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Marketing Digital para Hotéis e Pousadas

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70 páginas

Insights a partir de avaliações, comentários e perguntas frequentes

Capítulo 15

Tempo estimado de leitura: 0 minutos

+ Exercício

O que são insights a partir de avaliações, comentários e perguntas frequentes

Avaliações (estrelas e notas), comentários em texto e perguntas frequentes (FAQ) são fontes diretas de “voz do cliente”: elas mostram, com palavras reais, o que hóspedes valorizam, o que gera frustração, quais dúvidas travam a reserva e quais detalhes viram motivo de recomendação. Em pesquisa de mercado e inteligência competitiva, o objetivo não é apenas “ver se a nota está boa”, mas transformar esse material em decisões práticas: ajustes na operação, melhorias na comunicação, mudanças no produto, prioridades de investimento e argumentos de marketing mais alinhados ao que o público realmente percebe.

Um insight, nesse contexto, é uma conclusão acionável extraída de padrões. Exemplo: “Muitos hóspedes elogiam o café da manhã, mas reclamam do barulho à noite” não é só um resumo; vira insight quando você define o que fazer: reforçar o café da manhã como prova social nos anúncios e, ao mesmo tempo, reduzir o barulho com medidas específicas (horário de silêncio, vedação, realocação de quartos, comunicação preventiva).

Onde coletar dados: fontes internas e externas

Para gerar insights consistentes, combine fontes internas (que você controla) e externas (onde o público fala com mais espontaneidade). O ideal é criar uma rotina mensal de coleta e uma revisão semanal rápida para detectar problemas emergentes.

Fontes externas (mercado)

  • Plataformas de avaliação e reservas (comentários, notas por categoria, ranking local).
  • Google Business Profile (avaliações, perguntas e respostas, fotos enviadas por hóspedes).
  • Redes sociais (comentários em posts, mensagens, marcações, reviews em páginas).
  • Fóruns e comunidades locais (grupos de viagem, recomendações de “onde ficar”).
  • Conteúdos de terceiros (blogs, vídeos, matérias) quando citam sua hospedagem ou concorrentes.

Fontes internas (primeira parte)

  • Atendimento via WhatsApp/telefone/e-mail (dúvidas recorrentes, objeções, pedidos de desconto, solicitações especiais).
  • Pesquisas pós-estadia (NPS, CSAT, perguntas abertas).
  • Registros de recepção e manutenção (ocorrências, solicitações, tempos de resposta).
  • Chat do site e formulários de contato (perguntas antes da reserva).

Ao cruzar fontes, você reduz vieses. Por exemplo, uma reclamação sobre “estacionamento” pode aparecer em avaliações públicas, mas os detalhes (horário de pico, manobrista, vagas) surgem no WhatsApp e na recepção.

Como estruturar a análise: do texto solto a categorias comparáveis

Comentários são dados não estruturados. Para analisá-los com consistência, você precisa de um esquema de categorização (taxonomia) e de um método de pontuação. Isso permite comparar períodos, identificar evolução e priorizar ações.

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Taxonomia prática (exemplo de categorias)

  • Localização e acesso (rua, segurança percebida, distância de pontos).
  • Check-in/check-out (agilidade, flexibilidade, comunicação).
  • Quarto (limpeza, conforto, ruído, iluminação, cheiro, enxoval).
  • Banheiro (pressão do chuveiro, água quente, manutenção, amenidades).
  • Café da manhã/alimentação (variedade, qualidade, horários, opções restritivas).
  • Áreas comuns (piscina, jardim, academia, brinquedoteca, coworking).
  • Internet e tecnologia (Wi‑Fi, TV, tomadas, fechadura).
  • Atendimento (cordialidade, resolução, proatividade).
  • Preço e percepção de valor (custo-benefício, taxas, transparência).
  • Políticas e regras (cancelamento, pets, crianças, silêncio).
  • Acessibilidade (mobilidade, sinalização, adaptações).
  • Experiência geral (recomendação, retorno, “surpresas”).

Você pode começar com 8 a 12 categorias e evoluir. O importante é manter consistência para comparar mês a mês.

Campos mínimos para registrar cada comentário

  • Data e fonte (ex.: Google, plataforma X, WhatsApp).
  • Nota/estrelas (quando houver) e “sentimento” (positivo, neutro, negativo).
  • Categoria principal e secundária (ex.: Quarto + Ruído).
  • Trecho-chave (citação literal curta).
  • Ação sugerida (operacional, comunicação, produto, treinamento).
  • Status (a fazer, em andamento, resolvido) e responsável.

Esse registro pode ser feito em planilha. Se houver volume alto, use um formulário interno para padronizar a entrada e reduzir retrabalho.

Passo a passo prático: transformando avaliações em um painel de decisões

Passo 1 — Defina o período e a amostra

Escolha um período (ex.: últimos 90 dias) e colete todas as avaliações e perguntas. Se o volume for muito grande, amostre de forma equilibrada: pegue, por exemplo, 100 comentários distribuídos por mês e por fonte. Inclua também comentários de concorrentes diretos para entender padrões do destino (o que é “dor do mercado” e o que é “dor específica sua”).

Passo 2 — Separe por tipo: elogio, reclamação, dúvida e sugestão

Nem todo texto é reclamação. Classifique cada item em um tipo principal:

  • Elogio: reforça pontos fortes e linguagem que o hóspede usa para descrever valor.
  • Reclamação: aponta fricções e riscos de nota baixa.
  • Dúvida: indica barreiras de compra e falta de clareza.
  • Sugestão: revela oportunidades e desejos latentes.

Exemplo: “O quarto é lindo, mas o Wi‑Fi caiu várias vezes” deve virar dois registros: um elogio (Quarto/Conforto) e uma reclamação (Internet/Estabilidade). Isso evita perder nuances.

Passo 3 — Categorize e conte ocorrências

Para cada item, marque a categoria. Depois, conte quantas vezes cada categoria aparece em elogios e em reclamações. O objetivo é descobrir:

  • Top 5 motivos de elogio (para amplificar em comunicação e anúncios).
  • Top 5 motivos de reclamação (para corrigir e reduzir risco).
  • Top 10 dúvidas (para FAQ, site, mensagens e scripts).

Uma forma simples é usar uma tabela dinâmica na planilha. Se você não usa tabela dinâmica, faça uma contagem manual por categoria em uma aba “Resumo”.

Passo 4 — Meça impacto: frequência x severidade

Nem toda reclamação tem o mesmo peso. Crie uma matriz com dois eixos:

  • Frequência: quantas vezes aparece.
  • Severidade: quanto prejudica a experiência e a nota (baixa, média, alta).

Exemplo de severidade alta: “falta de água quente”, “mofo”, “insegurança”, “cobrança indevida”, “barulho que impede dormir”. Severidade média: “poucas opções no café”, “Wi‑Fi instável”. Baixa: “falta de uma tomada perto da cama”. Priorize o quadrante alta frequência + alta severidade, mas não ignore baixa frequência + alta severidade (pode virar crise).

Passo 5 — Converta em ações: operação, comunicação e oferta

Para cada item prioritário, defina uma ação concreta e um indicador de verificação. Exemplos práticos:

  • Problema: “barulho à noite” (Quarto/Ruído). Ação operacional: vedação de janelas, revisão de portas, política de silêncio, realocação de quartos sensíveis. Ação de comunicação: aviso preventivo em quartos voltados para rua e sugestão de unidades mais silenciosas no momento da reserva.
  • Problema: “check-in demorado”. Ação operacional: pré-cadastro, fila separada, treinamento, checklist. Indicador: tempo médio de check-in medido por amostra semanal.
  • Dúvida recorrente: “tem estacionamento? é pago?”. Ação de comunicação: destaque no site, mensagem automática no WhatsApp, resposta padrão no Google Q&A. Indicador: queda no volume dessa pergunta e aumento de conversão no atendimento.

Passo 6 — Atualize scripts e mensagens do atendimento

As perguntas frequentes são matéria-prima para scripts. Crie respostas curtas, objetivas e consistentes para WhatsApp/telefone, com variações por perfil de dúvida (família, casal, trabalho). Estrutura recomendada:

  • Resposta direta (sim/não + condição).
  • Detalhe que evita retrabalho (horário, custo, regras).
  • Próximo passo (link, chamada para reserva, pedido de datas).

Exemplo de script: “Sim, temos estacionamento no local. É sujeito à disponibilidade e tem custo de R$ X por diária. Se você me informar as datas e o modelo do carro, eu já verifico e deixo reservado junto à sua hospedagem.”

Passo 7 — Crie um “banco de provas” para marketing

Separe as melhores frases de hóspedes (com contexto) para usar como prova social em anúncios, site e materiais. Organize por tema: café da manhã, limpeza, atendimento, localização, conforto. Evite editar demais: a força está na linguagem natural. Exemplo de uso: um anúncio pode destacar “café da manhã elogiado” com uma citação curta e a nota média do período.

Como extrair insights de perguntas frequentes (FAQ) e reduzir fricção na reserva

Perguntas frequentes são sinais de atrito: se muita gente pergunta, algo não está claro ou é decisivo para a compra. Trate FAQ como ferramenta de conversão, não como “página institucional”.

Mapeie as dúvidas por etapa do funil

  • Antes de escolher: localização, segurança percebida, fotos reais, diferenciais práticos (Wi‑Fi, ar-condicionado).
  • Antes de reservar: políticas, formas de pagamento, taxas, estacionamento, horários.
  • Antes de chegar: como chegar, check-in tardio, necessidades especiais.
  • Durante a estadia: regras de uso de áreas, pedidos extras, manutenção.

Quando você organiza por etapa, fica mais fácil decidir onde responder: no anúncio, na página do quarto, no checkout, na mensagem automática pós-reserva ou na recepção.

Transforme FAQ em conteúdo de alta clareza

Uma boa resposta de FAQ reduz idas e vindas. Use este modelo:

  • Título com a dúvida exatamente como o hóspede escreve (ex.: “Aceita pet?”).
  • Resposta em 2 a 4 frases, com condições e custos.
  • Detalhes em bullet points (tamanho do pet, áreas permitidas, taxa, caução).
  • Chamada para ação (reservar, falar no WhatsApp, ver regras completas).

Exemplo: “Aceita pet? Sim, aceitamos pets de pequeno porte mediante taxa de R$ X por diária. É necessário informar no momento da reserva. Não é permitido nas áreas de alimentação. Se você me disser o peso e a raça, eu confirmo a disponibilidade e as regras.”

Insights comparativos: o que aprender com avaliações de concorrentes

Analisar concorrentes não é copiar; é entender expectativas do mercado e identificar espaços de diferenciação operacional e comunicacional. Avaliações de concorrentes mostram o que o público do destino considera “básico” e o que vira “uau”.

Roteiro rápido de análise competitiva por avaliações

  • Selecione 3 a 5 concorrentes comparáveis (faixa de preço e proposta semelhante).
  • Leia as 30 avaliações mais recentes e as 30 piores (1–2 estrelas) de cada um.
  • Registre: elogios recorrentes, reclamações recorrentes, promessas quebradas (ex.: “não era como nas fotos”).
  • Compare com suas categorias: onde você está melhor, igual ou pior.

Exemplo de insight: se vários concorrentes recebem reclamações sobre “café da manhã fraco”, e o seu é consistentemente elogiado, isso vira um argumento forte para campanhas em períodos de baixa demanda. Se todos recebem reclamações sobre “ruído”, pode ser uma característica do entorno; nesse caso, a oportunidade é comunicar soluções (quartos internos, vedação, protetores auriculares) e reduzir surpresa negativa.

Como identificar padrões escondidos: linguagem, expectativas e “gatilhos” de nota baixa

Além das categorias óbvias, há padrões mais sutis que impactam conversão e reputação. Três análises simples ajudam muito:

1) Palavras que indicam expectativa quebrada

Termos como “esperava”, “parecia”, “nas fotos”, “prometeram”, “não informaram” indicam desalinhamento entre comunicação e realidade. Isso é ouro para ajustar descrições, fotos, regras e mensagens pré-chegada. Exemplo: se aparece “achei que tinha vista”, revise a forma como você descreve “vista parcial” e mostre fotos reais por categoria de quarto.

2) Momentos críticos da jornada

Reclamações se concentram em momentos: chegada (check-in), noite (sono/ruído), manhã (café), saída (checkout/cobrança). Ao mapear o “quando”, você define intervenções de processo. Exemplo: se a maioria das queixas de cobrança ocorre no checkout, implemente conferência prévia e comunicação de taxas antes da estadia.

3) Diferença entre nota e texto

Às vezes a nota é alta, mas o texto traz alertas (“Tudo ótimo, só o Wi‑Fi…”). Esses “quase problemas” são oportunidades de melhoria antes que virem notas baixas. Crie uma regra: todo comentário com “mas”, “porém”, “só que” deve gerar um item de melhoria, mesmo com 4–5 estrelas.

Modelos prontos: planilha e checklist de rotina

Modelo de colunas para planilha

Data | Fonte | Nota | Tipo (elogio/reclamação/dúvida/sugestão) | Categoria 1 | Categoria 2 | Trecho-chave | Severidade (B/M/A) | Ação | Responsável | Prazo | Status | Evidência (link/print)

Checklist semanal (30–45 minutos)

  • Registrar novas avaliações e perguntas (incluindo Google Q&A).
  • Responder publicamente itens críticos com padrão de qualidade.
  • Marcar 3 melhorias rápidas (quick wins) e encaminhar ao responsável.
  • Atualizar scripts do atendimento com novas dúvidas.

Checklist mensal (2–3 horas)

  • Contagem por categoria (elogios x reclamações x dúvidas).
  • Matriz frequência x severidade e top prioridades do mês.
  • Selecionar 10 novas citações para prova social.
  • Revisar páginas e mensagens onde há dúvidas recorrentes.
  • Comparar com 2–3 concorrentes (padrões do destino).

Como responder avaliações de forma estratégica (sem parecer robótico)

Responder avaliações é parte da inteligência competitiva porque revela publicamente como a hospedagem lida com problemas e reforça atributos valorizados. Além disso, as respostas viram “conteúdo” para futuros hóspedes que estão pesquisando.

Estrutura para respostas positivas

  • Agradeça e repita o ponto elogiado (reforça o atributo).
  • Adicione um detalhe útil (ex.: novidade, horário, dica).
  • Convide para retornar com um gancho específico (ex.: “na próxima, experimente…”).

Estrutura para respostas negativas

  • Reconheça e peça desculpas pelo impacto (sem discutir).
  • Explique a ação corretiva (o que foi feito ou será feito).
  • Leve para canal privado quando necessário (sem esconder).
  • Finalize com compromisso de melhoria.

Exemplo: “Sentimos muito pelo incômodo com o barulho. Já revisamos a vedação da janela do quarto e reforçamos a política de silêncio após as 22h. Se você puder nos chamar no WhatsApp com a data da estadia, queremos entender melhor para evitar que se repita.”

Evite respostas genéricas repetidas. Se o hóspede citou “chuveiro”, mencione “chuveiro”. Se citou “Wi‑Fi”, mencione “Wi‑Fi”. Isso aumenta credibilidade e reduz a percepção de automação.

Agora responda o exercício sobre o conteúdo:

Ao analisar avaliações, comentários e FAQ de uma hospedagem, qual prática ajuda a transformar textos soltos em decisões prioritárias de melhoria?

Você acertou! Parabéns, agora siga para a próxima página

Você errou! Tente novamente.

A categorização cria comparabilidade e a matriz frequência x severidade ajuda a definir o que atacar primeiro, convertendo padrões em ações concretas na operação, comunicação e oferta.

Próximo capitúlo

Estrutura mínima do site: páginas, informações e provas sociais

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