O que são programas na inicialização e processos em segundo plano
Quando você liga o computador, o sistema operacional precisa carregar componentes essenciais (drivers, serviços do sistema, interface gráfica) e, além disso, pode iniciar automaticamente aplicativos e serviços de terceiros. Esses itens automáticos são chamados, de forma geral, de “programas na inicialização”. Já os “processos em segundo plano” são tarefas que continuam rodando mesmo quando você não está usando ativamente um aplicativo na tela. Eles podem ser legítimos e necessários (por exemplo, sincronização de nuvem, antivírus, drivers de áudio) ou podem ser dispensáveis (atualizadores, assistentes, launchers, telemetria de apps, utilitários que você não usa).
O impacto prático é simples: quanto mais itens iniciam junto com o sistema, mais tempo o computador leva para ficar pronto para uso e maior tende a ser o consumo de memória (RAM), CPU e disco. Em segundo plano, muitos processos competem por recursos, causando lentidão ao abrir programas, engasgos em videochamadas, atrasos ao digitar e aumento do uso do disco.
Diferença entre “aplicativo”, “processo” e “serviço”
Para gerenciar bem, vale separar três conceitos:
Aplicativo (app/programa): o que você instala e abre (navegador, editor, mensageiro). Pode ter um componente que inicia com o sistema.
Processo: uma instância em execução de um programa. Um único aplicativo pode abrir vários processos (ex.: navegadores e apps de comunicação).
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Serviço: um tipo especial de processo que roda em segundo plano, muitas vezes sem interface, e pode iniciar antes mesmo de você fazer login. Serviços podem ser do sistema ou de terceiros (ex.: serviço de atualização, serviço de impressora).
Em geral, o gerenciamento de “inicialização” lida com apps e alguns componentes auxiliares. Já o gerenciamento de “segundo plano” envolve processos e serviços que podem estar consumindo recursos continuamente.
Por que tantos programas entram na inicialização
Muitos aplicativos se configuram para iniciar automaticamente por conveniência: mensageiros querem estar prontos para receber mensagens, ferramentas de nuvem querem sincronizar arquivos, drivers instalam painéis de controle, e alguns programas adicionam “agentes” para verificar atualizações. O problema é que essa conveniência tem custo. Se você usa um aplicativo apenas ocasionalmente, não faz sentido ele ocupar recursos desde o momento em que o computador liga.
Um bom objetivo é: inicialização enxuta (somente o essencial) e segundo plano controlado (somente o que traz benefício real para você).
Como decidir o que manter e o que desativar
Critérios práticos (sem adivinhação)
Você precisa disso imediatamente ao ligar? Ex.: antivírus, driver de touchpad, áudio, gerenciador de senhas (se você usa o tempo todo). Se a resposta for “não”, considere desativar da inicialização.
É um componente de hardware? Itens ligados a vídeo, áudio, teclado, mouse, impressora, webcam e VPN corporativa costumam ser importantes. Nem sempre precisam iniciar, mas desativar pode remover funções (atalhos, perfis, efeitos, hotkeys).
É um “atualizador” ou “helper”? Muitos são dispensáveis na inicialização. O programa pode atualizar quando você o abrir, ou você pode deixar o atualizador rodar em horários específicos.
Consome muito recurso? Se um item tem “alto impacto” na inicialização ou fica usando CPU/disco em segundo plano, é um forte candidato a revisão.
Você reconhece o nome e o fabricante? Se não reconhece, investigue antes de desativar. Nomes estranhos podem ser apenas componentes legítimos, mas também podem indicar software indesejado.
O que normalmente é seguro desativar (exemplos comuns)
Launchers de jogos e lojas (quando você não joga todo dia).
Atualizadores automáticos de aplicativos que você usa raramente.
Assistentes de impressora que só são necessários ao imprimir (o driver continua funcionando; o “monitor” é que pode ser dispensável).
Apps de chat que você não usa mais (ou que você prefere abrir manualmente).
Ferramentas de captura de tela/gravadores que você usa ocasionalmente.
O que exige mais cuidado
Antivírus/antimalware principal.
Serviços de criptografia, backup e sincronização que você depende para trabalho.
Drivers e utilitários do fabricante do notebook (teclas de função, energia, touchpad).
Componentes de VPN corporativa, EDR e ferramentas de segurança da empresa.
Passo a passo no Windows: gerenciar programas na inicialização
Método 1: Gerenciador de Tarefas (mais direto)
Este é o caminho mais comum para controlar o que inicia com o Windows.
1) Pressione Ctrl + Shift + Esc para abrir o Gerenciador de Tarefas.
2) Se ele abrir no modo simples, clique em “Mais detalhes”.
3) Vá até a aba “Inicializar” (ou “Inicialização”, dependendo da versão).
4) Observe as colunas “Status” e “Impacto na inicialização”. Itens com impacto Alto são os que mais atrasam o início.
5) Clique com o botão direito no item que você quer impedir de iniciar e selecione “Desabilitar”.
6) Reinicie o computador em um momento conveniente e avalie se algo importante deixou de funcionar.
Exemplo prático: você vê “LauncherXYZ” com impacto Alto e percebe que só usa esse programa aos fins de semana. Desabilitar esse item costuma reduzir o tempo até o computador ficar responsivo após o login.
Método 2: Configurações do Windows (lista amigável)
1) Abra Configurações.
2) Vá em Aplicativos > Inicialização.
3) Você verá uma lista de apps com um botão de ligar/desligar.
4) Desative os que não precisam iniciar automaticamente.
Esse método é bom para apps “modernos” e alguns programas comuns, mas nem sempre mostra tudo. Se um item não aparecer aqui, ele pode estar registrado por outro mecanismo (serviço, tarefa agendada, chave de registro) e o Gerenciador de Tarefas costuma ser mais completo.
Passo a passo no Windows: controlar processos em segundo plano (sem “matar” o que é do sistema)
Entendendo o que você está vendo
Na aba “Processos” do Gerenciador de Tarefas, você verá categorias como Apps, Processos em segundo plano e Processos do Windows. Em geral, o foco do usuário deve ser: identificar apps e processos de terceiros que estão consumindo recursos sem necessidade.
Como identificar o que está pesando
1) Abra o Gerenciador de Tarefas (Ctrl + Shift + Esc).
2) Na aba Processos, clique no topo das colunas CPU, Memória e Disco para ordenar do maior para o menor.
3) Observe quais itens ficam constantemente no topo por mais de alguns minutos (picos rápidos podem ser normais).
4) Clique com o botão direito no processo e escolha “Abrir local do arquivo” para ver de onde ele vem (útil para reconhecer o fabricante).
5) Se for um app que você abriu e não precisa mais, você pode usar “Finalizar tarefa” para encerrar naquele momento.
Boa prática: use “Finalizar tarefa” como medida pontual. Se o mesmo programa sempre volta e incomoda, o ajuste correto costuma ser desativar a inicialização ou mudar a configuração do próprio aplicativo para não ficar residente.
O que evitar ao encerrar processos
Evite finalizar itens em “Processos do Windows” se você não souber exatamente o que são.
Evite encerrar processos de driver (vídeo/áudio/touchpad) durante uma tarefa importante, pois pode causar travamentos temporários da interface.
Se você estiver em uma chamada de vídeo, evite encerrar processos relacionados a câmera, áudio e rede.
Controle de aplicativos em segundo plano (Windows): permissões e comportamento
Além de processos tradicionais, alguns aplicativos têm permissão para executar tarefas em segundo plano (sincronizar, receber notificações, atualizar conteúdo). Você pode limitar isso para reduzir consumo de bateria e recursos, especialmente em notebooks.
Ajuste de permissões (quando disponível)
1) Abra Configurações > Aplicativos.
2) Entre em Aplicativos instalados (ou “Apps e recursos”).
3) Selecione um app e procure opções relacionadas a execução em segundo plano (a disponibilidade varia por versão e tipo de app).
4) Defina para não permitir em segundo plano quando fizer sentido (ex.: app de notícias que você não precisa notificar).
Exemplo prático: um app de e-mail pessoal pode ficar em segundo plano para notificar mensagens, mas um app de compras não precisa rodar o dia todo.
Passo a passo no macOS: itens de login e processos em segundo plano
Gerenciar itens de login (inicialização)
1) Abra Ajustes do Sistema (ou Preferências do Sistema, dependendo da versão).
2) Vá em Geral > Itens de Início de Sessão (Login Items).
3) Na lista “Abrir ao iniciar sessão”, remova ou desative apps que não precisam abrir automaticamente.
4) Verifique também a seção de “Permitir em segundo plano” (quando disponível) e desative o que não for necessário.
Exemplo prático: se um app de reunião abre sozinho sempre que você liga o Mac, mas você só usa em dias específicos, remova dos itens de início e abra manualmente quando precisar.
Monitorar consumo em segundo plano
1) Abra o Monitor de Atividade.
2) Ordene por % CPU ou Memória para ver os maiores consumidores.
3) Se um aplicativo estiver consumindo recursos sem necessidade, selecione-o e use a opção de encerrar (com cautela).
No macOS, muitos processos com nomes técnicos são do próprio sistema. O foco deve ser identificar apps de terceiros que você reconhece e que estão consumindo recursos de forma persistente.
Passo a passo no Linux (ambiente desktop): inicialização e serviços
No Linux, o gerenciamento varia conforme o ambiente (GNOME, KDE, XFCE) e a distribuição. Ainda assim, há padrões.
Aplicativos de inicialização (sessão do usuário)
1) Procure por “Aplicativos de Inicialização” ou “Startup Applications” no menu do sistema.
2) Revise a lista e desative entradas que não sejam necessárias.
3) Reinicie a sessão (logout/login) para testar.
Serviços (systemd) com cuidado
Serviços do sistema podem iniciar automaticamente. Alterar serviços exige mais cautela, porque pode afetar rede, impressão, bluetooth e outros componentes. Se você tiver familiaridade, pode verificar serviços habilitados, mas a recomendação em manutenção básica é: priorize desativar apps de inicialização da sessão do usuário antes de mexer em serviços do sistema.
# Exemplos informativos (não execute sem entender o que faz):
# Listar serviços habilitados:
systemctl list-unit-files --state=enabled
# Ver status de um serviço específico:
systemctl status nome-do-servicoEstratégia segura: fazer mudanças sem perder controle
Regra do “um por vez”
Desative poucos itens por vez (por exemplo, 2 a 4), reinicie e observe. Se você desativar 15 coisas de uma vez e algo parar de funcionar (atalhos do teclado, áudio, sincronização), fica difícil descobrir o culpado.
Crie uma lista do “antes”
Antes de mexer, anote (ou tire uma captura) da lista de inicialização. Assim, você consegue reverter rapidamente.
Como reverter
Se algo importante deixou de iniciar (por exemplo, um software de VPN que você precisa para trabalhar), volte ao Gerenciador de Tarefas (Windows) ou Itens de Início (macOS) e habilite novamente o item. Em geral, a reversão é imediata após reiniciar ou fazer logout/login.
Casos comuns e como resolver na prática
“Meu computador liga, mas fica lento por alguns minutos”
Isso costuma acontecer quando muitos itens iniciam ao mesmo tempo: sincronizadores, atualizadores, indexadores e apps de comunicação. A ação prática é reduzir a concorrência no início.
Desative da inicialização tudo o que não é essencial.
Mantenha apenas: segurança, drivers e o que você realmente precisa ao ligar.
Se você precisa de um app, mas não imediatamente, deixe para abrir manualmente após o sistema estabilizar.
“Tem um processo consumindo CPU o tempo todo”
Se for um app de terceiros, primeiro identifique a origem (nome, fabricante, local do arquivo). Em seguida:
Encerrar a tarefa (medida imediata).
Verificar nas configurações do próprio app se há opção como “Iniciar com o sistema”, “Rodar em segundo plano”, “Minimizar para a bandeja”. Desative o que for desnecessário.
Se o app for útil, mas pesado, considere deixar para abrir só quando precisar.
“Vários programas ficam na bandeja (perto do relógio)”
A bandeja do sistema costuma concentrar apps residentes: mensageiros, nuvem, áudio, GPU, utilitários. Nem tudo ali precisa iniciar automaticamente.
Revise quais ícones realmente precisam estar ativos o tempo todo.
Desative a inicialização dos que você só usa ocasionalmente.
Se um app é necessário, mas você não quer o ícone, procure opção de “iniciar minimizado” ou “ocultar na bandeja” (isso não melhora desempenho, mas reduz poluição visual).
Entendendo “impacto na inicialização” e como interpretar
No Windows, o “impacto na inicialização” é uma estimativa baseada em tempo e consumo de recursos durante o boot e login. Use como guia, não como verdade absoluta. Um item com impacto “Baixo” pode ser desnecessário e, somado a muitos outros “Baixos”, virar um problema. Da mesma forma, um item “Alto” pode ser essencial (por exemplo, um componente de segurança).
Uma forma simples de priorizar:
Primeiro, desative itens com impacto Alto que você não precisa.
Depois, revise itens de impacto Médio.
Por último, avalie os de impacto Baixo se ainda houver excesso.
Checklist rápido de gerenciamento (para usar no dia a dia)
Na inicialização, mantenha apenas o essencial: segurança, drivers e ferramentas que você usa imediatamente.
Se um app “precisa” ficar aberto para funcionar (sincronização, notificações), confirme se você realmente precisa desse comportamento.
Ao notar lentidão, verifique CPU/Memória/Disco no gerenciador e identifique o maior consumidor persistente.
Faça mudanças gradualmente e teste após reiniciar.
Se não reconhecer um item, investigue pelo fabricante e local do arquivo antes de desativar.