Google Slides: Gráficos e Tabelas Integrados com Google Sheets

Capítulo 8

Tempo estimado de leitura: 8 minutos

+ Exercício

O que são gráficos e tabelas integrados com o Google Sheets

Ao inserir um gráfico do Google Sheets no Google Slides, você pode escolher entre duas formas de uso: vinculado (o gráfico no Slides “puxa” os dados do Sheets e pode ser atualizado) ou não vinculado (vira um objeto estático, como uma imagem). O modo vinculado é ideal quando os números mudam com frequência, porque você atualiza os dados no Sheets e reflete no Slides com poucos cliques.

Uma tabela no Slides, por outro lado, é um elemento nativo do próprio Slides (linhas e colunas editáveis). Ela não tem vínculo automático com o Sheets, então é indicada para informações pequenas e estáveis. Quando você precisa de tabelas grandes, com fórmulas ou atualizações frequentes, normalmente é melhor usar uma alternativa baseada no Sheets (imagem ou vínculo).

Inserindo um gráfico do Google Sheets no Google Slides (vinculado)

Pré-requisitos recomendados no Sheets

  • Organize os dados em colunas com cabeçalhos claros (ex.: Mês, Receita, Custo).
  • Evite células mescladas na área do gráfico.
  • Garanta que números estejam como número (não texto) para evitar escalas erradas.

Passo a passo: inserir gráfico vinculado

  1. No Google Slides, abra a apresentação e vá ao slide desejado.
  2. Clique em Inserir > Gráfico > De Planilhas.
  3. Selecione o arquivo do Google Sheets onde está o gráfico.
  4. Escolha o gráfico na lista e clique em Importar.
  5. Na janela de importação, marque Vincular à planilha (para permitir atualização) e confirme.

Após inserir, o gráfico aparece como um objeto no slide. Quando houver mudanças no Sheets, o Slides exibirá um botão/ícone de Atualizar no gráfico (ou uma notificação de atualização disponível).

Como atualizar os dados do gráfico no Slides

  1. Atualize os dados no Google Sheets (valores, categorias, séries).
  2. Volte ao Google Slides.
  3. Clique no gráfico e selecione Atualizar (ou use a opção de atualização exibida).

Cuidados: se você alterou manualmente cores, fontes ou elementos no Slides, algumas atualizações podem reaproximar o estilo do gráfico ao padrão do Sheets. Para reduzir surpresas, padronize o estilo no Sheets antes de inserir ou mantenha um checklist de revisão após cada atualização.

Consistência visual: cores, rótulos e escalas

Cores: mantenha significado e repetição

  • Use sempre a mesma cor para a mesma métrica ao longo da apresentação (ex.: Receita sempre azul, Custo sempre laranja).
  • Evite trocar cores entre slides, pois isso quebra a leitura comparativa.
  • Se houver muitas séries, prefira destacar 1–2 e deixar as demais em tons neutros (cinza) para foco.

Rótulos: clareza sem poluição

  • Nomeie eixos e séries com termos curtos e específicos (ex.: “Receita (R$)” em vez de “Receita total da empresa”).
  • Use separador de milhar e unidade (R$, %, mil) de forma consistente.
  • Evite rótulos em todos os pontos se o gráfico ficar ilegível; prefira rótulos apenas no final das linhas ou valores-chave.

Escalas: evite comparações enganosas

  • Em gráficos de colunas/barras, cuidado com eixo Y “cortado” (não começar em zero) quando a intenção é comparar magnitude. Cortes podem exagerar diferenças pequenas.
  • Em linhas, o corte pode ser aceitável para destacar variações, mas deixe isso explícito e mantenha coerência entre slides comparáveis.
  • Não misture escalas muito diferentes no mesmo gráfico sem necessidade. Se usar eixo secundário, sinalize claramente e reduza o risco de interpretação errada.

Quando usar colunas, linhas, pizza e barras (e como evitar distorções)

Colunas (vertical)

Use para: comparar valores entre categorias (ex.: vendas por produto) ou acompanhar variação por períodos curtos (ex.: 6 meses).

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Evite distorções: mantenha o eixo iniciando em zero quando a comparação de tamanho for o objetivo; limite o número de categorias para não “apertar” as colunas.

Barras (horizontal)

Use para: rankings e categorias com nomes longos (ex.: “Atendimento ao cliente”, “Infraestrutura”, “Logística”).

Evite distorções: ordene do maior para o menor quando for ranking; mantenha espaçamento e não use 3D.

Linhas

Use para: tendências ao longo do tempo (ex.: evolução semanal, mensal, trimestral).

Evite distorções: não conecte pontos que não representam continuidade temporal; cuidado com muitas séries (vira “espaguete”). Se necessário, divida em dois gráficos ou destaque uma série principal.

Pizza

Use para: composição de um todo em um único momento (ex.: participação de canais no mês atual), com poucas fatias.

Evite distorções: limite a 4–6 categorias; evite fatias muito pequenas (agrupe em “Outros”); não use 3D; prefira ordenar do maior para o menor e manter cores consistentes.

Regras rápidas para evitar “truques visuais” involuntários

  • Evite gráficos 3D (dificultam leitura e distorcem proporções).
  • Não use efeitos que alterem percepção (sombras pesadas, perspectiva).
  • Garanta contraste suficiente entre séries e fundo.
  • Se o público precisa comparar valores exatos, inclua rótulos ou uma tabela de apoio.

Ajustes práticos no Slides após inserir o gráfico

Redimensionamento e legibilidade

  • Redimensione mantendo proporção (arraste pelos cantos) para não deformar o gráfico.
  • Priorize legibilidade: se os rótulos ficarem pequenos, aumente o gráfico ou simplifique o conteúdo (menos séries/categorias).
  • Se o slide for projetado, use fontes maiores nos rótulos e evite detalhes finos.

Padronização de estilo

Como o gráfico vem do Sheets, o estilo principal (cores, fontes do gráfico, espessura de linhas) costuma ser definido lá. Um fluxo eficiente é: estilize no Sheets (cores, títulos, legenda, rótulos) e depois insira/vincule no Slides. Assim, atualizações tendem a preservar melhor o padrão.

Tabelas no Google Slides: criação e quando usar alternativas

Criar uma tabela simples no Slides

  1. No slide, clique em Inserir > Tabela.
  2. Escolha o número de colunas e linhas.
  3. Digite os dados diretamente nas células.
  4. Use o menu de formatação para ajustar bordas, preenchimento e alinhamento.

Boas práticas: use poucas colunas, cabeçalho destacado (cor de fundo suave), alinhamento numérico à direita e texto à esquerda. Evite “tabelas parede” com muitas linhas; prefira resumir e destacar o que importa.

Alternativas quando a tabela é grande ou precisa atualizar

  • Imagem da tabela do Sheets: útil para manter exatamente a aparência e evitar que a tabela “quebre” no Slides. Desvantagem: não atualiza automaticamente (a menos que você reinserir/atualizar manualmente via novo recorte/print).
  • Vínculo via gráfico/tabela do Sheets: quando o objetivo é atualização frequente, prefira transformar a informação em gráfico vinculado. Se a tabela for indispensável, considere reduzir para um “top 10” e usar gráfico + tabela curta.
  • Link clicável para o Sheets: em apresentações internas, você pode inserir um texto/ícone com link para a planilha completa (bom para material de apoio, não para leitura durante fala).

Exercício completo (do Sheets ao Slides, com atualização e validação)

Objetivo

Criar um gráfico no Google Sheets, inserir no Google Slides com vínculo, ajustar estilo para leitura em apresentação, atualizar dados no Sheets e validar se o público entende rapidamente a mensagem.

Parte 1 — Montar dados e gráfico no Google Sheets

  1. No Sheets, crie uma tabela com este exemplo (ou dados reais):
Mês | Receita | Custo
Jan | 120000  | 70000
Fev | 135000  | 82000
Mar | 128000  | 76000
Abr | 150000  | 90000
Mai | 160000  | 95000
Jun | 155000  | 92000
  1. Selecione o intervalo e insira um gráfico:
  • Para tendência: gráfico de linhas com duas séries (Receita e Custo).
  • Para comparação mês a mês: colunas (agrupadas) com duas séries.
  1. Estilize no Sheets:
  • Defina cores fixas (ex.: Receita azul, Custo laranja).
  • Ative legenda em posição clara.
  • Adicione título curto (ex.: “Receita vs Custo (1º semestre)”).
  • Formate números (R$ e separador de milhar).

Parte 2 — Inserir no Google Slides e ajustar

  1. No Slides, crie um slide com espaço para o gráfico e um texto de apoio (ex.: 1 frase com o insight).
  2. Insira o gráfico via Inserir > Gráfico > De Planilhas e marque Vincular à planilha.
  3. Ajuste o tamanho do gráfico para que rótulos e legenda fiquem legíveis à distância.
  4. Adicione um subtítulo/nota no slide com a leitura esperada (ex.: “Custo cresce mais rápido a partir de abril”).

Parte 3 — Atualizar dados no Sheets e refletir no Slides

  1. No Sheets, altere um dado para simular atualização (ex.: mude Jun Custo de 92000 para 98000).
  2. Volte ao Slides, clique no gráfico e use Atualizar.
  3. Verifique se:
  • As cores das séries permaneceram consistentes.
  • Os rótulos continuam legíveis.
  • A escala do eixo não gerou interpretação enganosa.

Parte 4 — Validação em modo de apresentação (checagem de leitura)

  1. Entre em Apresentar.
  2. Faça um teste de 5 segundos: alguém consegue responder rapidamente “o que está acontecendo” no gráfico?
  3. Checklist de validação:
  • O título explica o que é e o período?
  • As séries estão identificadas sem esforço (legenda clara)?
  • Há excesso de categorias/séries?
  • Os números importantes aparecem (rótulos ou destaque)?
  • Existe algum elemento que possa distorcer percepção (3D, eixo cortado sem intenção)?

Se a leitura falhar, simplifique: reduza séries, aumente o gráfico, troque pizza por barras/colunas quando houver muitas categorias, ou destaque apenas o dado-chave com anotação no slide.

Agora responda o exercício sobre o conteúdo:

Em qual situação faz mais sentido inserir um gráfico do Google Sheets no Google Slides como VINCULADO (com opção de Atualizar) em vez de não vinculado?

Você acertou! Parabéns, agora siga para a próxima página

Você errou! Tente novamente.

O modo vinculado é ideal para dados que mudam com frequência, pois o gráfico no Slides pode ser atualizado após alterações no Sheets usando a opção Atualizar.

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