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Otimização por dados: testes A/B, orçamento e lances

Capítulo 40

Tempo estimado de leitura: 0 minutos

+ Exercício

Otimização por dados: o que significa na mídia paga para reservas

Otimização por dados é o processo de tomar decisões de campanha com base em evidências (métricas e resultados observados), e não em preferências pessoais ou “achismos”. Em publicidade online para hotéis e pousadas, isso significa melhorar continuamente a eficiência do investimento para gerar mais reservas diretas (ou leads qualificados) com o mesmo orçamento, ou manter o volume de reservas reduzindo o custo por aquisição.

Na prática, otimizar por dados envolve três frentes que trabalham juntas: (1) testes A/B para descobrir quais variações de anúncio, landing page ou oferta geram mais conversões; (2) gestão de orçamento para distribuir investimento onde o retorno é maior e respeitar sazonalidade e limites de caixa; (3) estratégia de lances para controlar quanto você paga por clique, mil impressões ou conversão, equilibrando volume e rentabilidade.

Pré-requisitos para otimizar sem “quebrar” o aprendizado

Antes de mexer em testes, orçamento e lances, defina regras operacionais para evitar decisões precipitadas. Otimização por dados exige consistência: mudanças demais, cedo demais, geram ruído e dificultam entender o que realmente funcionou.

Checklist de prontidão para decisões

  • Janela de análise definida: por exemplo, 7 dias para campanhas de alto volume e 14–28 dias para baixo volume (pousadas com demanda menor).
  • Meta principal clara: reserva confirmada, lead qualificado, ou outra conversão que represente intenção real de compra.
  • Segmentação por contexto: separar ao menos por dispositivo (mobile/desktop) e por tipo de tráfego (frio/remarketing) quando possível, para não misturar comportamentos diferentes.
  • Critério mínimo de dados: não tomar decisão com 1 ou 2 conversões; use um mínimo prático (ex.: 10–20 conversões por variação, quando viável) ou, em baixo volume, use métricas intermediárias (cliques qualificados, início de reserva) com cautela.
  • Registro de mudanças: manter um log simples (data, o que mudou, por quê, hipótese) para correlacionar alterações e resultados.

Testes A/B: como testar para aumentar reservas (sem desperdiçar verba)

Teste A/B é comparar duas versões de um elemento (A e B) para medir qual gera melhor resultado. Em mídia paga para hospedagem, os testes mais valiosos costumam estar em: criativos (imagem/vídeo), texto do anúncio, chamada para ação, página de destino, e estrutura de oferta (benefício destacado, política de cancelamento, parcelamento, café da manhã, estacionamento, etc.).

O que testar primeiro (ordem de impacto)

  • Proposta no criativo: destaque de benefício que reduz fricção (ex.: “cancelamento flexível”, “café da manhã incluso”, “pet friendly”, “estacionamento grátis”, “a 5 min do centro”).
  • Ângulo de intenção: “fim de semana romântico”, “viagem em família”, “trabalho remoto”, “evento na cidade”.
  • Prova e confiança: “nota média”, “mais de X avaliações”, “atendimento 24h”, “check-in facilitado”.
  • Oferta e urgência: “últimas datas”, “tarifa não reembolsável com desconto”, “benefício para reservas diretas”.
  • Landing page: ordem das informações, destaque de tarifas, clareza do botão de reservar, blocos de dúvidas.

Como formular uma hipótese de teste (modelo simples)

Uma hipótese bem escrita evita testes aleatórios. Use o formato: “Se eu mudar X para Y, então Z vai melhorar, porque…”.

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Exemplo de hipótese (hotel urbano): Se eu trocar a imagem do quarto por uma imagem do café da manhã e coworking, então a taxa de conversão vai aumentar, porque o público de dias úteis valoriza praticidade e estrutura para trabalho.

Passo a passo prático para rodar um teste A/B de anúncio

Passo 1 — Escolha um único elemento para variar: por exemplo, a imagem. Mantenha o restante igual para isolar o efeito.

Passo 2 — Defina a métrica de sucesso: para topo de funil pode ser CTR (taxa de cliques) e CPC; para fundo de funil, taxa de conversão e custo por reserva. Em hospedagem, priorize métricas próximas da receita (reservas, valor de reserva, ROAS), quando houver volume.

Passo 3 — Garanta distribuição justa: deixe as duas variações competirem com entrega equilibrada. Evite pausar cedo demais.

Passo 4 — Rode por tempo suficiente: um mínimo prático é 7 dias, mas em baixa demanda pode exigir 14–28 dias para reduzir efeito de dia da semana e sazonalidade curta.

Passo 5 — Analise por segmento: verifique se o vencedor é consistente em mobile vs desktop, e em públicos diferentes (frio vs remarketing). Um criativo pode ganhar no remarketing e perder no público frio.

Passo 6 — Aplique o vencedor e crie o próximo teste: otimização é uma fila de hipóteses. Ao final, mantenha o aprendizado documentado.

Passo a passo prático para testar landing page (sem depender só de “achismo”)

Passo 1 — Escolha uma página com tráfego suficiente: idealmente a página mais usada como destino dos anúncios.

Passo 2 — Defina o objetivo do teste: aumentar cliques no botão “Reservar”, aumentar início de reserva, ou aumentar reservas confirmadas.

Passo 3 — Crie uma variação com mudança clara: exemplos de mudanças comumente eficazes: (a) mover o bloco de tarifas e disponibilidade para o topo; (b) adicionar benefícios em bullets perto do botão; (c) inserir políticas essenciais (cancelamento, horário, taxas) de forma resumida; (d) reduzir distrações no mobile.

Passo 4 — Mantenha consistência de oferta: não altere preço e condições durante o teste, se possível, para não contaminar a comparação.

Passo 5 — Avalie também sinais de fricção: taxa de rejeição, tempo até clicar em reservar, abandono no motor. Se a conversão não subir, mas o início de reserva subir, pode haver problema no motor ou na etapa de pagamento.

Erros comuns em testes A/B (e como evitar)

  • Testar muitas coisas ao mesmo tempo: você não sabe o que causou o resultado. Faça testes sequenciais.
  • Parar o teste no primeiro pico: variações podem “parecer” ganhar por acaso. Defina janela mínima.
  • Ignorar sazonalidade curta: feriados e eventos mudam o perfil do público. Compare períodos equivalentes.
  • Otimizar só para clique: CTR alto pode atrair curiosos e reduzir reservas. Sempre conecte com a métrica de negócio.

Orçamento: como distribuir investimento para maximizar reservas e margem

Orçamento é a alocação do seu investimento ao longo do tempo e entre campanhas, públicos e objetivos. Em hotelaria, a gestão de orçamento precisa respeitar: (1) variação de demanda (alta/baixa temporada, eventos, dias da semana); (2) capacidade de inventário (ocupação, disponibilidade por tipo de quarto); (3) rentabilidade (diárias mais altas, custos variáveis, comissões evitadas); (4) velocidade de decisão (janelas de reserva diferentes por perfil de viajante).

Modelos de orçamento (quando usar cada um)

  • Orçamento fixo mensal: útil para previsibilidade de caixa. Risco: perder oportunidades em picos de demanda.
  • Orçamento flexível por demanda: aumenta investimento quando há procura e disponibilidade, reduz quando a ocupação está alta ou quando o custo por reserva sobe demais.
  • Orçamento por meta de aquisição: define quanto pode custar uma reserva (CPA alvo) e ajusta investimento para manter esse limite.

Passo a passo prático para montar uma “matriz de orçamento”

Passo 1 — Defina o teto de investimento mensal: quanto você pode investir sem comprometer operação. Separe uma reserva para testes (ex.: 10% do total).

Passo 2 — Estime o CPA máximo aceitável: calcule um limite com base na margem. Exemplo: se a diária média e permanência geram R$ 1.200 de receita e sua margem operacional permite investir até 12% em aquisição, o CPA máximo seria R$ 144 por reserva (ajuste conforme custos e realidade do negócio).

Passo 3 — Crie “baldes” de investimento: uma divisão prática para hospedagem é: (a) campanhas de alta intenção (fundo de funil) com maior prioridade; (b) remarketing; (c) prospecção/descoberta; (d) testes. A proporção depende do volume, mas um ponto de partida pode ser 50/20/20/10.

Passo 4 — Defina regras de realocação semanal: por exemplo, mover verba para campanhas que estejam abaixo do CPA máximo e com disponibilidade de inventário. Se uma campanha está com CPA bom, mas limitada por orçamento, ela é candidata a receber mais investimento.

Passo 5 — Considere restrições de inventário: se restam poucos quartos em datas próximas, aumentar orçamento pode elevar custo e gerar overbooking operacional (ou frustração do hóspede). Ajuste investimento conforme disponibilidade real.

Orçamento e calendário: como evitar “queimar” verba em dias ruins

Em muitos destinos, a intenção de reserva varia por dia da semana e horário. Uma rotina útil é analisar desempenho por: dia da semana, horário, dispositivo e janela de antecedência (quando o hóspede costuma reservar). Com isso, você pode reduzir investimento em períodos historicamente fracos e reforçar nos períodos fortes, sem precisar aumentar o orçamento total.

Exemplo prático (pousada de lazer): se as reservas acontecem mais de terça a quinta à noite, mantenha presença mínima nos demais períodos e concentre orçamento nos horários de maior conversão, desde que não prejudique o aprendizado do algoritmo.

Como definir um orçamento de testes que não comprometa o resultado

Testes precisam de volume para gerar sinal. Se o orçamento de testes for pequeno demais, você só cria variações sem dados suficientes. Uma regra prática é: reservar 10% a 20% do investimento para testes, mas limitar o número de testes simultâneos para garantir dados por variação. Em baixa demanda, é melhor rodar menos testes por mais tempo.

Lances: como pagar o “preço certo” por clique ou conversão

Lances são as regras que determinam quanto você está disposto a pagar para aparecer e gerar ações. Dependendo do objetivo e do tipo de campanha, você pode pagar por clique, por mil impressões ou otimizar para conversões. A estratégia de lances influencia diretamente volume (quantas pessoas você alcança) e eficiência (quanto custa cada reserva).

Principais abordagens de lances (visão prática)

  • Lance manual (controle direto): você define quanto pagar por clique. Útil quando há pouco histórico, quando você quer controlar agressividade por termo/público, ou quando o algoritmo ainda não tem dados suficientes.
  • Lances automáticos orientados a conversão: o sistema ajusta lances para buscar mais conversões. Funciona melhor quando há volume e rastreamento confiável.
  • CPA alvo (custo por aquisição): você define quanto quer pagar por uma conversão. Bom para estabilizar custo, mas pode reduzir volume se o alvo for irrealista.
  • ROAS alvo (retorno sobre gasto): você define o retorno desejado. Requer dados de valor de conversão e tende a funcionar melhor quando há variação de ticket (diferentes tipos de quarto e pacotes).

Como escolher a estratégia de lances por estágio

Quando você tem pouco volume de conversões: priorize controle e coleta de dados. Use lances mais conservadores, foque em termos/públicos de maior intenção e evite metas agressivas de CPA/ROAS que “estrangulem” a entrega.

Quando você tem volume consistente: migre gradualmente para estratégias orientadas a conversão (CPA/ROAS), porque o algoritmo consegue aprender padrões de quem reserva.

Passo a passo prático para ajustar lances sem perder estabilidade

Passo 1 — Defina o KPI de lance: CPA alvo ou ROAS alvo, de acordo com o que você consegue medir com confiança.

Passo 2 — Comece com uma meta realista: use a média recente como referência. Se seu CPA médio foi R$ 150, definir CPA alvo de R$ 80 tende a derrubar volume. Ajuste em degraus (ex.: 10% por vez).

Passo 3 — Faça mudanças espaçadas: altere lances e metas no máximo 1–2 vezes por semana, para permitir estabilização e leitura do efeito.

Passo 4 — Separe campanhas por comportamento: públicos frios e remarketing têm custos e taxas de conversão diferentes. Misturar tudo em uma única campanha pode levar o algoritmo a privilegiar apenas o mais fácil (geralmente remarketing), reduzindo crescimento.

Passo 5 — Use ajustes por dispositivo e localização quando fizer sentido: se mobile converte mais, você pode aumentar agressividade ali. Se uma região específica traz tráfego curioso e pouca reserva, reduza lances ou exclua.

Como lidar com picos de CPC e leilões mais caros

Em datas de alta concorrência (feriados, eventos), o custo por clique tende a subir. Em vez de simplesmente aumentar lances, avalie três alternativas: (1) restringir para públicos mais qualificados (ex.: remarketing e alta intenção); (2) reforçar criativos e páginas com maior taxa de conversão para “pagar mais” com eficiência; (3) ajustar orçamento para concentrar em datas e janelas com maior probabilidade de reserva.

Rotina de otimização semanal: o que olhar e o que fazer

Uma rotina simples evita decisões reativas e cria consistência. Abaixo está um modelo de revisão semanal adaptado para hotéis e pousadas.

Passo a passo prático de revisão (60–90 minutos)

Passo 1 — Verifique volume e eficiência: compare reservas (ou conversões), CPA e receita atribuída (se disponível) com a semana anterior e com a média das últimas 4 semanas.

Passo 2 — Identifique gargalos por etapa: se o CPC subiu, o problema pode ser leilão/segmentação; se o CTR caiu, pode ser criativo; se o clique está bom mas a conversão caiu, pode ser página/checkout ou desalinhamento de oferta.

Passo 3 — Aplique regras de orçamento: aumente investimento em campanhas abaixo do CPA máximo e com espaço para escalar; reduza onde o CPA estourou e não há sinal de melhora. Faça realocação incremental (ex.: 10% a 20%).

Passo 4 — Ajuste lances com parcimônia: se a campanha está limitada por orçamento e com CPA bom, aumentar orçamento costuma ser melhor do que aumentar agressivamente lances. Se está com pouco volume e boa taxa de conversão, considere elevar lances para ganhar leilão.

Passo 5 — Planeje 1 teste A/B por vez (por campanha): escolha o teste com maior impacto esperado e menor esforço. Ex.: testar um novo ângulo de benefício no criativo do público frio, mantendo o restante igual.

Passo 6 — Registre aprendizados: anote o que foi feito e o resultado esperado. Isso acelera decisões futuras e evita repetir testes.

Framework de decisão: escalar, manter ou cortar

Para não depender de “sensação”, use um framework simples baseado em limites. Defina faixas para CPA e volume mínimo e aplique ações padronizadas.

Exemplo de regras operacionais (ajuste para sua realidade)

  • Escalar: CPA até 90% do máximo aceitável e volume estável por 2 semanas; ação: aumentar orçamento 10%–20% e manter lances.
  • Manter: CPA entre 90% e 110% do máximo; ação: manter orçamento e rodar teste A/B de criativo ou landing page.
  • Corrigir: CPA entre 110% e 140%; ação: reduzir orçamento 10%–20%, revisar termos/públicos, ajustar criativos e checar fricções no caminho de reserva.
  • Cortar ou reiniciar: CPA acima de 140% por 2–3 janelas de análise; ação: pausar, reestruturar segmentação e oferta, ou mover verba para campanhas mais eficientes.

Exemplos aplicados: decisões típicas em hotéis e pousadas

Cenário 1 — CTR alto, poucas reservas

Se o anúncio recebe muitos cliques, mas não converte, há grande chance de desalinhamento entre promessa e página, ou tráfego pouco qualificado. Ações: (1) testar criativo com informações mais “qualificadoras” (ex.: faixa de preço, política, localização exata); (2) ajustar segmentação para reduzir curiosos; (3) testar landing page com tarifas e benefícios mais claros acima da dobra.

Cenário 2 — CPA bom, mas volume baixo

Se o custo por reserva está saudável, mas a campanha não entrega volume, o problema pode ser limitação de orçamento, lances conservadores ou público pequeno. Ações: (1) aumentar orçamento gradualmente; (2) elevar lances ou flexibilizar meta de CPA; (3) ampliar variações de criativo e formatos para ganhar leilão sem depender só de lance.

Cenário 3 — Alta temporada: CPC sobe e CPA piora

Em períodos concorridos, pagar mais pode ser inevitável, mas você pode proteger margem. Ações: (1) concentrar orçamento em públicos e termos de maior intenção; (2) priorizar datas com maior disponibilidade e melhor diária média; (3) testar mensagens de valor (benefícios e políticas) para aumentar taxa de conversão e compensar CPC mais alto.

Planilha mínima de controle (estrutura sugerida)

Para transformar otimização em processo, use uma planilha simples com colunas: campanha, público, objetivo, orçamento semanal, impressões, cliques, CTR, CPC, conversões (reservas/leads), taxa de conversão, CPA, receita (se houver), ROAS, status (escalar/manter/corrigir/cortar), hipótese do próximo teste, data da mudança.

Exemplo de linha (resumo): Campanha Remarketing | Orçamento R$ 700/sem | CPA R$ 95 | ROAS 8,2 | Status: Escalar | Próximo teste: criativo com “cancelamento flexível” vs “café incluso” | Data: 05/01

Agora responda o exercício sobre o conteúdo:

Ao rodar um teste A/B em anúncios para aumentar reservas, qual prática ajuda a identificar com mais confiança o que realmente causou a melhora?

Você acertou! Parabéns, agora siga para a próxima página

Você errou! Tente novamente.

Variar apenas um elemento por teste reduz ruído e permite atribuir o resultado à mudança feita. Alterar muitas coisas ao mesmo tempo ou parar no primeiro pico dificulta saber o que funcionou de fato.

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Importância das avaliações na conversão e no posicionamento

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