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Meal Prep Inteligente: Planejamento de Marmitas Fitness com Cálculo de Macros, Lista de Compras e Segurança Alimentar

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25 páginas

Cálculo de macronutrientes e distribuição por refeições do dia

Capítulo 3

Tempo estimado de leitura: 0 minutos

+ Exercício

O que são macronutrientes (macros) e por que eles importam no meal prep

Macronutrientes, ou “macros”, são os nutrientes que fornecem energia e estrutura para o corpo e que consumimos em maiores quantidades: proteínas, carboidratos e gorduras. No contexto de marmitas fitness, calcular e distribuir macros serve para transformar um objetivo alimentar em algo executável: porções claras, repetíveis e fáceis de preparar em lote. Em vez de depender apenas de “comer limpo” ou “comer pouco”, você define quantos gramas de cada macro vai consumir no dia e como isso se traduz em alimentos reais nas suas refeições.

Em termos energéticos, cada macro tem um valor calórico aproximado: proteína (4 kcal por grama), carboidrato (4 kcal por grama) e gordura (9 kcal por grama). Além disso, os macros têm funções diferentes: proteína é fundamental para manutenção e ganho de massa magra e aumenta a saciedade; carboidratos são a principal fonte de energia para treinos e para o dia a dia; gorduras participam de hormônios, absorção de vitaminas e também ajudam na saciedade. O objetivo do cálculo não é “perfeição”, e sim consistência: acertar uma faixa de macros na maior parte dos dias e manter a logística simples.

Antes de calcular: o que você precisa ter em mãos

Para calcular macronutrientes você precisa de uma meta calórica diária já definida (por exemplo, 2.100 kcal/dia). Como a estimativa de necessidades calóricas e ajustes por rotina/atividade já foram tratados em capítulos anteriores, aqui vamos assumir que você já tem esse número. A partir dele, você vai escolher uma distribuição de macros (em gramas) e depois dividir por refeições.

Você também vai precisar de: uma balança de cozinha (para padronizar porções), uma tabela nutricional confiável (rótulos e/ou base de dados de alimentos), e um método de registro (planilha, caderno ou app). No meal prep, o registro não precisa ser eterno: muitas pessoas registram por 2–4 semanas para aprender porções e depois passam a repetir combinações.

Como definir os macros do dia: 3 decisões práticas

1) Definir proteína (em gramas)

Na prática, a proteína costuma ser definida primeiro porque é o macro mais “estrutural” e mais difícil de bater sem planejamento. Uma faixa comum para pessoas fisicamente ativas é algo como 1,6 a 2,2 g de proteína por kg de peso corporal por dia. Em fases de déficit calórico e/ou quando a prioridade é preservar massa magra, tende-se a ficar mais perto do topo da faixa; em manutenção ou superávit, pode ficar no meio da faixa. Se você não quer usar peso corporal como referência, uma alternativa é definir proteína como uma porcentagem das calorias (por exemplo, 25% a 35%), mas o método por gramas/kg costuma ser mais consistente.

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Exemplo: pessoa com 70 kg decide 1,8 g/kg. Proteína diária = 70 × 1,8 = 126 g. Em calorias, isso equivale a 126 × 4 = 504 kcal.

2) Definir gordura (em gramas)

Gorduras são importantes para saúde hormonal e saciedade, mas sobem calorias rapidamente (9 kcal/g). Uma faixa prática para muitas pessoas é 0,6 a 1,0 g/kg/dia, ou então 20% a 35% das calorias. Em geral, dietas muito baixas em gordura por longos períodos podem ser difíceis de sustentar e podem prejudicar saciedade; por outro lado, gordura demais pode “roubar” calorias que você gostaria de usar em carboidratos para performance.

Exemplo: a mesma pessoa de 70 kg define 0,8 g/kg. Gordura diária = 70 × 0,8 = 56 g. Em calorias: 56 × 9 = 504 kcal.

3) Definir carboidratos (o que “sobra”)

Depois de definir proteína e gordura, carboidratos geralmente são calculados com as calorias restantes. Isso é útil porque carboidratos são o macro mais flexível para ajustar energia, especialmente em dias com treino.

Exemplo completo com meta calórica: meta = 2.100 kcal/dia. Proteína = 126 g (504 kcal). Gordura = 56 g (504 kcal). Calorias restantes = 2.100 − 504 − 504 = 1.092 kcal. Carboidratos = 1.092 ÷ 4 = 273 g.

Resultado do dia: 126 g proteína, 56 g gordura, 273 g carboidratos. Esse número pode parecer alto ou baixo dependendo do seu gasto e do seu estilo alimentar. O ponto é: a lógica é sempre a mesma.

Checagem rápida: seus macros fazem sentido?

  • Proteína: está dentro de uma faixa realista para sua rotina? Se ficou muito alta e você não consegue comer, reduza um pouco e redistribua em carboidratos ou gorduras.
  • Gordura: ficou baixa demais (ex.: menos de 40 g/dia para muitas pessoas)? Pode ser difícil manter saciedade e variedade alimentar. Ajuste.
  • Carboidratos: se você treina e sente queda de performance, talvez precise de mais carboidratos; se você tem pouca atividade e prefere refeições mais “gordurosas”, pode reduzir carboidratos e subir gordura, mantendo calorias.

Essa checagem evita um erro comum: escolher percentuais “bonitos” e acabar com gramas impraticáveis para o seu dia a dia.

Distribuição por refeições: como transformar macros do dia em um plano executável

Depois de ter os macros diários, o próximo passo é distribuir por refeições. No meal prep, a distribuição deve respeitar dois fatores: sua rotina (horários, trabalho, treino) e a logística de preparo (quantas marmitas você consegue montar e transportar). Não existe uma única divisão “certa”, mas existem divisões mais fáceis de cumprir.

Estratégias comuns de distribuição

  • Distribuição uniforme: dividir proteína e carboidratos de forma parecida entre as refeições. Funciona bem para quem quer simplicidade e saciedade constante.
  • Carboidrato concentrado no pré/pós-treino: manter proteína estável ao longo do dia e colocar mais carboidratos nas refeições próximas ao treino. Útil para performance e recuperação.
  • Gordura mais alta em refeições longe do treino: algumas pessoas preferem reduzir gordura perto do treino (digestão mais lenta) e usar mais gordura em refeições distantes do treino.

Uma regra prática: proteína tende a ser o macro mais importante para distribuir bem. Em vez de colocar quase toda proteína em uma refeição, é mais fácil bater a meta e manter saciedade quando você espalha em 3–5 “doses” ao longo do dia.

Passo a passo prático para distribuir macros em 4 refeições

Vamos usar o exemplo anterior: 126 g proteína, 56 g gordura, 273 g carboidratos. Suponha 4 refeições: café da manhã, almoço (marmita), lanche, jantar (marmita ou refeição em casa).

Passo 1: definir “âncoras” de proteína por refeição

Divida a proteína de forma relativamente uniforme. 126 g ÷ 4 ≈ 31 g por refeição. Você pode arredondar para facilitar: 30–35 g por refeição.

  • Café: 30 g proteína
  • Almoço: 35 g proteína
  • Lanche: 25–30 g proteína
  • Jantar: 35 g proteína

Essa distribuição já cria um esqueleto. No meal prep, isso ajuda a padronizar: você sabe que cada marmita principal (almoço/jantar) precisa ter algo como 35 g de proteína.

Passo 2: decidir onde colocar mais carboidrato

Se você treina no fim da tarde, pode colocar mais carboidratos no almoço e no lanche pré-treino. Exemplo de divisão:

  • Café: 55 g carboidratos
  • Almoço: 90 g carboidratos
  • Lanche: 60 g carboidratos
  • Jantar: 68 g carboidratos

Total: 273 g carboidratos. Se você treina de manhã, pode inverter: mais carboidratos no café e no almoço.

Passo 3: distribuir gordura para dar sabor e saciedade

Gordura total: 56 g. Uma divisão prática é manter moderada no café e no jantar, e um pouco menor no lanche (especialmente se for perto do treino). Exemplo:

  • Café: 15 g gordura
  • Almoço: 15 g gordura
  • Lanche: 6 g gordura
  • Jantar: 20 g gordura

Total: 56 g. Se você prefere refeições mais “secas” e leves no almoço (para trabalhar melhor), pode mover parte da gordura para o jantar.

Passo 4: transformar gramas em alimentos (modelo de montagem)

Agora vem a parte mais importante para marmitas: converter macros em porções. Em vez de tentar “adivinhar”, use um modelo de prato e pese os alimentos cozidos (mais prático para meal prep). Um modelo simples para almoço/jantar:

  • Proteína: 1 porção do alimento proteico (frango, carne magra, peixe, ovos, tofu, leguminosas) para bater a meta de proteína da refeição.
  • Carboidrato: 1 porção de carboidrato base (arroz, batata, macarrão, mandioca, quinoa, feijão/lentilha) ajustada para os gramas de carboidrato desejados.
  • Gordura: 1 fonte de gordura (azeite, castanhas, abacate, pasta de amendoim, queijo) medida em gramas/colheres.
  • Vegetais: volume livre (folhas, brócolis, abobrinha, cenoura, couve-flor), considerando que têm poucos carboidratos líquidos e ajudam na saciedade.

Para facilitar, crie uma “tabela caseira” com 5–10 alimentos que você usa sempre e as porções típicas. Exemplo de referência prática (valores aproximados, podem variar por marca e preparo):

Porções aproximadas (alimento cozido ou pronto para consumo) e macros médios: 100 g peito de frango grelhado: ~31 g proteína, ~3-4 g gordura 100 g patinho moído magro: ~26 g proteína, ~8-10 g gordura 1 lata de atum em água (120 g drenado): ~28 g proteína, ~1 g gordura 1 ovo inteiro: ~6 g proteína, ~5 g gordura 100 g arroz branco cozido: ~28 g carboidratos, ~2-3 g proteína 100 g batata cozida: ~20 g carboidratos 100 g feijão cozido: ~14 g carboidratos, ~5 g proteína 10 g azeite (1 colher de sopa rasa): ~10 g gordura 15 g pasta de amendoim: ~8 g gordura, ~4 g proteína, ~3 g carboidratos

Com isso, você monta a refeição “de trás para frente”: primeiro bate proteína, depois ajusta carboidrato, depois gordura.

Exemplo completo de 1 dia com macros por refeição (com alimentos)

Usando a distribuição do exemplo (aproximada):

  • Café (30P / 55C / 15G): 2 ovos inteiros (12P/10G) + 200 g de claras (aprox. 22P) + 60 g de aveia (aprox. 40C/8P/4G) + 1 banana média (aprox. 25C). Ajuste fino: se a gordura passar, reduza 1 gema; se carboidrato faltar, aumente aveia.
  • Almoço marmita (35P / 90C / 15G): 120 g frango grelhado (aprox. 37P/4G) + 250 g arroz cozido (aprox. 70C) + 150 g feijão cozido (aprox. 21C/7P) + 10 g azeite (10G) + legumes à vontade. Ajuste fino: se carboidrato passar, reduza arroz; se gordura ficar baixa, aumente azeite.
  • Lanche (25–30P / 60C / 6G): iogurte grego natural (ver rótulo; exemplo 170 g com 17P) + 1 dose de whey (aprox. 20–25P) + 2 fatias de pão (aprox. 30–35C) + 1 fruta (20–25C). Para manter gordura baixa, escolha iogurte com menor teor de gordura.
  • Jantar marmita (35P / 68C / 20G): 150 g patinho moído magro (aprox. 39P/12G) + 250 g batata cozida (aprox. 50C) + 100 g arroz cozido (aprox. 28C) + 5 g azeite (5G) + salada/legumes. Ajuste fino: se gordura ficar alta, use carne mais magra ou reduza azeite; se carboidrato passar, reduza arroz.

Perceba que os números não precisam bater com exatidão matemática em cada refeição. O objetivo é ficar próximo por refeição e acertar bem o total do dia na maioria dos dias.

Como fazer a distribuição quando você prepara marmitas para vários dias

O meal prep funciona melhor quando você padroniza 1–2 modelos de marmita e repete. Para isso, pense em “marmitas com macros-alvo”. Exemplo: você decide que suas marmitas de almoço terão sempre algo como 35P/80–95C/10–15G e as de jantar 35P/60–75C/15–25G. A partir daí, você escolhe combinações de alimentos que encaixem nesses intervalos.

Passo a passo para criar uma marmita padrão

  • Passo 1: escolha a proteína principal (ex.: frango).
  • Passo 2: defina a porção de proteína para bater o alvo (ex.: 120 g frango cozido para ~35–37 g proteína).
  • Passo 3: escolha 1 carboidrato base (ex.: arroz) e ajuste a porção para chegar perto do alvo (ex.: 250 g arroz cozido para ~70 g carboidratos).
  • Passo 4: complemente carboidratos e fibras com leguminosas e vegetais (ex.: feijão + brócolis).
  • Passo 5: ajuste gordura com uma medida simples (ex.: 10 g azeite) ou com o próprio alimento (carne mais gordurosa, queijo, etc.).
  • Passo 6: registre a “receita” com pesos cozidos e macros estimados para repetir nas próximas semanas.

Uma dica prática: pese e registre a receita “por marmita”, não por panela. Exemplo: você cozinha 1 kg de frango e 1 kg de arroz. Depois, monta 5 marmitas e pesa o que vai em cada uma. Assim, cada unidade fica consistente.

Distribuição por refeições em cenários comuns

Quem treina cedo (manhã)

Estratégia simples: carboidratos mais altos no café e no pós-treino (café e almoço), proteína bem distribuída, gordura moderada no café (se não pesar no estômago) e maior no jantar.

  • Café (pré/pós imediato): mais carboidrato e proteína
  • Almoço: carboidrato ainda alto
  • Lanche: moderado
  • Jantar: carboidrato moderado, gordura um pouco maior

Quem treina à noite

Estratégia simples: carboidratos moderados no café, mais altos no almoço e no lanche, e ainda presentes no jantar para recuperação. Gordura mais alta no café e no jantar, menor no lanche pré-treino.

Quem faz 3 refeições por dia (sem lanche)

Você pode concentrar mais macros em cada refeição, mas mantenha proteína alta em todas. Exemplo: dividir proteína em 3 blocos (40–45 g cada) e ajustar carboidratos conforme treino. Em meal prep, isso significa marmitas maiores e menos “beliscos” fora do plano.

Quem faz 5–6 refeições por dia

Funciona bem para quem tem fome frequente ou prefere porções menores. O cuidado é não “diluir” demais a proteína e acabar com refeições com 10 g de proteína apenas. Tente manter pelo menos 20–30 g de proteína nas refeições principais e 15–25 g nos lanches, dependendo da meta diária.

Erros comuns ao calcular e distribuir macros (e como corrigir)

Erro 1: calcular macros e não conseguir executar

Se você definiu 170 g de proteína e isso vira um sofrimento diário, o problema não é “falta de disciplina”; é um alvo mal calibrado para sua rotina. Ajuste para uma faixa mais realista e foque em consistência. No meal prep, metas executáveis vencem metas perfeitas.

Erro 2: não contar gorduras “invisíveis”

Azeite “no olho”, manteiga na frigideira, castanhas beliscadas e queijos podem somar facilmente 200–400 kcal sem perceber. Solução: por 1–2 semanas, meça gorduras com balança/colher padrão e defina porções fixas (ex.: 10 g azeite por marmita).

Erro 3: usar apenas alimentos “fit” e esquecer preferências

Macros não exigem um cardápio restrito. Você pode encaixar alimentos que gosta, desde que as porções respeitem os alvos. Exemplo: trocar arroz por macarrão, batata por mandioca, frango por carne magra, mantendo gramas semelhantes de carboidratos/proteínas.

Erro 4: tentar bater macros exatos em cada refeição

Isso aumenta frustração e complexidade. Uma abordagem mais prática é trabalhar com intervalos por refeição (ex.: almoço 30–40P, 80–100C, 10–20G) e garantir o total do dia. Para meal prep, intervalos são mais fáceis porque variações de marcas e cozimento mudam os números.

Como ajustar a distribuição sem refazer tudo

Quando você percebe fome, queda de energia ou dificuldade de aderência, ajuste primeiro a distribuição, não necessariamente o total diário. Exemplos de ajustes simples:

  • Muita fome à tarde: mova 10–15 g de gordura do jantar para o almoço (ex.: mais azeite/abacate no almoço) ou aumente vegetais e leguminosas no almoço.
  • Treino fraco: mova 30–50 g de carboidratos de uma refeição distante do treino para o pré/pós (ex.: reduzir carboidrato no jantar e aumentar no lanche pré-treino).
  • Sonolência após o almoço: reduza gordura no almoço e aumente carboidratos de digestão mais leve e vegetais; ou divida o carboidrato do almoço entre almoço e lanche.
  • Dificuldade em bater proteína: crie “atalhos” proteicos: iogurte alto em proteína, whey, atum, frango desfiado pronto, tofu firme; e aumente 5–10 g de proteína em duas refeições em vez de tentar compensar tudo em uma.

Checklist prático para você montar suas metas por refeição

Use este roteiro para sair do número diário e chegar em marmitas prontas:

  • 1) Anote seus macros diários (P/C/G em gramas).
  • 2) Escolha quantas refeições você fará (3, 4, 5…).
  • 3) Distribua a proteína primeiro (meta por refeição).
  • 4) Distribua carboidratos considerando horário do treino e energia do dia.
  • 5) Distribua gorduras para saciedade e palatabilidade, evitando excessos “invisíveis”.
  • 6) Crie 1–2 modelos de marmita com pesos cozidos e macros aproximados.
  • 7) Repita por 1 semana e ajuste a distribuição (antes de mexer no total).

Agora responda o exercício sobre o conteúdo:

Ao planejar marmitas com cálculo de macros, qual sequência tende a ser mais prática para definir e distribuir os macronutrientes do dia?

Você acertou! Parabéns, agora siga para a próxima página

Você errou! Tente novamente.

A abordagem prática é fixar primeiro proteína e gordura (em gramas) e usar as calorias restantes para calcular carboidratos. Depois, distribui-se por refeições priorizando uma boa distribuição de proteína e ajustando carboidratos e gorduras conforme rotina e treino.

Próximo capitúlo

Leitura de rótulos e conversão de porções para gramas e macros

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