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Curso de Direito Constitucional completo do básico ao avançado

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54 páginas

Direito Constitucional Administrativo

Capítulo 39

Tempo estimado de leitura: 3 minutos

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O Direito Constitucional Administrativo é uma das áreas mais fascinantes do Direito Constitucional. É a disciplina que estuda as normas e princípios que regem a Administração Pública e suas relações com a sociedade e os demais poderes do Estado. É, portanto, um campo de estudo essencial para qualquer pessoa que deseje compreender a estrutura e o funcionamento do Estado brasileiro.

A Constituição Federal de 1988, em seu Título III, Capítulo VII, dispõe sobre a Administração Pública. Nesse capítulo, estão previstos os princípios que devem nortear a atuação da Administração, bem como as normas que regulam os servidores públicos, os militares, as licitações e contratos, as concessões de serviço público, entre outros temas. O estudo dessas normas é fundamental para a compreensão do Direito Constitucional Administrativo.

Os princípios que regem a Administração Pública são o ponto de partida para o estudo do Direito Constitucional Administrativo. São eles: legalidade, impessoalidade, moralidade, publicidade e eficiência. Esses princípios têm a função de garantir que a Administração atue sempre em prol do interesse público, evitando desvios de conduta e abusos de poder.

A legalidade, por exemplo, é o princípio que estabelece que a Administração só pode fazer o que a lei permite. A impessoalidade, por sua vez, determina que a Administração não pode favorecer ou prejudicar pessoas em razão de critérios pessoais. A moralidade exige que a Administração atue de forma ética e honesta. A publicidade garante a transparência das ações administrativas. Por fim, a eficiência exige que a Administração atue de forma a obter os melhores resultados com os recursos disponíveis.

Outro tema de grande relevância no Direito Constitucional Administrativo é o regime jurídico dos servidores públicos. A Constituição estabelece uma série de direitos e deveres para os servidores, como a obrigatoriedade de concurso público para ingresso, a estabilidade após três anos de efetivo exercício, a possibilidade de acumulação de cargos, entre outros. O estudo desse regime é fundamental para entender o funcionamento da máquina pública e as garantias dos servidores.

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As licitações e contratos administrativos também são temas centrais do Direito Constitucional Administrativo. A Constituição estabelece que a Administração deve contratar mediante licitação, salvo nos casos especificados em lei. Além disso, a Constituição prevê uma série de princípios que devem nortear as licitações, como a isonomia, a legalidade, a impessoalidade, a moralidade, a publicidade, a probidade administrativa e a vinculação ao instrumento convocatório.

Por fim, o Direito Constitucional Administrativo também estuda as concessões de serviço público. A Constituição prevê que o serviço público pode ser prestado diretamente pelo Estado ou por terceiros, mediante concessão, permissão ou autorização. O estudo desse tema é fundamental para entender como o Estado pode delegar a prestação de serviços à iniciativa privada, sem abdicar de sua responsabilidade de garantir o atendimento ao interesse público.

Em suma, o Direito Constitucional Administrativo é uma disciplina ampla e complexa, que exige um estudo aprofundado e constante. No entanto, seu domínio é fundamental para qualquer pessoa que deseje compreender a estrutura e o funcionamento do Estado brasileiro.

Agora responda o exercício sobre o conteúdo:

_Qual dos seguintes princípios NÃO é um dos que regem a Administração Pública, de acordo com o Direito Constitucional Administrativo?

Você acertou! Parabéns, agora siga para a próxima página

Você errou! Tente novamente.

Os princípios que regem a Administração Pública são: legalidade, impessoalidade, moralidade, publicidade e eficiência. A imparcialidade não é expressamente um desses princípios segundo o artigo 37 da Constituição Federal de 1988.

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