Como usar este capítulo
O objetivo aqui é prevenir falhas comuns e, quando elas já aconteceram, corrigir rápido com ações simples. Para cada erro, você verá: sinais de alerta (o que observar), impacto (o que costuma dar errado) e ação corretiva prática (o que fazer nesta semana). Use como uma auditoria do seu dia a dia.
Erro 1: Começar sem validar demanda (ou ignorar os sinais do mercado)
Mesmo quando você já fez algum teste inicial, é comum o iniciante “se apaixonar” pela solução e parar de medir a demanda real, assumindo que o mercado vai reagir como esperado.
Sinais de alerta
- Muitas conversas e elogios, mas poucas compras.
- Você precisa insistir demais para fechar.
- O ciclo de venda é longo para um produto simples.
- As pessoas pedem “para pensar” e somem.
Impacto no negócio
- Gasto de tempo e dinheiro em algo que não gira.
- Estoque parado, agenda vazia, frustração e retrabalho.
- Pressão no caixa e decisões precipitadas (descontos sem critério, anúncios sem retorno).
Ação corretiva prática
Faça um “reteste” de demanda em 72 horas com uma oferta objetiva e mensurável.
- Defina 1 oferta principal (um pacote/serviço/produto com escopo claro).
- Escolha 1 público específico (um segmento que você já atende ou quer atender agora).
- Crie 1 chamada direta com preço, prazo e resultado esperado.
- Aborde 20 pessoas (clientes antigos, indicações, contatos locais) e registre respostas em uma planilha simples.
- Meta mínima: 3 a 5 vendas ou 5 a 8 intenções fortes (ex.: agendamento com data) para seguir; abaixo disso, ajuste oferta, público ou canal.
Exemplo prático: em vez de “faço manutenção geral”, ofereça “revisão completa em 90 minutos + checklist + garantia de 7 dias por R$ X, com 10 vagas esta semana”.
Erro 2: Confundir faturamento com lucro
Faturar é vender. Lucro é o que sobra depois de pagar todos os custos (inclusive taxas, impostos, fretes, devoluções, retrabalho e seu pró-labore). Iniciantes celebram o volume e descobrem tarde que “vender mais” aumentou o prejuízo.
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Sinais de alerta
- Vendas crescem, mas o saldo bancário não.
- Você paga contas “no limite” mesmo com boa demanda.
- Você não sabe dizer quanto lucrou no mês passado.
- Você depende de antecipação/parcelamento para respirar.
Impacto no negócio
- Operação vira uma esteira: muito trabalho, pouca sobra.
- Endividamento para sustentar crescimento.
- Decisões erradas (contratar, comprar, investir em marketing) sem base.
Ação corretiva prática
Implante um “DRE simplificado” semanal (15 minutos, toda sexta).
- Receita: total recebido (não apenas vendido).
- Custos variáveis: mercadoria/insumo, taxas, comissões, frete, embalagem.
- Margem de contribuição = Receita − Custos variáveis.
- Custos fixos: aluguel, internet, ferramentas, contador, salários, etc.
- Resultado = Margem − Fixos.
Semana X: Recebido 5.000 | Variáveis 2.200 | Margem 2.800 | Fixos (semana) 2.400 | Resultado 400Se o resultado for baixo, a correção geralmente está em: aumentar margem (preço/combos), reduzir variáveis (fornecedor/taxa) ou reduzir fixos (renegociar/cortar).
Erro 3: Misturar finanças pessoais e da empresa
Quando tudo passa na mesma conta, você perde a leitura do negócio. O caixa vira “extensão da vida pessoal” e o negócio não consegue formar reserva.
Sinais de alerta
- Pagamentos pessoais saem do caixa da empresa sem registro.
- Você não sabe quanto pode retirar com segurança.
- Você usa cartão pessoal para comprar insumo e esquece de lançar.
Impacto no negócio
- Falsa sensação de lucro ou de prejuízo.
- Atrasos, multas e estresse por falta de previsibilidade.
- Dificuldade para comprovar renda e negociar com fornecedores.
Ação corretiva prática
Separe em 24 horas com um protocolo simples.
- Crie uma conta/caixa da empresa (mesmo que seja uma conta digital básica).
- Defina pró-labore fixo (um valor mensal realista) e retire apenas em uma data.
- Reembolso: qualquer gasto pessoal pago pela empresa vira “adiantamento” e deve ser devolvido ou descontado do pró-labore.
- Regra de ouro: “se não está registrado, não aconteceu”.
Modelo de registro: Data | Tipo (pessoal/empresa) | Categoria | Valor | Forma | Observação.
Erro 4: Precificar sem margem (ou “no feeling”)
Mesmo que você já tenha uma precificação inicial, o erro recorrente é não atualizar a margem quando mudam custos, taxas, tempo de entrega, retrabalho e descontos.
Sinais de alerta
- Você dá desconto e “não sente” o impacto.
- Produtos mais vendidos são os que mais dão trabalho.
- Você não sabe o custo total por venda (taxas, frete, embalagem, tempo).
Impacto no negócio
- Vendas aumentam e o caixa piora.
- Você fica preso em volume e não consegue investir.
- Perde motivação por trabalhar muito e ganhar pouco.
Ação corretiva prática
Crie uma “tabela de margem mínima” e use como trava para descontos.
- Liste os 10 itens/serviços mais vendidos.
- Para cada um, estime: custo direto + taxas + frete/embalagem + tempo (se serviço).
- Defina margem mínima aceitável (ex.: 30%).
- Crie 3 níveis de desconto: permitido, com aprovação (você), proibido.
| Item | Preço | Custo total | Margem | Desconto máximo |
|---|---|---|---|---|
| Produto A | R$ 100 | R$ 62 | 38% | até 5% |
| Serviço B | R$ 250 | R$ 190 | 24% | 0% (rever preço) |
Erro 5: Comprar estoque/equipamentos cedo demais
O iniciante tenta “parecer profissional” antes de ter giro. Compra variedade, aumenta capacidade e cria custo fixo/estoque parado.
Sinais de alerta
- Estoque encalhado ou vencendo.
- Equipamento caro com baixa utilização.
- Você compra para “aproveitar promoção” sem cálculo de giro.
- Falta dinheiro para marketing, contas e reposição do que realmente vende.
Impacto no negócio
- Capital de giro travado.
- Perdas por obsolescência, validade, avaria.
- Ansiedade e decisões reativas (queima de estoque com prejuízo).
Ação corretiva prática
Implemente a regra “giro antes de volume”.
- Classifique itens em A (mais vendidos), B (médios), C (parados).
- Congele compras de C por 30 dias.
- Para A, compre para um período curto (ex.: 7 a 14 dias) e reponha com frequência.
- Venda C com estratégia: kits, bônus, desconto progressivo, ou devolução/consignação se possível.
Para equipamentos: alugue, terceirize ou compre usado até atingir um volume mínimo consistente por 8 a 12 semanas.
Erro 6: Não registrar vendas e custos (ou registrar “quando der”)
Sem registro, você administra por sensação. O problema não é “não ter sistema”, é não ter disciplina mínima.
Sinais de alerta
- Você não sabe ticket médio, custo por pedido, nem inadimplência.
- Você descobre contas atrasadas por surpresa.
- Não consegue comparar semanas boas e ruins.
Impacto no negócio
- Decisões erradas (cortar o que dá lucro, insistir no que dá prejuízo).
- Falta de controle de caixa e risco de quebrar por detalhe.
- Impossibilidade de delegar (tudo depende da sua memória).
Ação corretiva prática
Adote o “registro em 2 minutos” após cada venda e uma conferência diária.
- Após a venda:
Data | Cliente | Item | Valor | Forma de pagamento | Custo variável estimado. - No fim do dia (10 min): conferir recebimentos, taxas, despesas do dia e pendências.
Se você tem muitas vendas, registre por lote (ex.: a cada 2 horas) com um responsável e um horário fixo.
Erro 7: Depender de um único canal de aquisição
Quando 80% das vendas vêm de um canal (uma rede social, um marketplace, um parceiro), qualquer mudança derruba o faturamento.
Sinais de alerta
- Queda de alcance/conta bloqueada e as vendas despencam.
- Você não tem lista de contatos de clientes.
- Você não sabe de onde vêm os melhores clientes, só “aparecem”.
Impacto no negócio
- Risco operacional alto e instabilidade de caixa.
- Pressão para aceitar condições ruins (taxas, prazos, comissões).
- Dificuldade de planejar crescimento.
Ação corretiva prática
Crie redundância em 7 dias com um plano 70/20/10.
- 70% esforço no canal principal (mantém o motor).
- 20% em um canal secundário (ex.: indicações estruturadas, parcerias locais, tráfego pago pequeno).
- 10% em um canal experimental (testes rápidos).
Obrigatório: construir base própria (contatos) com consentimento: nome, telefone/e-mail, data da compra, item e preferência.
Erro 8: Prometer além da capacidade (prazo, qualidade, escopo)
Para fechar vendas, o iniciante promete entrega rápida, personalização ilimitada ou suporte total. O custo aparece depois: retrabalho, atrasos e reclamações.
Sinais de alerta
- Você vive apagando incêndio e pedindo desculpas.
- Fila de pedidos aumenta e a qualidade cai.
- Clientes perguntam “vai ficar pronto quando?” e você não sabe.
Impacto no negócio
- Reputação prejudicada, devoluções e chargebacks.
- Equipe (ou você) entra em exaustão.
- Margem some por retrabalho e urgências.
Ação corretiva prática
Defina um “catálogo de entrega” com limites claros.
- Crie 3 níveis de oferta: básico, padrão, premium (com prazos e escopo).
- Inclua “o que não está incluso” em linguagem simples.
- Use um quadro de capacidade semanal: quantos pedidos você consegue entregar com qualidade.
- Quando lotar, aplique lista de espera ou aumente prazo/preço.
Frase prática para vender sem se comprometer demais: “Consigo entregar em X dias úteis mantendo o padrão. Se precisar antes, tenho taxa de urgência e depende de agenda.”
Erro 9: Falta de contratos (ou acordos mal definidos)
Sem contrato ou termo de serviço, o combinado vira discussão. Isso vale para prestação de serviço, encomendas, parcerias e até vendas recorrentes.
Sinais de alerta
- Cliente muda escopo no meio (“só mais um ajuste”).
- Discussões sobre prazo, pagamento, garantia e reembolso.
- Você tem medo de cobrar porque “não está escrito”.
Impacto no negócio
- Inadimplência e prejuízo por retrabalho.
- Conflitos que consomem tempo e energia.
- Risco jurídico e reputacional.
Ação corretiva prática
Use um termo simples de 1 página (mesmo para trabalhos pequenos).
- Escopo: o que será entregue e o que não será.
- Prazos: início, marcos e data final.
- Pagamento: valor, forma, datas, multa/juros (se aplicável).
- Política de alterações: quantas revisões, custo de extras.
- Cancelamento e reembolso: regras objetivas.
- Garantia/suporte: período e limites.
Passo a passo: (1) envie proposta resumida, (2) confirme por escrito, (3) só inicie após aceite e sinal quando necessário, (4) arquive tudo em uma pasta por cliente.
Erro 10: Ausência de rotina financeira (caixa, contas, impostos, reservas)
Mesmo quem registra vendas pode falhar por não ter cadência: pagar, cobrar, conciliar, separar impostos e formar reserva. A empresa vira refém do “quando sobrar”.
Sinais de alerta
- Você não sabe quanto tem a pagar nos próximos 7/30 dias.
- Impostos e taxas chegam como surpresa.
- Você cobra atrasados tarde demais.
- Não existe reserva para imprevistos.
Impacto no negócio
- Multas, juros, nome negativado e perda de crédito.
- Paralisação por falta de insumo ou capital de giro.
- Decisões de curto prazo que destroem margem (promoções desesperadas).
Ação corretiva prática
Implante uma rotina financeira mínima com três cadências.
- Diária (10 min): registrar entradas/saídas do dia e conferir recebimentos.
- Semanal (30 min): contas a pagar/receber dos próximos 14 dias, cobrança ativa, conciliação de taxas.
- Mensal (60 min): fechamento (resultado), provisão de impostos, revisão de preços e metas.
Regra prática de provisões: ao receber, separe imediatamente percentuais em “impostos/taxas”, “reposições”, “fixos” e “reserva”. Ajuste os percentuais conforme sua realidade, mas torne automático.
Checklist de auditoria do negócio (30 perguntas)
Responda com Sim/Não e anote evidências (link, planilha, documento, extrato). Onde for “Não”, vira item do seu plano de 14 dias.
Demanda e oferta
- 1) Eu consigo descrever minha oferta principal em uma frase com preço e prazo?
- 2) Eu sei qual produto/serviço mais vende e qual dá mais lucro?
- 3) Eu tenho uma meta semanal de vendas (quantidade e valor) baseada na capacidade real?
- 4) Eu sei por que os clientes não compram (objeções registradas)?
- 5) Eu tenho um roteiro de abordagem/atendimento padrão para não improvisar sempre?
Lucro e margem
- 6) Eu sei meu resultado (lucro/prejuízo) do último mês?
- 7) Eu conheço meus custos variáveis por venda (taxas, frete, embalagem, comissões)?
- 8) Eu tenho margem mínima definida por item/serviço?
- 9) Eu tenho uma regra clara de desconto (limites e condições)?
- 10) Eu reviso preços quando custos mudam?
Caixa e contas
- 11) Eu sei quanto tenho em caixa hoje (saldo real, não “achismo”)?
- 12) Eu tenho uma lista de contas a pagar e a receber dos próximos 30 dias?
- 13) Eu concilio recebimentos (cartão/PIX/dinheiro) com o que foi vendido?
- 14) Eu faço cobrança ativa de atrasados com um script e prazos?
- 15) Eu separo provisão para impostos/taxas assim que recebo?
Separação empresa x pessoal
- 16) Eu tenho conta/caixa separado para a empresa?
- 17) Eu tenho pró-labore definido (valor e data)?
- 18) Eu registro reembolsos e retiradas pessoais?
- 19) Eu sei quanto a empresa pode distribuir sem comprometer o caixa?
- 20) Eu consigo provar financeiramente o desempenho do negócio sem misturar gastos pessoais?
Estoque e compras
- 21) Eu sei quais itens são A (giram), B e C (parados)?
- 22) Eu tenho regra de reposição (quantidade e frequência) para itens A?
- 23) Eu evito comprar variedade antes de confirmar giro?
- 24) Eu tenho plano para reduzir estoque parado (kits, descontos, devolução)?
- 25) Eu avalio compra de equipamento por uso real (capacidade x demanda) e não por impulso?
Operação, promessas e proteção
- 26) Eu tenho prazos padrão e limites de escopo por tipo de pedido?
- 27) Eu acompanho capacidade semanal (quantos pedidos consigo entregar com qualidade)?
- 28) Eu uso contrato/termo por escrito para serviços/encomendas?
- 29) Eu tenho política clara de cancelamento, reembolso e garantia?
- 30) Eu tenho pelo menos 2 canais ativos de aquisição e uma base própria de contatos?
Plano de ajustes para os próximos 14 dias
Use este plano como um sprint. A ideia é corrigir o que mais causa quebra de caixa e desgaste com clientes. Adapte a ordem conforme sua urgência, mas mantenha a cadência diária.
Dia 1: Diagnóstico rápido e organização
- Escolha 5 “Nãos” mais perigosos do checklist (os que afetam caixa e entrega).
- Crie uma pasta (digital ou física) com: vendas, custos, contratos, fornecedores, impostos.
- Defina um horário fixo diário de 10 minutos para financeiro.
Dia 2: Separação financeira
- Abra/defina conta/caixa da empresa.
- Defina pró-labore e regra de retiradas.
- Crie categorias mínimas: Receita, Variáveis, Fixos, Impostos/Taxas, Pró-labore, Reserva.
Dia 3: Registro obrigatório
- Monte uma planilha simples de vendas e despesas.
- Registre todas as vendas do dia e as despesas do dia (sem exceção).
- Liste pendências de recebimento e datas.
Dia 4: Rotina de caixa (14 dias à frente)
- Monte um fluxo de caixa dos próximos 14 dias: entradas previstas e saídas previstas.
- Marque “dias de risco” (saldo negativo) e defina ação: cobrança, renegociação, promoção com margem, corte de gasto.
Dia 5: Margem e descontos
- Escolha os 10 itens/serviços mais vendidos e calcule custo total estimado.
- Defina margem mínima e desconto máximo por item.
- Atualize seu script de venda para não prometer desconto automático.
Dia 6: Estoque e compras
- Classifique A/B/C e congele compras de C.
- Crie plano de queima inteligente de C (kits, bônus, desconto progressivo).
- Defina reposição curta para A (7 a 14 dias).
Dia 7: Capacidade e promessas
- Defina prazos padrão por tipo de entrega.
- Crie um limite semanal de pedidos (capacidade).
- Escreva “o que está incluso” e “o que não está” para sua oferta principal.
Dia 8: Contrato/termo de serviço
- Crie um termo de 1 página com escopo, prazo, pagamento, alterações, cancelamento e garantia.
- Padronize o processo: só iniciar após aceite e sinal quando aplicável.
Dia 9: Cobrança e inadimplência
- Liste todos os atrasados.
- Crie um script de cobrança educado e objetivo com 3 tentativas (D+1, D+3, D+7).
- Defina regra para novos pedidos: sinal/entrada, prazos e formas.
Dia 10: Redundância de canais
- Escolha 1 canal secundário para ativar (parcerias, indicações, lista de clientes, presença local).
- Defina 1 ação diária por 5 dias (ex.: 5 contatos/dia pedindo indicação com oferta clara).
Dia 11: Base própria de clientes
- Organize contatos de clientes (com consentimento) em uma lista única.
- Registre: data da compra, item, valor, preferência e retorno previsto.
Dia 12: Reteste de demanda (se necessário)
- Se as vendas estiverem fracas, faça um reteste com 20 abordagens e oferta objetiva.
- Registre objeções e ajuste: oferta, preço, prazo ou canal.
Dia 13: Fechamento semanal (DRE simplificado)
- Some recebido, custos variáveis, fixos da semana e calcule resultado.
- Escolha 1 alavanca para a próxima semana: aumentar margem, reduzir custo ou aumentar conversão.
Dia 14: Padronização e próximos passos
- Transforme o que funcionou em rotina: horários, planilhas, termos, limites de desconto.
- Reaplique o checklist de 30 perguntas e compare “antes/depois”.
- Defina 3 metas para os próximos 14 dias (ex.: reduzir C em 30%, aumentar margem média em 5 p.p., ativar 1 canal secundário com 10 vendas).