Integração pericial em simulados: como pensar “caso completo” na prova e no laudo
Em concursos para Médico-Legista, é comum a cobrança por casos integrados: um enunciado com contexto, uma requisição formal, achados objetivos (local, exame externo/interno, exames laboratoriais) e um bloco de quesitos. O candidato precisa demonstrar raciocínio pericial: levantar hipóteses compatíveis com os achados, indicar exames complementares pertinentes, redigir uma conclusão tecnicamente defensável e responder quesitos com limites de inferência (o que dá para afirmar, o que é provável e o que é indeterminado).
Neste capítulo, você treinará por simulados temáticos. Cada caso traz: narrativa objetiva, requisição, achados e quesitos. Sua tarefa é: (1) formular hipóteses; (2) selecionar exames complementares; (3) redigir conclusão; (4) responder quesitos. Em seguida, há gabarito comentado com foco em padrões de cobrança e linguagem típica de laudo.
Passo a passo prático para resolver casos integrados (modelo de prova)
- 1) Separe “fatos” de “interpretações”: copie mentalmente apenas achados descritivos (lesões, distribuição, sinais internos, resultados numéricos). Evite inferir dinâmica antes de consolidar os dados.
- 2) Liste hipóteses em ordem de plausibilidade: uma hipótese principal e 1–2 diferenciais, sempre ancoradas em achados.
- 3) Defina exames complementares com finalidade: para cada exame, diga “para quê” (confirmar mecanismo, excluir diferencial, documentar, quantificar).
- 4) Conclusão em camadas: (a) causa médica provável/compatível; (b) meio/instrumento quando sustentado; (c) natureza jurídica quando possível; (d) limitações (decomposição, ausência de dados, exames pendentes).
- 5) Responda quesitos com linguagem pericial: “compatível com”, “não se pode afirmar”, “não há elementos para”, “há elementos sugestivos de”. Evite certezas sem suporte.
Simulado 1 — Morte violenta por instrumento contundente (agressão em via pública)
Narrativa objetiva
Vítima masculina, 34 anos, encontrada caída em calçada após relato de briga. Atendimento pré-hospitalar constatou ausência de sinais vitais. Encaminhada ao IML.
Requisição de exame
Autoridade policial requisita necropsia para esclarecer causa da morte, existência de lesões traumáticas, possível instrumento, sinais de defesa e estimativa de intervalo pós-morte (IPM) aproximado.
Achados descritos
Exame externo: escoriações em face e dorso de mãos; equimose periocular esquerda; ferida contusa em região parietal direita com bordas irregulares e pontes dérmicas; edema em couro cabeludo. Ausência de ferimentos perfurocortantes. Roupas com sujidade e abrasões compatíveis com queda/arrasto.
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Exame interno: hematoma subgaleal extenso em região parietotemporal direita; fratura linear de osso temporal; hemorragia subdural aguda com efeito de massa; edema cerebral. Sem lesões viscerais relevantes. Conteúdo gástrico com alimento parcialmente digerido.
Exames complementares disponíveis: alcoolemia 0,9 g/L. Sem outros exames no momento.
Quesitos (treino)
- 1) Qual a causa da morte?
- 2) As lesões são compatíveis com queda da própria altura?
- 3) Há sinais de defesa?
- 4) É possível inferir o instrumento?
- 5) Estimar IPM aproximado com base nos dados fornecidos.
O que você deve produzir
- Hipótese principal e diferenciais (queda acidental, agressão, acidente com impacto).
- Exames complementares: imagem post-mortem (se disponível), histopatologia de bordas/hemorragias, toxicologia ampliada se pertinente, documentação fotográfica e radiografias de crânio.
- Conclusão em linguagem de laudo.
Gabarito comentado (raciocínio e limites)
- 1) Causa da morte: traumatismo cranioencefálico com hemorragia subdural aguda e edema cerebral (mecanismo: hipertensão intracraniana/herniação, quando aplicável). Comentário: a formulação “TCE com HSD aguda” é padrão e suficiente.
- 2) Compatibilidade com queda da própria altura: não se pode excluir queda, mas o conjunto (ferida contusa parietal + fratura temporal + HSD + contexto de briga) é mais compatível com impacto significativo, podendo decorrer de agressão e/ou queda com impacto contra superfície rígida. Comentário: provas cobram evitar afirmação categórica sem reconstrução do evento; use “compatível” e “não se pode excluir”.
- 3) Sinais de defesa: escoriações em dorso de mãos podem ser compatíveis com defesa ativa (bloqueio/contato), porém também podem ocorrer por queda. Comentário: responda como “achados sugestivos, não específicos”.
- 4) Instrumento: lesões contusas sugerem ação de instrumento contundente ou impacto contra superfície rígida; não é possível individualizar (ex.: “barra”, “pedra”) apenas pelos achados descritos. Comentário: limite de inferência clássico.
- 5) IPM aproximado: com os dados fornecidos, apenas estimativa ampla; conteúdo gástrico parcialmente digerido pode sugerir poucas horas após refeição, mas é variável; alcoolemia não define IPM. Comentário: em prova, valorize a prudência: “não há elementos suficientes para estimativa precisa; sugere-se intervalo de horas, a depender de outros sinais cadavéricos não informados”.
Simulado 2 — Asfixia por constrição cervical (suspeita de enforcamento vs estrangulamento)
Narrativa objetiva
Vítima feminina, 28 anos, encontrada em quarto, suspensa por lençol preso a ponto alto. Cena preservada parcialmente por familiares antes da chegada da perícia. Encaminhada ao IML.
Requisição de exame
Necropsia para esclarecer causa da morte, mecanismo asfíxico, compatibilidade com enforcamento, presença de lesões de luta e coleta de vestígios.
Achados descritos
Exame externo: sulco em região cervical, oblíquo ascendente, mais evidente em lado direito; marcas de impressão do tecido. Petéquias conjuntivais discretas. Escoriações lineares superficiais em antebraços. Sem ferimentos por arma branca/arma de fogo.
Exame interno: infiltração hemorrágica em planos musculares cervicais anterior-laterais discreta; ausência de fratura de cornos do hióide; cartilagens laríngeas sem fraturas; congestão visceral. Pulmões com edema. Ausência de lesões internas traumáticas relevantes.
Exames complementares sugeridos: coleta de material sob unhas, swabs de pescoço (se houver suspeita de contato), documentação fotográfica detalhada do sulco e nós/amarrações (quando disponíveis).
Quesitos (treino)
- 1) A morte decorre de asfixia? Qual mecanismo mais provável?
- 2) Os achados são compatíveis com enforcamento típico?
- 3) Há elementos de estrangulamento manual?
- 4) As escoriações em antebraços indicam luta?
- 5) Quais coletas/exames complementares são prioritários?
Gabarito comentado (raciocínio e limites)
- 1) Mecanismo: achados são compatíveis com asfixia mecânica por constrição cervical. O padrão do sulco (oblíquo ascendente) favorece enforcamento. Comentário: em prova, descreva “asfixia mecânica por constrição do pescoço” e, quando possível, “compatível com enforcamento”.
- 2) Compatibilidade com enforcamento: sulco oblíquo ascendente com marca do tecido é compatível. Comentário: “típico” depende de detalhes de ponto de suspensão, nó, posição do corpo e integridade da cena; como houve manipulação por familiares, ressalte limitação.
- 3) Estrangulamento manual: não há achados fortes (ausência de fraturas laríngeas/hióide e infiltração discreta não exclui). Comentário: estrangulamento pode não fraturar estruturas, especialmente em jovens; portanto, responda “não há elementos suficientes para afirmar; não se pode excluir”.
- 4) Escoriações em antebraços: podem ser autoinfligidas, por contato com superfícies ou por contenção; são inespecíficas. Comentário: padrão de defesa costuma envolver múltiplas lesões em mãos/antebraços, mas não é obrigatório.
- 5) Prioridades: documentação do sulco e do material de suspensão (se disponível), coleta sob unhas, swabs de áreas de possível contato, preservação de vestes/lençol para fibras/DNA, e correlação com exame de local. Comentário: prova cobra integração com vestígios e cadeia de custódia, sem prometer resultado.
Simulado 3 — Arma de fogo (lesão torácica com projétil retido)
Narrativa objetiva
Vítima masculina, 22 anos, encontrada em via pública após disparos. Socorro acionado, óbito no local. Encaminhada ao IML.
Requisição de exame
Necropsia para determinar causa da morte, trajetória, distância provável do disparo (se possível), recolhimento de projétil e descrição de lesões associadas.
Achados descritos
Exame externo: ferimento circular em hemitórax anterior esquerdo, bordas invertidas, halo de escoriação. Ausência de tatuagem evidente a olho nu. Ferimento irregular em dorso, região escapular esquerda, com bordas evertidas (suspeita de saída) não presente; em vez disso, há apenas um ferimento. Sem outras perfurações. Mãos sem fuligem visível.
Exame interno: trajeto transfixante de parede torácica para cavidade, lesão pulmonar esquerda, hemotórax volumoso. Projétil alojado em musculatura paravertebral esquerda. Sem lesão cardíaca. Fratura de costela adjacente ao trajeto.
Exames complementares sugeridos: radiografias para localização de projétil e fragmentos; coleta de resíduos de disparo (quando indicado e dentro da janela/condições); documentação fotográfica com escala; acondicionamento do projétil.
Quesitos (treino)
- 1) Qual a causa da morte?
- 2) Há elementos para definir distância do disparo?
- 3) Descrever a trajetória (sentido geral) com base nos achados.
- 4) O projétil deve ser retirado? Como proceder?
- 5) É possível afirmar homicídio/suicídio/acidente apenas pelo exame?
Gabarito comentado (raciocínio e limites)
- 1) Causa da morte: choque hipovolêmico/hemorrágico por hemotórax secundário a ferimento por projétil de arma de fogo com lesão pulmonar. Comentário: em prova, a forma “hemorragia interna (hemotórax) por PAF” é bem aceita.
- 2) Distância: ausência de tatuagem/fuligem visível não permite afirmar disparo à distância; pode haver limpeza, roupa interposta, iluminação inadequada ou avaliação incompleta. Comentário: responda “não há elementos suficientes para estimar; necessário exame detalhado de pele/vestes e, se possível, testes específicos”.
- 3) Trajetória: de anterior para posterior, da esquerda para região paravertebral esquerda, com leve inclinação conforme posição do projétil. Comentário: evite ângulos numéricos sem medidas; descreva “sentido geral” e ressalte que posição do corpo no momento do disparo pode alterar interpretação.
- 4) Retirada do projétil: sim, quando localizado e acessível, deve ser retirado, descrito, fotografado, acondicionado adequadamente e encaminhado para exame balístico, mantendo cadeia de custódia. Comentário: prova cobra “recolhimento e preservação”, não técnica cirúrgica detalhada.
- 5) Natureza jurídica: não é possível definir apenas pelo exame necroscópico; depende de investigação e exame do local. Comentário: padrão de cobrança: “o laudo descreve e conclui sobre causa e meio; a dinâmica e autoria são da investigação”.
Simulado 4 — Intoxicação (morte súbita com suspeita de overdose e polifarmácia)
Narrativa objetiva
Vítima masculina, 41 anos, encontrada sem vida em residência. Ao lado do corpo, frascos de medicamentos (ansiolítico e analgésico opioide) e bebida alcoólica. Sem sinais externos de violência. Encaminhada ao IML.
Requisição de exame
Necropsia para esclarecer causa da morte, investigar intoxicação exógena, coletar amostras para toxicologia e avaliar comorbidades.
Achados descritos
Exame externo: sem lesões traumáticas relevantes. Cianose discreta. Espuma em orofaringe. Sem sinais de injeção evidentes (não exclui).
Exame interno: congestão visceral generalizada; edema pulmonar acentuado; conteúdo gástrico com odor alcoólico. Fígado com esteatose moderada. Coração sem alterações macroscópicas significativas.
Coletas realizadas: sangue periférico, urina, humor vítreo, conteúdo gástrico, fragmentos de fígado e rim. (Resultados toxicológicos ainda não disponíveis.)
Quesitos (treino)
- 1) Os achados macroscópicos permitem afirmar intoxicação como causa?
- 2) Quais hipóteses devem constar como principais e diferenciais?
- 3) Quais exames complementares são essenciais e por quê?
- 4) Como redigir a conclusão enquanto aguarda toxicologia?
- 5) Como lidar com a presença de frascos/álcool na cena na redação pericial?
Gabarito comentado (raciocínio e limites)
- 1) Afirmação de intoxicação: não. Edema pulmonar e congestão são achados inespecíficos. Comentário: prova cobra reconhecer inespecificidade e dependência de toxicologia.
- 2) Hipóteses: principal: morte súbita a esclarecer com suspeita de intoxicação exógena (polifármacos/álcool). Diferenciais: causa cardíaca funcional (arritmia), broncoaspiração, outras causas metabólicas. Comentário: não inventar doença específica sem achado.
- 3) Exames essenciais: toxicologia abrangente (triagem e confirmação), alcoolemia, pesquisa de opioides/benzodiazepínicos e outros depressores, eventualmente histopatologia pulmonar (edema/aspiração) e cardíaca (quando indicado). Comentário: sempre vincule exame à pergunta (“confirmar/excluir”).
- 4) Conclusão com exames pendentes: “causa da morte indeterminada no momento, aguardando exames toxicológicos”, ou “achados compatíveis com depressão respiratória/intoxicação, a confirmar por toxicologia”, conforme prudência. Comentário: padrão de cobrança: não fechar diagnóstico sem confirmação.
- 5) Cena (frascos/álcool): mencionar como informação de investigação (“foi informado/constatado pela autoridade requisitante”), sem transformar em prova conclusiva. Comentário: diferencie “dados de contexto” de “achados necroscópicos”.
Simulado 5 — Violência sexual (exame de vítima viva com integração médico-legal)
Narrativa objetiva
Vítima feminina, 19 anos, relata conjunção carnal forçada por conhecido há cerca de 12 horas, com uso de força física e ameaça. Refere banho após o fato e troca de roupas. Procura atendimento para exame pericial.
Requisição de exame
Exame de corpo de delito em vítima viva para constatar vestígios de violência sexual e lesões corporais, orientar coletas e responder quesitos sobre compatibilidade entre relato e achados.
Achados descritos
Anamnese dirigida (registrada objetivamente): dor genital, sangramento discreto, sem perda de consciência. Nega uso voluntário de drogas. Refere contenção pelos punhos.
Exame físico geral: equimoses em face medial de punhos bilateralmente; escoriações em joelhos. Sem outras lesões.
Exame genital: hiperemia vulvar; pequena fissura em fúrcula posterior; dor à palpação. Sem lacerações extensas. (Exame realizado com técnica adequada e documentação.)
Coletas: swabs vaginal/cervical e anal conforme protocolo e história; swabs orais se pertinente; coleta de roupas disponíveis (as do momento do exame); amostras de referência para DNA. Profilaxias e encaminhamentos assistenciais realizados conforme rotina assistencial (sem detalhar medicação em laudo pericial, quando não exigido).
Quesitos (treino)
- 1) Há lesões corporais? São compatíveis com contenção?
- 2) Há vestígios/lesões compatíveis com conjunção carnal recente?
- 3) O banho e a troca de roupas inviabilizam a prova?
- 4) É possível afirmar ausência de violência sexual se não houver sêmen?
- 5) Como redigir conclusão sem extrapolar para consentimento/autoria?
Gabarito comentado (raciocínio e limites)
- 1) Lesões e contenção: equimoses em punhos são compatíveis com preensão/contensão, mas não são exclusivas. Comentário: “compatível” e “não específico” é linguagem-chave.
- 2) Compatibilidade com conjunção carnal: hiperemia e fissura em fúrcula podem ser compatíveis com relação sexual recente e/ou trauma; não permitem, isoladamente, afirmar violência. Comentário: provas cobram separar “conjunção carnal” de “não consentimento”.
- 3) Banho/troca de roupas: reduzem chance de recuperação de vestígios, mas não inviabilizam; ainda pode haver DNA, lesões, vestígios em cavidades, unhas, e em roupas atuais. Comentário: resposta padrão: “dificulta, não exclui”.
- 4) Ausência de sêmen: não exclui violência sexual (uso de preservativo, ausência de ejaculação, tempo decorrido, higiene, coleta tardia). Comentário: limite de inferência muito cobrado.
- 5) Conclusão: deve afirmar apenas achados e compatibilidades: presença de lesões corporais e genitais compatíveis com a narrativa de contenção e contato genital, com ressalvas; não concluir sobre consentimento, autoria ou tipificação penal. Comentário: “o laudo não julga; descreve e correlaciona”.
Modelos de resposta (treino de linguagem de laudo)
Modelo de conclusão — morte violenta (contundente)
Conclusão: Os achados necroscópicos evidenciam traumatismo cranioencefálico, com fratura de osso temporal e hemorragia subdural aguda, compatíveis com ação de energia contundente/impacto contra superfície rígida, determinando hemorragia intracraniana e edema cerebral, causa suficiente para o óbito. Não há elementos, apenas com os achados descritos, para individualizar o instrumento ou reconstruir a dinâmica com precisão, recomendando-se correlação com exame do local e demais elementos investigativos.Modelo de conclusão — asfixia por constrição cervical
Conclusão: Constatam-se achados compatíveis com asfixia mecânica por constrição cervical, com sulco de características que favorecem enforcamento. Considerando informações de possível alteração da cena, a determinação da dinâmica depende de correlação com exame do local e investigação.Modelo de conclusão — arma de fogo
Conclusão: O óbito decorreu de hemorragia interna (hemotórax) secundária a ferimento por projétil de arma de fogo com lesão pulmonar. O projétil foi localizado, removido e acondicionado para encaminhamento a exame balístico, preservando-se a cadeia de custódia. Não há elementos suficientes para inferir a distância do disparo apenas com os dados apresentados, recomendando-se avaliação de vestes e documentação completa das lesões.Modelo de conclusão — suspeita de intoxicação (exames pendentes)
Conclusão: Os achados macroscópicos são inespecíficos, com edema pulmonar e congestão visceral, não permitindo, no momento, estabelecer causa definitiva do óbito. Considera-se a hipótese de intoxicação exógena, a ser confirmada ou afastada mediante exames toxicológicos das amostras coletadas.Modelo de conclusão — violência sexual (vítima viva)
Conclusão: Constatam-se lesões corporais (equimoses em punhos) compatíveis com preensão/contensão, bem como achados genitais (hiperemia e fissura em fúrcula posterior) compatíveis com contato genital recente e/ou trauma local. Foram realizadas coletas para pesquisa de vestígios biológicos. Os achados não permitem inferir consentimento, autoria ou circunstâncias além da compatibilidade médico-legal com a narrativa apresentada.Checklist de exames complementares por padrão de cobrança (para escolher no simulado)
- Trauma/morte violenta: radiografias/TC post-mortem quando disponível; histopatologia em dúvidas específicas; alcoolemia/toxicologia quando contexto sugere; documentação fotográfica e correlação com local.
- Asfixias: documentação minuciosa do pescoço e estruturas; coleta sob unhas; preservação de laços/tecidos; correlação com cena; considerar histopatologia em dúvidas.
- Arma de fogo: radiografias para projétil/fragmentos; descrição de entrada/saída; exame de vestes; recolhimento de projétil e fragmentos; avaliação de resíduos quando tecnicamente indicada.
- Intoxicações: painel toxicológico (triagem + confirmação), alcoolemia; amostras múltiplas (sangue periférico, urina, humor vítreo, conteúdo gástrico, fígado); interpretar com cautela e contexto.
- Violência sexual: coletas conforme tempo e relato (swabs, unhas, roupas), documentação de lesões, amostras de referência para DNA; correlação entre relato e achados sem extrapolar.