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Analista do IBGE: Estudo Avançado em Estatística, Geografia e Políticas Públicas

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Geografia econômica para Analista do IBGE: estrutura produtiva, redes e territorialização

Capítulo 7

Tempo estimado de leitura: 15 minutos

+ Exercício

Geografia econômica, no contexto do trabalho do IBGE, é a leitura territorial da produção, da circulação e do consumo, conectando estruturas produtivas (setores e firmas), redes (urbanas, logísticas e financeiras) e desigualdades regionais. O foco analítico é explicar “onde” a atividade econômica se localiza, “por que” se organiza dessa forma e “como” isso se traduz em indicadores mensuráveis e comparáveis entre regiões.

1) Estrutura produtiva e divisão territorial do trabalho

A divisão territorial do trabalho descreve como diferentes etapas da produção e diferentes setores se distribuem no espaço: algumas regiões concentram comando e serviços avançados, outras se especializam em transformação industrial, outras em produção primária e logística. Essa divisão não é apenas “setorial”; ela envolve funções (P&D, montagem, processamento, distribuição, back-office) e graus de poder de decisão (sede vs. filial, centro vs. periferia).

1.1 Como operacionalizar a estrutura produtiva por território

Uma forma direta de caracterizar a estrutura produtiva regional é decompor o produto e o valor gerado por setor e comparar com emprego e produtividade.

  • PIB: medida agregada do valor final produzido no território em determinado período.
  • VAB setorial: valor adicionado bruto por setor (agropecuária, indústria, serviços e desagregações), útil para entender “de onde vem” o PIB.
  • Emprego e massa salarial: aproximam a dimensão social e o mercado de trabalho ligado à estrutura produtiva.
  • Produtividade aparente do trabalho: aproximação do valor gerado por trabalhador (ex.: VAB/ocupados), comparável entre setores e regiões com cautela.

1.2 Passo a passo: leitura territorial com PIB/VAB, emprego e produtividade

Objetivo: identificar perfis regionais (industrial, agroindustrial, serviços avançados, serviços de baixa produtividade) e tensões (alto VAB com baixo emprego; alto emprego com baixo VAB).

  • Passo 1 — Defina a unidade territorial: Brasil, UF, mesorregião/região imediata, município, arranjos urbanos. Garanta comparabilidade temporal (mudanças de limites exigem harmonização).
  • Passo 2 — Monte uma tabela básica: para cada território, reúna VAB por setor, PIB total, ocupados por setor (ou total) e, se possível, massa salarial.
  • Passo 3 — Calcule participações: participação do setor no VAB do território e participação do território no VAB nacional do setor.
  • Passo 4 — Calcule produtividade: produtividade setorial = VAB setorial / ocupados setoriais (ou produtividade total = PIB/ocupados). Compare com média nacional do setor.
  • Passo 5 — Interprete em conjunto: (i) setor com alta participação no VAB e alta produtividade sugere especialização competitiva; (ii) alta participação no emprego e baixa produtividade sugere serviços pessoais/baixa complexidade; (iii) alta produtividade com baixo emprego pode indicar capital-intensidade (refino, mineração, energia).
Exemplo de tabela (estrutura mínima por território i e setor s):
VAB_{i,s}, VAB_{i,total}, Emp_{i,s}, Emp_{i,total}
Participação setorial: p_{i,s} = VAB_{i,s} / VAB_{i,total}
Produtividade setorial: prod_{i,s} = VAB_{i,s} / Emp_{i,s}

2) Localização industrial, economias de aglomeração e especialização

A localização industrial resulta de custos (terra, trabalho, energia), acesso a mercados, infraestrutura, políticas públicas, disponibilidade de insumos e economias de aglomeração (ganhos por proximidade: fornecedores, mão de obra especializada, conhecimento, serviços técnicos). A indústria tende a formar polos e corredores, conectados por logística e por redes urbanas.

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2.1 Quociente locacional (QL): especialização regional

O quociente locacional compara a importância de um setor em um território com a importância do mesmo setor em uma região de referência (Brasil, macro-região). Ele é uma métrica-chave para identificar especializações e possíveis “bases exportadoras” (no sentido de atender mercados externos ao território).

QL_{i,s} = (Emp_{i,s} / Emp_{i,total}) / (Emp_{ref,s} / Emp_{ref,total})
Interpretação típica:
QL > 1: setor relativamente mais concentrado no território (especialização)
QL ≈ 1: estrutura semelhante à referência
QL < 1: setor sub-representado

2.2 Passo a passo: calcular e mapear QL

  • Passo 1 — Escolha variável: emprego (mais comum), VAB setorial (quando disponível), número de estabelecimentos. Emprego costuma ser mais estável e comparável.
  • Passo 2 — Defina referência: Brasil ou a macro-região. A referência muda a interpretação (especialização “no Brasil” vs. “no Nordeste”).
  • Passo 3 — Calcule QL para cada território e setor.
  • Passo 4 — Classifique (ex.: <0,75; 0,75–1,25; 1,25–2; >2) e produza mapa temático por setor.
  • Passo 5 — Valide com escala e base: QL alto em município pequeno pode ocorrer com poucos empregos. Use um filtro mínimo (ex.: Emp_{i,s} ≥ 200) ou apresente junto o tamanho absoluto.

2.3 Concentração e desigualdade espacial: Herfindahl e Gini

Além de saber “quem é especializado”, interessa medir “quão concentrada” está uma atividade no espaço. Dois indicadores úteis:

  • Herfindahl-Hirschman (HHI) de concentração espacial: soma dos quadrados das participações territoriais de um setor. Quanto maior, mais concentrado.
  • Gini aplicado à distribuição territorial (por exemplo, distribuição do emprego industrial entre municípios): quanto maior, mais desigual a distribuição.
Para um setor s, participação do território i no total do setor:
share_{i,s} = Emp_{i,s} / Σ_i Emp_{i,s}
HHI_s = Σ_i (share_{i,s})^2
Leitura: HHI alto indica poucos territórios dominando o setor.

2.4 Passo a passo: medir concentração espacial de um setor

  • Passo 1 — Selecione o setor (ex.: fabricação de veículos; abate e processamento; TI; intermediação financeira).
  • Passo 2 — Calcule share_{i,s} para todos os territórios.
  • Passo 3 — Calcule HHI e compare entre setores (quais são mais concentrados?).
  • Passo 4 — Faça ranking dos maiores shares e avalie dependência territorial (ex.: top-5 territórios respondem por X% do setor).
  • Passo 5 — Cruze com QL: um setor pode ser concentrado nacionalmente (HHI alto) e, ao mesmo tempo, gerar especializações locais intensas (QL muito alto em poucos lugares).

3) Cadeias produtivas, complexos agroindustriais e territorialização

Cadeias produtivas são encadeamentos de atividades desde insumos até distribuição e serviços associados. A geografia econômica observa como esses elos se territorializam: onde estão fornecedores, plantas de processamento, centros de distribuição, portos, e onde se localizam serviços técnicos e financeiros.

Nos complexos agroindustriais, a produção primária se articula com processamento (alimentos, biocombustíveis, têxteis), logística (armazenagem, transporte), serviços (assistência técnica, certificação) e mercados (interno e exportação). A territorialização depende de clima/solo, infraestrutura, acesso a crédito, regulação e presença de tradings e cooperativas.

3.1 Métricas para evidenciar encadeamentos no território

  • Co-localização setorial: correlação espacial entre QLs de setores encadeados (ex.: grãos e esmagamento; pecuária e frigoríficos; mineração e metalurgia).
  • Estrutura VAB vs. emprego: processamento pode elevar VAB local sem elevar proporcionalmente emprego (capital-intensivo).
  • Dinâmica do emprego: crescimento/queda por setor e território indica reestruturação da cadeia (ex.: deslocamento de plantas, automação, mudança de rota logística).

3.2 Passo a passo: identificar um complexo agroindustrial com evidências

Exemplo didático: complexo soja (produção, armazenagem, esmagamento, biodiesel, logística de exportação).

  • Passo 1 — Defina elos: produção agrícola (soja), indústria (óleos e gorduras, biodiesel), serviços (transporte, armazenagem), comércio exterior (se aplicável).
  • Passo 2 — Selecione territórios: municípios produtores, regiões imediatas, corredores até portos/terminais.
  • Passo 3 — Calcule QL para cada elo e mapeie.
  • Passo 4 — Meça concentração (HHI) para identificar se o processamento está mais concentrado que a produção.
  • Passo 5 — Analise produtividade: VAB industrial/emprego industrial nos territórios com plantas de processamento.
  • Passo 6 — Conecte com logística: sobreponha mapa de QL com eixos rodoviários/ferroviários/hidroviários e localização de armazéns/terminais.

4) Serviços, finanças e comando do território

Os serviços são heterogêneos: vão de serviços pessoais e administração pública a serviços intensivos em conhecimento (TIC, engenharia, P&D, consultoria) e finanças (intermediação, seguros, gestão de ativos). Em geral, serviços avançados e finanças tendem a se concentrar em grandes centros urbanos por efeitos de aglomeração, proximidade a mercados e densidade de redes corporativas.

4.1 Indicadores úteis para serviços e finanças

  • Participação do VAB de serviços no PIB territorial e sua decomposição (quando disponível).
  • QL de serviços avançados (por emprego) para identificar centralidades.
  • Concentração espacial (HHI/Gini) para medir centralização em poucos polos.
  • Dinâmica de emprego em serviços modernos vs. tradicionais, captando reestruturação urbana.

4.2 Leitura geográfica: centralidade, hierarquia urbana e comando

Territórios com alta concentração de serviços avançados e finanças costumam exercer funções de comando sobre áreas mais amplas: sedes empresariais, decisões de investimento, serviços especializados e intermediação. Essa centralidade se manifesta em fluxos (commuting, migração, cargas) e em redes urbanas (cidades-polo e suas áreas de influência).

5) Logística, circulação e redes: conectando produção e território

A economia se organiza em redes de fluxos: pessoas (deslocamentos diários e migração), mercadorias (cargas), informação e capital. A logística (infraestrutura e serviços de transporte/armazenagem) reduz custos de circulação e redefine vantagens locacionais, criando corredores e nós (portos, entroncamentos, plataformas logísticas).

5.1 Fluxos de pessoas: commuting e migração

  • Commuting (deslocamento pendular): indica integração funcional entre municípios (trabalho/estudo), revelando regiões urbanas de fato, nem sempre coincidentes com limites administrativos.
  • Migração: realoca população e força de trabalho, afetando oferta de trabalho, demanda por serviços e dinâmica imobiliária; pode sinalizar atração por polos ou expulsão por crise/setor em declínio.

5.2 Fluxos de cargas e especialização logística

Fluxos de cargas evidenciam corredores de exportação, abastecimento metropolitano e integração de cadeias. A leitura territorial combina: (i) origem/destino de cargas; (ii) modais (rodovia, ferrovia, hidrovia, cabotagem); (iii) nós logísticos; (iv) composição setorial do que circula.

5.3 Passo a passo: construir uma análise de rede urbana com commuting

  • Passo 1 — Estruture a matriz OD (origem-destino) de deslocamentos: linhas = origem, colunas = destino, valores = número de pessoas.
  • Passo 2 — Calcule indicadores simples: taxa de saída (proporção que trabalha/estuda fora), taxa de atração (entradas), saldo pendular (entradas − saídas).
  • Passo 3 — Identifique polos: destinos com alta atração e saldo positivo; avalie se coincidem com alta participação de serviços avançados/indústria.
  • Passo 4 — Delimite áreas de influência: para cada município, atribua o principal destino (maior fluxo) e mapeie “bacias de commuting”.
  • Passo 5 — Relacione com desigualdade: compare renda/emprego entre polos e municípios-dormitório; verifique se há dependência de poucos destinos (risco em choques setoriais).
Indicadores a partir de OD:
Saída_i = Σ_j OD_{i→j} (j≠i)
Entrada_i = Σ_j OD_{j→i} (j≠i)
Saldo_i = Entrada_i - Saída_i
Taxa de saída = Saída_i / Ocupados_residentes_i (ou população ocupada)

6) Dinâmica regional do emprego e reestruturação produtiva

A dinâmica do emprego permite observar expansão, estagnação e declínio setorial no território, frequentemente associados a mudanças tecnológicas, abertura/fechamento de plantas, políticas de incentivo, choques de preços de commodities e mudanças logísticas.

6.1 Métricas práticas para dinâmica

  • Taxa de crescimento do emprego setorial e total por território (comparar períodos).
  • Participação setorial no emprego do território (mudanças estruturais).
  • Shift-share (decomposição) como ferramenta descritiva: separar efeito nacional do setor, efeito estrutural (mix setorial) e efeito regional (competitividade local). Use como diagnóstico, não como causalidade.

6.2 Passo a passo: leitura rápida de mudança estrutural com tabelas

  • Passo 1 — Monte tabela em dois tempos: Emp_{i,s,t0} e Emp_{i,s,t1}.
  • Passo 2 — Calcule variações: ΔEmp_{i,s} e taxa %.
  • Passo 3 — Identifique setores líderes: maiores contribuições para o crescimento (absoluto) e maiores taxas (relativo), com filtro de base.
  • Passo 4 — Cruze com QL: crescimento em setor já especializado pode reforçar trajetória; crescimento em setor não especializado pode indicar diversificação.
  • Passo 5 — Verifique coerência com VAB: emprego cresce sem VAB pode sugerir informalidade/baixa produtividade; VAB cresce sem emprego pode sugerir automação/capital-intensidade.

7) Desigualdades regionais: como conectar conceitos a evidências

Desigualdades regionais aparecem como diferenças persistentes de renda, produtividade, acesso a serviços e oportunidades. Na geografia econômica, elas são interpretadas como resultado de: (i) especializações distintas; (ii) centralização de serviços avançados e finanças; (iii) infraestrutura e conectividade; (iv) posição nas cadeias (atividades de maior valor vs. menor valor); (v) capacidade estatal e políticas territoriais.

7.1 Roteiro de análise integrada (checklist)

  • Estrutura: VAB setorial e participação no PIB.
  • Especialização: QL por setor (com filtro de tamanho).
  • Concentração: HHI/Gini por setor (quem domina onde).
  • Produtividade: VAB/emprego (comparar com referência).
  • Dinâmica: crescimento do emprego e mudanças estruturais.
  • Redes: commuting/migração/cargas (integração e dependência).
  • Interpretação territorial: relacionar resultados com infraestrutura, hierarquia urbana e posição na cadeia.

8) Estudos de caso (com mapas temáticos e interpretação de tabelas)

Estudo de caso 1 — “Corredor agroexportador”: produção primária dispersa, processamento seletivo e logística

Pergunta: a região é apenas produtora primária ou também agrega valor industrial? Como a logística organiza a territorialização?

Mapa 1 (temático): QL da produção agrícola (ou emprego agro) por município/região imediata. Mapa 2: QL da indústria de alimentos/biocombustíveis. Mapa 3: rede logística (rodovias/ferrovias/hidrovias, terminais) sobreposta aos QLs.

Tabela para interpretação (exemplo de colunas): VAB agro, VAB indústria, VAB serviços; Emprego por setor; produtividade industrial; participação do território no VAB nacional do setor; distância/tempo até terminal logístico.

  • Leitura esperada: QL alto na produção pode ser amplo; QL alto no processamento tende a ser mais pontual (poucos nós). Se HHI do processamento for alto, há forte concentração em poucos municípios-polo.
  • Hipóteses territoriais: presença de plantas onde há entroncamentos, energia e escala; serviços logísticos e financeiros se concentram em cidades-polo do corredor.

Estudo de caso 2 — “Polo industrial e sua região funcional”: aglomeração, commuting e desigualdade intra-regional

Pergunta: o polo industrial organiza uma região funcional de trabalho? Há municípios-dormitório e desigualdade de oportunidades?

Mapa 1: QL da indústria de transformação. Mapa 2: saldo pendular (commuting) por município. Mapa 3: participação de serviços avançados (QL) nos municípios centrais.

Tabela para interpretação: entradas/saídas pendulares, saldo, taxa de saída; emprego industrial e de serviços; produtividade (VAB/emprego) nos municípios do polo vs. entorno.

  • Leitura esperada: municípios com saldo pendular positivo tendem a coincidir com maior densidade de empregos industriais e serviços; municípios com alta taxa de saída podem ter baixa base produtiva local.
  • Conexão com desigualdade: se renda/emprego qualificado se concentra no polo e a periferia depende do commuting, surgem pressões sobre transporte, habitação e serviços públicos.

Estudo de caso 3 — “Serviços e finanças”: centralidade urbana e comando regional

Pergunta: quais cidades exercem comando por serviços avançados e finanças? Como isso se relaciona com concentração e hierarquia urbana?

Mapa 1: QL de serviços avançados. Mapa 2: QL de finanças/seguros (ou proxy por emprego). Mapa 3: rede urbana (fluxos de commuting ou migração) destacando nós centrais.

Tabela para interpretação: participação do VAB de serviços no PIB; HHI de finanças (concentração nacional); ranking de cidades por entradas pendulares e por emprego em serviços avançados.

  • Leitura esperada: HHI alto em finanças indica centralização; QL elevado em poucos centros sugere comando e polarização. A rede de fluxos tende a convergir para esses centros.
  • Implicações territoriais: maior capacidade de atrair mão de obra qualificada, reforçando vantagens cumulativas; periferias podem ficar restritas a serviços de baixa produtividade.

Estudo de caso 4 — “Reestruturação e choque setorial”: quando a especialização vira vulnerabilidade

Pergunta: um território muito especializado (QL alto) está vulnerável a choques? Como detectar sinais em emprego e concentração?

Mapa 1: QL do setor dominante. Mapa 2: variação do emprego no setor (t0–t1). Mapa 3: diversificação (ex.: número de setores com QL>1,25 ou participação dos 3 maiores setores no emprego).

Tabela para interpretação: QL, emprego absoluto, taxa de crescimento, participação no emprego total, produtividade, e participação do território no total nacional do setor.

  • Leitura esperada: queda de emprego em setor com QL alto e alta participação no emprego total indica risco socioeconômico. Se o setor também for altamente concentrado (HHI alto), choques podem ser territorialmente intensos.
  • Uso para políticas públicas: orientar diversificação produtiva, qualificação, infraestrutura e atração de elos de maior valor na cadeia.

9) Boas práticas de apresentação: mapas temáticos e tabelas para evidência territorial

9.1 Mapas: escolhas que afetam a interpretação

  • Taxas e razões (QL, produtividade) são mais comparáveis que valores absolutos, mas precisam de filtro de base para evitar ruído.
  • Classificação: use classes interpretáveis e consistentes entre mapas (mesmas quebras) para comparação temporal/espacial.
  • Normalização: para fluxos (commuting/cargas), considere taxas por população/ocupados e destaque principais ligações (top-N) para legibilidade.

9.2 Tabelas: como guiar leitura analítica

  • Ordene por contribuição (maior participação no VAB/emprego) e inclua variação temporal.
  • Mostre referência (média nacional/setorial) para produtividade e participações.
  • Combine tamanho e intensidade: apresente QL junto com emprego absoluto e, quando possível, produtividade.

Agora responda o exercício sobre o conteúdo:

Ao usar o quociente locacional (QL) para analisar a especialização setorial de um território, qual procedimento ajuda a evitar interpretações enganosas quando o território é muito pequeno?

Você acertou! Parabéns, agora siga para a próxima página

Você errou! Tente novamente.

QL alto pode ocorrer em municípios pequenos com poucos empregos. Para reduzir ruído, recomenda-se filtrar por base mínima (ex.: Emp ≥ 200) ou mostrar QL acompanhado do tamanho absoluto.

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Geografia urbana para Analista do IBGE: metropolização, segregação e uso do solo

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