Antes de começar a enviar arquivos para a nuvem, vale preparar sua conta para reduzir riscos como acesso indevido, perda de dados e compartilhamentos acidentais. Nesta etapa, o foco é garantir que você consiga entrar na conta corretamente, reconhecer sinais de segurança e configurar proteções básicas (e algumas avançadas) para usar o Google Drive com mais tranquilidade.
O que significa “preparar a conta” para usar o Drive com segurança
O Google Drive é acessado por meio da sua Conta Google. Isso quer dizer que a segurança do Drive depende diretamente da segurança da conta: se alguém obtiver sua senha (ou acesso ao seu celular, e-mail de recuperação etc.), essa pessoa pode ver, baixar, apagar ou compartilhar seus arquivos.
Preparar a conta envolve três frentes principais:
- Controle de acesso: garantir que só você consiga entrar (senha forte, verificação em duas etapas, chaves de acesso).
- Recuperação: ter meios confiáveis de recuperar a conta caso perca o acesso (e-mail e telefone de recuperação atualizados).
- Higiene de dispositivos e sessões: revisar onde sua conta está conectada e remover acessos que não reconhece (computadores antigos, celulares perdidos, sessões abertas).
Acesso correto à conta: como entrar sem cair em armadilhas
Use sempre o endereço oficial e evite links recebidos
Para acessar o Drive, prefira digitar o endereço no navegador ou usar o aplicativo oficial. Isso reduz o risco de cair em páginas falsas (phishing) que imitam a tela de login para roubar sua senha.
- No navegador, digite: drive.google.com.
- Em celular, instale o app “Google Drive” pela loja oficial (Google Play ou App Store).
Evite clicar em links de e-mails ou mensagens que dizem “sua conta será bloqueada” ou “confirme seus arquivos”. Mesmo que pareçam legítimos, podem ser tentativas de golpe.
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Confirme se você está na conta certa
Muitas pessoas têm mais de uma conta (pessoal, trabalho, estudos). Um erro comum é salvar arquivos importantes na conta errada e depois não encontrar ou compartilhar com a pessoa certa.
Como verificar:
- No Drive, clique no ícone do perfil (canto superior direito) e veja o e-mail ativo.
- Se necessário, use “Adicionar outra conta” e alterne entre elas.
Exemplo prático: você recebe um arquivo do trabalho, mas está logado na conta pessoal. Ao tentar abrir, pode aparecer “Solicitar acesso”. Trocar para a conta correta resolve sem precisar pedir novamente.
Senha forte e segura (sem complicar)
O que torna uma senha fraca
Senhas fracas são fáceis de adivinhar ou de descobrir em vazamentos antigos. Exemplos comuns: datas de nascimento, nomes de familiares, sequências (123456), ou a mesma senha usada em vários sites.
Como criar uma senha forte na prática
Uma boa senha precisa ser longa e difícil de prever. Um método simples é usar uma frase-senha (passphrase): uma frase curta, com espaços ou separadores, misturando letras e números.
Exemplos de padrões (não copie literalmente, crie o seu):
- Frase + números: “CaféNaVaranda_2019_Quente”
- Três palavras incomuns + separadores: “pato-livro-neblina-47”
Dicas importantes:
- Evite reutilizar a senha do e-mail, banco ou redes sociais.
- Não compartilhe a senha por mensagem.
- Considere um gerenciador de senhas para guardar com segurança (assim você não precisa memorizar tudo).
Passo a passo: trocar a senha da Conta Google
- Acesse sua Conta Google (pelo perfil no Drive ou diretamente nas configurações da conta).
- Vá em Segurança.
- Em “Como você faz login no Google”, selecione Senha.
- Confirme sua identidade e defina uma nova senha forte.
Se você suspeita que alguém já teve acesso, troque a senha imediatamente e siga as etapas de revisão de dispositivos e sessões (mais adiante).
Ative a Verificação em Duas Etapas (2FA)
A verificação em duas etapas adiciona uma camada extra: além da senha, o Google pede uma segunda confirmação (por exemplo, um código no celular). Mesmo que alguém descubra sua senha, terá dificuldade para entrar sem o segundo fator.
Opções comuns de segundo fator
- Prompt do Google: aparece uma notificação no seu celular pedindo para confirmar o login.
- Aplicativo autenticador: gera códigos temporários (TOTP) que mudam a cada poucos segundos.
- SMS: recebe um código por mensagem (melhor do que nada, mas menos seguro do que prompt ou autenticador).
- Chave de segurança (hardware): dispositivo físico para confirmar o acesso (muito seguro).
Passo a passo: ativar a Verificação em Duas Etapas
- Abra as configurações da sua Conta Google.
- Entre em Segurança.
- Procure Verificação em duas etapas e clique em “Começar”.
- Escolha o método principal (prompt no celular é prático) e siga as instruções.
- Adicione um método alternativo (por exemplo, aplicativo autenticador) para o caso de perder o celular.
Exemplo prático: você faz login no notebook de um hotel. Mesmo que alguém veja sua senha, ainda precisaria aprovar no seu celular. Isso reduz muito o risco.
Use chaves de acesso (passkeys) quando disponível
Chaves de acesso (passkeys) são uma forma moderna de login que pode substituir a senha em muitos casos. Em vez de digitar senha, você confirma com biometria (impressão digital/rosto) ou PIN do dispositivo. Isso ajuda a evitar golpes de phishing, porque a chave funciona apenas no site correto.
Quando ativar:
- Se você usa um celular com biometria e costuma acessar o Drive em dispositivos confiáveis.
- Se quer reduzir dependência de senha.
Em geral, você configura isso na área de segurança da Conta Google, em opções de login. Mantenha ao menos um método de recuperação ativo (e-mail/telefone) caso troque de aparelho.
Configure e revise e-mail e telefone de recuperação
Recuperação é o plano B. Se você esquecer a senha, perder o celular ou tiver a conta bloqueada por atividade suspeita, o Google pode usar esses dados para confirmar que você é o dono.
Boas práticas
- Use um e-mail de recuperação que você realmente acessa e que também esteja protegido com 2FA.
- Use um telefone de recuperação atualizado (número atual).
- Evite usar e-mail de trabalho como recuperação da conta pessoal (e vice-versa), porque você pode perder acesso ao trocar de emprego.
Passo a passo: atualizar recuperação
- Abra as configurações da Conta Google.
- Vá em Informações pessoais ou Segurança (dependendo da interface).
- Localize E-mail de recuperação e Telefone de recuperação.
- Adicione/atualize e confirme quando solicitado.
Exemplo prático: você troca de número e não atualiza. Meses depois, tenta entrar em um novo celular e o código vai para o número antigo. Atualizar evita esse bloqueio.
Revise dispositivos conectados e sessões ativas
É comum fazer login em computadores de terceiros, no trabalho, em um notebook antigo ou em um celular que você já vendeu. Se a sessão continuar ativa, alguém pode acessar seu Drive.
Passo a passo: ver e remover dispositivos
- Abra as configurações da Conta Google.
- Entre em Segurança.
- Procure a seção de Seus dispositivos ou “Gerenciar todos os dispositivos”.
- Revise a lista: veja modelos, locais aproximados e datas de acesso.
- Se encontrar algo desconhecido, selecione e escolha Sair.
Se você identificar um acesso suspeito, faça também:
- Troca imediata de senha.
- Revisão de métodos de 2FA.
- Checagem de encaminhamentos e permissões (ver próximos tópicos).
Ative alertas e verifique atividades de segurança
O Google costuma avisar quando detecta login em um dispositivo novo ou atividade incomum. Esses alertas são importantes: não ignore.
O que fazer ao receber um alerta de segurança:
- Se foi você: confirme e siga usando normalmente.
- Se não foi você: negue, altere a senha e revise dispositivos conectados.
Também é útil revisar periodicamente a área de “Atividade de segurança recente” na Conta Google para ver logins e eventos importantes.
Controle de aplicativos e serviços com acesso à sua conta
Alguns aplicativos pedem permissão para acessar sua Conta Google (por exemplo, para importar arquivos, anexar documentos ou integrar com o Drive). Se você autoriza um app desconhecido, ele pode ter acesso a dados ou permissões que você não pretendia conceder.
Passo a passo: revisar acessos de terceiros
- Abra as configurações da Conta Google.
- Vá em Segurança.
- Procure por Acesso de terceiros ou “Apps de terceiros com acesso à conta”.
- Revise a lista e remova o que você não reconhece ou não usa mais.
Exemplo prático: você testou um conversor de PDF online e autorizou acesso. Depois de meses, não usa mais. Remover reduz superfície de risco.
Organize o Drive pensando em segurança (antes de encher de arquivos)
Segurança não é só impedir invasões; é também evitar erros de organização que levam a compartilhamentos indevidos ou exposição acidental.
Crie uma estrutura simples de pastas
Uma estrutura clara ajuda a separar o que é pessoal, o que é compartilhável e o que é sensível.
Exemplo de estrutura inicial:
- 01_Pessoal (documentos pessoais, fotos privadas)
- 02_Trabalho (arquivos profissionais)
- 03_Compartilhar (somente itens que você costuma enviar para outras pessoas)
- 99_Arquivo (itens antigos que você quer guardar)
Boa prática: evite colocar documentos sensíveis dentro de pastas que você compartilha com frequência. Assim, você reduz o risco de compartilhar “a pasta inteira” por engano.
Use nomes de arquivos que não exponham dados sensíveis
Mesmo sem abrir o arquivo, o nome pode revelar informações. Prefira nomes neutros.
- Evite: “RG_CPF_Maria_Silva.pdf”
- Prefira: “Documento_identidade_Maria.pdf” ou “Cadastro_pessoal.pdf”
Entenda permissões básicas antes de compartilhar qualquer coisa
Mesmo que o capítulo de compartilhamento seja tratado em detalhes em outra parte do curso, você precisa de uma noção mínima agora para não se expor ao começar.
Em geral, ao compartilhar um arquivo/pasta, você define:
- Quem pode acessar (pessoas específicas, qualquer pessoa com o link, ou restrito).
- O que podem fazer (visualizar, comentar, editar).
Regra prática de segurança: comece sempre com o menor acesso possível. Se alguém só precisa ler, não dê permissão de edição.
Proteja arquivos sensíveis com medidas adicionais
Para documentos como contratos, dados pessoais, planilhas financeiras, cópias de documentos e informações de clientes, vale aplicar camadas extras além do login seguro.
Opção 1: criptografar antes de enviar
Você pode colocar arquivos sensíveis em um arquivo compactado com senha (por exemplo, ZIP com senha) ou usar ferramentas de criptografia. Assim, mesmo que alguém obtenha acesso ao arquivo no Drive, ainda precisará da senha para abrir.
Boas práticas:
- Use uma senha forte e envie a senha por um canal diferente do link (ex.: link por e-mail, senha por mensagem).
- Guarde a senha em um gerenciador de senhas.
Opção 2: limitar compartilhamento e manter “restrito”
Para itens sensíveis, mantenha como “restrito” e compartilhe apenas com pessoas específicas, quando necessário. Evite “qualquer pessoa com o link”.
Cuidados em computador público ou compartilhado
Se você precisa acessar o Drive em um computador de outra pessoa, lan house ou máquina do trabalho que outras pessoas usam, o risco aumenta.
Passo a passo: acessar com mais segurança
- Prefira usar uma janela anônima/privativa do navegador.
- Não marque opções do tipo “manter conectado”.
- Ao terminar, saia da conta (logout) e feche todas as abas.
- Se possível, evite baixar arquivos sensíveis nesse computador.
Depois, em casa, revise “Seus dispositivos” para garantir que não ficou uma sessão ativa.
Cuidados no celular: bloqueio de tela e permissões
No celular, a segurança do Drive depende também do bloqueio do aparelho. Se o celular estiver sem senha/biometria, qualquer pessoa que pegar o aparelho pode abrir o Drive.
Checklist rápido no celular
- Ative bloqueio de tela (PIN forte, senha ou biometria).
- Mantenha o sistema e o app do Drive atualizados.
- Evite instalar aplicativos de fontes desconhecidas.
- Revise permissões do app (por exemplo, acesso a arquivos e notificações) e conceda apenas o necessário.
Passo a passo completo: checklist de preparação em 15 minutos
Use esta sequência como roteiro prático para preparar sua conta antes de colocar arquivos importantes no Drive:
- 1) Confirme o e-mail da conta ativa: abra o Drive e verifique o perfil no canto superior direito.
- 2) Troque a senha (se estiver antiga ou repetida): Conta Google > Segurança > Senha.
- 3) Ative a Verificação em Duas Etapas: Conta Google > Segurança > Verificação em duas etapas. Configure método principal e alternativo.
- 4) Atualize recuperação: adicione/atualize e-mail e telefone de recuperação.
- 5) Revise dispositivos: Conta Google > Segurança > Seus dispositivos > sair de aparelhos desconhecidos.
- 6) Revise apps de terceiros: remova acessos que não usa ou não reconhece.
- 7) Crie pastas iniciais: Pessoal, Trabalho, Compartilhar, Arquivo. Evite misturar itens sensíveis em pastas de compartilhamento frequente.
- 8) Defina regra para arquivos sensíveis: manter restrito e, se necessário, criptografar antes de enviar.
Erros comuns e como evitar
“Eu só uso em casa, não preciso de 2FA”
Mesmo em casa, sua senha pode vazar por reutilização em outros serviços, por golpes ou por malware. 2FA reduz muito o risco.
“Deixei logado no computador do trabalho e esqueci”
Use a revisão de dispositivos para encerrar sessões antigas. Se o computador é compartilhado, prefira janela anônima e nunca salve senha no navegador.
“Autorizei um app para testar e nunca mais vi”
Revise acessos de terceiros periodicamente. Remover permissões antigas é uma das ações mais simples e eficazes.
“Compartilhei uma pasta e depois coloquei documentos pessoais dentro”
Crie uma pasta específica para itens compartilháveis e mantenha documentos sensíveis fora dela. Isso evita exposição acidental quando a pasta já está com acesso liberado.
Exercício prático: simulação de segurança (sem risco)
Para treinar, faça uma simulação controlada:
- Crie um arquivo de teste (por exemplo, um documento chamado “Teste de Permissões”).
- Coloque-o dentro da pasta 03_Compartilhar.
- Revise quem tem acesso ao arquivo e confirme que ele está “restrito” antes de compartilhar.
- Depois, compartilhe apenas com um e-mail seu secundário (se tiver) com permissão de “visualizar”.
- Em seguida, volte e remova o acesso, confirmando que você sabe desfazer compartilhamentos.
Esse exercício ajuda a criar o hábito de verificar permissões e evita que você aprenda “na prática” com um arquivo real e sensível.