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Marketing Digital para Hotéis e Pousadas

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Conteúdos que convertem: guias, checklists, comparativos e ofertas

Capítulo 28

Tempo estimado de leitura: 0 minutos

+ Exercício

O que são “conteúdos que convertem” e por que eles funcionam

Conteúdos que convertem são peças criadas com um objetivo claro de ação: gerar um lead (contato), iniciar uma conversa no WhatsApp, levar para uma página específica, ou incentivar uma reserva. Diferente de conteúdos apenas informativos, eles reduzem a indecisão do hóspede e encurtam o caminho até a compra ao entregar clareza, comparação, segurança e um próximo passo óbvio.

Em hotéis e pousadas, conversão raramente acontece por “inspiração” apenas. O hóspede costuma ter dúvidas práticas (o que está incluso, o que muda entre opções, quais regras, o que vale mais a pena) e medos silenciosos (comprar errado, pagar mais, escolher um quarto inadequado, chegar e não ser como nas fotos). Guias, checklists, comparativos e ofertas são formatos que atacam exatamente esses pontos: organizam a decisão e transformam intenção em ação.

Como escolher o formato certo: guia, checklist, comparativo ou oferta

Antes de produzir, escolha o formato pelo tipo de dúvida que você quer resolver e pela etapa da decisão. Uma regra prática: guias explicam e orientam; checklists ajudam a não esquecer e a se preparar; comparativos ajudam a escolher entre opções; ofertas dão um motivo para agir agora.

  • Guia: quando o hóspede precisa entender um processo ou planejar (ex.: “como escolher o quarto ideal para sua viagem”).
  • Checklist: quando o hóspede precisa executar algo com segurança (ex.: “o que levar para um fim de semana romântico”).
  • Comparativo: quando o hóspede está travado entre alternativas (ex.: “Suíte com banheira vs. Suíte com varanda: qual combina com sua viagem?”).
  • Oferta: quando o hóspede já quer reservar, mas falta incentivo, clareza de condições ou um empurrão (ex.: bônus, upgrade condicionado, benefício por período).

Estrutura-base de um conteúdo que converte (independente do formato)

Para manter consistência e aumentar conversão, use uma estrutura repetível. Ela funciona tanto em blog, landing page, PDF, carrossel, e-mail ou mensagem de WhatsApp.

  • Promessa específica: deixe claro o que a pessoa vai conseguir ao final (ex.: “em 3 minutos, você vai saber qual quarto escolher”).
  • Contexto mínimo: uma ou duas frases para enquadrar o problema (sem enrolação).
  • Critérios de decisão: liste 3 a 7 critérios objetivos (ex.: privacidade, espaço, vista, acessibilidade, silêncio, proximidade de áreas comuns).
  • Prova e segurança: inclua evidências práticas (fotos, detalhes, políticas, o que está incluso, perguntas frequentes relevantes).
  • Próximo passo: uma chamada para ação única e direta (ex.: “ver disponibilidade”, “falar com a equipe”, “baixar o checklist”).

Evite colocar várias chamadas para ação competindo entre si. Em conteúdo de conversão, menos caminhos geralmente significa mais ação.

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Guias que convertem: transforme dúvidas em decisão

Um guia de conversão não é um texto longo “sobre o assunto”. Ele é uma ferramenta de escolha. O objetivo é que o hóspede termine o guia pensando: “agora eu sei o que fazer” e tenha um botão ou link para executar.

Modelos de guias para hotéis e pousadas

  • Guia de escolha de acomodação: “Qual categoria de quarto escolher para (casal / família / trabalho / pet)”.
  • Guia de planejamento de estadia: “Como montar um fim de semana de 2 noites sem correria”.
  • Guia de primeira vez: “O que esperar da experiência: horários, estacionamento, refeições, áreas comuns”.
  • Guia de ocasiões: “Como organizar um pedido de casamento / aniversário / lua de mel”.

Passo a passo para criar um guia que converte

Passo 1: defina uma decisão única. Um guia bom resolve uma decisão por vez. Exemplo: “escolher entre duas categorias de suíte” é uma decisão; “conhecer a pousada” é amplo demais.

Passo 2: liste as 10 dúvidas mais comuns sobre essa decisão. Use perguntas reais que chegam por WhatsApp, telefone e direct. Transforme em tópicos curtos.

Passo 3: organize por critérios. Em vez de responder em ordem aleatória, agrupe por critérios de escolha (conforto, privacidade, vista, ruído, acessibilidade, praticidade com crianças).

Passo 4: inclua “regras de bolso”. São frases que simplificam a escolha. Exemplo: “Se você quer dormir cedo, prefira acomodações mais afastadas da área social”.

Passo 5: adicione um bloco de confirmação. Um mini-resumo do tipo “Se você se identificou com A, escolha X; se com B, escolha Y”.

Passo 6: finalize com CTA único. Exemplo: “Ver datas disponíveis para a Suíte Varanda” ou “Falar com a equipe para indicar o quarto ideal”.

Exemplo de estrutura de guia (pronto para adaptar)

Guia: Como escolher o quarto ideal para sua viagem (em 3 minutos) 1) Para quem é este guia (casal, família, trabalho, pet) 2) Critérios rápidos de escolha (5 itens) 3) Se você prioriza silêncio: escolha X (por quê) 4) Se você prioriza vista: escolha Y (por quê) 5) Se você precisa de mais espaço: escolha Z (por quê) 6) Perguntas rápidas (FAQ) 7) Próximo passo: ver disponibilidade / falar no WhatsApp

Checklists que convertem: reduza ansiedade e aumente confiança

Checklist converte porque diminui o medo de esquecer algo e aumenta a sensação de controle. Ele também é excelente para capturar leads quando oferecido como PDF ou como mensagem automática após um contato.

Tipos de checklist com alta intenção

  • Checklist pré-viagem: documentos, roupas por clima, itens para crianças, itens para pet.
  • Checklist de chegada: horários, estacionamento, como acessar, o que fazer primeiro.
  • Checklist de experiência: “o que não pode faltar no seu fim de semana” (itens que levam a upsell, como reservar jantar, massagem, passeio).
  • Checklist de trabalho remoto: tomada, adaptadores, fone, rotina, melhores horários para silêncio.

Passo a passo para criar um checklist que gera ação

Passo 1: escolha um momento específico. Checklists funcionam melhor quando ligados a um momento real: “48 horas antes de viajar”, “no dia do check-in”, “antes de sair para o passeio”.

Passo 2: limite a 15–25 itens. Se ficar enorme, a pessoa não usa. Se precisar, crie versões por perfil (casal, família, pet) em vez de um checklist infinito.

Passo 3: misture itens neutros e itens que direcionam para serviços. Exemplo neutro: “protetor solar”. Exemplo que direciona: “reservar horário do café” (se aplicável) ou “agendar experiência com antecedência”.

Passo 4: inclua micro-instruções. Ao lado de alguns itens, adicione uma dica de 5 a 10 palavras (ex.: “Leve casaco: noites podem esfriar”).

Passo 5: inclua um CTA de utilidade. Em vez de “reserve agora”, use “Quer que a gente monte sua sugestão de quarto e horários? Chame no WhatsApp”.

Exemplo de checklist (trecho)

Checklist 48h antes do check-in (fim de semana) [ ] Confirmar horário de chegada [ ] Separar documento com foto [ ] Levar casaco leve (noite mais fria) [ ] Reservar jantar/experiência (vagas limitadas) [ ] Baixar mapa offline / salvar localização [ ] Separar itens de piscina (se for usar) [ ] Carregadores e power bank Próximo passo: envie “CHECKLIST” no WhatsApp para receber a versão em PDF

Comparativos que convertem: torne a escolha óbvia sem “empurrar”

Comparativos são conteúdos de alta conversão porque atacam o ponto mais comum de travamento: “qual opção vale mais a pena para mim?”. Quando bem feito, o comparativo não precisa ser agressivo; ele apenas organiza diferenças e sugere a melhor escolha por contexto.

Onde usar comparativos

  • Página de categorias: quando há mais de um tipo de acomodação.
  • Blog/landing: para ranquear e capturar intenção de escolha (“qual quarto escolher”).
  • WhatsApp: como resposta pronta com tabela simples e link para fotos.
  • E-mail pós-orçamento: para ajudar a decidir e reduzir idas e vindas.

Passo a passo para criar um comparativo que fecha reservas

Passo 1: selecione 2 a 4 opções. Comparar 8 categorias confunde. Se houver muitas, crie comparativos por grupos (ex.: “econômico vs. intermediário” e “intermediário vs. premium”).

Passo 2: defina 6 a 10 critérios. Critérios bons são objetivos e percebidos na experiência: metragem, cama, vista, privacidade, localização interna, acessibilidade, banheira, varanda, mesa de trabalho, proximidade de áreas comuns.

Passo 3: escreva “para quem é” em uma linha por opção. Exemplo: “Ideal para quem quer silêncio e dormir cedo”. Isso acelera a identificação.

Passo 4: inclua o ‘melhor uso’. Uma frase do tipo “melhor para 2 noites românticas” ou “melhor para 3+ noites com criança”.

Passo 5: finalize com recomendação guiada. Não é “o melhor é X”, e sim “se sua prioridade é A, escolha X; se é B, escolha Y”.

Passo 6: CTA com caminho curto. Botão para “Ver disponibilidade desta opção” e alternativa “Tirar dúvida rápida no WhatsApp”.

Modelo de tabela comparativa (adaptável)

Comparativo: Suíte Varanda vs. Suíte Jardim Critérios | Varanda | Jardim Privacidade | Alta | Muito alta Vista | Panorâmica | Verde/área interna Ruído | Médio (mais próxima da área social) | Baixo Espaço | 28m² | 30m² Melhor para | Casais que querem vista | Casais que querem silêncio Recomendação rápida: se a prioridade é vista, escolha Varanda; se é silêncio, escolha Jardim Próximo passo: ver datas e valores

Ofertas que convertem: incentive ação sem desvalorizar a diária

Oferta não precisa ser sinônimo de desconto. Em hospedagem, descontos mal planejados podem corroer margem e atrair o público errado. Ofertas que convertem bem são aquelas que aumentam valor percebido, reduzem risco e criam um motivo claro para reservar agora, com condições transparentes.

Tipos de oferta com boa percepção de valor

  • Bônus: um benefício extra em vez de reduzir preço (ex.: mimo de boas-vindas, late check-out condicionado, estacionamento incluso em datas específicas).
  • Upgrade condicionado: “reserve 2 noites em dias de menor demanda e ganhe upgrade sujeito à disponibilidade”.
  • Pacote por ocasião: estrutura pronta para um objetivo (romântico, aniversário, descanso). O diferencial é a clareza do que está incluso e como usar.
  • Garantia/segurança: condições que reduzem risco percebido (ex.: política de remarcação clara dentro de regras específicas).
  • Oferta de antecedência: benefício para quem reserva até uma data limite (melhor do que “promoção por tempo indeterminado”).
  • Oferta de permanência: incentivo para 3+ noites (aumenta ticket e reduz custo de aquisição por diária).

Checklist de uma oferta bem escrita (para página, post ou WhatsApp)

  • Nome da oferta que descreve o resultado (ex.: “Fim de semana sem pressa”).
  • Para quem é (ex.: “casais que querem descansar e comer bem”).
  • O que está incluso em bullets objetivos.
  • Condições: datas válidas, mínimo de noites, regras do benefício, sujeito à disponibilidade quando aplicável.
  • Escassez real: limite de unidades, datas específicas, ou janela de reserva (sem inventar urgência).
  • Próximo passo: um link direto para reservar ou mensagem padrão para WhatsApp.

Passo a passo para montar uma oferta com foco em conversão

Passo 1: escolha um objetivo comercial. Exemplos: aumentar ocupação em dias específicos, elevar permanência média, aumentar venda de uma categoria, reduzir cancelamentos, aumentar reservas diretas.

Passo 2: escolha um mecanismo de valor. Decida se será bônus, upgrade, permanência, antecedência, ou combinação simples (evite “combo de tudo”).

Passo 3: defina regras simples. Quanto mais regras, mais dúvidas e menos conversão. Escreva as condições em linguagem direta.

Passo 4: crie uma mensagem de 3 camadas: (1) resultado, (2) o que inclui, (3) como reservar. Isso funciona em qualquer canal.

Passo 5: prepare respostas rápidas. Liste 5 perguntas que a oferta vai gerar (datas, disponibilidade, como aplicar, política, formas de pagamento) e deixe pronto para atendimento.

Exemplo de oferta (texto-base)

Oferta: “3 noites para desligar” Para quem é: quem quer descansar sem pressa O que inclui: - 3 diárias na categoria escolhida - 1 benefício extra (ex.: late check-out) - Prioridade de agendamento de experiência (quando aplicável) Condições: válido para check-in de domingo a quarta, mediante disponibilidade, reserva até DD/MM Próximo passo: clique em “Ver disponibilidade” ou envie “3 NOITES” no WhatsApp

Como transformar um mesmo tema em 4 peças (guia + checklist + comparativo + oferta)

Uma forma eficiente de produzir sem travar é escolher um tema central e desdobrar em quatro formatos complementares. Isso cria uma “esteira” de conversão: o guia educa, o checklist dá segurança, o comparativo decide, a oferta acelera.

Passo a passo de desdobramento

Passo 1: escolha um tema de decisão. Exemplo: “viagem romântica de fim de semana”.

Passo 2: escreva o guia. “Como planejar um fim de semana romântico sem correria: horários, escolhas e prioridades”.

Passo 3: extraia o checklist. Transforme os tópicos do guia em itens acionáveis: “Checklist 48h antes + checklist do dia do check-in”.

Passo 4: crie o comparativo. Compare 2 opções que geram dúvida nesse tema (ex.: suíte com banheira vs. suíte com varanda) usando critérios ligados ao objetivo romântico.

Passo 5: encaixe uma oferta coerente. Um bônus que combina com o tema (ex.: prioridade de agendamento, mimo, late check-out condicionado) com regras claras.

Passo 6: conecte com CTAs consistentes. O guia aponta para o comparativo; o comparativo aponta para a reserva; o checklist aponta para WhatsApp; a oferta aponta para a página de disponibilidade.

CTAs e microcopy: frases que aumentam cliques e mensagens

Em conteúdo de conversão, o texto do botão e as frases ao redor (microcopy) fazem diferença. O ideal é que o CTA descreva o que acontece depois do clique, reduzindo fricção.

Modelos de CTA para cada formato

  • Guia: “Ver opções de acomodação para esta viagem”, “Quero uma sugestão rápida de quarto”.
  • Checklist: “Enviar checklist em PDF”, “Receber checklist no WhatsApp”.
  • Comparativo: “Ver fotos e disponibilidade desta opção”, “Comparar com outra categoria”.
  • Oferta: “Aplicar benefício e ver datas”, “Quero garantir esta condição”.

Microcopy para reduzir dúvidas (use perto do CTA)

  • “Resposta em até X minutos no horário comercial.”
  • “Sem compromisso: a gente só indica a melhor opção para sua data.”
  • “Você confirma a reserva apenas no final.”
  • “Condições e disponibilidade serão confirmadas antes do pagamento.”

Distribuição prática: onde publicar cada formato para gerar conversão

O mesmo conteúdo pode performar em canais diferentes, desde que adaptado ao comportamento do usuário. A lógica é: formatos longos para quem quer entender; formatos curtos para quem quer decidir rápido; formatos “salváveis” para quem quer voltar depois.

  • Guia: página no site, blog, PDF para captação, e-mail para quem pediu informações.
  • Checklist: PDF, carrossel, mensagem automática no WhatsApp, e-mail pré-chegada.
  • Comparativo: página no site, carrossel, resposta rápida no atendimento, seção dentro da página de acomodação.
  • Oferta: landing page simples, banner no site, post fixado, mensagem para lista de interessados (com permissão), e resposta pronta para quem pergunta “tem promoção?”.

Roteiro rápido de produção em 90 minutos (para sair do zero)

Quando a equipe tem pouco tempo, um roteiro com tempo marcado ajuda a publicar com consistência.

  • 15 min: escolha um tema de decisão e um formato (comece pelo comparativo ou checklist, que são mais rápidos).
  • 20 min: liste critérios/dúvidas e organize em bullets.
  • 25 min: escreva a primeira versão com estrutura-base (promessa, critérios, prova, CTA).
  • 15 min: revise para cortar excesso e deixar frases objetivas.
  • 15 min: crie 2 variações de CTA e uma resposta rápida para WhatsApp.

Se você repetir esse processo semanalmente, em poucas semanas terá uma biblioteca de conteúdos que não só informam, mas guiam o hóspede até a ação com clareza.

Agora responda o exercício sobre o conteúdo:

Ao criar um conteúdo para ajudar o hóspede a decidir entre duas categorias de acomodação, qual formato tende a converter melhor por organizar as diferenças e guiar a escolha?

Você acertou! Parabéns, agora siga para a próxima página

Você errou! Tente novamente.

O comparativo é indicado quando o hóspede está travado entre alternativas. Ele organiza diferenças por critérios objetivos e conclui com uma recomendação guiada do tipo: se a prioridade é A, escolha X; se é B, escolha Y.

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