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Redação para Concursos: Estrutura, Coesão e Repertório sem Enrolação

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12 páginas

Coesão e conectivos com intenção lógica

Capítulo 6

Tempo estimado de leitura: 0 minutos

+ Exercício

Coesão é o conjunto de recursos linguísticos que “costura” as partes do texto, permitindo que o leitor acompanhe a progressão das ideias sem tropeços. Em redação de concurso, coesão não é enfeite: é ferramenta de controle lógico. Quando você escolhe um conectivo, você não está apenas “variando palavras”; você está declarando a relação entre duas informações (causa, consequência, contraste, condição, exemplificação, conclusão parcial, ressalva, finalidade etc.).

O problema mais comum é usar conectivos como se fossem sinônimos universais (“além disso”, “portanto”, “todavia”) sem intenção lógica definida. Isso gera incoerência local: a frase até é gramatical, mas a relação entre as ideias fica errada ou vaga. A correção passa por um princípio simples: conectivo é uma etiqueta de relação. Antes de escrever o conectivo, você precisa saber qual relação quer marcar.

1) Coesão x coerência: o que muda na prática

Coesão é o mecanismo de ligação; coerência é o sentido global. Um texto pode ter conectivos e pronomes bem usados (coesão) e ainda assim defender algo contraditório (incoerência). Por outro lado, um texto pode ter uma ideia boa, mas ficar difícil de ler por falta de amarração (falha de coesão).

Na prática de concurso, a banca costuma penalizar: (a) saltos lógicos (o leitor não entende como você chegou ali); (b) conectivos inadequados (você afirma uma relação que não existe); (c) repetição excessiva de conectivos genéricos; (d) períodos longos com muitas relações misturadas sem sinalização.

2) Intenção lógica: a pergunta que guia o conectivo

Para usar conectivos com intenção lógica, faça uma pergunta antes de ligar duas frases/orações:

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  • Eu quero somar uma informação? (adição)

  • Eu quero opor/limitar o que foi dito? (contraste/ressalva)

  • Eu quero explicar a causa? (causa)

  • Eu quero mostrar o efeito? (consequência)

  • Eu quero dar um exemplo? (exemplificação)

  • Eu quero detalhar/precisar? (especificação)

  • Eu quero concluir uma etapa do raciocínio? (síntese/conclusão parcial)

  • Eu quero estabelecer condição? (condição)

  • Eu quero indicar finalidade? (finalidade)

  • Eu quero comparar? (comparação)

O conectivo correto é o que responde à sua intenção. Se você não consegue nomear a relação, o problema não é “falta de conectivo”: é falta de clareza na ligação entre as ideias.

3) Tipos de conectivos por função (com uso objetivo)

3.1 Adição (somar argumentos ou informações)

Use quando a segunda ideia reforça ou complementa a primeira, sem mudar o rumo do raciocínio.

  • Conectivos úteis: além disso; ademais; também; ainda; bem como; não só... mas também; de igual modo.

Exemplo: “A digitalização de serviços reduz filas e deslocamentos. Além disso, amplia a transparência ao permitir rastreamento de solicitações.”

Erro típico: usar adição quando, na verdade, há contraste. “O sistema é eficiente. Além disso, apresenta falhas graves.” (Aqui não é soma; é oposição/ressalva.)

3.2 Contraste e ressalva (oposição, limite, contraponto)

Use quando a segunda ideia restringe, corrige, relativiza ou contrasta com a primeira.

  • Conectivos úteis: porém; contudo; todavia; no entanto; entretanto; ainda assim; apesar disso; por outro lado; em contrapartida; embora (subordinativo); apesar de (subordinativo).

Exemplo: “A ampliação do policiamento pode reduzir crimes em áreas críticas. No entanto, sem inteligência e controle externo, aumenta-se o risco de abusos.”

Ressalva (nuance): “É uma medida relevante, mas insuficiente.” Aqui você não nega a primeira ideia; você limita.

3.3 Causa (por que algo acontece)

Use quando a segunda ideia explica o motivo da primeira.

  • Conectivos úteis: porque; pois (antes do verbo, com valor explicativo); visto que; já que; uma vez que; dado que; em razão de; devido a.

Exemplo: “A evasão escolar tende a crescer em contextos de crise, pois muitas famílias priorizam a renda imediata.”

Atenção: “pois” pode ser conclusivo quando vem depois do verbo (“...; fez, pois, o necessário”). Em redação, prefira estruturas claras para evitar ambiguidade.

3.4 Consequência (efeito, resultado)

Use quando a segunda ideia é efeito da primeira.

  • Conectivos úteis: portanto; assim; desse modo; logo; por conseguinte; de modo que; de forma que; consequentemente.

Exemplo: “A falta de saneamento eleva a incidência de doenças de veiculação hídrica; consequentemente, aumenta a demanda por atendimento básico.”

Erro típico: “portanto” sem premissa suficiente. Se você não apresentou base, o “portanto” soa como salto.

3.5 Exemplificação e ilustração (tornar concreto)

Use para mostrar casos, evidências ou situações que materializam a ideia anterior.

  • Conectivos úteis: por exemplo; como; a exemplo de; isto é (quando explica); ou seja (quando reformula); em especial; notadamente.

Exemplo: “A desinformação se espalha com rapidez em ambientes digitais, por exemplo, por meio de correntes em aplicativos de mensagem.”

Diferença importante: “ou seja” reformula; “por exemplo” ilustra. Não use “ou seja” para introduzir um caso isolado.

3.6 Especificação e explicação (precisar o sentido)

Use para detalhar, definir ou esclarecer um termo amplo.

  • Conectivos úteis: isto é; ou seja; em outras palavras; mais precisamente; melhor dizendo.

Exemplo: “É necessário fortalecer a governança, isto é, estabelecer metas, indicadores e mecanismos de responsabilização.”

3.7 Condição (se X, então Y)

Use quando o efeito depende de um requisito.

  • Conectivos úteis: se; caso; desde que; contanto que; a menos que.

Exemplo: “A política de cotas tende a ampliar diversidade desde que seja acompanhada de permanência estudantil.”

3.8 Finalidade (para quê)

Use para indicar objetivo de uma ação.

  • Conectivos úteis: para; a fim de; com o objetivo de; com vistas a.

Exemplo: “É preciso qualificar servidores a fim de reduzir erros e retrabalho no atendimento.”

3.9 Concessão (apesar de X, Y ocorre)

Use quando a segunda ideia acontece mesmo com um obstáculo.

  • Conectivos úteis: embora; ainda que; mesmo que; apesar de; conquanto.

Exemplo:Embora haja leis de proteção de dados, vazamentos persistem por falhas de gestão e cultura organizacional.”

3.10 Comparação e proporção (aproximar grandezas/ideias)

Use para mostrar semelhança, diferença graduada ou relação proporcional.

  • Conectivos úteis: como; assim como; tal qual; mais... do que; menos... do que; quanto mais... mais; à medida que.

Exemplo:À medida que cresce a complexidade regulatória, aumenta a necessidade de capacitação técnica.”

4) Coesão referencial: pronomes, sinônimos e retomadas sem ambiguidade

Coesão não depende só de conectivos. Um texto coeso retoma termos sem confundir o leitor. Isso é coesão referencial: usar pronomes, expressões equivalentes e elipses para evitar repetição, mantendo clareza.

4.1 Retomada pronominal (ele/ela/isso/esse/essa)

Pronomes economizam palavras, mas podem gerar ambiguidade se houver mais de um possível referente.

Ambíguo: “O governo cobrou as empresas e os sindicatos criticaram isso.” (Isso = a cobrança? a postura? o quê?)

Mais claro: “O governo cobrou as empresas, e os sindicatos criticaram a medida.”

4.2 Retomada por hiperônimo (termo mais geral)

Você cita algo específico e retoma com um termo mais amplo.

Exemplo: “Fraudes em licitações prejudicam a entrega de obras. Esse tipo de irregularidade compromete a confiança institucional.”

4.3 Retomada por paráfrase (reformular sem mudar o sentido)

Útil para reforçar e avançar sem repetir a mesma expressão.

Exemplo: “A judicialização da saúde cresce. Esse deslocamento de decisões para o Judiciário pressiona orçamentos e planejamento.”

4.4 Elipse (omitir o óbvio)

Funciona bem quando o referente está muito próximo.

Exemplo: “A prefeitura ampliou equipes de fiscalização e (a prefeitura) intensificou vistorias em áreas críticas.”

Use com cuidado: se a omissão exigir que o leitor “adivinhe”, a coesão cai.

5) Coesão sequencial: como organizar a progressão do raciocínio

Coesão sequencial é a sensação de “passo a passo” do texto. Ela aparece quando você sinaliza: (a) continuidade; (b) mudança de direção; (c) hierarquia (principal x secundário); (d) encadeamento temporal ou lógico.

5.1 Marcadores de progressão (primeiro, depois, por fim)

Em redação de concurso, marcadores de ordenação ajudam quando você apresenta etapas, medidas ou critérios.

  • Conectivos úteis: inicialmente; em seguida; posteriormente; por fim; em primeiro lugar; em segundo lugar.

Exemplo:Em primeiro lugar, é necessário mapear gargalos. Em seguida, definir metas mensuráveis. Por fim, monitorar resultados com transparência.”

Evite transformar o texto em lista mecânica. Use ordenação quando houver sequência real.

5.2 Hierarquia: do geral ao específico (e vice-versa)

Você pode sinalizar que vai detalhar ou ampliar.

  • Para detalhar: especificamente; em particular; mais precisamente.

  • Para ampliar: de modo geral; em termos mais amplos; no plano coletivo.

Exemplo: “A política pública precisa de avaliação contínua. Mais precisamente, deve-se medir impacto, custo-efetividade e equidade.”

6) Passo a passo prático: escolher conectivos com intenção lógica

Passo 1: escreva as duas frases sem conectivo

Antes de escolher a palavra de ligação, escreva as ideias “nuas”.

Exemplo (sem conectivo): “A coleta seletiva é limitada em muitos municípios. A taxa de reciclagem permanece baixa.”

Passo 2: nomeie a relação em uma palavra

Pergunte: a segunda frase é causa, consequência, contraste, exemplo, condição?

Aqui, a segunda é consequência da primeira.

Passo 3: escolha um conectivo compatível com a relação e com o tom

Para consequência: “assim”, “portanto”, “desse modo”, “consequentemente”.

Versão coesa: “A coleta seletiva é limitada em muitos municípios; consequentemente, a taxa de reciclagem permanece baixa.”

Passo 4: teste a troca por outro conectivo da mesma família

Se ao trocar por um conectivo equivalente o sentido se mantém, a relação está bem definida. Se o sentido muda muito, talvez você não tenha clareza da relação.

Teste: “...; desse modo, ...” (mantém). “...; porém, ...” (muda para contraste). Isso confirma que a relação correta era consequência.

Passo 5: verifique se há premissa suficiente para conectivos fortes

Conectivos como “portanto” e “logo” pedem base anterior. Se você não apresentou dados, explicações ou encadeamento, prefira conectivos menos “sentenciosos” (como “assim” ou “desse modo”) ou reescreva adicionando a premissa.

Fraco: “Há muitos acidentes no trânsito. Portanto, a educação é falha.” (salto: por que educação?)

Melhor: “Há muitos acidentes no trânsito, frequentemente associados a imprudência e desconhecimento de normas; assim, ações educativas contínuas tornam-se estratégicas.”

Passo 6: revise procurando conectivos “de enfeite”

Na revisão, circule conectivos e pergunte: “Qual relação lógica ele marca?” Se a resposta for “nenhuma”, remova ou substitua.

Exemplo de enfeite: “Além disso, é importante ressaltar que...” (muitas vezes não soma nada; só alonga.)

Versão enxuta: “É importante ressaltar que...” ou apenas a afirmação direta.

7) Erros frequentes e como corrigir

7.1 “Mas” usado como adição

Problema: “A medida reduz custos, mas melhora a qualidade.” (não há oposição)

Correção: “A medida reduz custos e melhora a qualidade.” / “A medida reduz custos; além disso, melhora a qualidade.”

7.2 “Portanto” sem conclusão real

Problema: “O tema é complexo. Portanto, deve ser debatido.” (isso é recomendação genérica, não conclusão)

Correção: “O tema é complexo e envolve impactos econômicos e sociais; por isso, requer debate qualificado e baseado em evidências.”

7.3 “Porque” em frase que pede consequência

Problema: “A fiscalização é insuficiente, porque a impunidade aumenta.” (a impunidade é consequência, não causa)

Correção: “A fiscalização é insuficiente; por isso, a impunidade aumenta.”

7.4 Excesso de “além disso” e “porém”

Repetição não é erro por si só, mas empobrece o texto e pode sinalizar falta de variação de relações lógicas. O antídoto é variar a função (explicar, exemplificar, restringir, concluir parcialmente), e não apenas trocar palavras.

Alternativas para adição: ademais; também; ainda; de igual modo.

Alternativas para contraste: no entanto; contudo; ainda assim; apesar disso; em contrapartida.

7.5 Conectivo correto, pontuação errada

Alguns conectivos pedem vírgula, ponto e vírgula ou estrutura específica.

  • “No entanto”, “portanto”, “assim” costumam funcionar bem após ponto e vírgula: “...; no entanto, ...”.

  • “Embora” introduz oração subordinada: “Embora X, Y.”

  • “Porque” geralmente vem após a oração principal: “Y porque X.”

Exemplo: “Embora existam canais de denúncia, muitos casos não são reportados.” (estrutura concessiva correta)

8) Conectivos e estratégia argumentativa: como evitar “texto em zigue-zague”

Um texto perde força quando alterna contraste e adição sem necessidade, criando sensação de indecisão. Para evitar isso, use conectivos para manter uma direção por bloco: primeiro, construa uma linha de raciocínio (adição, explicação, exemplo); depois, se for o caso, introduza uma ressalva (contraste) e volte a avançar (consequência, proposta, encaminhamento).

Exemplo de zigue-zague (ruim): “A tecnologia ajuda. Porém, há riscos. Além disso, é necessária regulação. Todavia, a inovação é importante.” (muitas viradas, pouca progressão)

Exemplo com intenção lógica (melhor): “A tecnologia pode ampliar eficiência e acesso a serviços. Entretanto, seu uso sem governança favorece riscos como vazamentos e discriminação algorítmica. Por isso, a regulação deve estabelecer transparência, auditoria e responsabilização, de modo a conciliar inovação e proteção de direitos.”

9) Mini-roteiro de revisão focado em coesão (aplicável em poucos minutos)

  • 1) Sublinhe todos os conectivos. Para cada um, escreva mentalmente a relação: adição, contraste, causa, consequência, exemplo, condição, finalidade, concessão.

  • 2) Verifique se a frase seguinte realmente cumpre essa relação. Se não cumprir, troque o conectivo ou reescreva a ideia.

  • 3) Cheque pronomes (“isso”, “esse”, “tal”, “o qual”). Se houver dois possíveis referentes, substitua por um termo claro (“a medida”, “o problema”, “essa prática”).

  • 4) Procure períodos longos com muitas vírgulas. Divida e sinalize as relações com conectivos adequados.

  • 5) Elimine conectivos “muleta” que não adicionam relação (“além disso” sem soma real; “portanto” sem conclusão; “ou seja” sem reformulação).

10) Banco prático de conectivos por intenção (para consulta rápida)

Adicionar

além disso; ademais; também; ainda; bem como; de igual modo

Contrapor/ressalvar

porém; contudo; no entanto; entretanto; ainda assim; apesar disso; em contrapartida

Explicar causa

porque; pois; visto que; já que; uma vez que; dado que; em razão de; devido a

Indicar consequência

assim; portanto; logo; desse modo; por conseguinte; consequentemente

Exemplificar

por exemplo; como; a exemplo de; em especial; notadamente

Reformular/esclarecer

isto é; ou seja; em outras palavras; mais precisamente; melhor dizendo

Condição

se; caso; desde que; contanto que; a menos que

Finalidade

para; a fim de; com o objetivo de; com vistas a

Concessão

embora; ainda que; mesmo que; apesar de

11) Exercício guiado (sem depender de tema específico)

Reescreva as sequências abaixo escolhendo conectivos com intenção lógica. Primeiro, identifique a relação; depois, aplique o conectivo; por fim, revise a pontuação.

Sequência A

“Há baixa adesão a campanhas de vacinação. Circulam boatos sobre efeitos colaterais.”

Relação provável: causa. Possível reescrita: “Há baixa adesão a campanhas de vacinação, pois circulam boatos sobre efeitos colaterais.”

Sequência B

“O uso de câmeras corporais pode inibir abusos. É necessário treinamento e protocolos.”

Relação provável: adição com especificação de condição operacional. Possível reescrita: “O uso de câmeras corporais pode inibir abusos; além disso, é necessário treinamento e protocolos para garantir uso adequado.”

Sequência C

“A cidade investiu em ciclovias. O número de acidentes com ciclistas não caiu.”

Relação provável: contraste. Possível reescrita: “A cidade investiu em ciclovias; no entanto, o número de acidentes com ciclistas não caiu.”

Sequência D

“Faltam dados integrados entre secretarias. O planejamento fica impreciso.”

Relação provável: consequência. Possível reescrita: “Faltam dados integrados entre secretarias; assim, o planejamento fica impreciso.”

12) Modelo de parágrafo com coesão “visível” (para treinar encadeamento)

Use este modelo para praticar: ele combina explicação, exemplo, ressalva e consequência, com conectivos coerentes.

Uma política pública eficaz depende de diagnóstico e monitoramento contínuos, pois decisões sem dados tendem a desperdiçar recursos. Por exemplo, quando não há indicadores de desempenho, torna-se difícil identificar gargalos e corrigir rotas. No entanto, a simples coleta de informações não basta: é necessário padronizar critérios e garantir transparência. Assim, a gestão consegue comparar resultados ao longo do tempo e direcionar investimentos para ações de maior impacto.

Agora responda o exercício sobre o conteúdo:

Ao revisar uma redação, você encontra a sequência: A fiscalização é insuficiente, porque a impunidade aumenta. Qual ajuste melhora a relação lógica entre as ideias?

Você acertou! Parabéns, agora siga para a próxima página

Você errou! Tente novamente.

O conectivo deve marcar a relação pretendida. Aqui, a impunidade aumenta como consequência da fiscalização insuficiente; por isso, cabe usar por isso, assim, consequentemente, etc., e não porque (causa).

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