Manejo Integrado de Pragas, Doenças e Plantas Daninhas na Agricultura Comercial

Capítulo 6

Tempo estimado de leitura: 14 minutos

+ Exercício

Conceito aplicado de MIP/MID/MIDa (o que entra na decisão)

MIP (Manejo Integrado de Pragas), MID (Manejo Integrado de Doenças) e MIDa (Manejo Integrado de Plantas Daninhas) são sistemas de tomada de decisão que combinam monitoramento, níveis de ação e táticas de controle (preventivas, culturais, biológicas e químicas) para reduzir perdas e custo por hectare, mantendo a eficácia dos produtos ao longo do tempo (gestão de resistência).

Na agricultura comercial, o “integrado” significa: 1) medir o problema com amostragem padronizada; 2) comparar com um nível de ação (econômico ou operacional); 3) escolher a intervenção mais eficiente para o momento e para o histórico do talhão; 4) executar com qualidade (aplicação); 5) registrar e auditar resultados para melhorar o protocolo.

Componentes que não podem faltar

  • Identificação correta (espécie/raça/biótipo, estádio e distribuição no talhão).
  • Amostragem e monitoramento com frequência definida e método repetível.
  • Nível de ação: ponto em que o custo do dano esperado supera o custo do controle (ou quando há risco sanitário/fitossanitário).
  • Tomada de decisão baseada em dados: pressão, clima, estádio da cultura, histórico de resistência, janela de aplicação e custo total.
  • Execução com tecnologia de aplicação adequada e rastreabilidade.

Monitoramento e amostragem: como medir pressão com padrão

Passo a passo prático de implantação do monitoramento

  1. Defina unidades de manejo: talhões e subáreas (ex.: baixadas, bordas, reboleiras históricas, áreas com falhas de palhada).
  2. Crie rotas fixas de caminhamento (em “W” ou “Z”) e pontos georreferenciados para repetição.
  3. Escolha métodos por alvo: pano de batida, rede entomológica, armadilhas, inspeção visual, avaliação de severidade/incidência, quadrats para daninhas.
  4. Padronize a frequência: semanal em fases críticas; a cada 3–4 dias em períodos de alto risco (clima favorável a doença, surtos de pragas, pós-emergência de daninhas).
  5. Registre: data, estádio da cultura, alvo, densidade/nível, localização, clima recente, presença de inimigos naturais, intervenção anterior e resultado.

Métodos de amostragem (exemplos operacionais)

AlvoMétodoUnidadeObservações práticas
Pragas desfolhadorasPano de batida / inspeçãoNº de insetos por batida ou por metroColetar em pontos fixos; registrar estádio (lagarta pequena/média/grande)
PercevejosPano de batidaNº por batidaSeparar adultos/ninfas; bordas costumam antecipar infestação
Doenças foliaresIncidência e severidade% folhas/plantas com sintomas; escala diagramáticaRegistrar terço da planta e estádio; correlacionar com chuva/umidade
DaninhasQuadrat (ex.: 0,25–1 m²) + caminhamentoPlantas/m² por espécie e estádioMapear reboleiras; diferenciar emergência recente vs. plantas perfilhadas
Insetos voadoresArmadilhas (feromônio/adesiva)Capturas por diaÚtil para tendência; não substitui inspeção na planta

Identificação: reduzir erro que custa caro

Erros comuns na identificação geram aplicações ineficientes e aceleram resistência. Procedimento prático:

  • Pragas: identificar espécie e estágio (ex.: lagartas pequenas respondem melhor a certos modos de ação; adultos podem exigir outra estratégia).
  • Doenças: diferenciar mancha foliar, ferrugem, oídio, bacteriose e fitotoxidade. Confirmar com padrão de lesão, presença de esporulação, distribuição no talhão e histórico climático.
  • Daninhas: identificar espécie e estádio (2–4 folhas, perfilhamento, pré-florescimento). Registrar suspeita de biótipo resistente quando houver falhas repetidas com o mesmo mecanismo de ação.

Quando houver dúvida, coletar amostra (folha/lesão, inseto, planta daninha com raiz) e registrar fotos com escala (moeda/régua) e localização.

Níveis de ação e tomada de decisão: do dado ao manejo

Como definir níveis de ação (na prática)

Níveis de ação podem ser: econômicos (baseados em dano x custo), operacionais (janela curta de controle, logística) ou fitossanitários (ex.: vazio sanitário e risco de disseminação). Em operação comercial, recomenda-se usar níveis de ação por cultura e fase, revisados a cada safra com base em resultados.

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Modelo simplificado para apoiar decisão econômica:

Tratar se: (Perda esperada de produtividade × Preço do produto) > (Custo total do controle por ha)

Onde “custo total” inclui: produto, operação (máquina, combustível, mão de obra), oportunidade (janela), e risco (reentrada, chuva, deriva, restrições).

Árvore de decisão (checklist rápido)

  1. O alvo está corretamente identificado? Se não, confirmar antes de aplicar.
  2. O nível observado atingiu o nível de ação? Se não, manter monitoramento e reforçar prevenção.
  3. Há janela técnica? Estádio da cultura e do alvo, previsão de chuva/vento/temperatura, umidade, orvalho.
  4. Qual tática tem melhor custo-benefício agora? Cultural/biológica/química (ou combinação).
  5. Como reduzir seleção de resistência? Rotação de mecanismos de ação, mistura correta, dose plena, alvo no estádio ideal.
  6. Como garantir qualidade de aplicação? Bico, volume, pressão, velocidade, adjuvante, compatibilidade.
  7. Registrar e programar reavaliação pós-aplicação (ex.: 48–72 h para inseticidas de choque; 7–14 dias para fungicidas conforme residual; 7–21 dias para herbicidas conforme mecanismo).

Estratégias preventivas: reduzir pressão antes de gastar com controle

Rotação e diversificação (pragas, doenças e daninhas)

  • Rotação de culturas quebra ciclos de patógenos e reduz bancos de sementes de daninhas específicas.
  • Rotação de janelas (épocas de semeadura) pode reduzir coincidência com picos de pragas.
  • Rotação de mecanismos de ação (inseticidas, fungicidas, herbicidas) evita seleção repetida no mesmo alvo.

Cultivares e sanidade

  • Resistência/tolerância genética reduz necessidade de aplicações e aumenta estabilidade de produtividade.
  • Tratamento de sementes e qualidade sanitária do material reduzem falhas iniciais e “porta de entrada” para doenças.

Vazio sanitário (quando aplicável) e eliminação de ponte verde

Em regiões e culturas com exigência legal ou recomendação técnica, o vazio sanitário reduz inóculo e quebra a continuidade do hospedeiro. Operacionalmente:

  • Mapear e eliminar plantas voluntárias e tigueras dentro do período.
  • Auditar bordas, carreadores, áreas de descarte e entorno de silos.
  • Registrar datas e evidências (checklist e fotos) para conformidade.

Manejo de bordas e áreas de risco

Bordas frequentemente concentram entrada de pragas e reboleiras de daninhas. Ações práticas:

  • Monitoramento mais intenso em bordas, vizinhança de matas, carreadores e áreas com histórico.
  • Controle localizado (aplicação dirigida/spot) quando a infestação é pontual, reduzindo custo e pressão de seleção.
  • Higiene de máquinas ao transitar entre áreas com daninhas problemáticas (evita dispersão de sementes e propágulos).

Táticas de controle: cultural, biológico e químico (com foco em eficiência e resistência)

Controle cultural (o “barato” que exige disciplina)

  • População e espaçamento adequados para reduzir microclima favorável a doenças e aumentar competitividade contra daninhas.
  • Manejo de restos culturais: reduzir fonte de inóculo quando aplicável; evitar compactação e trilhas que favoreçam reboleiras.
  • Sincronização de operações: dessecação bem feita, plantio uniforme e controle inicial de daninhas para evitar “janela de matocompetição”.

Controle biológico (planejado, não improvisado)

O biológico funciona melhor quando integrado ao monitoramento e ao manejo químico seletivo.

  • Conservação: reduzir inseticidas de amplo espectro quando inimigos naturais estão ativos; priorizar seletividade.
  • Aplicação inundativa: usar bioinseticidas/entomopatógenos no estádio correto do alvo (geralmente lagartas pequenas) e com condições ambientais adequadas (umidade, radiação).
  • Compatibilidade: checar mistura em tanque e intervalos com fungicidas/bactericidas que possam reduzir viabilidade do biológico.

Controle químico (eficiência, seletividade e resistência)

Químico é ferramenta de alta alavancagem, mas exige gestão de resistência e execução perfeita.

Princípios para reduzir resistência

  • Rotacionar mecanismos de ação entre aplicações e safras (não apenas marcas comerciais).
  • Evitar subdose e aplicações “no limite” quando o alvo já passou do estádio ideal.
  • Usar misturas somente quando tecnicamente justificadas e com mecanismos complementares (evitar “mistura de conveniência”).
  • Limitar número de aplicações por mecanismo na safra, conforme recomendações técnicas e rótulo.
  • Integrar com cultural/biológico para reduzir a necessidade de repetição.

Eficiência por alvo (exemplos de lógica)

  • Insetos: priorizar aplicação quando a maioria está em estádios mais suscetíveis; ajustar cobertura no dossel onde o inseto se alimenta.
  • Doenças: fungicidas protetores exigem cobertura e antecedência; curativos têm janela curta; sistêmicos dependem de planta ativa e dose correta.
  • Daninhas: herbicidas pós-emergentes têm melhor performance em plantas jovens; pré-emergentes exigem posicionamento (umidade/chuva para ativação) e palhada compatível.

Boas práticas de aplicação: tecnologia de pulverização e qualidade

Checklist de pré-aplicação (passo a passo)

  1. Objetivo da aplicação: alvo, estádio, produto(s), dose, volume/ha, horário.
  2. Condições climáticas: vento, temperatura, umidade relativa, risco de inversão térmica, previsão de chuva.
  3. Equipamento: bicos corretos, filtros limpos, pontas sem desgaste, manômetro funcionando, barra nivelada.
  4. Calibração: vazão por bico, pressão, velocidade real, volume aplicado.
  5. Qualidade da água: pH, dureza, turbidez; necessidade de condicionador.
  6. Compatibilidade de calda: teste de jarra quando houver mistura; ordem de mistura.
  7. Plano anti-deriva: classe de gotas, altura de barra, bordaduras, bicos antideriva quando necessário.
  8. Segurança e conformidade: EPI, sinalização, intervalo de reentrada e carência conforme rótulo.

Calibração: o mínimo que garante dose correta

Rotina prática (pulverizador de barra):

  • Verificar vazão coletando por 1 minuto em pelo menos 10% dos bicos; substituir bicos com variação acima do limite interno (ex.: >10%).
  • Confirmar velocidade no campo (GPS) e ajustar para manter estabilidade da barra.
  • Calcular volume e ajustar pressão/bicos para atingir o alvo (cobertura x deriva).

Fórmula útil:

Volume (L/ha) = (600 × Vazão do bico (L/min)) / (Espaçamento entre bicos (cm) × Velocidade (km/h))

Condições climáticas e deriva

  • Vento: evitar rajadas e direção para áreas sensíveis; usar faixas de segurança e reduzir altura de barra.
  • Temperatura e UR: temperaturas altas e UR baixa aumentam evaporação; preferir horários com melhor condição e gotas menos finas quando necessário.
  • Inversão térmica: risco elevado de deriva; evitar aplicações com neblina baixa e ar parado ao amanhecer/anoitecer em certas condições.

Compatibilidade de caldas e ordem de mistura

Regras práticas:

  • Usar água limpa; corrigir pH/dureza quando recomendado.
  • Adicionar produtos na ordem técnica indicada em rótulo/bula; quando não houver, adotar procedimento interno com teste de jarra.
  • Manter agitação; evitar “parar com calda pronta” por longos períodos.
  • Adjuvantes: usar apenas quando houver ganho técnico (cobertura, espalhamento, antideriva) e compatibilidade comprovada.

Registro de operações (rastreabilidade e melhoria contínua)

Modelo mínimo de registro por aplicação:

  • Talhão, data/hora início-fim, operador, equipamento, bicos, volume/ha, velocidade, pressão.
  • Produto(s), mecanismo(s) de ação, dose/ha, lote, validade.
  • Clima (vento, temperatura, UR), condição de solo/folha (orvalho), observações de deriva.
  • Motivo da aplicação (nível observado x nível de ação), alvo e estádio.
  • Reavaliação: data, resultado, necessidade de reaplicação e lições aprendidas.

Plano de manejo por cultura: calendário, indicadores e auditoria interna

A seguir, um modelo de plano replicável. Ajuste níveis de ação e produtos conforme recomendações técnicas locais, rótulos e histórico do talhão.

Estrutura do plano (template)

FaseRisco principalMonitoramentoNível de ação (exemplo)Ação preferencialIndicadores
Pré-plantioDaninhas perenes/voluntárias; inóculoVistoria + mapa de reboleirasPresença em reboleiras > X m²Controle localizado + prevenção% área limpa; reboleiras eliminadas
Emergência–V4Competição inicial; pragas iniciais; damping-off2x/semanaFalhas crescentes; praga acima do nívelCultural + químico seletivo quando necessárioEstande preservado; % controle daninhas
VegetativoDesfolha; doenças foliares iniciaisSemanal (ou 3–4 dias em risco)Severidade/incidência em tendência de altaRotação de MOA; foco em coberturaÁrea foliar preservada; AACPD reduzida
ReprodutivoPercevejos; ferrugens/manchas; escapes de daninhasSemanal + bordasPraga/doença no nível de açãoIntervenção rápida + qualidade de aplicaçãoQualidade de grãos/vagens; perdas evitadas

Plano aplicado: Soja (MIP/MID/MIDa)

JanelaO que monitorarComo amostrarDecisãoBoas práticas-chave
Pré-semeaduraDaninhas (buva, capim-amargoso, trapoeraba), tiguerasMapeamento por reboleiras + bordasDefinir dessecação e/ou controle localizado; planejar pré-emergenteEvitar plantas grandes; alternar mecanismos; higiene de máquinas
V1–V4Lagartas iniciais, percevejos iniciais, doenças de plântula, daninhas em pósPano de batida + inspeção; quadrat para daninhasTratar somente ao atingir nível de ação; priorizar seletividadeAplicar no estádio jovem do alvo; ajustar gotas/cobertura
V5–R1Manchas foliares, oídio (quando ocorre), desfolhaSeveridade/incidência por pontos fixosEntrada preventiva/curativa conforme risco climático e tendênciaRotação de fungicidas por MOA; cobertura no terço médio
R1–R6Percevejos, lagartas, ferrugens/manchas, escapes de daninhasPano de batida; inspeção de folhas; bordasIntervenção rápida ao nível de ação; spot para escapesEvitar deriva; respeitar carência; registrar eficácia

Plano aplicado: Milho (MIP/MID/MIDa)

JanelaO que monitorarComo amostrarDecisãoBoas práticas-chave
Pré-plantioDaninhas e cobertura; cigarrinha (pressão regional)Vistoria + armadilhas/tendência quando aplicávelPlanejar pré e pós; ajustar estratégia conforme pressãoEvitar falhas de controle inicial; bordas como sentinela
VE–V6Lagarta-do-cartucho, percevejos, daninhas pósInspeção no cartucho + pano quando aplicável; quadratTratar no início do ataque (cartucho) ao nível de açãoDirecionar aplicação ao cartucho; volume e gotas adequados
V7–VTDoenças foliares (manchas), pragas tardiasSeveridade/incidência; pontos fixosFungicida conforme risco e tendência; rotação MOABoa cobertura no dossel; evitar aplicações fora de janela
R1–R5Doenças e pragas de espiga (quando presentes)Inspeção de espigas e folhasIntervir se houver risco econômico e janela técnicaRespeitar carência; foco em qualidade de grão

Plano aplicado: Algodão (MIP/MID/MIDa)

JanelaO que monitorarComo amostrarDecisãoBoas práticas-chave
Pré-plantioDaninhas difíceis; plantas voluntárias; bordasMapeamento + bordasEstratégia de pré + pós; controle de reboleirasEvitar seleção por repetição; limpeza de equipamentos
InicialPragas iniciais (sugadores), daninhasInspeção por plantas + pontos fixosIntervir ao nível de ação; priorizar seletividadeEvitar amplo espectro sem necessidade; preservar inimigos naturais
Vegetativo–ReprodutivoLagartas, bicudo (onde ocorre), doenças foliaresArmadilhas + inspeção; severidade/incidênciaCombinar táticas (cultural/biológico/químico) conforme pressãoRotação MOA rigorosa; qualidade de aplicação no dossel
FinalEscapes e reinfestações; qualidade de fibraMonitoramento direcionadoControle localizado e ajustes finaisRegistro e auditoria para próxima safra

Indicadores (KPIs) e auditoria interna do manejo

Indicadores recomendados por talhão

  • Pressão do alvo: média e tendência (ex.: insetos/ponto; % severidade; plantas daninhas/m²).
  • Eficiência de controle: % redução pós-aplicação (com reamostragem padronizada).
  • Custo por hectare por alvo e por fase (incluindo operação).
  • Número de aplicações por mecanismo de ação na safra (alerta de resistência).
  • Qualidade de aplicação: variação de vazão dos bicos, volume real, condições climáticas registradas.
  • Ocorrência de falhas: reboleiras persistentes, escapes, reinfestações rápidas, fitotoxidade.

Rotina de auditoria interna (mensal ou por fase crítica)

  1. Auditar registros: se toda aplicação tem justificativa (nível observado), clima e parâmetros do pulverizador.
  2. Checar aderência ao plano: frequência de monitoramento realizada vs. planejada.
  3. Revisar eficácia: comparar reamostragem pós-aplicação com meta interna.
  4. Revisar resistência: identificar padrões de falha por mecanismo de ação e ajustar rotação/misturas.
  5. Inspecionar equipamento: desgaste de bicos, filtros, barra, controladores, uniformidade.
  6. Ajustar calendário: antecipar janelas de risco com base em clima e histórico do talhão.

Agora responda o exercício sobre o conteúdo:

No manejo integrado (MIP/MID/MIDa), qual sequência descreve melhor a lógica de decisão para definir se e como intervir em um talhão?

Você acertou! Parabéns, agora siga para a próxima página

Você errou! Tente novamente.

O manejo integrado usa dados de monitoramento e um nível de ação para decidir a intervenção. Depois, escolhe a tática mais adequada, garante qualidade de aplicação e registra/avalia resultados para melhorar o protocolo e apoiar a gestão de resistência.

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