

Legislação (administração pública, sigilo e governança de dados)

Questão 17 (sigilo estatístico e divulgação)

Ao divulgar resultados de uma pesquisa, a equipe identifica que, em um pequeno município, uma célula de tabela (setor econômico muito específico) tem apenas 1 estabelecimento. Qual conduta é mais adequada sob a ótica de sigilo estatístico?

  • A) Divulgar normalmente, pois é dado agregado.
  • B) Suprimir/mascarar a célula e aplicar regras de controle de divulgação (primary/secondary suppression).
  • C) Divulgar o microdado com identificador removido, pois isso elimina qualquer risco.
  • D) Divulgar apenas o nome do estabelecimento para transparência.
  • E) Arredondar o valor para o inteiro mais próximo, sem outras medidas.

Resolução (conceito aplicado):

  • Células com baixa contagem podem permitir reidentificação (divulgação por inferência). Prática: supressão primária e secundária, agregação, top/bottom coding, ruído estatístico, conforme política institucional.

Alternativa correta: B.

Justificativa das incorretas:

  • A) Agregado não garante anonimato quando a célula é unitária.
  • C) Remover identificador pode não impedir reidentificação por combinação de variáveis (risco residual).
  • D) Viola frontalmente o sigilo.
  • E) Arredondamento isolado pode ser insuficiente e reversível em tabelas relacionadas.

Armadilhas recorrentes: achar que “agregado” sempre protege; ignorar ataques por diferença (subtração entre tabelas) e inferência.

Questão 18 (LAI e dados pessoais: princípio de tratamento)

Um cidadão solicita acesso a microdados contendo variáveis que, combinadas, podem identificar pessoas em municípios pequenos. Considerando transparência e proteção de dados, a resposta mais adequada é:

  • A) Negar sempre qualquer microdado, independentemente de anonimização.
  • B) Fornecer os microdados brutos, pois a transparência é absoluta.
  • C) Fornecer microdados anonimizados e/ou em ambiente controlado, com avaliação de risco e salvaguardas.
  • D) Fornecer apenas dados pessoais identificáveis, pois são mais “precisos”.
  • E) Publicar os microdados com nomes removidos e sem documentação.

Resolução (conceito aplicado):

  • Transparência convive com proteção de dados e sigilo estatístico. A prática adequada envolve anonimização, minimização, controle de acesso, termos de uso e avaliação de risco de reidentificação.

Alternativa correta: C.

Justificativa das incorretas:

  • A) “Sempre” é excessivo; há formas seguras de acesso.
  • B) Transparência não autoriza exposição de dados pessoais/sigilosos.
  • D) É incompatível com proteção de dados e sigilo.
  • E) Remover nomes não basta; documentação é essencial e salvaguardas também.

Armadilhas recorrentes: confundir anonimização com simples remoção de nomes; tratar transparência como princípio absoluto sem ponderação com sigilo e proteção.

Mini-revisão (Legislação e governança de dados)

  • Sigilo estatístico: evitar identificação direta ou indireta; controlar divulgação em tabelas e microdados.
  • Controle de divulgação: supressão primária/secundária, agregação, recodificação, ruído, ambientes seguros.
  • Checklist: a célula tem baixa contagem? há risco por combinação de variáveis? existe possibilidade de inferência por tabelas relacionadas? qual salvaguarda é proporcional ao risco?

Agora responda o exercício sobre o conteúdo:

Em um teste de hipótese bilateral com nível de significância de 5%, obtém-se p-valor igual a 0,03. Qual decisão é a mais adequada?

Você acertou! Parabéns, agora siga para a próxima página

Você errou! Tente novamente.

Em testes por p-valor, a regra de decisão é rejeitar H0 quando p ≤ b1. Como 0,03 c= 0,05, rejeita-se H0.

Próximo capitúlo

Questões discursivas para Analista do IBGE: estruturação de respostas técnicas e argumentação baseada em evidências

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