O que são gráficos e tabelas integrados com o Google Sheets
Ao inserir um gráfico do Google Sheets no Google Slides, você pode escolher entre duas formas de uso: vinculado (o gráfico no Slides “puxa” os dados do Sheets e pode ser atualizado) ou não vinculado (vira um objeto estático, como uma imagem). O modo vinculado é ideal quando os números mudam com frequência, porque você atualiza os dados no Sheets e reflete no Slides com poucos cliques.
Uma tabela no Slides, por outro lado, é um elemento nativo do próprio Slides (linhas e colunas editáveis). Ela não tem vínculo automático com o Sheets, então é indicada para informações pequenas e estáveis. Quando você precisa de tabelas grandes, com fórmulas ou atualizações frequentes, normalmente é melhor usar uma alternativa baseada no Sheets (imagem ou vínculo).
Inserindo um gráfico do Google Sheets no Google Slides (vinculado)
Pré-requisitos recomendados no Sheets
- Organize os dados em colunas com cabeçalhos claros (ex.:
Mês,Receita,Custo). - Evite células mescladas na área do gráfico.
- Garanta que números estejam como número (não texto) para evitar escalas erradas.
Passo a passo: inserir gráfico vinculado
- No Google Slides, abra a apresentação e vá ao slide desejado.
- Clique em Inserir > Gráfico > De Planilhas.
- Selecione o arquivo do Google Sheets onde está o gráfico.
- Escolha o gráfico na lista e clique em Importar.
- Na janela de importação, marque Vincular à planilha (para permitir atualização) e confirme.
Após inserir, o gráfico aparece como um objeto no slide. Quando houver mudanças no Sheets, o Slides exibirá um botão/ícone de Atualizar no gráfico (ou uma notificação de atualização disponível).
Como atualizar os dados do gráfico no Slides
- Atualize os dados no Google Sheets (valores, categorias, séries).
- Volte ao Google Slides.
- Clique no gráfico e selecione Atualizar (ou use a opção de atualização exibida).
Cuidados: se você alterou manualmente cores, fontes ou elementos no Slides, algumas atualizações podem reaproximar o estilo do gráfico ao padrão do Sheets. Para reduzir surpresas, padronize o estilo no Sheets antes de inserir ou mantenha um checklist de revisão após cada atualização.
Consistência visual: cores, rótulos e escalas
Cores: mantenha significado e repetição
- Use sempre a mesma cor para a mesma métrica ao longo da apresentação (ex.:
Receitasempre azul,Custosempre laranja). - Evite trocar cores entre slides, pois isso quebra a leitura comparativa.
- Se houver muitas séries, prefira destacar 1–2 e deixar as demais em tons neutros (cinza) para foco.
Rótulos: clareza sem poluição
- Nomeie eixos e séries com termos curtos e específicos (ex.: “Receita (R$)” em vez de “Receita total da empresa”).
- Use separador de milhar e unidade (R$, %, mil) de forma consistente.
- Evite rótulos em todos os pontos se o gráfico ficar ilegível; prefira rótulos apenas no final das linhas ou valores-chave.
Escalas: evite comparações enganosas
- Em gráficos de colunas/barras, cuidado com eixo Y “cortado” (não começar em zero) quando a intenção é comparar magnitude. Cortes podem exagerar diferenças pequenas.
- Em linhas, o corte pode ser aceitável para destacar variações, mas deixe isso explícito e mantenha coerência entre slides comparáveis.
- Não misture escalas muito diferentes no mesmo gráfico sem necessidade. Se usar eixo secundário, sinalize claramente e reduza o risco de interpretação errada.
Quando usar colunas, linhas, pizza e barras (e como evitar distorções)
Colunas (vertical)
Use para: comparar valores entre categorias (ex.: vendas por produto) ou acompanhar variação por períodos curtos (ex.: 6 meses).
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Evite distorções: mantenha o eixo iniciando em zero quando a comparação de tamanho for o objetivo; limite o número de categorias para não “apertar” as colunas.
Barras (horizontal)
Use para: rankings e categorias com nomes longos (ex.: “Atendimento ao cliente”, “Infraestrutura”, “Logística”).
Evite distorções: ordene do maior para o menor quando for ranking; mantenha espaçamento e não use 3D.
Linhas
Use para: tendências ao longo do tempo (ex.: evolução semanal, mensal, trimestral).
Evite distorções: não conecte pontos que não representam continuidade temporal; cuidado com muitas séries (vira “espaguete”). Se necessário, divida em dois gráficos ou destaque uma série principal.
Pizza
Use para: composição de um todo em um único momento (ex.: participação de canais no mês atual), com poucas fatias.
Evite distorções: limite a 4–6 categorias; evite fatias muito pequenas (agrupe em “Outros”); não use 3D; prefira ordenar do maior para o menor e manter cores consistentes.
Regras rápidas para evitar “truques visuais” involuntários
- Evite gráficos 3D (dificultam leitura e distorcem proporções).
- Não use efeitos que alterem percepção (sombras pesadas, perspectiva).
- Garanta contraste suficiente entre séries e fundo.
- Se o público precisa comparar valores exatos, inclua rótulos ou uma tabela de apoio.
Ajustes práticos no Slides após inserir o gráfico
Redimensionamento e legibilidade
- Redimensione mantendo proporção (arraste pelos cantos) para não deformar o gráfico.
- Priorize legibilidade: se os rótulos ficarem pequenos, aumente o gráfico ou simplifique o conteúdo (menos séries/categorias).
- Se o slide for projetado, use fontes maiores nos rótulos e evite detalhes finos.
Padronização de estilo
Como o gráfico vem do Sheets, o estilo principal (cores, fontes do gráfico, espessura de linhas) costuma ser definido lá. Um fluxo eficiente é: estilize no Sheets (cores, títulos, legenda, rótulos) e depois insira/vincule no Slides. Assim, atualizações tendem a preservar melhor o padrão.
Tabelas no Google Slides: criação e quando usar alternativas
Criar uma tabela simples no Slides
- No slide, clique em Inserir > Tabela.
- Escolha o número de colunas e linhas.
- Digite os dados diretamente nas células.
- Use o menu de formatação para ajustar bordas, preenchimento e alinhamento.
Boas práticas: use poucas colunas, cabeçalho destacado (cor de fundo suave), alinhamento numérico à direita e texto à esquerda. Evite “tabelas parede” com muitas linhas; prefira resumir e destacar o que importa.
Alternativas quando a tabela é grande ou precisa atualizar
- Imagem da tabela do Sheets: útil para manter exatamente a aparência e evitar que a tabela “quebre” no Slides. Desvantagem: não atualiza automaticamente (a menos que você reinserir/atualizar manualmente via novo recorte/print).
- Vínculo via gráfico/tabela do Sheets: quando o objetivo é atualização frequente, prefira transformar a informação em gráfico vinculado. Se a tabela for indispensável, considere reduzir para um “top 10” e usar gráfico + tabela curta.
- Link clicável para o Sheets: em apresentações internas, você pode inserir um texto/ícone com link para a planilha completa (bom para material de apoio, não para leitura durante fala).
Exercício completo (do Sheets ao Slides, com atualização e validação)
Objetivo
Criar um gráfico no Google Sheets, inserir no Google Slides com vínculo, ajustar estilo para leitura em apresentação, atualizar dados no Sheets e validar se o público entende rapidamente a mensagem.
Parte 1 — Montar dados e gráfico no Google Sheets
- No Sheets, crie uma tabela com este exemplo (ou dados reais):
Mês | Receita | Custo
Jan | 120000 | 70000
Fev | 135000 | 82000
Mar | 128000 | 76000
Abr | 150000 | 90000
Mai | 160000 | 95000
Jun | 155000 | 92000- Selecione o intervalo e insira um gráfico:
- Para tendência: gráfico de linhas com duas séries (Receita e Custo).
- Para comparação mês a mês: colunas (agrupadas) com duas séries.
- Estilize no Sheets:
- Defina cores fixas (ex.: Receita azul, Custo laranja).
- Ative legenda em posição clara.
- Adicione título curto (ex.: “Receita vs Custo (1º semestre)”).
- Formate números (R$ e separador de milhar).
Parte 2 — Inserir no Google Slides e ajustar
- No Slides, crie um slide com espaço para o gráfico e um texto de apoio (ex.: 1 frase com o insight).
- Insira o gráfico via Inserir > Gráfico > De Planilhas e marque Vincular à planilha.
- Ajuste o tamanho do gráfico para que rótulos e legenda fiquem legíveis à distância.
- Adicione um subtítulo/nota no slide com a leitura esperada (ex.: “Custo cresce mais rápido a partir de abril”).
Parte 3 — Atualizar dados no Sheets e refletir no Slides
- No Sheets, altere um dado para simular atualização (ex.: mude
Jun Custode92000para98000). - Volte ao Slides, clique no gráfico e use Atualizar.
- Verifique se:
- As cores das séries permaneceram consistentes.
- Os rótulos continuam legíveis.
- A escala do eixo não gerou interpretação enganosa.
Parte 4 — Validação em modo de apresentação (checagem de leitura)
- Entre em Apresentar.
- Faça um teste de 5 segundos: alguém consegue responder rapidamente “o que está acontecendo” no gráfico?
- Checklist de validação:
- O título explica o que é e o período?
- As séries estão identificadas sem esforço (legenda clara)?
- Há excesso de categorias/séries?
- Os números importantes aparecem (rótulos ou destaque)?
- Existe algum elemento que possa distorcer percepção (3D, eixo cortado sem intenção)?
Se a leitura falhar, simplifique: reduza séries, aumente o gráfico, troque pizza por barras/colunas quando houver muitas categorias, ou destaque apenas o dado-chave com anotação no slide.