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Meal Prep Inteligente: Planejamento de Marmitas Fitness com Cálculo de Macros, Lista de Compras e Segurança Alimentar

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25 páginas

Montagens de lanches e pré/pós-treino com objetivos específicos

Capítulo 16

Tempo estimado de leitura: 0 minutos

+ Exercício

Lanches e refeições de pré/pós-treino são ferramentas para ajustar energia, desempenho e recuperação sem “bagunçar” o restante do dia. A diferença entre um lanche qualquer e um lanche estratégico está em três decisões: (1) qual objetivo específico você quer atender (energia imediata, preservar massa magra, recuperar glicogênio, controlar fome), (2) quanto tempo falta para o treino (janela de digestão), e (3) como sua tolerância gastrointestinal reage a fibras, gorduras e volume.

1) Conceito: o que muda em lanches e pré/pós-treino

Em vez de pensar apenas em “comer saudável”, pense em função. Um lanche pode cumprir uma ou mais funções: fornecer carboidrato de rápida disponibilidade para treino intenso, entregar proteína para estimular síntese proteica, repor líquidos e eletrólitos, ou simplesmente controlar apetite para evitar exageros na refeição seguinte.

Na prática, a montagem gira em torno de quatro variáveis:

  • Tempo até o treino: quanto menor o tempo, mais simples deve ser a digestão (menos gordura e fibra, porções menores, carboidratos mais fáceis).
  • Tipo e duração do treino: força/hipertrofia costuma pedir proteína e carboidrato moderados; endurance e treinos longos pedem mais carboidrato e atenção à hidratação.
  • Objetivo do ciclo: ganho de massa, manutenção, perda de gordura, performance.
  • Tolerância individual: algumas pessoas treinam bem com iogurte; outras têm desconforto com lactose, fibras ou adoçantes.

Um erro comum é “copiar” um pré-treino de outra pessoa sem considerar horário e digestão. Outro erro é transformar o pós-treino em uma refeição enorme por ansiedade, quando o que você precisa é apenas cumprir macros com praticidade e boa digestibilidade.

2) Regras práticas por janela de tempo (pré-treino)

2.1) Pré-treino a 2–3 horas

Essa é a janela mais confortável: dá para fazer um lanche maior, com carboidrato suficiente e proteína, mantendo gorduras e fibras em nível moderado. O foco é chegar ao treino com energia estável e sem estômago pesado.

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  • Priorize: carboidratos de digestão média (arroz, batata, aveia, pão), proteína magra (frango, atum, iogurte, whey), frutas.
  • Modere: gorduras (pasta de amendoim, castanhas) e fibras muito altas (grande volume de saladas cruas, farelos).
  • Evite: refeições muito gordurosas (frituras, queijos muito gordos) se você costuma ter refluxo ou lentidão gástrica.

2.2) Pré-treino a 60–90 minutos

O lanche precisa ser mais leve e previsível. Carboidratos mais simples e proteína de fácil digestão funcionam bem. Gordura e fibra devem ser baixas para reduzir risco de desconforto.

  • Priorize: pão branco, tapioca, banana, mel, iogurte, whey, peito de peru.
  • Estratégia: porção menor, mastigação fácil, pouca gordura.

2.3) Pré-treino a 15–45 minutos

É uma “correção rápida” de energia. Aqui, o objetivo é não treinar em hipoglicemia subjetiva (fraqueza, tontura) e não pesar no estômago.

  • Priorize: carboidrato rápido (banana madura, suco, mel, bebida esportiva) e, se tolerado, pequena dose de proteína líquida.
  • Evite: fibras (granola, frutas com muita casca/semente), gorduras e grandes volumes.

3) Regras práticas (pós-treino)

No pós-treino, a prioridade é proteína (para recuperação muscular) e carboidrato (para repor glicogênio, especialmente se você treina com alta frequência). A gordura pode entrar, mas em geral não precisa ser alta imediatamente após o treino; ela pode atrasar a digestão e não é o foco da recuperação rápida.

3.1) Pós-treino imediato (0–60 min)

Útil quando você vai demorar para fazer uma refeição completa ou quando treina cedo e precisa de algo prático. A ideia é ser simples, portátil e com boa digestão.

  • Priorize: whey com água/leite, iogurte proteico, leite achocolatado com mais proteína, fruta, pão simples.
  • Quando faz mais sentido: treinos em horário apertado, deslocamento longo, ou quando a próxima refeição só ocorrerá depois de 2–3 horas.

3.2) Pós-treino como refeição (1–3 horas)

Se você consegue almoçar/jantar em seguida, o pós-treino pode ser uma refeição normal do seu planejamento. O diferencial é ajustar a composição para facilitar a recuperação: proteína suficiente, carboidrato adequado ao volume do treino e gordura moderada.

4) Montagens por objetivo específico

A seguir, você verá “modelos” de lanches com intenção clara. Use-os como blocos: escolha 1 modelo, ajuste a porção para bater seus macros e respeite a janela de tempo.

4.1) Objetivo: aumentar desempenho em treino intenso (força/HIIT)

Ideia: carboidrato suficiente para sustentar intensidade + proteína moderada. Baixa gordura e baixa fibra quando perto do treino.

  • Pré (60–90 min): tapioca com peito de peru + banana. Ajuste: aumente a tapioca se o treino for longo/intenso.
  • Pré (15–30 min): banana + mel (ou bebida esportiva). Se quiser proteína: whey com água em dose pequena.
  • Pós (0–60 min): whey + fruta (banana/maçã) ou iogurte proteico + mel.

4.2) Objetivo: hipertrofia com praticidade (ganho de massa)

Ideia: garantir proteína por lanche e carboidrato suficiente para treinar forte e recuperar. Aqui, o lanche também ajuda a elevar calorias sem depender só das refeições principais.

  • Pré (2–3 h): sanduíche de pão + frango desfiado + requeijão light (se tolerado) + fruta. Se você precisa de mais calorias, inclua uma fonte de gordura (pasta de amendoim) longe do treino (2–3h).
  • Pré (60–90 min): iogurte + cereal de arroz/milho (baixo em fibra) + banana.
  • Pós: shake de whey + aveia fina (se tolerar) + fruta; ou leite + whey + cacau.

4.3) Objetivo: perda de gordura sem queda de performance

Ideia: manter carboidrato suficiente para treinar bem, mas controlar calorias e aumentar saciedade no restante do dia. O truque é escolher lanches com alta densidade proteica e carboidrato “na medida”.

  • Pré (60–90 min): iogurte proteico + fruta (porção moderada) ou pão + cottage/ricota.
  • Pré (15–30 min): fruta pequena (banana menor, tangerina) ou café + uma porção pequena de carboidrato simples se necessário.
  • Pós: proteína (whey/iogurte) + carboidrato moderado (fruta ou pão simples). Se a próxima refeição for próxima, reduza o carboidrato do pós e deixe para a refeição.

4.4) Objetivo: controlar fome e compulsão no fim do dia

Ideia: lanches com proteína + fibra (quando não estiver colado ao treino) e volume inteligente. Aqui, o lanche é uma “ponte” para evitar chegar faminto ao jantar.

  • Lanche da tarde (sem treino imediato): iogurte natural + chia + morangos; ou omelete/ovos cozidos + fruta; ou atum com crackers integrais.
  • Pré-treino (2–3 h): inclua fibra moderada (fruta com casca, aveia) se você costuma sentir fome no treino.
  • Evite perto do treino: excesso de chia, farelos e grandes saladas cruas se você tem desconforto gastrointestinal.

4.5) Objetivo: endurance/treinos longos (corrida, bike)

Ideia: carboidrato é protagonista. Proteína entra mais como suporte (principalmente no pós). Gorduras e fibras devem ser baixas antes do treino para reduzir risco de desconforto.

  • Pré (2–3 h): pão + geleia/mel + iogurte; ou arroz/batata + proteína magra em porção menor.
  • Pré (15–45 min): bebida esportiva, suco, banana madura, goma de carboidrato (se você usa).
  • Pós: carboidrato + proteína (ex.: leite + whey + fruta; ou sanduíche simples + iogurte).

5) Passo a passo prático para montar lanches “por blocos”

Este método evita improviso e facilita repetir combinações que funcionam. Você monta o lanche escolhendo 1 item de cada bloco, ajustando porções conforme seus macros do dia (sem recalcular tudo do zero).

Passo 1: defina o papel do lanche

  • Pré-treino: energia e conforto digestivo.
  • Pós-treino: recuperação (proteína) e reposição (carboidrato).
  • Controle de fome: proteína + fibra + volume.

Passo 2: escolha a janela de tempo

  • Até 45 min: baixo volume, baixo resíduo (pouca fibra/gordura).
  • 60–90 min: leve e previsível.
  • 2–3 h: mais completo, com fibra moderada.

Passo 3: monte com blocos

Bloco de proteína (escolha 1)

  • Whey (com água ou leite)
  • Iogurte proteico/natural
  • Queijo cottage/ricota
  • Peito de peru/frango desfiado
  • Ovos cozidos (melhor longe do treino se você tem digestão lenta)

Bloco de carboidrato (escolha 1)

  • Banana, maçã, uva, tangerina
  • Pão/torrada/tapioca
  • Arroz/batata (quando o lanche é mais “refeição”)
  • Mel/geleia (para ajuste rápido perto do treino)

Bloco de gordura (opcional, escolha 0–1)

  • Pasta de amendoim
  • Castanhas
  • Abacate

Bloco de fibra/volume (opcional, escolha 0–1)

  • Chia/linhaça/aveia (melhor longe do treino imediato)
  • Frutas com mais fibra (maçã com casca, pera)
  • Vegetais crus (quando não há treino próximo)

Passo 4: ajuste fino com “micro-itens”

Micro-itens são ajustes pequenos para bater macro sem mudar o lanche inteiro:

  • Para subir carboidrato: 1 colher de mel, mais 1 fatia de pão, mais 1 fruta.
  • Para subir proteína: aumentar iogurte, adicionar whey, incluir mais peito de peru.
  • Para subir gordura: 1 colher de pasta de amendoim, 10–15 g de castanhas (longe do treino).

6) Exemplos de montagens prontas (pré e pós) com objetivos

6.1) Kit pré-treino “rápido e leve” (treino em 30–45 min)

  • 1 banana madura
  • 1 dose pequena de whey com água (opcional)

Quando usar: você sente queda de energia se treina em jejum ou com muito tempo sem comer. Como ajustar: se o treino é muito intenso, adicione mel; se dá desconforto, mantenha só a banana.

6.2) Kit pré-treino “equilibrado” (treino em 60–90 min)

  • Tapioca média
  • Recheio de peito de peru ou frango desfiado
  • 1 fruta

Quando usar: musculação/HIIT. Como ajustar: se você precisa de mais carboidrato, aumente a tapioca; se precisa de mais proteína, aumente o recheio.

6.3) Kit pós-treino “portátil” (sem refeição próxima)

  • Whey em coqueteleira
  • 1 fruta ou 1 pão simples

Quando usar: deslocamento, trabalho, treino em horário corrido. Como ajustar: se o treino foi longo, aumente o carboidrato (mais uma fruta ou mais pão).

6.4) Kit “controle de fome” (lanche sem treino imediato)

  • Iogurte natural/proteico
  • Chia ou aveia
  • Morangos ou maçã picada

Quando usar: tarde/noite para evitar beliscos. Como ajustar: se você vai treinar em seguida, reduza chia/aveia e aumente fruta mais simples.

7) Meal prep de lanches: como deixar pronto sem perder textura

7.1) Estratégia de montagem “semi-pronta”

Para evitar lanche encharcado ou murcho, deixe componentes prontos e monte na hora:

  • Porcione proteínas: potes com iogurte já medido; saquinhos com whey; potes com frango desfiado.
  • Carboidratos prontos: pães já separados; tapioca hidratada por porção (se você usa); frutas lavadas.
  • Micro-itens: sachês de mel, porções de castanhas, canela/cacau.

7.2) Montagens que podem ficar prontas (com cuidados)

  • Overnight oats: bom para lanche distante do treino; use aveia fina e ajuste líquido para não ficar pesado.
  • Sanduíche simples: monte com recheios mais secos (frango desfiado, peito de peru). Evite tomate e molhos aquosos se vai ficar horas na geladeira.
  • Potes de fruta: maçã e uva aguentam bem; banana escurece (melhor levar inteira).

8) Segurança e logística específica para lanches

Lanches costumam ser consumidos fora de casa, então o risco é maior quando há proteína animal, laticínios e preparações úmidas.

  • Controle de temperatura: use bolsa térmica e gelo reutilizável para iogurtes, sanduíches com frango, ovos e queijos.
  • Tempo fora da geladeira: se não houver refrigeração, prefira opções estáveis (whey em pó, frutas inteiras, castanhas, pão) e adicione líquidos apenas na hora.
  • Higiene: potes bem vedados, talheres limpos, mãos higienizadas antes de comer.
  • Cheiro e aceitação: atum e ovos podem ser práticos, mas nem sempre são adequados para ambiente de trabalho; tenha alternativas neutras (iogurte, whey, sanduíche de frango).

9) Ajustes comuns e solução de problemas

9.1) “Sinto estômago pesado no treino”

  • Reduza gordura e fibra no pré-treino.
  • Troque aveia/chia por pão/tapioca/fruta mais simples.
  • Diminua volume e aumente carboidrato mais concentrado (mel/geleia) se precisar de energia.

9.2) “Treino fraco quando como pouco antes”

  • Teste carboidrato rápido 15–30 min antes (banana, suco, mel).
  • Se tolerar, inclua pequena proteína líquida (whey) e observe desempenho.

9.3) “No pós-treino fico com muita fome e exagero”

  • Garanta proteína suficiente no pós (shake ou iogurte) e planeje uma refeição sólida em seguida.
  • Inclua carboidrato adequado ao treino; pós muito “seco” (só proteína) pode aumentar fome em algumas pessoas.

9.4) “Tenho treino cedo e não consigo comer”

  • Use um pré-treino mínimo (carboidrato rápido) ou treine com café e faça um pós-treino mais estruturado.
  • Deixe o pós pronto na geladeira (shake já medido, sanduíche simples, iogurte + fruta) para reduzir atrito.

10) Roteiros práticos de montagem (checklists)

Roteiro A: pré-treino em 60–90 min (força/hipertrofia)

  • Escolha 1 carboidrato fácil: pão ou tapioca
  • Escolha 1 proteína magra: peito de peru, frango ou iogurte
  • Adicione 1 fruta (se precisar de mais energia)
  • Evite: castanhas, muita aveia, muita fibra

Roteiro B: pós-treino rápido (sem refeição por 2–3 h)

  • Escolha 1 proteína prática: whey ou iogurte proteico
  • Escolha 1 carboidrato: fruta ou pão
  • Leve em bolsa térmica se houver laticínios

Roteiro C: lanche anti-fome (sem treino próximo)

  • Escolha 1 proteína: iogurte, ovos, atum, cottage
  • Escolha 1 fibra/volume: fruta com casca, aveia/chia, vegetais
  • Inclua gordura opcional em pequena porção (castanhas) se você fica com fome rápido

Agora responda o exercício sobre o conteúdo:

Ao montar um pré-treino para consumir em 15 a 45 minutos, qual escolha tende a ser mais adequada para oferecer energia sem causar desconforto gastrointestinal?

Você acertou! Parabéns, agora siga para a próxima página

Você errou! Tente novamente.

Perto do treino (15–45 min), a prioridade é energia rápida com boa digestibilidade. Por isso, carboidratos simples e baixo volume funcionam melhor, enquanto fibras e gorduras aumentam o risco de estômago pesado e desconforto.

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